GOLPE DURO PARA BURGUESADA: Lula foi capa do maior jornal francês e Papa Francisco se manifestou

A carta de Lula, direto da prisão, foi capa de destaque do mais importante jornal francês, o Le Monde.

Rússia e China: pesadelo dos EUA se torna realidade

A nova política dos EUA em relação à China está levando à aproximação entre Moscou e Pequim, comenta o analista russo Timofei Bordachev.

URGENTE: Lava Jato pode ter fraudado documentos para incriminar Lula; CONFIRA CÓPIAS!

Surgem novos documentos que podem comprovar o que declarou o deputado Sibá em um encontro realizado no último sábado (5).

Lula preso sem provas, Paulo Preto ''com cem milhões" solto. Justiça?

Se alguém do campo progressista ainda tinha dúvidas sobre o posicionamento político do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foram relembrados nesta sexta-feira, 11.

Engenheiros da Petrobrás dizem que política de preços de combustíveis beneficia grupos estrangeiros

A AEPET reafirma o que foi expresso no Editorial “Política de preços de Temer e Parente é ‘America First!’ “, de dezembro de 2017.

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quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Privatização em massa: conheça as 17 estatais que Bolsonaro vai privatizar, anúncio será feito amanhã

O governo do presidente Jair Bolsonaro anuncia nesta 4ª feira (21.ago.2019) uma lista de 17 empresas estatais que serão privatizadas. O Drive Premium –newsletter exclusiva para assinantes produzida pela equipe do Poder360– antecipou quais serão essas estatais. Eis a lista das 17 empresas:



1- Emgea (Empresa Gestora de Ativos);
2- ABGF (Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias);
3- Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados);
4- Dataprev (Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social);
5- Casa da Moeda;
6- Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo);
7- Ceasaminas (Centrais de Abastecimento de Minas Gerais);
8- CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos);
9- Trensurb (Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre S.A.);
10- Codesa (Companhia Docas do Espírito Santo);
11- EBC (Empresa Brasil de Comunicação);
12- Ceitec (Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada);
13- Telebras
14- Correios
15- Eletrobras
16- Lotex (Loteria Instantânea Exclusiva);
17- Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo).




O governo deve anunciar detalhes das vendas em entrevista a jornalistas nesta 4ª feira (21.ago). Ainda não há informações, por exemplo, sobre quando as privatizações serão concluídas ou qual é a expectativa de faturamento do Executivo.

Além da privatização, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) ainda pode avaliar outras alternativas para enxugar a máquina –como fundir, reorganizar, transferir ou até extinguir essas empresas.

Na semana passada, ao lado do presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, o ministro Paulo Guedes (Economia) já havia mencionado a intenção de vender os Correios e a Eletrobras.

No mesmo evento em que mencionou as duas empresas, Guedes disse que queria incluir empresas de maior porte na lista. Afirmou ainda que o seu trabalho “é tentar vender todas as estatais”.



“Estamos começando devagar nas privatizações, mas já sabemos que vamos privatizar os Correios, vamos privatizar a Eletrobras. Eu não duvido que a gente vai privatizar algumas coisas maiores, viu, Castello?”, disse o chefe da pasta de Economia na ocasião.


Fonte: Poder 360

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Desigualdade sobe, e pobreza chega a 23,3 milhões de pessoas

O Brasil vive o mais longo período de aumento de desigualdade da sua história, com crescimento da concentração de renda há 17 trimestres, segundo estudo do economista da FGV Social Marcelo Neri. O levantamento mostra ainda que o número de pobres cresceu no país e chegou a 23,3 milhões em 2017, dado mais recente. São pessoas que vivem com menos de R$ 233 por mês.

O desemprego elevado, que ainda atinge 12 milhões de pessoas, é a principal causa para a alta da desigualdade.


A dificuldade de encontrar uma vaga prejudica ainda mais os jovens. A renda do trabalho dos brasileiros com idade entre 20 e 24 anos encolheu 17% entre o quarto trimestre de 2014 e o segundo trimestre de 2019, diz o estudo.
Saiba mais detalhes sobre o estudo e entenda por que a renda dos mais pobres cai enquanto a dos mais ricos cresce na reportagem exclusiva do GLOBO.

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Quadro deprimente: 3,3 milhões de desempregados procuram trabalho há pelo menos 2 anos

Dados divulgados nesta quinta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que 3,347 milhões de desempregados procuram emprego há pelo menos 2 anos. Esse universo representa 26,2% (cerca de 1 em cada 4) dos desempregados no país no 2º trimestre.


Segundo o IBGE, esses números são os maiores para um trimestre desde 2012. No 1º trimestre, eram 3,319 milhões de brasileiros nessa situação, que representavam 24,8% do total.

Em um ano, houve acréscimo de 196 mil pessoas (alta de 6,2%) que estão à procura de emprego há dois anos ou mais.



“Esse total era de 1,435 milhões de pessoas em 2015, um indicador com tendência de crescimento em função da dificuldade da inserção no mercado de trabalho a partir do início da crise econômica, em finais de 2014”, destacou o IBGE.

Segundo a analista da PNAD Contínua, Adriana Beringuy, a proporção de pessoas à procura de trabalho em períodos mais curtos está diminuindo, mas têm crescido nos mais longos. Ou seja, quanto mais tempo desempregado, mais difícil voltar. “Parte delas pode ter conseguido emprego, mas outra aumentou seu tempo de procura para os dois anos”, avaliou.

A taxa de desemprego média no país recuou para 12% no 2º trimestre, ante 12,7% no 1º trimestre, conforme já divulgado anteriormente pelo órgão, mas ainda atinge 12,8 milhões de brasileiros.

Do total de desempregados, a maior fatia (45,6% ou 5,823 milhões) procura trabalho há mais de 1 mês e menos de 1 ano, 1,807 milhão (14,2%) há mais de 1 ano e menos de 2 anos e 1,789 milhão (14%) há menos de 1 mês.


Fonte: G1

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Miriam Leitão aponta Bolsonaro como o grande inimigo da economia brasileira

Com o Brasil em recessão, a jornalista Miriam Leitão, colunista do Globo, ironiza as prioridades de Jair Bolsonaro: cortar o cabelo e furar reunião com o chanceler francês, atacar a Alemanha e insultar os argentinos, maiores compradores de produtos industriais brasleiros. "É com erros assim que Bolsonaro vai erodindo a confiança na economia", diz ela


A jornalista Miriam Leitão, colunista do Globo, já aponta Jair Bolsonaro como um dos principais empecilhos para a retomada da economia brasileira – em crise desde 2014, quando as forças golpistas começaram a preparar a derrubada da ex-presidente Dilma Rousseff sob a alegação de 'pedaladas fiscais'. 


"É preciso olhar os dados do primeiro semestre. A confiança dos consumidores havia subido para 96 pontos em janeiro e caiu para 88. O mesmo aconteceu com a confiança empresarial. Alimentam essa queda alguns fatos concretos, aumentou o endividamento das famílias, segundo o Banco Central. Outra pesquisa, feita pela Boa Vista SCPC, mostrou que o percentual de inadimplentes com mais da metade da renda comprometida com o pagamento de dívidas saltou de 56% para 73%. Os que se dizem muito endividados saltaram de 37% para 43% dos entrevistados. E as principais causas são o desemprego elevado e a diminuição da renda. Reverter esses problemas deveria consumir as energias do governo. O presidente da República prefere se dedicar às exibições diárias de pensamentos rasteiros sobre questões sérias", diz Miriam, em sua coluna.
"Um avanço importante foi o acordo Mercosul-União Europeia. De lá para cá, o presidente preferiu cortar cabelo a receber o chanceler francês, ofendeu a Alemanha, e agora sugere o fim do Mercosul porque os eleitores argentinos podem contrariá-lo. A Argentina é a maior compradora de manufaturados brasileiros, com ela temos um comércio de R$ 26 bilhões, com superavit para o Brasil, e tradicionais laços de amizade. As relações internacionais não podem ficar prisioneiras da ideologia do presidente da República. É com erros assim que Bolsonaro vai erodindo a confiança na economia."


Fonte: Brasil 247

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Com Bolsonaro e Paulo Guedes, retração na economia leva o país à recessão técnica


Como o nível de atividade já havia recuado nos três primeiros meses de 2019, em relação ao último trimestre de 2018, a economia entrou em uma recessão técnica

Em tempo de Jair Bolsonaro e Paulo Guedes, a economia brasileira teve retração de 0,13% no segundo trimestre de 2019, de acordo com o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br). O dado é uma espécie de “prévia” do Produto Interno Bruto (PIB), divulgado pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (12).
A queda entre abril e junho deste ano foi verificado na comparação com o primeiro trimestre de 2019.


Como o nível de atividade já havia recuado 0,2% nos três primeiros meses de 2019, em relação ao último trimestre de 2018, a economia entrou em uma recessão técnica, o que acontece quando há retração por dois trimestres seguidos de queda do PIB.
Conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na recessão técnica é considerada a possibilidade de recuperação rápida. Na recessão de fato, o cenário econômico se deteriora significativamente, existem alta do desemprego e dos índices de falência, queda da produção e do consumo.


O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.


Esperado
O resultado negativo já era esperado por economistas. Isso porque os componentes do PIB já haviam indicado atividade em baixa no período.
O setor de serviços registrou retração de 0,6% no segundo trimestre, a produção industrial caiu 0,7% e as vendas do comércio caíram 0,3%.


Fonte: Revista Fórum 

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Bolsonaro bloqueia R$ 348 milhões em livros para a Educação Básica

Bloqueio dos recursos da Educação chegam a R$ 6,2 bilhões em 2019, cerca de 25% do orçamento para o ano


último contingenciamento de verbas do orçamento, editado por Jair Bolsonaro no dia 30 de julho, atingiu diretamente a Educação Básica, com o bloqueio nesta terça-feira (6) de R$ 348,4 milhões que seriam usados para a “produção, aquisição e distribuição de livros e materiais didáticos e pedagógicos para educação básica”.




Segundo reportagem de Wanderley Preite Sobrinho, no portal Uol, o Ministério da Educação, comandado por Abraham Weintraub, se limitou a dizer que os livros e materiais didáticos e pedagógicos para a educação básica estão garantidos para 2020.
Com o novo corte, o bloqueio dos recursos da Educação chegam a R$ 6,2 bilhões em 2019, cerca de 25% do orçamento para o ano.
O contingenciamento na Educação é parte do bloqueio de R$ 1,4 bilhão no orçamento federal. No novo corte, a pasta de Weintraub só fica atrás do Ministério da Cidadania, que teve R$ 619 milhões bloqueados.


Fonte:Revista Fórum




terça-feira, 30 de julho de 2019

Itaú Unibanco tem lucro recorde de R$ 7 bilhões graças à Reforma

Da Reuters - O Itaú Unibanco teve alta de 10,2 por cento no lucro recorrente do segundo trimestre, a 7,034 bilhões de reais, apoiado em crescimento da carteira de crédito e ganhos com operações de tesouraria.


O grupo financeiro também anunciou um programa de demissão voluntária envolvendo todas as suas companhias no Brasil, mas não informou o montante de adesões que pretende obter. O programa vai ficar aberto a interessados durante o mês de agosto.

O conglomerado terminou junho com 98.446 funcionários, uma queda de cerca de 1,5 por cento sobre um ano antes. No Brasil, o número de trabalhadores do grupo era de 85.161 no final do segundo trimestre.



O resultado recorrente do maior banco privado do Brasil ficou praticamente em linha com a média de expectativas de analistas, de 6,977 bilhões de reais, segundo dados da Refinitiv.

Itaú Unibanco encerrou o segundo trimestre com 4,04 bilhões de reais em provisões para inadimplência líquidas de renegociação ante estimativa de analistas de 4,2 bilhões de reais. A inadimplência acima de 90 dias foi de 2,9 por cento no período ante 3 por cento nos três primeiros meses do ano e 2,8 por cento no segundo trimestre de 2018.

A carteira de crédito subiu 5,85 por cento, para 659,727 bilhões de reais. O banco afirmou que o destaque foi “a expansão das carteiras de pessoas físicas e de micro, pequenas e médias empresas que levou ao crescimento de 2,8 por cento da margem financeira com clientes”.



Os empréstimos a pessoas físicas subiram 14 por cento, enquanto a micro, pequenas e médias empresas tiveram expansão na carteira de 19 por cento, segundo o balanço. Os financiamentos a grandes empresas recuaram 1,8 por cento.

O retorno recorrente sobre o patrimônio líquido médio anualizado do Itaú Unibanco foi de 23,5 por cento no segundo trimestre ante 23,6 por cento nos três primeiros meses do ano e 21,6 por cento um ano antes. Analistas, em média, esperavam 22,7 por cento, segundo dados da Refinitiv.



Fonte: Brasil 247


quarta-feira, 17 de julho de 2019

Mamata: Caso vire Embaixador, Eduardo Bolsonaro poderá receber R$ 70 mil

Caso seja confirmada a nomeação do filho do presidente Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, para ser o embaixador brasileiro em Washington, o deputado federal vai ver seu salário dobrar; de acordo com o Itamaraty, salário bruto para o cargo é de US$ 18.216,25, o que equivale a R$ 68.546,57, e já conta com um auxílio-família de US$ 958,75 mensais, ou seja, R$ 3.607,71

Sputnik – Caso seja confirmada a nomeação do filho do presidente Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), para ser o embaixador brasileiro em Washington, o atualmente deputado federal vai ver seu salário dobrar.


O valor considera que Eduardo Bolsonaro vai levar sua esposa, Heloísa Wolf Bolsonaro, com quem se casou em maio. O embaixador em Washington, casado, tem direito a um auxílio familiar de US$ 958,75 mensais, ou seja, R$ 3.607,71.
Somados, o valor que receberá será mais que o dobro dos R$ 33.763 que recebe atualmente enquanto deputado federal.

quinta-feira, 11 de julho de 2019

Moro reaparece ao lado de general e comemora Previdência

Desaparecido desde seu desastroso depoimento sobre a Vaza Jato na Câmara, em 2 de julho, Sérgio Moro reapareceu na noite desta quarta-feira (10) com um tweet em que comemorou a vitória do governo na votação do fim da Previdência, alinhando-se ao coração econômico do governo Bolsonaro; além disso postou uma imagem simbólica, com uma conotação ameaçadora: uma foto da visita que recebeu do general Villas Bôas, que ameaçou o STF publicamente em abril e setembro de 2018, caso a Corte acolhesse um habeas corpus a favor de Lula e, depois se o Supremo autorizasse a candidatura do ex-presidente; o general voltou a ameaçar o STF novamente logo após a Vaza Jato.

Villas Bôas é o mais destacado líder do Exército, apesar de sua doença grave (ele tem esclerose lateral amiotrófica - ELA). Nomeado comandante do Exército em fevereiro de 2015 por Dilma Roussef, cumpriu papel similar ao do general chileno Augusto Pinochet que, nomeado pelo então presidente Salvador Allende comandante do Exército daquele país, comandou o golpe militar de 1973. Villas Bôas não precisou movimentar suas tropas, mas foi o fiador do golpe parlamentar contra Dilma e depois ameaçou o STF explicitamente por duas vezes, contra Lula.


Por seu papel no golpe e na eleição de Bolsonaro -que a ele atribiuiu sua vitória- ganhou um cargo importante no Palácio do Planalto, no Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Se não fosse por sua doença, seria ministro.



Villas Bôas está em campo para garantir Moro no cargo e, mais uma vez, ameaçando o STF. Dois dias depois das primeira revelações da Vaz Jato, mostrando a conspiração da operação da Lava Jato contra o país e Lula, o general lançou mais um de seus tweets sombrios: "“Momento preocupante o que estamos vivendo, porque dá margem a que a insensatez e o oportunismo tentem esvaziar a operação lava a jato, que é a esperança para que a dinâmica das relações institucionais em nosso país venham a transcorrer no ambiente marcado pela ética e pelo respeito ao interesse público. Expresso o respeito e a confiança no Ministro Sérgio Moro.”

Veja a seguir o tweet de Moro com o encontro de ontem, o de Villas Bôas em apoio ao ex-juiz e a celebração pelo fim da Previdência Social:

Fonte: Brasil 247

domingo, 7 de julho de 2019

Nem Cuba, nem Venezuela: país que mais recebeu recursos do BNDES foram os EUA

“Os financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para obras de infraestrutura em países da América Latina e África, principalmente nos casos de países sob regimes ditatoriais, são o principal alvo dos questionamentos ao banco na famosa “caixa-preta” que o governo Bolsonaro exige que seja aberta. Mas, afinal, onde e por que o BNDES empresta recursos para operações no exterior?
BNDES emprestou, entre 1998 e março deste ano (data de seu último balanço), US$ 10,499 bilhões para empresas brasileiras realizarem obras no exterior, na modalidade “exportação de serviços de engenharia” em 15 países da América Latina e da África. Desse total, US$ 6,862 bilhões já foram pagos pelos entes devedores, US$ 3,119 bilhões ainda estão dentro do prazo de pagamento e US$ 518 milhões estão atrasados, representando parcelas não pagas por Venezuela e Moçambique.”


(…)

TCU dá 24 horas para Guedes esclarecer se Coaf investiga Glenn Greenwald

O ministro Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União (TCU), deu um prazo de 24 horas para que o ministro da Economia, Paulo Guedes, esclareça se o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), vinculado à pasta de Economia, está ou não investigando possíveis movimentações financeiras atípicas do jornalista Glenn Greenwald, do site The Intercept Brasil, responsável pela divulgação de supostas trocas de mensagens por celular entre Sergio Moro, então juiz da Lava Jato, e procuradores da operação. 

O prazo começa a contar a partir de segunda, 8, e foi determinado pelo ministro do tribunal Bruno Dantas em despacho publicado ontem, em reação a representação proposta pelo subprocurador-Geral do Ministério Público de Contas (MP/TCU), Lucas Rocha Furtado. No entanto, como Guedes é ministro de Estado, quem subscreve o expediente é o presidente do TCU, José Mucio Monteiro. Segundo apurou o Estado, Mucio deverá encaminhar o pedido a Guedes somente na segunda-feira e, aí, começa a correr o prazo de 24h.

A assessoria do Ministério da Economia não se pronunciou até agora sobre o assunto. O entendimento da representação é de que a suposta investigação teria como motivação intimidar o jornalista, mediante perseguição e abuso de poder, resultando em mau uso de recursos públicos. O despacho do ministro Bruno Dantas também dá 24 horas para que o presidente do Coaf, Roberto Leonel de Oliveira Lima, se manifeste.


As reportagens de Greenwald, que estão sendo publicadas em série, algumas em parceria com outros veículos de comunicação, mostram supostas conversas virtuais nas quais Moro, durante seu período como juiz da Lava Jato, teria orientado o trabalho dos procuradores.

Moro, que deixou o cargo de magistrado no fim do ano passado para aceitar convite do presidente Jair Bolsonaro para ser ministro da Justiça, nega conluio e afirma não ter como confirmar a autenticidade das mensagens, por não lembrar de conversas ocorridas há anos e porque, mesmo que sejam verdadeiras, já teriam sido apagadas.

A investigação do Coaf teria sido solicitada pela Polícia Federal, vinculada ao Ministério da Justiça, hoje comandado por Moro. A busca por movimentações financeiras atípicas do jornalista, na argumentação da representação, poderia caracterizar dispêndio de recursos com grave desvio de finalidade, situação que demandaria a atuação do TCU.

A representação argumenta que a suposta investigação do Coaf a respeito das contas do jornalista do The Intercept Brasil seria "a utilização de recursos humanos e materiais com grave desvio de finalidade e abuso de poder para a realização de atividades ilegítimas voltadas a tolher a liberdade de imprensa, garantida constitucionalmente em nosso País".

Ao propor que o TCU investigue os fatos à luz de suas atribuições constitucionais, a representação recomenda a suspensão, de maneira cautelar, da suposta investigação.


Fonte: Folha de São Paulo

sexta-feira, 5 de julho de 2019

Comissão Especial devolve benefício ao setor rural e retira R$ 84 bi da Previdência


Passava de 2h da madrugada desta sexta-feira, quando os deputados aprovaram requerimento

 A Comissão Especial da reforma da Previdência encerrou a votação da proposta, depois de 16 horas de debates, devolvendo ao setor rural um benefício tributário que retira R$ 83,9 bilhões da economia esperada de R$ 1,071 trilhão.

Passava de 2h da madrugada desta sexta-feira, quando os deputados aprovaram requerimento (sugestão de mudança de um ponto específico) apresentado pelo bloco formado pelos partidos PP, MDB e PTB. O texto mantém a isenção da alíquota de 2,6% sobre a comercialização de produção agrícola como contribuição previdenciária, desde que parte seja exportada.

O destaque também retira a trava que impedia o perdão da dívida do Funrural, a contribuição paga pelo produtor rural para ajudar a custear a aposentadoria dos trabalhadores.
A aprovação por 23 a 19 do destaque significa um recuo de quase R$ 84 bilhões na economia prevista com a reforma da Previdência, que perdeu a marca de R$ 1 trilhão tão perseguida pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Agora, em dez anos, a proposta, se aprovada, economiza R$ 987,5 bilhões. 
A medida atendeu ao lobby dos ruralistas que fizeram uma grande mobilização com a bancada na Câmara e com Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) junto ao presidente Jair Bolsonaro.
Na quinta-feira, 4, Bolsonaro reforçou sua “lealdade” à bancada ruralista, em café da manhã com deputados da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). “Como deputado, em 100 % das vezes votei acompanhando a bancada ruralista. E vocês sabem que votar com bancada ruralista é quase como parto de rinoceronte, recebendo críticas da imprensa de organizações não governamentais e de governos de outros países”, afirmou. “Eu e Ramos (presidente da Comissão Especial da reforma da Previdência) devemos lealdade a vocês que nos colocaram no Palácio. Continuamos juntos”, concluiu ao fim do discurso.
O benefício ao setor rural foi o último destaque que precisava ser avaliado pela comissão. O relatório da reforma da Previdência foi aprovado no começo da tarde de quinta, por 36 votos a 13 na Comissão Especial
Após ser aprovada na comissão, a proposta de emenda à Constituição (PEC) segue para o plenário da Câmara, onde terá de passar por dois turnos de votação e necessitará do apoio de ao menos 308 dos 513 deputados. Depois, se aprovada, vai para o Senado.
Considerada a principal aposta da equipe econômica do governo para o equilíbrio das contas públicas, a reforma da Previdência modifica as regras de aposentadoria para funcionários do setor privado e servidores públicos da União.
O texto propõe que os homens só poderão se aposentar aos 65 anos e as mulheres, aos 62 anos, com um tempo mínimo de contribuição, de 20 anos (homens) e 15 anos (mulheres). A modalidade da aposentadoria por tempo de contribuição – que exige tempo mínimo de 35 anos (homens) e 30 anos (mulheres) vai acabar, caso a reforma seja aprovada da forma como está.
Os novos critérios valerão para quem ainda não começou a trabalhar. Quem já está trabalhando e contribuindo para o INSS ou o setor público terá regras de transição.
Além do fim da taxação sobre as exportações agrícolas (que caiu depois com a aprovação do destaque), o relator incluiu o aumento de impostos sobre bancos para aumentar o valor da economia esperada em dez anos.
Houve uma tentativa de incluir a previsão de que a reforma também valesse para servidores estaduais e municipais, mas não houve acordo.
“Nós esperávamos um resultado maiúsculo. Foi um pouco maior até do que os cálculos que nós tínhamos. Pensávamos em 34 e [tivemos] 36 votos, o que demonstra aí, eu acredito, uma possibilidade de que isso possa ser replicado no plenário da Câmara. Há um ambiente favorável”, afirmou o secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, o ex-deputado Rogério Marinho.
Depois da votação, o relator Samuel Moreira (PSDB-SP) defendeu a necessidade de inclusão dos Estados e municípios na reforma da Previdência. “A meu ver, nós precisamos lutar para que eles [Estados e municípios] entrem na reforma ainda”, disse.
O relator também mencionou a atuação de categorias de servidores públicos, que buscavam, nessa reta final de votação na Comissão Especial, alterar seus regimes de aposentadoria.
“As corporações têm legitimidade, mas sempre à luz da sociedade”, declarou. “Quem não gostaria de dar novos benefícios? Todos. Mas o momento é de reajustar a Previdência”.
Policiais
O presidente Jair Bolsonaro e lideranças do governo no Congresso costuraram um acordo na quinta-feira que atendeu ao pleito dos policiais militares e bombeiros, mas deixou de fora agentes das Polícias Federal, Rodoviária Federal, Legislativa e guardas municipais. 
A primeira categoria conseguiu que suas regras para aposentadorias e pensão permaneçam sob responsabilidade dos Estados. No texto que tinha sido aprovado, as exigências seriam vinculadas às das Forças Armadas, que ainda serão analisadas pelo Congresso.
Com a aprovação do destaque, porém, cada Estado é responsável por suas regras. A mudança foi considerada benéfica porque em alguns Estados é permitido a PMs e bombeiros se aposentarem com menos tempo de contribuição do que os 35 anos exigidos pelo projeto que trata da Previdência dos militares federais. 
Já os policiais federais, rodoviários federais e legislativos não conseguiram emplacar o destaque do deputado Hugo Leal (PSD-RJ), que aproximaria, em parte, as carreiras policiais às regras previstas para os militares das Forças Armadas.
A sugestão rejeitada previa que a idade mínima para essas categorias fosse de 55 anos (homem) e 52 anos (mulher). O governo propôs e o texto aprovado na comissão manteve 55 anos para ambos os sexos. Junto houve a tentativa de uma regra mais suave para quem já está na carreira, que permitira se aposentar após trabalhar 17% a mais sobre o período restante para cumprir o tempo mínimo de contribuição. Essa é a mesma taxa proposta pelo governo para as Forças Armadas. Na quarta e na quinta, o governo chegou a propor pedágio de 100%, o que foi recusado pelas categorias. 
Outros destaques
A Comissão Especial analisou 15 destaques (sugestões de mudanças em pontos específicos do texto) e aprovou dois: o que retirou a equiparação das regras dos PMs e bombeiros às das Forças Armadas e o que devolveu a inseção para exportações agrícolas. 
Professores
Comissão Especial rejeitou destaque do PL que propunha manter as atuais regras de aposentadoria para professores: sem idade mínima e com 25 anos de contribuição para mulheres e 30 anos para homens. Com isso, fica mantida a proposta no parecer aprovado pela comissão: idade mínima de 57 anos e 25 anos de contribuição (mulheres) e idade mínima de 60 anos e 30 anos de contribuição (homens).
Na votação do destaque, Samuel Moreira pediu aos deputados da comissão que tivessem responsabilidade orçamentária e fiscal. Segundo ele, o destaque não resolve do ponto de vista social e "destrói" do ponto de vista fiscal. O texto original do governo previa 60 anos de idade mínima e 30 anos de contribuição para homens e mulheres.
Após a rejeição do destaque, deputados de oposição levantaram cartazes e gritaram palavras de ordem, dizendo que o governo é contra a educação.
Pensões
Os deputados da Comissão Especial rejeitaram o destaque apresentado pela bancada do PCdoB que sugeria retirar do texto a previsão de pagamento de pensão por morte em valor abaixo do salário mínimo (R$ 998), caso o beneficiário tenha outra fonte de renda.
A proposta do governo previa uma fórmula de cálculo da pensão que poderia reduzir o benefício para valores abaixo do salário mínimo.A fórmula prevê o pagamento de 60% do benefício mais 10% por dependente adicional.
O relator da proposta na Câmara, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), alterou o texto duas vezes para fazer uma ressalva: se a pensão for a única renda de todos os dependentes, não poderá ser menor que o salário mínimo. Com a rejeição do destaque, esta foi a regra que ficou.
Idade mínima
A Comissão Especial rejeitou sugestão do partido Novo para reincluir na reforma um gatilho para aumentar a idade mínima de aposentadoria em caso de elevação da expectativa de sobrevida da população.
A proposta original, enviada pelo presidente Jair Bolsonaro, previa que, a cada quatro anos, a idade mínima de aposentadoria seria elevada em 75% sobre o aumento apurado na expectativa de sobrevida do brasileiro aos 65 anos.Para cada quatro meses de aumento na expectativa, três meses seriam adicionados à idade mínima proposta pelo governo, de 62 anos (mulher) e 65 anos (homem).
O relatório do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) eliminou o gatilho da reforma, deixando as idades mínimas fixas, podendo apenas ser alteradas com a aprovação de nova emenda à Constituição.

Fonte: Estadão 


quinta-feira, 27 de junho de 2019

Bolsonaro é o líder dos fracassados em ranking do G20

Rede Brasil Atual - A cena em que o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva é saudado como “o cara” por Barack Obama, presidente americano à época, virou lenda. Mas é real. Foi durante o encontro das 20 maiores economias do mundo, o G20, em abril de 2009. “Esse é o cara, eu adoro esse cara”, afirmou Obama. “Ele é o político mais popular da Terra.” 

Dez anos depois, a situação do Brasil frente aos países do G20 mudou. E muito. O presidente Jair Bolsonaro participará pela primeira vez do encontro que este ano ocorre em Osaka (Japão), na sexta-feira (28) e sábado (29). A viagem de Bolsonaro ao Japão teve alterada a escala para Lisboa, em não a prevista, em Sevilha – onde o chamado “avião reserva” da Força Aérea Brasileira levava um militar preso em flagrante com 39 quilos de cocaína. A decisão por uma escala diferente não foi explicada. 

O brasileiro tem poucos resultados a apresentar. Falará sobre a perspectiva de aprovação da “reforma” da Previdência, livre mercado e combate à corrupção, diante de uma economia cada vez mais fraca. A estimativa de crescimento de 2% para o Produto Interno Bruto (PIB) do país, quando tomou posse, já caiu para menos de 1%, e não para de descer. Em 2009, abatido pela crise global de 2008, o PIB brasileiro teve queda de 0,2% – depois de crescer em média 4,7% nos três anos anteriores e alcançar alta de 7,5% no ano seguinte. 


Situação dramática 

Um documento publicado pela Organização das Nações Unidas (ONU) na terça-feira (25), com análises sobre o impacto das mudanças climáticas na faixa mais pobre da população mundial, traz duras críticas ao presidente brasileiro. O texto lista uma série de líderes mundiais que são, nas palavras do relator especial sobre pobreza extrema e direitos humanos da ONU, Philip Alston, “um fracasso”. Bolsonaro é o primeiro entre os fracassados. 

A política do governo Bolsonaro para o ambiente é alvo de críticas constantes entre os países europeus. Em carta publicada na revista Science, em abril, mais de 600 cientistas da Europa e 300 indígenas reivindicam que a União Europeia vincule importações do Brasil à proteção do meio ambiente e dos direitos humanos. 

O eurodeputado alemão Martin Häusling, do Partido Verde, disse em entrevista ao jornal Deutsche Welle que o presidente brasileiro não compartilha os mesmos valores democráticos da União Europeia e que por isso não haveria base para negociar um acordo daquele bloco com o Mercosul.

segunda-feira, 17 de junho de 2019

EL PAÍS: Renda do trabalhador mais pobre segue em queda

Desemprego depois da recessão de 2015/2016 derrubou em 20% ganhos dos mais vulneráveis e ampliou a desigualdade no mercado de trabalho apesar do quadro de recuperação da economia


A recessão que o Brasil atravessou entre 2015 e 2016 afetou ricos e pobres, mas passados três anos desde o fim da 'pior crise do século', como foi batizada à época, fica claro que os efeitos deletérios desse período foram diferentes para os dois grupos. Os brasileiros mais abastados já viraram a página das vacas magras. Os pobres, ainda não. Um estudo do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas revela que depois da tempestade, os 10% mais ricos já acumulam um aumento de 3,3% de renda do trabalho, ou seja, além de superar as perdas, já ganham mais que antes da recessão. Enquanto isso, os brasileiros mais vulneráveis amargam uma queda de mais de 20% da renda acumulada. Se somarmos os últimos sete anos, a renda do estrato mais rico aumentou 8,5% e a dos mais pobres caiu 14%.


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Fonte: Viomundo