GOLPE DURO PARA BURGUESADA: Lula foi capa do maior jornal francês e Papa Francisco se manifestou

A carta de Lula, direto da prisão, foi capa de destaque do mais importante jornal francês, o Le Monde.

Rússia e China: pesadelo dos EUA se torna realidade

A nova política dos EUA em relação à China está levando à aproximação entre Moscou e Pequim, comenta o analista russo Timofei Bordachev.

URGENTE: Lava Jato pode ter fraudado documentos para incriminar Lula; CONFIRA CÓPIAS!

Surgem novos documentos que podem comprovar o que declarou o deputado Sibá em um encontro realizado no último sábado (5).

Lula preso sem provas, Paulo Preto ''com cem milhões" solto. Justiça?

Se alguém do campo progressista ainda tinha dúvidas sobre o posicionamento político do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foram relembrados nesta sexta-feira, 11.

Engenheiros da Petrobrás dizem que política de preços de combustíveis beneficia grupos estrangeiros

A AEPET reafirma o que foi expresso no Editorial “Política de preços de Temer e Parente é ‘America First!’ “, de dezembro de 2017.

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quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Minas Gerais tem primeiro caso suspeito de coronavírus no Brasil

Paciente de 35 anos veio de Xangai, na China, e chegou à capital mineira na semana passada


A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) investiga um caso suspeito de coronavírus em Belo Horizonte. Trata-se de uma mulher de 35 anos que esteve em Xangai, na China, e desembarcou na capital mineira no sábado 18, “com sintomas respiratórios, compatíveis com doença respiratória viral aguda”. 
Tendo em vista o contexto epidemiológico atual do país onde a paciente esteve, foi considerada a hipótese de doença causada pelo novo Coronavírus, que é microrganismo de alerta sanitário internacional”, informou a SES-MG, em nota. A paciente está internada no Hospital Eduardo de Menezes, na Região do Barreiro, e encontra-se clinicamente estável. O caso segue em investigação.


Em nota, o Ministério da Saúde negou que tenha sido detectado um caso de coronavírus em Minas Gerais. “Não há detecção de nenhum caso suspeito no Brasil de Pneumonia Indeterminada relacionado ao evento na China”, afirmou o Ministério da Saúde. “O caso noticiado pela Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais não se enquadra na definição de caso suspeito da Organização Mundial da Saúde (OMS), tendo em vista que o paciente esteve em Xangai, onde não há, até o momento, transmissão ativa do vírus”, explicou o órgão federal.
Segundo o ministério, a OMS determinou que “só há transmissão ativa do vírus na província de Wuhan”, onde o surto teria começado. Xangai fica a cerca de 840 quilômetros de Wuhan.


Fonte: Revista Veja

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

A descoberta sobre o sistema imunológico que pode ajudar a combater todos os tipos de câncer

Uma recente descoberta sobre o nosso sistema imunológico pode se tornar uma arma para tratar todos os tipos de câncer.
Uma equipe de cientistas da Universidade de Cardiff, no País de Gales, desenvolveu um método em laboratório que destrói o câncer de próstata, mama, pulmão e outros tipos.
Os achados, divulgados na publicação científica Nature Immunology, ainda não foram testados em pacientes, mas têm um "enorme potencial", afirmam os pesquisadores.



Para especialistas que não participaram da pesquisa, ainda que o trabalho esteja num estágio inicial, ele é bastante promissor.

O que eles descobriram?

Nosso sistema imunológico é a defesa natural do corpo contra infecções, mas ele também ataca células cancerosas.


A equipe da Universidade de Cardiff estava em busca de maneiras novas e "não convencionais" de fazer com que o sistema imunológico atacasse naturalmente tumores.
Eles encontraram uma célula-T (ou linfócito T) com um novo tipo de "receptor" que identifica e ataca células cancerosas, ignorando as saudáveis.
A diferença nesta célula imunológica é que ela pode escanear o corpo em busca de ameaças que devem ser eliminadas e atacar uma ampla variedade de cânceres.
"Há uma possibilidade de que ele possa tratar todos os pacientes", afirmou o professor Andrew Sewell à BBC. "Antes ninguém acreditava que isso fosse possível."

Como ela funciona?

As células T têm "receptores" na superfície que permitem a elas "enxergar" em um nível químico.
Os pesquisadores da Universidade de Cardiff descobriram que a célula T e seu receptor podem encontrar e destruir uma gama de células cancerosas no pulmão, na pele, no sangue, no cólon, na mama, nos ossos, na próstata, no ovário, no rim e na coluna cervical.
E fazem isso deixando intocados os tecidos "normais".
Image copyrightSCIENCE PHOTO LIBRARYT-cells atacam células cancerosas
Image captionT-cells atacam células cancerosas
O modo exato como que isso acontece ainda está sendo pesquisado.
Esse receptor da célula T em particular interage com uma molécula chamada MR1, presente na superfície de todas as células do corpo humano.
Acredita-se que a MR1 seja a responsável por sinalizar ao sistema imunológico o metabolismo disfuncional em curso dentro de uma célula cancerosa.
"Somos os primeiros a descrever a célula T que encontra o MR1 nas células cancerosas — isso não tinha sido feito antes, foi a primeira vez", disse à BBC o pesquisador Garry Dolton.

Por que essa descoberta é relevante?

Terapias com células T já existem e o desenvolvimento de imunoterapias contra o câncer tem sido um dos avanços mais empolgantes nesse campo.
O mais famoso exemplo é o chamado CAR-T, uma droga viva produzida por meio de engenharia genética em células T para procurarem e destruírem o câncer.
O CAR-T pode trazer resultados incríveis que levam alguns pacientes do estágio de doença terminal para a completa remissão.
Essa abordagem é, no entanto, extremamente específica e funciona com apenas um número limitado de cânceres onde há um alvo claro para treinar a "mira" das células T.
infografico explica como funciona o CAR-T
E também enfrenta dificuldades em combater "cânceres sólidos" — aqueles que formam tumores em vez de sangue canceroso como a leucemia.
Já os pesquisadores da Universidade de Cardiff afirmam que o receptor da célula T pode levar a um tratamento de câncer "universal".

Mas como isso funciona na prática?

A ideia é extrair uma amostra de sangue do paciente em tratamento contra o câncer.
As células T seriam extraídas e modificadas geneticamente a fim de reprogramá-las para constituir o receptor que encontra o câncer.
Essas células aperfeiçoadas seriam cultivadas em largas quantidades em laboratório e depois reinseridas no paciente. É o mesmo processo usado na terapia CAR-T.
No entanto, essa pesquisa da Universidade de Cardiff foi testada apenas em animais e células em laboratório, e testes em humanos demandam mais etapas de segurança.

O que dizem outros especialistas?

Lucia Mori e Gennaro De Libero, da Universidade de Basileia, na Suíça, afirmam que essa pesquisa tem um "enorme potencial", mas ainda é cedo para afirmar que ela poderia funcionar para todos os tipos de câncer.
Image copyrightGETTY IMAGESRepresentação gráfica dos linfócitos T
Image captionNa terapia celular, linfócitos T do enfermo são reprogramados para reconhecerem as células cancerosas
"Estamos muito empolgados com as funções imunológicas dessa nova população de células T e o uso potencial do receptor na terapia de células tumorais", dizem.
Daniel Davis, professor de imunologia da Universidade de Manchester, na Inglaterra, afirmou que "por ora, ainda é uma pesquisa em estágio bastante inicial e nem perto de se tornar um tratamento real para pacientes".
"Mas não há dúvidas de que é uma descoberta bastante empolgante, tanto para o avanço do nosso conhecimento sobre o sistema imunológico quanto para o desenvolvimento de novos tratamentos."


Fonte: BBC Brasil

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Bolsonaro veta projeto que obriga SUS a ofertar sangue e remédios a pacientes

Presidente vetou integralmente o projeto de lei, mas decisão ainda pode ser derrubada pelo Congresso


O presidente Jair Bolsonaro vetou integralmente o projeto de lei aprovado pelo Congresso que obrigava o Sistema Único de Saúde (SUS) a garantir sangue, hemoderivados, medicamentos e demais recursos a todos os pacientes da rede. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (27) no Diário Oficial da União.
Ao vetar o projeto, Bolsonaro alegou inconstitucionalidade e contrariedade ao interesse público. Citando os ministérios da Economia e Saúde, a publicação diz que disponibilização “institui obrigação ao Poder Executivo e cria despesa obrigatória ao Poder Público, sem que se tenha indicado a respectiva fonte de custeio”.
O texto original do projeto, de autoria do ex-governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), inicialmente previa a disponibilização de tratamento a pacientes portadores de coagulopatias congênitas, as hemofilias. Porém, o texto sofreu alterações ao tramitar no Senado e foi aprovado estendendo a medida para todos os pacientes do SUS.
A decisão de Jair Bolsonaro ainda pode ser derrubada pelo Congresso.


Fonte: Revista Fórum

terça-feira, 24 de dezembro de 2019

Bolsonaro extingue mais de 27 mil cargos efetivos e acaba com programa de agentes de saúde do SUS

O texto proíbe também a realização de concursos públicos para vários cargos de instituições de ensino vinculadas ao Ministério da Educação


Por meio de um decreto de Jair Bolsonaro, o governo decidiu extinguir 27.611 cargos efetivos do seu quadro de pessoal. O texto proíbe também a realização de concursos públicos para vários cargos de instituições de ensino vinculadas ao Ministério da Educação (MEC), de acordo com informações de O Globo.
Não haverá demissões, ainda que os cargos sejam extintos. Já estão desocupados 14.227 e 13.384 vagas ainda estão ocupadas. A extinção ocorrerá quando essas pessoas se aposentarem. Não foi informada a estimativa de redução de gastos.


Entre os cargos extintos estão o de mateiro, discotecário, técnico de móveis e esquadrias, locutor e seringueiro.
Serão cortados 22.476 cargos do Ministério da Saúde, o que representa cerca de 81% do total. Apenas para o programa Agente de Saúde Pública serão extintos 10.661 cargos.
“Isso não terá repercussão no âmbito do Ministério da Saúde e se deve, em grande parte, à extinção de cargos de natureza operacional no combate e controle de endemias, e de cargos vagos de unidades hospitalares, que hoje já são de competência de outros entes federativos”, afirmou o secretário de Gestão e Desempenho de Pessoal, Wagner Lenhart, por meio de nota.
Concursos
Ainda será proibida a abertura de concurso público para cargos técnicos e administrativos das instituições de ensino. São aproximadamente de 20 mil vagas do Ministério da Educação e  instituições federais de ensino. São 68 tipos de cargos, ou funções para as quais não haverá concurso.
Lenhart disse, também, que o decreto não acaba com os cargos, mas veda a realização de novos concursos. Entre esses cargos estão: técnico em alimentos e laticínios, técnico em audiovisual e tradutor intérprete de linguagem de sinais.
O governo afirmou que a maioria das atribuições dos cargos pode ser exercida por novos meios, como a descentralização para outros entes da federação e terceirização, por exemplo.
“O objetivo é evitar contratações desnecessárias e o desperdício de recursos, pois estes são cargos obsoletos e em funções que não devem mais ser repostas”, disse o secretário.
A deputada Erika Kokay, do PT-DF, comentou o decreto em seu Twitter.

Fonte: Revista Fórum

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

Zika Vírus: Bolsonaro acaba com ação de prevenção para grávidas

Via Rede Brasil Atual - O governo do presidente da República, Jair Bolsonaro, acabou com a distribuição de repelentes para prevenir a contaminação por Zika Vírus em mulheres grávidas – com consequente desenvolvimento de microcefalia em bebês – e outros grupos de risco. É o que mostram emails internos das secretarias Municipal e Estadual da Saúde de São Paulo, trocados às vésperas do início do verão, época de maior proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor do Zika Vírus, Dengue e outras doenças. Não houve comunicação à população sobre a medida.



A distribuição de repelentes teve início no final de 2016, depois da epidemia de Zika Vírus que resultou em centenas de casos de microcefalia, desde novembro 2015. O programa, articulado entre o Ministério da Saúde e o extinto Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, distribuía anualmente cerca de 16 milhões de repelentes para 400 mil mulheres. O estado de São Paulo chegou a receber 1,4 milhão de frascos de repelentes para o atendimento estimado de 46,4mil gestantes integrantes de famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família. O produto era repassado às secretarias municipais.

O email não detalha os motivos para suspensão da distribuição de repelentes e nem desde quando o governo Bolsonaro tomou a decisão. Em 2018, o Ministério da Saúde ampliou os beneficiários do programa, incluindo a população de áreas endêmicas de doenças como a febre amarela, dengue, chikungunya e zika; todas as gestantes acompanhadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS); público com contraindicação à imunização da febre amarela; agentes comunitários de saúde expostos à situação de risco, entre outros. O Ministério da Saúde não se manifestou.



Para o médico sanitarista e ex-ministro da Saúde Arthur Chioro, a medida é “mais uma demonstração de descompromisso e irresponsabilidade” do governo Bolsonaro. “Acabamos de entrar no verão. É a época do ano mais crítica, pois, além da elevação da temperatura, temos o aumento dos índices pluviométricos, que favorecem a reprodução do Aedes aegypti, transmissor da dengue, febre amarela, chikungunya e zika. (A distribuição de repelentes é) uma medida de fundamental importância para proteção dos mais de 400 mil bebês que estarão sendo gestados ao longo deste período crítico e que tem risco elevado de desenvolvimento de microcefalia, caso ocorra a infecção da mãe pelo Zika Vírus. Uma medida que pode custar muito caro, em todos os sentidos, para o futuro do país”, afirmou.

No final de novembro, o coordenador-geral de vigilância de arboviroses do Ministério da Saúde, Rodrigo Said, admitiu que o Brasil corre o risco de passar por um novo surto de Zika Vírus em 2020, durante uma reunião com gestores do SUS. “Percebemos como a ocorrência do Zika está um pouco fora da sazonalidade mostrando que temos um potencial importante e precisamos ficar atentos novamente com a ocorrência de grande magnitude de casos de Zika no país. Esse alerta é para mostrar que precisamos estar atentos no diagnóstico diferencial principalmente em relação a gestantes e crianças”, disse Said, em áudio obtido pela rádio CBN.

Apesar do número de casos ter diminuído, o Zika Vírus continua circulando e fazendo vítimas. Até outubro deste ano, o Ministério da Saúde registrou 10.715 casos prováveis de mulheres que foram infectadas por Zika Vírus na gestação. O número de casos confirmados foi de 55. Em 2018, 124 bebês nasceram com a síndrome congênita do vírus em todo o país. A maior parte dos casos se concentra nas regiões norte e nordeste. O governo Bolsonaro decretou uma pensão para vítimas da infecção, mas apenas para crianças que tenham desenvolvido microcefalia, ignorando outras anomalias causadas pela doença.

Desde o início da epidemia, em novembro de 2015, até outubro deste ano, foram registrados 18.282 casos suspeitos de crianças com malformações decorrentes da infecção por Zika Vírus. A situação foi confirmada em 3.474 casos. Outros 374 casos foram classificados como prováveis. Cerca de 85% dos casos confirmados de malformação em consequência da infecção por Zika Vírus ocorreram em recém-nascidos ou crianças. Os demais levaram a fetos natimortos, abortos, óbitos neonatais e infantis.


Fonte: Conversa Afiada

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Médico deputado alerta sobre golpe de Bolsonaro para cortar recursos da saúde

POR ALEXANDRE PADILHA no Brasil de Fato

Com a falsa promessa de atender os mais necessitados, Bolsonaro faz o maior ataque da história ao princípio da universalidade do Sistema Único de Saúde (SUS).


A portaria do novo financiamento dos recursos para que os municípios possam abrir e colocar para funcionar unidades básicas de saúde, imunização e ações e prevenção visa impedir que o SUS atenda a todos.

Essa nova portaria baseia o repasse de recursos aos municípios não mais pelo tamanho da população e por indicadores de vulnerabilidade, e sim pelo número de pessoas cadastradas pelas equipes de saúde da família.

Com o desmonte do Mais Médicos, o congelamento de investimentos e a dificuldade de contratação de pessoal, a cobertura em saúde da família em vários municípios brasileiros não chega a 50%.



Eu estive, por exemplo, na cidade de Maceió (AL), acompanhei a destruição do Mais Médicos e vi que a cobertura é de cerca de 26%. No Brasil, a média é em torno de 60%, tendo reduzido este ano.

Quem não está cadastrado, ficará de fora do novo cálculo, e a redução de recursos repassados aos municípios é gravíssima.

Essa política atinge em cheio a Política Nacional de Atenção Básica que nós construímos em 2011 e fere os princípios fundamentais do SUS.


Fonte: Plantão Brasil

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Tuberculose: Bolsonaro corta medicamentos e tratamento de crianças é reduzido em São Paulo

Publicado na Rede Brasil Atual
O tratamento de pessoas com tuberculose está em risco na capital paulista. Emails internos da Secretaria Municipal da Saúde da gestão Bruno Covas (PSDB), obtidos pela RBA, revelam que o governo Bolsonaro reduziu o repasse de medicamentos para combate da infecção em quase 60%. Em consequência, a prefeitura de São Paulo orientou a rede de saúde a não iniciar nenhum novo tratamento de tuberculose latente em crianças. “A prioridade serão as crianças em tratamento de tuberculose ativa. Como medida imediata estão suspensos todos os novos tratamento de ILTB com esquema de Rifampicina em crianças”, informou Mariangela Medina Brito, da equipe técnica do Programa Municipal de Controle de Tuberculose.
A Rifampicina suspensão é o medicamento mais eficiente no tratamento da infecção latente de tuberculose (ILTB) em crianças menores de 10 anos e idosos. Uma tabela constante das mensagens revela que foram entregues apenas 2.500 frascos dos 4 mil necessários para atendimento às crianças com tuberculose latente na capital paulista. Além disso, os quatro medicamentos que compõem o tratamento inicial da tuberculose – feito nos primeiros dois meses – também foram entregues em quantidades abaixo das necessidades. Dos 600 mil comprimidos programados para entrega pelo Ministério da Saúde, a prefeitura recebeu 377.910 – déficit de 222.090 comprimidos.

Os documentos indicam que não há prazo para regularização dos estoques pelo Ministério da Saúde. “O CVE PECT (Coordenador de Vigilância Epidemiológica) está sinalizando que teremos solução de continuidade no abastecimento de Rifampicina suspensão. A informação foi confirmada por telefone por técnico do MS (Ministério da Saúde). A grade de entrega para a proxima programação já foi liberada com corte de mais 60% do que haviamos programado com a assistencia farmacêutica”, escreveu Mariangela.
A entrega de medicamentos é relativa aos meses de setembro, outubro e novembro desse ano. As mensagens foram encaminhadas pela equipe da Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa), que coordena o programa de tuberculose, entre a sexta-feira (13) e a segunda-feira (16). Poucos dias depois do Ministério da Saúde comemorar nas redes sociais que o “Brasil vai liderar a estratégia de luta mundial contra a tuberculose”. O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, vai assumir a presidência do programa StopTB, parceria da ONU para eliminação da tuberculose, em dezembro desse ano.
As orientações do Programa Municipal de Controle da Tuberculose foram encaminhadas para todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Centros de Atenção Psicosocial (Caps) da cidade. No entanto, a Covisa deixou claro que ainda não há plano de atendimento emergencial caso a situação se agrave. “Aguardamos orientações do Programa Nacional a respeito de como iremos proceder com os casos já com tratamento iniciado caso o desabastecimento se mantiver”, escreveu Mariangela.
O ex-ministro da Saúde Artur Chioro avalia a situação como extramente grave. “É um verdadeiro desastre, uma irresponsabilidade, deixar faltar ou diminuir a previsão de medicamentos para o tratamento da tuberculose. A redução da oferta do medicamento que tem as quatro substâncias para o tratamento inicial da tuberculose, por si só é um desastre, porque ela pode resultar na interrupção do tratamento. Mas pior ainda é esse corte na oferta da Rifampicina suspensão, que é utilizada na infecção latente por tuberculose. Combater a infecção latente, mesmo que a pessoa não apresente sintomas, é uma forma eficaz de interrupção da cadeia de transmissão”, explicou.
Roberta Sales, doutora em Pneumologia pela Universidade de São Paulo (USP) e coordenadora do Ambulatório de Pneumologia do Hospital das Clínicas, explicou que a Rifampicina é o melhor medicamento para tratamento da tuberculose em recém-nascidos, crianças, idosos e grupos de risco. E é o que garante um tratamento de seis meses. Para ela, a situação relatada nos e-mails revela um quadro bastante preocupante.
Organização Mundial da Saúde tem meta de erradicar a tuberculose. E a maneira mais eficaz de fazer isso é identificar as infecções latentes e tratá-las. Se for algo pontual, não é tão assustador. O mais importante seria saber quanto tempo isso vai durar e o que vai ser feito”, disse a especialista. Mas, até o momento, essa informação não existe. A RBA procurou o Ministério da Saúde e a Secretaria Municipal da Saúde, mas nenhuma das gestões respondeu aos contatos.
O Brasil registra cerca de 70 mil novos casos de tuberculose a cada ano, que resultam em aproximadamente 4.500 mortes. Em setembro de 2018, o Ministério da Saúde publicou novo protocolo de combate à doença, que define o uso prioritário da Rifampicina como medicamento no tratamento de recém nascidos e de crianças que convivem com casos confirmados da doença. Além de pessoas com HIV, insuficiência renal crônica, câncer e pré-transplante de órgãos. A OMS estima que 25% da população mundial está infectada com o bacilo da tuberculose.
A infecção por tuberculose pode ter dois desenvolvimentos. Se o organismo da pessoa estiver fragilizado, tende-se a desenvolver a forma aguda da doença, que, se não tratada, pode levar a morte. Mas se o organismo está saudável, o bacilo é neutralizado e se aloja em algum ponto do organismo, esperando um momento de fragilidade para atacar – chamada de infecção latente. Nesta forma, a doença pode ficar adormecida por muitos anos. Crianças, idosos, pessoas com imunodeficiências, transplantadas e em tratamento de câncer são as mais sensíveis à doença.
O tratamento da doença é feito por, pelo menos, seis meses. Nos primeiros dois meses, os pacientes recebem quatro medicamentos. Nos outros quatro meses, recebem dois medicamentos. Como o tratamento não pode ser interrompido, sob risco de agravamento do quadro, os casos são monitorados diariamente pelas Unidades Básicas de Saúde, que entregam o medicamento diretamente ao paciente.

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Bolsonaro corta R$ 1 bilhão em vacinas do SUS: “Resolveu seguir o fundamentalismo anti-vacina”, diz Padilha

Alexandre Padilha foi à tribuna da Câmara denunciar os cortes feitos por Jair Bolsonaro no Programa Nacional de Imunização


O ex-ministro da Saúde e deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP) foi à tribuna da Câmara para denunciar um corte orçamentário promovido pelo governo de Jair Bolsonaro que tira cerca de 1 bilhão de vacinas do Sistema Único de Saúde (SUS). Padilha ainda considerou que esse movimento vai na direção do pensamento de Olavo de Carvalho, que é contrário às vacinas.


“Foi encaminhado pelo presidente Bolsonaro a proposta de orçamento do Ministério da Saúde pro ano de 2020 e o que mais me surpreendeu foi a proposta de redução dos recursos do Programa Nacional de Imunização, o programa nacional de vacinas. O Brasil está vendo a reemergência do sarampo, a falta de vacina pentavalente, a falta de vacina da polio, a destruição do PNI e Bolsonaro reduz os recursos para 2020”, declarou.

Pelo Twitter, Padilha ainda completou e comparou o corte no orçamento com o movimento anti-vacina. “Parece que Bolsonaro resolveu seguir de vez seu guru Olavo de Carvalho e o fundamentalismo anti-vacina. Tirou quase 1 bilhão das vacinas do SUS. Ignorância de mãos dadas com vidas perdidas”, avaliou.

Parece que Bolsonaro resolveu seguir de vez seu guru Olavo de Carvalho e o fundamentalismo anti-vacina. Tirou quase 1 bilhão das vacinas do SUS. Ignorância de mãos dadas com vidas perdidas.


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Fonte: Revista Fórum