GOLPE DURO PARA BURGUESADA: Lula foi capa do maior jornal francês e Papa Francisco se manifestou

A carta de Lula, direto da prisão, foi capa de destaque do mais importante jornal francês, o Le Monde.

Rússia e China: pesadelo dos EUA se torna realidade

A nova política dos EUA em relação à China está levando à aproximação entre Moscou e Pequim, comenta o analista russo Timofei Bordachev.

URGENTE: Lava Jato pode ter fraudado documentos para incriminar Lula; CONFIRA CÓPIAS!

Surgem novos documentos que podem comprovar o que declarou o deputado Sibá em um encontro realizado no último sábado (5).

Lula preso sem provas, Paulo Preto ''com cem milhões" solto. Justiça?

Se alguém do campo progressista ainda tinha dúvidas sobre o posicionamento político do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foram relembrados nesta sexta-feira, 11.

Engenheiros da Petrobrás dizem que política de preços de combustíveis beneficia grupos estrangeiros

A AEPET reafirma o que foi expresso no Editorial “Política de preços de Temer e Parente é ‘America First!’ “, de dezembro de 2017.

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Resistir é preciso. Resistir ao fascismo é imprescindível

E resistir é, acima de tudo, o único caminho que a história reserva aos democratas, aos libertários e aos humanistas do Brasil e do mundo.
Uma eleição não é garantia automática de democracia. Hitler ascendeu ao poder na Alemanha em 1933 depois de ter sido eleito. Em questão de meses, o hitlerismo foi convertido em filosofia oficial e em política de Estado do nazismo.
Não temos o direito de ser ingênuos. O mesmo pode acontecer no Brasil, se nada for feito para deter o itinerário que leva ao precipício nazi-fascista. A justiça eleitoral, entendo eu, dá evidentes sinais de ter se convertido em quartel-general do bolsonarismo.
Bolsonaro não é um acidente de percurso. Ele é a opção consciente, a aposta escolhida pela classe dominante para cumprir 2 missões especiais no próximo período.
A primeira missão consiste em exterminar o petismo, os progressistas, os democratas e tudo o que a esquerda representa e que o neoliberalismo desconstrutivo da democracia tolerou, como a diversidade, a igualdade, a pluralidade, a justiça social, a liberdade, a democracia e os pobres no orçamento e nas prioridades públicas, para implantar um regime duro, de terrorismo econômico, político e social.
Bolsonaro deixou isso claro na manifestação macarthista que fez no Facebook depois que sua eleição foi matematicamente confirmada: "não podíamos mais flertar com o socialismo".
A segunda missão do nazi-bolsonarismo consiste em implementar um projeto econômico selvagem e ultraliberal de caráter anti-povo, anti-nação, anti-soberania e anti-democracia que unifica todas as frações da classe dominante em torno de um novo pacto de dominação do establishment diante da crise mundial do capitalismo iniciada em 2008.

sábado, 27 de outubro de 2018

Joaquim Barbosa declara voto em Haddad: “Um candidato me inspira medo”

Segundo o ex-ministro, “votar é fazer uma escolha racional. Eu, por exemplo, sopesei os aspectos positivos e os negativos dos dois candidatos que restam na disputa”
O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa declarou, neste sábado (27) seu voto ao candidato Fernando Haddad (PT). Em sua conta oficial no Twitter, ele disse: “Pela primeira vez em 32 anos de exercício do direito de voto, um candidato me inspira medo. Por isso, votarei em Fernando Haddad”.
Segundo Barbosa, “votar é fazer uma escolha racional. Eu, por exemplo, sopesei os aspectos positivos e os negativos dos dois candidatos que restam na disputa”.
Alguns eleitores responderam o post de Barbosa o parabenizando e dizendo que o candidato Jair Bolsonaro (PSL) é perigoso. Outros, disseram que o ex-ministro é um “traidor da pátria” por votar em Haddad.
Barbosa chegou a ser cotado para ser candidato à presidência pelo PSB. Porém, ele desistiu da candidatura e o partido não lançou nenhum outro candidato para a disputa de 2018.

Jornalista Eliane Brum anuncia apoio a Haddad: “Um voto contra a opressão”

“Não é um voto para um candidato ou para um partido. Mas sim um voto em defesa de tudo aquilo pelo qual lutei a minha vida inteira”, diz ela
A jornalista, escritora e documentarista Eliane Brum publicou em suas redes sociais que apoia a candidatura de Fernando Haddad, candidato à presidência da República pela coligação “O Povo Feliz de Novo”. Ela explicou as razões:
“Para mim não é fácil votar no PT. Para mim também não é fácil expor o meu voto. É a primeira vez que eu o faço publicamente. E o faço porque compreendo a gravidade deste momento histórico. Faço porque entendo que este não é um voto para um candidato ou para um partido. Mas sim um voto contra a opressão, um voto em defesa de tudo aquilo pelo qual lutei a minha vida inteira, um voto em defesa de todos os princípios que fizeram de mim uma jornalista”.
Além disso, ela declarou, via Twitter: “Quando o que está em jogo é a própria democracia, votar em branco, anular o voto ou não votar está fora do campo das possibilidades. Não é posição, mas omissão. E omissão é um tipo de ação. Neste momento, o pior tipo de ação possível”, afirmou.

Bolsonaro quer cassar Haddad por causa de turnê de Roger Waters, ex-Pink Floyd

BRASÍLIA – A campanha de Jair Bolsonaro (PSL) entrou com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo a inelegibilidade do candidato Fernando Haddad (PT) por causa da turnê realizada no Brasil pelo ex-baixista do Pink Floyd, Roger Waters.
Em seus shows, o cantor já apresentou em um telão o nome de Bolsonaro como um dos representantes do neofascismo que estaria emergindo no mundo e exibiu o slogan #elenão. O público tem se divido em relação às manifestações, e, diante das vaias quando se apresentou pela primeira vez no país, colocou sobre o nome do presidenciável a mensagem “ponto de vista de censurado”.
Para a defesa, as mensagens divulgadas pelo artista “são de extrema gravidade e demonstram a premeditação e o explícito propósito de denegrir sua imagem e causar nos telespectadores/fãs uma forma de repulsa, pela evidente campanha negativa, o que não condiz com a realidade”.
Os advogados afirmam que “os ataques possuem grande semelhança conceitual com a propaganda produzida pelo PT”, pois a campanha de Haddad tem acusado “Bolsonaro de fascista, ditador, torturador, machista, nazista, etc”.
Também afirma que Roger Waters age em consonância com o PT ao lamentar as mortes do capoeirista baiano Mestre Moa e da vereadora Marielle Franco, assassinada em março. “O conluio é tão claro que foi relatado pelos meios de comunicação que o cantor Roger Waters chegou a chorar por causa da morte de mestre Moa”, diz a peça.
Os advogados argumentam ainda que um dos shows de Roger Waters reuniu um público de 45 mil, o que equivale à população de alguns países, como Mônaco (38 mil habitantes) e San Marino (33 mil). Também destaca que, no Brasil, há “inúmeras cidades cuja população equivalem ao público presente no show”, como Capão Bonito (SP), Conceição do Araguaia (PA) e Laguna (SC).
“A eficácia de uma (i) mensagem de cunho eleitoral, (ii) transmitida em um show artístico, (iii) por um artista mundialmente admirado, (iv) para um público que equivale à população de cidades e países, é gigantesca, reverbera para além do espaço em que se realizou o show, pois alcança mídia e redes sociais, produzindo poderoso impacto no processo de formação do juízo do eleitor quanto ao pleito presidencial 2018”, diz o documento apresentado ao TSE.
Eles também afirmam que, no “atual estado de ânimo da sociedade brasileira, movida por forte polarização, é um risco imenso à segurança de 45 mil pessoas incitar controvérsia política da forma como realizada”. Segundo a argumentação do grupo jurídico de Bolsonaro, as “pessoas presentes ao espetáculo se sentiram acuadas e o evento se transformou em disputa de espaços, o que gerou, inclusive, risco à integridade física dos presentes”.
Leia a matéria completa no  Valor Econômico

TSE tira do ar propaganda de Bolsonaro que falsifica frase de vice de Haddad

O ministro Carlos Horbach, do Tribunal Superior Eleitoral, determinou, nesta sexta-feira (26/10), a retirada do ar de propaganda eleitoral do candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro. A peça publicitária retratava os adversários Fernando Haddad (PT) e a vice Manuela D’Ávila (PCdoB) como ateus.


Veiculada nesta quinta-feira em horário eleitoral gratuito usa trecho de vídeo de Manuela D’Ávila editado fazendo parecer que ela não é cristã. Assim, a coligação “O povo feliz de novo” apresentou representação pedindo a suspensão da propaganda.

“Tal como assentado no provimento liminar na Rp nº 0601727-09/DF, de minha relatoria, o vídeo com declarações da candidata representante foi de fato editado, de modo a induzir o eleitor a acreditar que ela afirma não ser cristã, quando o contexto integral de sua fala comprova exatamente o contrário”, disse o ministro em referência a decisão que proferiu em setembro.
A defesa, feita pelo Aragão e Ferraro Advogados, questionou ainda trecho em que Bolsonaro responsabiliza o PT pelo assassinato do então prefeito de Santo André, Celso Daniel, ocorrido em 18 de janeiro de 2002. Neste caso, no entanto, o ministro não viu irregularidade, mas tratar-se de liberdade de expressão, reforçada ainda pela inviolabilidade parlamentar. A propaganda usou fala da deputada federal Mara Gabrilli (PSDB-SP), no Plenário da Câmara dos Deputados sobre o assunto.
Leia aqui a íntegra da decisão.
Rep 0601838-90.2018.6.00.0000

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Chefe do jornal da Record pede demissão e declara voto em Haddad

Em meio a informações de que a Rede Record tem pressionado seus jornalistas a fazerem reportagens positivas do candidato Jair Bolsonaro (PSL), apoiado pelo bispo Edir Macedo, dono da emissora, a jornalista Luciana Barcellos pediu demissão de seu cargo de chefe de redação do Jornal da Record essa semana e, nesta sexta-feira 26, declarou seu voto em Fernando Haddad em uma postagem nas redes sociais.
No texto, ela não esclarece o motivo da saída, mas afirma que Haddad não foi sua opção no primeiro turno e que votar no candidato neste domingo "não é assinar cheque em branco para o PT, não é isentar o PT da responsabilidade de não ter feito a autocrítica. É defender o nosso direito de seguir em frente. E pra nós, jornalistas, votar no Haddad é também defender o direito de exercer livremente a profissão".
"Ninguém é racista ou homofóbico só da boca pra fora. Ninguém defende tortura só porque é "meio doido". Não existe fascismo "light"", critica ainda Luciana. Em outro post, do dia 20 de outubro, ela fala sobre o pedido de demissão, agradecendo aos colegas de trabalho. "A decisão de pedir desligamento não foi das mais fáceis. Mas a vida às vezes exige que a gente assuma riscos", escreve.

Maior jornal da Inglaterra, The Guardian publica matéria assinada por vários intelectuais dizendo que Bolsonaro é um risco para o Brasil e o mundo

O jornal The Guardian, o mais respeitado veículo da Inglaterra, publica nesta quinta-feira, 23, manifesto assinado por intelectuais, políticos europeus e brasileiros alertando que uma eventual eleição de Jair Bolsonaro seria um risco não apenas para o Brasil, mas para o mundo. 
Assinado por nomes como Noam Chomsky, Naomi Klein, Ada Colau (prefeita de Barcelona), Benoît Hamon (político francês) e brasileiros como Celso Amorim, Chico Buarque, Bresser Pereira e Paulo Sérgio Pinheiro, o manifesto alerta que o Brasil passa pela pior crise de sua história desde o golpe militar de 1964, e alerta para o discurso de ódio protagonizado por Bolsonaro. 
"Se Bolsonaro for eleito chefe do Estado brasileiro, esse ódio corre o risco de se institucionalizar e desencadear essa violência física. O Brasil já é, infelizmente, um dos países mais violentos do mundo: 61.619 homicídios foram cometidos em 2017, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública , representando cerca de 170 pessoas mortas por dia, incluindo um jovem negro a cada 23 minutos. Os defensores dos direitos humanos e ambientais já estavam particularmente ameaçados e cada vez mais visados", diz o texto publicado pelo The Guardian. 

Leia, abaixo, o documento na íntegra em tradução livre:

Bolsonaro ameaça o mundo, não apenas a jovem democracia do Brasil

Brasil está passando pela pior crise de sua história desde o golpe civil-militar e o estabelecimento da ditadura em 1964. Em 7 de outubro, na primeira rodada das eleições presidenciais, o candidato de extrema-direita Jair Bolsonaro obteve impressionantes 46,03% dos votos expressos, ou um terço dos eleitores registados . Este resultado desencadeou uma primeira onda de violência de ódio : mais de 70 ataques foram registrados contra pessoas LGBT, contra mulheres, contra qualquer oponente de extrema direita ou contra jornalistas.

Na noite do primeiro turno, o mestre de capoeira Moa do Katendê, ativista anti-racista e educador, foi esfaqueado até a morte por um partidário de Bolsonaro. Katendê declarara que havia votado no candidato de esquerda Fernando Haddad . No sul do país, uma mulher de 22 anos foi atacada na rua. Tememos que isso seja apenas uma antecipação de uma onda mais mortal de violência.

Este ódio e violência está claramente sendo instigado por Bolsonaro e seus representantes eleitos. Ao repetir seus discursos e provocações misóginos, racistas, homofóbicos e transfóbicos, exibindo suas armas de fogo, glorificando a ditadura militar, espalhando informações falsas, implicitamente exigem a brutalização, até mesmo o assassinato, de todos aqueles que não se parecem com eles: mulheres e ativistas LGBT, defensores dos direitos humanos e povos indígenas, ativistas progressistas ou jornalistas.

Se Bolsonaro for eleito chefe do Estado brasileiro, esse ódio corre o risco de se institucionalizar e desencadear essa violência física. O Brasil já é, infelizmente, um dos países mais violentos do mundo: 61.619 homicídios foram cometidos em 2017, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública , representando cerca de 170 pessoas mortas por dia, incluindo um jovem negro a cada 23 minutos. Os defensores dos direitos humanos e ambientais já estavam particularmente ameaçados e cada vez mais visados.

Além disso, as instituições democráticas brasileiras também foram perigosamente enfraquecidas pelos escândalos político-financeiros que afetam todos os partidos políticos e pela polêmica demissão da presidente Dilma Rousseff em 2016. Receia-se que essas instituições não possam impor o Estado de Direito democrático no caso da vitória de Bolsonaro.

Com a aproximação do segundo turno, em 28 de outubro, o candidato de extrema direita conta com o apoio dos setores mais conservadores e reacionários da sociedade brasileira: o lobby pró-armas, representantes de grandes latifundiários, muitos industriais, poderosas igrejas evangélicas, parte do exército e forças policiais. Eles assumirão a responsabilidade pelo que espera no Brasil .

A comunidade internacional, e em particular a França e a União Européia, deve agir e apoiar os democratas brasileiros, independentemente do resultado da eleição presidencial. Isto é particularmente verdade porque as idéias de Bolsonaro representam uma ameaça mortal à liberdade, aos direitos fundamentais, à obtenção de qualquer equilíbrio da Terra às mudanças climáticas e à jovem democracia do Brasil.

Esta peça foi elaborada pela Associação Autres Brésil, com sede em Paris, e assinada em apoio por: Celso Amorim, diplomata brasileiro; Frei Betto, autor, brasileiro; José Bové, membro do parlamento europeu (Grupo dos Verdes / Aliança Livre Europeia), francês; Chico Buarque, músico, brasileiro; Noam Chomsky, lingüista, americano; Ada Colau, prefeita de Barcelona; Karima Delli, membro do parlamento europeu (Grupo dos Verdes / Aliança Livre Europeia), francês; Benoît Hamon, político, francês; Naomi Klein, jornalista canadense; Noel Mamère, político, francês; Joana Mortágua, MP (Bloco Esquerdo), portuguesa; Bill McKibben, autor, educador, ecologista e co-fundador da 350.org; Bresser Pereira, economista, brasileiro; Carol Proner, advogada, brasileira; Paulo Sérgio Pinheiro, diplomata, brasileiro; Chico Whitaker, co-fundador do Fórum Social Mundial Brasileiro.

Fonte: Brasil 247

Agentes do Estado invadem universidades em todo o país às vésperas do 2º turno

Políciais federais, PMs e fiscais interrogam professores, vetam atividades, arrancam faixas e apreendem materiais

Com a proximidade do segundo turno, fiscais de tribunais eleitorais, policiais federais e militares, a mando de juízes ou seguindo a solicitação de estudantes, invadiram universidades públicas em todo o país para interrogar, intimidar e apreender materiais, além de ordenar a retirada de comunicados do ar. A prerrogativa usada pelos juízes é a de que os materiais constituem campanha para o candidato Fernando Haddad (PT).
Na manhã desta quinta-feira (25), policiais federais armados adentraram Associação Docente da Universidade Federal de Campina Grande (ADUFCG) obedecendo a um mandado de busca e apreensão, expedido pelo juiz eleitoral Horácio Ferreira de Melo Junior, para recolher o “Manifesto em Defesa da Democracia e da Universidade Pública”, assinado pela entidade sindical e aprovado pela categoria em Assembleia. Eles também levaram o HD do computador da assessoria de imprensa do sindicato docente.
"Esse manifesto tem esse teor, [e repercute] a defesa irrestrita do nosso sindicato, o Andes, da democracia, das liberdades democráticas, da defesa da universidade pública, gratuita e de qualidade, laica, socialmente referenciada. Não é um material ou manifesto que faz menção à defesa de uma candidatura ou de outra. É claro que o teor político do manifesto acaba se chocando com uma candidatura que de certa forma vai de contrário a essa bandeira”, contou Tiago Neves, professor de psicologia e diretor social da ADUFCG.

Ainda na Paraíba, homens, que se apresentaram como membros do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), estiveram na quarta-feira (24) na Universidade Estadual da Paraíba para interrogar uma professora.
“Fiscais sem documentos comprobatórios, com a jaqueta do TRE, invadiram a sala de aula de uma professora para investigar a denúncia de que estaria acontecendo propaganda para um candidato. Obviamente que não estava. A professora estava trabalhando um conteúdo a partir da exibição de um filme e eles foram embora”, disse o presidente da associação docente da universidade, Nelson Júnior, em declaração nas redes sociais.

Bolsonaro desabou porque eleitor descobriu seu viés ditorial

Os diretores do Datafolha Mauro Paulino e Alessandro Janoni afirmam que o presidenciável Jair Bolsonaro apresenta tendência de queda em quase todos os segmentos socioeconômicos e demográficos. Eles ressaltam que, apesar de cair em maior proporção entre os jovens, o deputado também desabou em estatos onde costumava ter desempenho positivo como no Sul, entre os homens, entre os mais escolarizados e, surpreendentemente, entre os mais ricos. Paulino e Janoni ainda destacam que o 'viés ditatorial' do candidato foi 'descoberto' pelo eleitor nessa reta final e que há chances consideráveis de a tendência de queda em sua candidatura se prolongar até o dia da votação.
A análise dos diretores do instituto, publicada no jornal Folha de S. Paulo, destaca que "a diminuição da diferença de Jair Bolsonaro (PSL) para Fernando Haddad (PT), de 18 para 12 pontos percentuais em curto espaço de tempo (uma semana), é acentuada em função da dicotomia que caracteriza o cálculo dos votos válidos nas disputas em segundo turno. São apenas dois candidatos —quando um ganha, o outro perde na mesma proporção".
Janoni e Paulino acrescentam: "com isso, ganha importância o contingente de eleitores sem candidato, isto é, aqueles que pretendem votar em branco, anular o voto ou se mostram ainda indecisos. A taxa (14%) é recorde para este período da disputa —em segundos turnos de eleições anteriores chegou no máximo a 10%. Caso parcela pretenda praticar voto útil, resta saber em que direção a atitude se dará".
Eles ainda lembram o estrago feito na candidatura do ex-militar pela reportagem de Patrícia Campos Mello: "a suspeita de caixa dois na contratação de serviços de WhatsApp, revelada por esta Folha, por exemplo, chegou ao conhecimento da maioria dos brasileiros, mas especialmente junto aos que mais têm recursos para consumir informação –os mais escolarizados e mais ricos, nichos dominados pelo capitão reformado desde o início da corrida presidencial".
E, finalmente, os pesquisadores apontam o autoritarismo como um elemento erosivo na campanha de olsonaro: "o outro vetor, talvez o principal, refere-se às turbulências que atingiram "a velocidade de cruzeiro" da candidatura do PSL desde a última pesquisa há sete dias –episódios que sugerem intervenções autoritárias em instituições nacionais, protagonizados por Bolsonaro, por seu filho Eduardo e aliados acabaram por corroborar a campanha do PT, que o vinha classificando de antidemocrático e violento".

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Datafolha: Diferença entre Bolsonaro e Haddad cai 6 pontos

Última pesquisa Datafolha mostrava uma diferença de 18 pontos, que agora caiu para 12: Bolsonaro tem 56% das intenções de voto contra 44% de Haddad
Nova pesquisa Datafolha para a presidência divulgada nesta quinta-feira (25) confirma a ascensão de Fernando Haddad (PT). Jair Bolsonaro (PSL) segue na liderança, mas caiu e registra 56% das intenções dos votos válidos. Já o candidato do PT subiu e aparece com 44%.








A diferença entre o petista e seu adversário caiu 6 pontos com relação ao último levantamento, divulgado no dia 18, confirmando a tendência apontada pelo Ibope na terça-feira (23). No último Datafolha, o militar da reserva tinha 58% das intenções contra 41% de Haddad. Os 18 pontos que separavam os dois candidatos, em menos de uma semana, portanto, caíram para 12.
Nos votos totais, isto é, quando considerados os brancos e nulos, Bolsonaro tem 48% e, Haddad, 38%. 8% irão votar branco ou nulo.
Votos totais

Nos votos totais, os resultados foram os seguintes:



Jair Bolsonaro (PSL): 48%
Fernando Haddad (PT): 38%
Em branco/nulo/nenhum: 8%
Não sabe: 6%


Rejeição

O Datafolha também levantou a rejeição dos candidatos. O instituto perguntou: “E entre estes candidatos a presidente, gostaria que você me dissesse se votaria com certeza, talvez votasse ou não votaria de jeito nenhum em”:



Os resultados foram:



Jair Bolsonaro



Votaria com certeza – 46%
Talvez votasse – 9%
Não votaria de jeito nenhum – 44%
Não sabe – 2%
Fernando Haddad



Votaria com certeza – 37%
Talvez votasse – 9%
Não votaria de jeito nenhum – 52%
Não sabe – 2%



Sobre a pesquisa
Margem de erro: 2 pontos percentuais para mais ou para menos
A pesquisa ouviu  9.173 eleitores entre os dias 24 e 25.
Fonte: G1




“Sob uma ditadura, todos passam a ser alvo”, diz filho de Herzog

Nesta quinta-feira (25), completam-se 43 anos de um dos episódios que causou maior comoção popular durante a ditadura militar (1964-1985): o assassinato do jornalista Vladimir Herzog, conhecido como Vlado, nos porões da repressão.
Nascido na Iugoslávia em uma família judia, veio ao Brasil com menos de cinco anos de idade fugindo do nazismo, mas, anos mais tarde, encontrou em nosso país um destino não muito diferente do que poderia significar a permanência na Europa. 
Diretor da TV Cultura, Herzog foi alvo de uma campanha na Assembleia Legislativa de São Paulo contra sua gestão à frente do jornalismo televisivo da emissora –um dos parlamentares mais investidos nessa campanha era José Maria Marín, ex-presidente da CBF e, à época, deputado pela Arena, o partido oficial da ditadura.
Sem participação direta em atividades clandestinas, Vlado era ligado ao Partido Comunista Brasileiro, organização que rejeitava a luta armada como método de resistência aos militares. Em 25 de outubro de 1975, se apresentou voluntariamente ao DOI-Codi (Destacamento de Operações de Informação - Centro de Operações de Defesa Interna). Morreu vítima de tortura aos 38 anos.
Oficialmente, a Ditadura anunciou a morte como suicídio. Um ato inter-religioso, unindo cristãos e judeus na Catedral da Sé, foi a primeira grande manifestação pública contra o regime militar após a instauração do Ato Institucional nº 5 (AI-5), em 1968, marcando um novo momento da resistência ao autoritarismo.
O rabino Henry Sobel, então líder da comunidade judaica em São Paulo, rejeitou a versão oficial do Estado brasileiro: ao invés de sepultá-lo em local destinado aos suicidas, de acordo com a fé judaica, o líder religioso alocou o corpo de Herzog no centro do Cemitério Israelita do Butantã. “Não havia dúvidas de que ele tinha sido torturado e assassinado", declarou Sobel. 
Em uma disputa eleitoral que traz o legado da ditadura de volta à tona, o Brasil de Fato conversou com Ivo Herzog, filho do jornalista e integrante do conselho do Instituto que leva seu nome. Para ele, a morte de seu pai aponta para o fato de que “Em um estado de ditadura, totalitário, todos nós passamos a ser alvo”. Preocupado com o desfecho das eleições, afirma que as declarações do candidato Jair Bolsonaro significam uma retomada do período que marcou a vida de sua família. 
Brasil de Fato – A naturalidade com que Bolsonaro evoca a ditadura militar está relacionada à forma pela qual a transição à democracia foi feita?
Ivo Herzog – Com certeza. Faltou escrever a página dessa história. Faltou inclusive uma autocrítica do governo e das Forças Armadas a respeito desse período. Historicamente, o Brasil não é um país de rupturas nas transições. A não ruptura com a ditadura não deixou claro a questão dos crimes cometidos naquela época e gerou uma série de ilusões sobre aquele período. Houve uma forte repressão, também injustificável, à luta armada. Meu pai não tinha relação com a luta armada. Sua morte representa que a repressão, uma vez iniciada, não tem limites.
Em um estado de ditadura, totalitário, todos nós passamos a ser alvo. 
Eu vou e faço uma reunião do meu grupo de teatro e posso ser atacado pelo Estado. Faço reunião do grêmio estudantil da minha escola e posso ser atacado. Coloco uma camiseta mostrando as coisa que penso e posso ser atacado. Por isso que a ditadura é um estado de exceção: perdemos os mecanismos republicanos e democráticos de controle do Estado e de proteção ao cidadão.
Como você vê a retórica de Bolsonaro. Pode a ver dúvidas de que ele retoma o ideário autoritário e pode colocá-lo em prática?
O discurso dele é isso. O que ele falou no domingo passado durante a manifestação na Paulista é absolutamente neste sentido. Um discurso contra as minorias, contra as pessoas que pensam diferente dele. E a "solução" para isso é de forma violenta, agressiva, contra a integridade de cada um de nós. 
Do ponto de vista pessoal, como você encara o contexto pelo qual o país está passando?
São 43 anos de luta. 43 anos com uma responsabilidade a partir da tragédia que aconteceu com meu pai. Aos trancos e barrancos, a gente vinha construindo uma sociedade melhor e mais justa. Claro que não da maneira que melhor poderia ser, mas estava indo na direção certa. Agora há a possibilidade de vir um rolo compressor. É muito mais fácil destruir do que construir em todos aspectos da nossa vida. Não é fácil.
Fonte: Brasil de Fato

Mujica: “não posso me esquecer que Hitler foi levado ao poder pelo voto popular”

Para ex-presidente do Uruguai, "são os povos os únicos que têm direito a se equivocar porque são os que pagam a conta".
Em sua vídeo-coluna na agência de notícias alemã Deutsche Welle, José Alberto “Pepe” Mujica, ex-presidente do Uruguai, disse que ao observar as eleições no Brasil e na Baviera – com os resultados favorecem partidos da extrema-direita – e no México – com a vitória do esquerdista Andrés Manuel López Obrador com um discurso antissistema -, é possível perceber que “estamos em tempos de massivo inconformismo”.
“Estes resultados têm algo em comum. Muita gente vota contra, sem saber claramente no que vota”, disse Mujica. Segundo ele, especificamente no Brasil, este discurso antissistema pulverizou os partidos políticos tradicionais. “E surge uma assustadoramente uma candidatura impensável nos parâmetros atuais da história do Brasil, inclusive da América Latina”.
Para o uruguaio, os tempos da ditadura nos países da América Latina ainda estão muito presentes. “Alguma coisa temos em nossa memória é precisamente a dor do que significaram os governos “fortes”, os governos duros, os quais temos farto conhecimento na nossa história”, disse.
“Mesmo assim, os povos acertam e se equivocam. E eu não posso me esquecer que Hitler foi levado ao poder pelo voto popular. São os povos os únicos que têm direito a se equivocar porque são os que pagam a conta”, afirmou.
Fonte: Revista Fórum

Haddad reúne multidão em São Paulo e projeta virada histórica no domingo

Candidato petista demonstrou otimismo ao conversar com eleitores nesta quarta-feira (24) no Largo da Batata

"A eleição do Bolsonaro que estava 'decidida', hoje é apenas 'provável', amanhã vai ser 'possível', e no domingo ele vai descobrir que perdeu", disse o candidato Fernando Haddad (PT) a cerca de 20 mil apoiadores em ato na capital paulista na noite desta quarta-feira (24).
A mobilização aconteceu no Largo da Batata, zona oeste de São Paulo, e contou com a presença de artistas, intelectuais e militantes de movimentos populares. A multidão foi contagiada pela atmosfera de otimismo e reagiu com aplausos a cada discurso em defesa da democracia.
Haddad comentou a entrevista recente em que Bolsonaro afirma que mulheres, negros, gays e nordestinos são "coitados". "Quero dizer que o 'coitado' é ele. E, pelas minhas previsões, ele está a duas entrevistas da derrota. Fala, Bolsonaro, fala o que você pensa, e vai tomar uma surra do povo brasileiro no domingo", previu.
O candidato do PT também minimizou a reação do mercado financeiro às últimas pesquisas. "Toda vez que o candidato do Paulo Guedes cai, a bolsa cai junto. Porque, se eles ganharem, vão vender tudo. E eles sabem que, se nós vencermos, não vamos vender o pré-sal, não vamos vender a Amazônia, não vamos fazer guerra com nenhum país vizinho. Nós somos os promotores da paz e da democracia no continente", afirmou o petista.
Movimentos Populares 
Gilmar Mauro, da coordenação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), disse que "é hora de ir para a rua e de se vestir de vermelho e de verde e amarelo, para convencer no debate político e virar essa eleição".
O coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) Guilherme Boulos afirmou ser um momento decisivo para o país e lembrou de pessoas assassinadas pela ditadura militar, como Vladimir Herzog, Carlos Marighella e Rubens Paiva. "Essa lição também nos dá inspiração e coragem de muita gente que lutou, que resistiu e que deu o melhor da sua vida. É o que nos inspira a estar aqui hoje, na luta democrática, e a não se intimidar diante das agressões de um fascistinha", completou.
Artistas 
"É muito importante todos nós estarmos juntos, olhando no olho, respeitando o desespero de irmãos e irmãs que, por vários motivos respeitáveis, estão acreditando em um projeto vazio, autoritário e truculento, que vai levar esse país ao abismo" disse o rapper Emicida.
O ator Ailton Graça ressaltou a necessidade de diálogo. "Tenho certeza que vai ser uma virada através do afeto e do amor. Cabe a cada um de nós continuar semeando amor e esperança no coração de quem está nutrindo ódio. Perguntar se as pessoas preferem que seus filhos tenham um livro ou uma pistola na mão", comparou.
Marias com Haddad 
Maria Conceição Guimarães é copeira e esteve no ato em apoio a Fernando Haddad na capital paulista. "Eu estou aqui porque ele é o único candidato que defende a população de baixa renda e as mulheres", disse.
A educadora Maria dos Anjos também esteve na mobilização e ressaltou as conquistas sociais durante os governo do PT, como programas para moradia e ampliação de vagas nas universidades. "Nós não precisamos de armas: precisamos de educação, de saúde e de moradia", defendeu.
A última pesquisa do Instituto Ibope, divulgada nesta terça-feira (23), mostra que a diferença entre Bolsonaro e Haddad caiu quatro pontos percentuais desde o dia 15 de outubro.
O ato na capital paulista aconteceu no dia seguinte à mobilização nos Arcos da Lapa, no Rio de Janeiro, que reuniu cerca de 70 mil pessoas.
Fonte: Brasil de Fato

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Setores evangélicos denunciam Jair Bolsonaro como uma ameaça aos valores cristãos

Para evangélicos, o candidato do PSL ameaça valores do Reino de Deus como o amor ao próximo, a graça e a misericórdia

A cada nova eleição a mistura entre religião e política está mais presente. De acordo com dados do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), neste processo eleitoral a Bancada Evangélica no Congresso Nacional passou de 75 deputados federais para 84. Eduardo Bolsonaro (PSL), deputado federal reeleito pelo estado de São Paulo, atingiu a maior votação nominal no país com 1.843.735 votos. 
A “onda” da família Bolsonaro que prega a moralidade e a honra da família tradicional tem sido impulsionada por setores ligados à Igrejas Evangélicas como a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) e a Assembleia de Deus, em que as lideranças religiosas fazem campanha para Jair Bolsonaro (PSL), utilizando o espaço da igreja. 
Cristianismo x Bolsonaro 
Contudo, o aspecto que mais tem preocupado entidades religiosas na candidatura de Jair Bolsonaro é o incentivo à violência, a desunião e ao ódio em seus discursos. Desde o inicio da sua vida política enquanto parlamentar, Bolsonaro nunca escondeu a sua admiração por militares acusados de tortura durante a Ditadura Civil Militar e o seu apreço pelo regime que foi marcado pela ausência dos princípios básicos da democracia. 
Em 2016, durante a votação da aceitação do pedido de impeachment da presidenta Dilma Roussef (PT) na Câmara dos Deputados, Jair Bolsonaro exaltou o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, torturador reconhecido pela Justiça brasileira em 2008 devido aos crimes cometidos no regime militar. 
Para a psicóloga Sonia Gertner, que cresceu na religião evangélica e integra a Igreja Batista, o candidato Jair Bolsonaro representa uma afronta aos valores cristãos e caminha na direção contrária do que pregava Jesus Cristo. 
“O Evangelho de Cristo é maior do que qualquer ideologia política, mas não podemos deixar de reconhecer que o Evangelho denuncia as injustiças sociais e que Jesus se posicionou ao lado dos pobres e oprimidos”, afirma. 
Sonia aponta que neste momento a união dos cristãos, principalmente dos evangélicos, é fundamental para denunciar que não há unanimidade entre os evangélicos sobre o apoio à Bolsonaro. Segundo ela, o candidato do PSL é uma ameaça aos valores do Reino de Deus como o amor ao próximo, a graça e a misericórdia. 
“O fascismo, que o governo Bolsonaro pode implementar em nosso país não reconhece esses valores. Essa é a verdadeira ameaça que está sobre a nossa cabeça. É preciso que os cristãos se posicionem e digam que este grupo não nos representa e que não há uma homogeneidade na Igreja Evangélica em aceitar a candidatura de Bolsonaro como messiânica, isso é um engodo e vai acabar muito mal”, salienta a evangélica. 
Movimentos Evangélicos e a Democracia 
As declarações  que propagam a violência, o ódio e a segregação proferidas por Bolsonaro têm incentivado a formação de grupos evangélicos que denunciam o risco dos valores disseminados pelo candidato que em nada se assemelham aos ensinamentos de Cristo. 
Grupos como a “Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito”, “O Amor Vence o Ódio” e “Evangélicos Contra Bolsonaro” ganharam força nas últimas semanas em diversas cidades. Os religiosos, que se posicionam em defesa do candidato à Presidência Haddad (PT), têm organizado manifestações em defesa dos princípios democráticos e dos valores cristãos. 
Juliana Duarte é professora de Inglês e integra a Igreja Batista do Caminho. A professora participou da manifestação do movimento “O Amor Vence o Ódio” que ocorreu no centro do Rio de Janeiro na última quinta-feira (18). Ela explica o objetivo da caminhada e destaca que “o fundamentalismo religioso cego presente na fala de Bolsonaro”  não traz benefícios para a sociedade.  
“O nosso objetivo é mostrar que nós, como cristãos, somos contra esse tipo de discurso. Não vemos isso consoante em nossa fé em Jesus. Estamos do lado dos pobres, da compaixão, do amor, do direito para todas as pessoas, dos direitos iguais para homens e mulheres. Isso faz muito sentido com a nossa fé, porque, para a gente, isto tem a ver com o que Jesus veio nos ensinar: de que o mais importante é o amor”, explicou Juliana. 
A próxima caminhada do grupo “O Amor Vence o Ódio” vai ocorrer no município de Niterói, na sexta-feira (26), a partir das 17h, no centro da cidade. 
Fonte: Brasil de Fato