GOLPE DURO PARA BURGUESADA: Lula foi capa do maior jornal francês e Papa Francisco se manifestou

A carta de Lula, direto da prisão, foi capa de destaque do mais importante jornal francês, o Le Monde.

Rússia e China: pesadelo dos EUA se torna realidade

A nova política dos EUA em relação à China está levando à aproximação entre Moscou e Pequim, comenta o analista russo Timofei Bordachev.

URGENTE: Lava Jato pode ter fraudado documentos para incriminar Lula; CONFIRA CÓPIAS!

Surgem novos documentos que podem comprovar o que declarou o deputado Sibá em um encontro realizado no último sábado (5).

Lula preso sem provas, Paulo Preto ''com cem milhões" solto. Justiça?

Se alguém do campo progressista ainda tinha dúvidas sobre o posicionamento político do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foram relembrados nesta sexta-feira, 11.

Engenheiros da Petrobrás dizem que política de preços de combustíveis beneficia grupos estrangeiros

A AEPET reafirma o que foi expresso no Editorial “Política de preços de Temer e Parente é ‘America First!’ “, de dezembro de 2017.

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terça-feira, 21 de janeiro de 2020

OIT aponta incapacidade de Guedes e Bolsonaro em reduzir desemprego

Conforme a entidade, a taxa de desemprego na maior economia da América Latina declina de 12% em 2019 para 11,9% em 2020 e atinge 11,4% em 2025. O número de desempregados cairia de 12,8 milhões em 2019 para 12,6 milhões em 2024.



A política econômica conduzida por Jair Bolsonaro e Paulo Guedes é incapaz de reduzir o desemprego no Brasil, segundo aponta a Organização Internacional do Trabalho. Conforme a entidade, a taxa de desemprego na maior economia da América Latina declina de 12% em 2019 para 11,9% em 2020 e atinge 11,4% em 2025. O número de desempregados cairia de 12,8 milhões em 2019 para 12,6 milhões em 2024, aponta  de Assis Moreira, publicada no Valor.



“Não vemos um empurrão importante para permitir que taxa (de desemprego) volte ao que existia em 2014 ”, afirmou Stefan Kuhn, macroeconomista da OIT, apontando menor demanda na economia global, entre outros fatores. Em 2014, a taxa de desemprego era de 6,7% e o número de desempregados era de 6,7 milhões, praticamente metade da cifra atual. O Brasil terá assim por anos uma taxa de desemprego três vezes maior que a média global de 5,4%. 
O menor desemprego da história do Brasil foi alcançado em dezembro de 2014 no governo da ex-presidente Dilma Rousseff. Depois disso, PSDB e MDB se uniram para conspirar contra a democracia, promovendo a maior catástrofe econômica da história do Brasil.


Fonte: Brasil 247

Depois da campanha criminosa de Bolsonaro, auditoria no BNDES conclui: não houve irregularidade

Depois de toda a campanha criminosa de Bolsonaro contra o BNDES, um dos principais temas de sua campanha, auditoria contratada por seu governo concluiu: nunca houve qualquer irregularidade no banco. Uma das maiores fake news do bolsonarismo cai por terra


Foram quase dois anos de campanha cerrada contra as gestões do BNDES durante os governo do PT. Jair Bolsonaro atacou o banco sem parar desde os primórdios de sua candidatura e durante os primeiros meses de seu governo. Agora, auditoria contratada pelo governo Bolsonaro conclui: nunca houve qualquer irregularidade no banco.


Após um ano e 10 meses de investigação, o banco divulgou, no fim de dezembro, um relatório que não apontou nenhuma evidência direta de corrupção em oito operações com a JBS, o grupo Bertin e a Eldorado Brasil Celulose, realizadas entre 2005 e 2018, todas alvos de Bolsonaro e seu grupo -informa o jornalista Patrik Camporez, de O Estado de S.Paulo.
A auditoria, sob responsabillidade do escritorio Cleary Gottlieb Steen & Hamilton LLP, foi realizada em regme de subcontratação pelo Levy & Salomão. 
A equipe de investigação concluiu que as decisões do banco "parecem ter sido tomadas depois de considerados diversos fatores negociais e de sopesados os riscos e potenciais benefícios para o banco". 
"Os documentos da época e as entrevistas realizadas não indicaram que as operações tenham sido motivadas por influência indevida sobre o banco, nem por corrupção ou pressão para conceder tratamento preferencial à JBS, à Bertin e à Eldorado", diz trecho do relatório.    
A "abertura da caixa-preta" foia principal missão conferidas por Bolsonaro ao presidente do BNDES, Gustavo Montezano, que tomou posse em julho, em substituição a Joaquim Levy e foi demitido exatamente por afirmar que não havia irregulariedades no banco. 


Assim como Levy, nenhum dos outros executivos que passaram pelo banco desde o golpe de 2016 constataram irregularidades na concessão dos financiamentos. Paulo Maria Silvia Bastos Marques, Rabello de Castro e Dyogo Oliveira negaram sua existência. "Ou sou um completo idiota ou não existe caixa-preta no BNDES", chegou a dizer Rabello. 
A "caixa-preta" foi um dos temas dominantes na campanha de Bolsonaro. Ele e seu grupo diziam que seria o maior escândalo da história do país. 
Logo após a vitória nas urnas Bolsonaro se comprometeu a determinar, no início do mandato, "a abertura da caixa-preta do BNDES e revelar ao povo brasileiro o que foi feito com seu dinheiro nos últimos anos".


Agora está comprovado. Era tudo fake news.


Fonte: Brasil 247

Guedes vai anunciar em Davos abertura do Brasil para empreiteiras internacionais

Depois da destruição das construtoras brasileiras com a Operação Lava Jato, virá agora o golpe de misericórdia: o mercado nacional de compras governamentais será aberto às empresas estrangeiras e o anúncio será feito por Paulo Guedes em Davos, na Suíça


O golpe de misericórdia nas constutoras brasileiras, que eram multinacionais e foram destruídas pela Operação Lava Jato, será dado por Paulo Guedes, no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. "O governo Jair Bolsonaro pretende aproveitar a presença de megainvestidores nesta semana, em Davos, para fazer um anúncio de abertura inédita aos estrangeiros interessados em participar de licitações e concorrências públicas no mercado brasileiro.  A ideia do ministro da Economia, Paulo Guedes, é divulgar nos Alpes suíços a adesão do Brasil ao Acordo de Compras Governamentais da Organização Mundial do Comércio (OMC). Com isso, ele deseja mandar um sinal claro à elite política e econômica global de que o país se compromete com a agenda de liberalização", informa reportagem de Daniel Rittner, no Valor Econômico.


"O acordo, conhecido pela sigla em inglês GPA (Government Procurement Agreement), garante o acesso dos signatários a um mercado estimado em US$ 1,7 trilhão por ano. Seus integrantes ficam obrigados a dar isonomia de tratamento entre empresas nacionais e estrangeiras que entram em contratações públicas nas áreas de bens, serviços e infraestrutura", aponta o texto. A reportagem destaca que fica praticamente impossível reeditar algumas políticas industriais adotadas no passado recente. O governo Dilma Rousseff, por exemplo, tinha como um dos pilares do Plano Brasil Maior a concessão de margem de preferência de até 25% a produtos nacionais em licitações nas áreas de defesa, medicamentos, maquinário e até têxteis, como uniformes fornecidos às Forças Armadas.


Fonte: Brasil 247

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Investidores abandonam o Brasil e o dólar dispara

No mercado à vista, o dólar fechou em alta de 1,30%, a 4,185 reais na venda. É a maior valorização diária desde 8 de novembro de 2019 e o patamar mais alto desde 5 de dezembro do ano passado. O motivo é a contínua fuga de capitais, diante dos maus resultados apresentados por Paulo Guedes



SÃO PAULO (Reuters) - O dólar saltou 1,3% ante o real nesta quarta-feira, na alta mais intensa em mais de dois meses, com a moeda brasileira novamente liderando as perdas globais nos mercados de câmbio diante de renovados sinais de fraqueza na economia que podem prejudicar expectativas de fluxo cambial ao país.
Os dados corroboraram ainda mais apostas de cortes de juros. Uma taxa Selic mais baixa reduz a atratividade do real como ativo de investimento, colocando a divisa doméstica em desvantagem em relação a “rivais” como o peso mexicano.
Além disso, os sinais de menor ímpeto da economia no fim do ano passado jogam contra expectativas de melhora no fluxo cambial, cujo saldo no ano passado foi o pior da história.
No mercado à vista, o dólar fechou em alta de 1,30%, a 4,185 reais na venda. É a maior valorização diária desde 8 de novembro de 2019 e o patamar mais alto desde 5 de dezembro do ano passado.
Na B3, o dólar saltava 1,20%, a 4,1860 reais.
Por ora, o movimento no câmbio ainda não indica estresse e uma piora estrutural no cenário para a moeda brasileira. A volatilidade implícita para as opções de dólar/real com vencimento de três meses tem oscilado em torno de 9,9% ao ano, ainda abaixo de máximas do começo de 2020, quando superou 10,6%.


Em novembro do ano passado, mesmo com o dólar batendo máximas históricas e flertando com 4,30 reais, essa medida de incerteza para a taxa de câmbio caiu de mais de 12% no começo daquele mês para cerca de 10% no final.
Mas novos cortes de juros voltam a emergir como um vento contrário ao câmbio e têm forçado o mercado a desarmar posições construídas no fim do ano passado que contemplavam um real mais valorizado.
Ainda assim, alguns analistas seguem vendo o real atualmente com excesso de fraqueza, o que deixaria a moeda mais inclinada para ganhos à frente.



“A moeda está levemente desvalorizada e a percepção de risco doméstico está em extremos negativos de acordo com nosso indicador de risco de câmbio por país, e ambos acabam funcionando como um vento favorável à moeda”, disseram analistas da MRB Partners em nota a clientes.


Fonte: Brasil 247

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Privatização dos Correios pode causar demissão de 40 mil trabalhadores

Defendida pela equipe econômica, a venda da estatal pode acarretar demissões em massa; dias atrás, Jair Bolsonaro declarou que não venderia a empresa para não prejudicar os servidores, mas há setores no governo que defendem a venda da empresa até 2021



A privatização dos Correios está sendo planejada para o final de 2021 e pode acarretar a demissão de 40 mil trabalhadores.  
Executivos de empresas privadas dizem que fariam o mesmo serviço com praticamente a metade do quadro atual de 100 mil funcionários. 
A equipe econômica do governo não pretende absorver os trabalhadores que forem descartados com a venda da estatal.  Isto poderia criar um precedente para as próximas privatizações.   



Devido à complexidade da operação - que envolve também o passivo do fundo de pensão Postalis, a data prevista para a apresentação do formato de privatização ficou para o fim de 2021, informa o Painel da Folha de S.Paulo.  
O  presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM) propõe a quebra do monopólio dos Correios, mas a execução não é simples. A avaliação é que alcançaria apenas o setor de cartas e há dúvidas sobre se as empresas se interessarão em atuar fora dos grandes centros urbanos.



Fonte: Brasil 247

Guedes provocou o primeiro apagão do governo Bolsonaro: o do INSS

"Só no ano passado, o órgão perdeu mais de seis mil servidores. A debandada era prevista desde que a reforma da Previdência começou a tramitar no Congresso. Agora a falta de quadros é usada para justificar o apagão no atendimento", diz o colunista Bernardo Mello Franco, que lembra que há 2 milhões de brasileiros na fila dos atendimentos



Em sua couna no jornal O Globo, o jornalista Bernardo Mello Franco aponta que o ministro Paulo Guedes é o principal responsável pelo apagão do INSS.  "Em junho passado, o ministro Paulo Guedes apresentou uma fórmula mágica para reduzir gastos. Ele informou que o governo deixaria de fazer concursos para substituir os servidores que se aposentam. No discurso de Guedes, a medida ajudaria o governo a equilibrar o caixa e alcançar o sonhado trilhão de reais. No mundo real, produziu um colapso administrativo e ressuscitou a fila do INSS", lembra o jornalista.


"Só no ano passado, o órgão perdeu mais de seis mil servidores. A debandada era prevista desde que a reforma da Previdência começou a tramitar no Congresso. Agora a falta de quadros é usada para justificar o apagão no atendimento. Quase dois milhões de brasileiros esperam respostas do INSS. Além dos pedidos de aposentadoria, estão parados processos de auxílio-doença, licença-maternidade e benefício de prestação continuada. Ontem Jair Bolsonaro anunciou a convocação de militares da reserva, que receberão adicional de 30%. Além de não resolver o problema, o presidente vai aproveitar a crise para fazer outro agrado à sua base eleitoral", pontua o colunista.



Fonte: Brasil 247

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Para não sofrer derrota no Congresso, governo pode recuar e elevar salário mínimo

O possível recuo do governo na recomposição do valor do salário mínimo foi tema de reunião do ministro da Economia, Paulo Guedes com sua equipe na volta ao trabalho após um período de férias de fim ano. O custo adicional deve ficar entre R$ 2 bilhões e R$ 3 bilhões.


O governo teme uma derrota política. A avaliação é que, se o governo não fizer o ajuste no salário mínimo para recompor a inflação passada, o próprio Congresso fará na volta dos trabalhos do Legislativo, informa O Estado de S.Paulo.



O salário mínimo foi fixado em R$ 1.039, com alta de 4,1%, abaixo do Índice Nacional de Preços (INPC) de 2019, de 4,48%, que serve como base para correção do salário mínimo. Se for dado o mesmo índice sobre o salário mínimo vigente em 2019, o valor subirá para R$ 1.042,71.


Fonte: Brasil 247

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Le Monde questiona retomada do crescimento econômico brasileiro: recuperação ou ilusão?

Edição do jornal francês Le Monde, datada de domingo (12) e segunda-feira (13), traz uma página inteira sobre se o Brasil estaria começando a se recuperar da crise econômica como alardeado pelo governo Jair Bolsonaro. "Para o economista Eduardo Fagnani, esse crescimento é 'uma ilusão total'". "A verdade é que ainda estamos em uma economia em crise", diz



Da RFI - A edição do jornal francês Le Monde, datada de domingo (12) e segunda-feira (13), traz uma página inteira sobre os primeiros indicadores verdes da economia brasileira e lança a questão sobre se o Brasil estaria, finalmente, começando a se recuperar da crise na qual está mergulhado pelo menos desde 2015. O tema divide economistas. Para Eduardo Fagnani, esse crescimento é “uma ilusão total”. 
“Em 3 de dezembro de 2019, Jair Bolsonaro não escondeu sua alegria. ‘Estamos no caminho certo!’, disse o chefe de Estado brasileiro, comemorando no Twitter os números positivos de crescimento do PIB divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ou seja: um aumento de 0,6% no PIB no terceiro trimestre, o mais forte registrado em um ano e meio, 0,2 ponto percentual acima do previsto pelos analistas”, escreve Le Monde.
O jornal cita os indicadores econômicos que estão em alta em 2020: o crescimento esperado em 2,2% neste ano, após 1,2% em 2019; inflação contida (3,5% para este ano); queda do desemprego (em 11,8%, um ponto a menos de 12 meses atrás) e o período de euforia da Bolsa de Valores de São Paulo, com um índice da Bovespa que ultrapassou a marca de 100.000 pontos pela primeira vez em sua história, terminando 2019 com uma alta espetacular de 35% em um ano.
Diante disso, Le Monde pergunta: “As ‘Bolsonomics’ - o nome dado às medidas econômicas adotadas pelo executivo – são eficazes?”. A questão divide economistas, acrescenta o correspondente do Le Monde no Rio de Janeiro, Bruno Meyerfeld, que assina o texto.
"Eu me oponho totalmente a esse governo no meio ambiente, na diplomacia, no tratamento das minorias... Mas, na economia, tenho que admitir que a linha é boa", observa Renato Fragelli Cardoso, economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV), citando, em particular, o mérito de duas medidas: a drástica redução dos gastos públicos (com um déficit reduzido pela metade em relação às previsões) e, sobretudo, a grande reforma previdenciária, adotada no final de outubro de 2019.

Mercado financeiro

A reforma, que estabelece pela primeira vez uma idade legal de partida, deve economizar R$ 800 bilhões em dez anos. Ele encantou os mercados financeiros. "Estamos esperando por essa reforma há 25 anos. Devolve credibilidade econômica ao Brasil. É um choque psicológico real ", disse Fragelli Cardoso ao Monde.
No entanto, nem todo mundo entende dessa maneira. "Esse crescimento é uma ilusão total: estamos apenas acompanhando a recessão de 2015-2016, período em que o PIB caiu 7,5%”, estima Eduardo Fagnani, professor de economia da Unicamp. “Além disso, o crescimento de 2% em um país em desenvolvimento como o Brasil é extremamente baixo. A verdade é que ainda estamos em uma economia em crise", diz o economista ao jornal francês. 
Apesar de um real baixo (a moeda perdeu quase 10% do seu valor em relação ao dólar em um ano), nem tudo vai bem na balança comercial. Em 2018, o país sofreu as consequências da crise vivida por seu vizinho argentino, um grande importador de produtos manufaturados. Como resultado, o superávit comercial de Brasília caiu quase 20% em 2019, para o nível mais baixo desde 2015, passando de US$ 52 bilhões em 2018 para US$ 42 bilhões.

Pobreza extrema

“Muitos investidores relutam em investir no Brasil do altamente imprevisível Bolsonaro”, diz Le Monde. “No total, € 3,3 bilhões de ativos detidos por estrangeiros foram vendidos e retirados dos mercados financeiros no Brasil em 2019, de acordo com dados da Bolsa de Valores de São Paulo. A decolagem do índice Bovespa seria, portanto, principalmente o trabalho de investidores locais”, explica.



Se o desemprego está em queda, escreve o Le Monde, o país continua sendo o campeão mundial da desigualdade: 1% da população monopoliza quase 30% da riqueza, de acordo com o "Relatório sobre desigualdades globais 2018". 
Em constante aumento desde 2015, a pobreza extrema atinge 13,5 milhões de cidadãos, que sobrevivem com menos de R$ 145 reais por mês. 
“Diante dessa situação muitas vezes crítica, o governo pensa apenas em implementar seu projeto ideológico ultraliberal que alimenta a desigualdade e não se preocupa com o padrão de vida da população", denuncia Eduardo Fagnani. 

Desafios para 2020

Para 2020, Guedes está pensando grande e planeja privatizar ou vender ações estatais em quase 300 empresas com recursos públicos (incluindo a muito emblemática gigante da produção elétrica Eletrobras), tudo com um ganho estimado de € 33 bilhões. O governo também planeja realizar várias reformas explosivas, incluindo uma simplificação tributária e outra ainda mais arriscada que afeta a estabilidade dos funcionários públicos.
“O jogo não vai ser fácil” para o ministro da economia Paulo Guedes, avalia Le Monde, lembrando que sua política é questionada por ministros ligados às Forças Armadas, com uma tradição mais estatista, e também pelo “influente e hábil” presidente da Câmara dos Deputados, o centrista Rodrigo Maia.
Além disso, destaca o jornal, em 2020, “a desaceleração global poderá pesar bastante sobre a economia brasileira, que é altamente dependente das exportações”. “De Brasília, observamos com ansiedade a guerra comercial sino-americana (os dois primeiros parceiros comerciais do país), mas também um possível confronto militar no Oriente Médio que provavelmente aumentará perigosamente o preço do petróleo.”



Fonte: Brasil 247

Fantástico chama empregados de aplicativos de “empreendedores” e apanha nas redes

Internautas acusam o programa de promover a chamada "glamourização" do trabalho precarizado


O Fantástico, programa da TV Globo, exibiu uma reportagem na noite deste domingo (12) sobre o uso de aplicativos e redes sociais por pessoas desempregadas como forma de obtenção de renda. O trabalhador informal é tratado na matéria como “empreendedor”, termo que gerou críticas nas redes sociais. Internautas acusam o programa de promover a chamada “glamourização” do trabalho precarizado.


Dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelaram que 41% da população ocupada do país atua no mercado informal. O número de desempregados continua alto, beirando os 12 milhões, apesar da leve redução nos últimos meses.
No entanto, de acordo com a reportagem do Fantástico, o uso de redes sociais e aplicativos para o trabalho, como é o caso de motoristas de Uber e entregadores do iFood, nada mais é do que uma “reinvenção” talentosa de quem quer “melhorar o próprio negócio”, ignorando as jornadas exaustivas, o salário baixo e a falta de benefícios de quem recorre a esse mercado.


“O Fantástico quer convencer as pessoas de que trabalho precário e informalidade é sinônimo de empreendedorismo. Uma trabalhadora afirma: ‘A gente empreende desde que nasce. Eu também chamo isso de sobrevivência’. Não caiam nessa. Insegurança econômica não tem nada de glamoroso”, escreveu Juliano Medeiros, presidente nacional do PSOL.
To impressionado com essa matéria do Fantástico romantizando jovens ‘empreendedores’, na verdade isso é resultado do desemprego em massa que essa merda desse governo que vocês apoiaram não está resolvendo, trabalho intermitente e frila não é normal para uma economia sadia”, escreveu outro internauta.


O jornalista Murilo Ribeiro chamou atenção para o nervosismo do apresentador Tadeu Schmidt ao ler uma crítica à reportagem durante o programa. “Aí o Fantástico exibe uma matéria falando das maravilhas do ‘empreendedorismo’. Aí, depois, o Tadeu teve que ler esse esculacho do telespectador ao vivo. E se embolou todo. Que constrangimento!”, disse.

Fonte: Revista Fórum
Confira:


Aí o exibe uma matéria falando das maravilhas do “empreendedorismo”. Aí, depois, o Tadeu teve que ler esse esculacho do telespectador ao vivo. E se embolou todo. Que constrangimento!
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Planalto gastará R$ 343 mil com pneus de carros oficiais

Bolsonaro por meio do Palácio do Planalto, vai gastar mais de R$ 300 mil com pneus de carro para ele, Mourão e Ministros, segundo informações da coluna de Guilherme Amado, da Revista Época. Bolsonaro ainda fez piada com a notícia: “Por isso cancelei todas as assinaturas de jornais e revistas da Presidência”, escreveu Bolsonaro ao ironizar a notícia sobre a compra dos pneus.



O  Planalto abriu uma licitação para comprar mais de R$ 343 mil  para a compra de pneus novos para carros oficiais da Presidência da República. O edital prevê a compra de 474 pneus, com valores que variam entre R$ 207 a  R$ 1.822,00. As informações são da coluna de Guilherme Amado, da Revista Época.
Bolsonaro compartilhou a notícia da Revista Época e ironizou a notícia e a mídia:


“Que notícia fantástica! Por isso cancelei todas as assinaturas de jornais e revistas da Presidência”, escreveu Bolsonaro no Twitter. Segundo o texto do edital, a licitação servirá para substituir os “pneus desgastados ou danificados” dos veículos da Presidência.
O governo Bolsonaro decidiu no ano passado cancelar assinaturas do jornal Folha de São Paulo, deu sua justificativa, que era para “economizar”, mas a realidade é que era por causa de críticas ao governo.  Além de tudo ameaçou quem anunciava no jornal, empresários e outros.


Bolsonaro no entanto recuou e revogou a licitação que tirava o jornal Folha de São Paulo, das compras do governo.


A ABI (Associação Brasileira de Imprensa) e o PC do B haviam ingressado com ações na Justiça Federal contra o edital da Presidência.
Hoje foi a vez de Bolsonaro atacar a notícia que fala das compras de pneus:
- QUE NOTÍCIA FANTÁSTICA! Por isso cancelei TODAS as assinaturas de jornais e revistas da Presidência.
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O jornalista da Revista Época no entanto também respondeu a Bolsonaro por meio do Twitter. Ele lembrou que enquanto o governo corta da educação, da saúde e da área social, gasta com compra de pneus e lembra que a missão do jornalismo é mostrar o que é feito com o dinheiro público:


Por que noticiar compra de pneus para carros de luxo da Presidência da República é notícia? Porque é jogar luz do sol sobre as contas públicas de um governo que prega austeridade, corta da Educação, corta da Saúde. Isso é accountability, presidente. É jornalismo. É democracia.
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sábado, 11 de janeiro de 2020

Indústria terá desempenho negativo em 2019, 15% abaixo de 2013

O jornalista Luis Nassif destaca que "os últimos dados divulgados pelo IBGE, até novembro de 2019, apontam  para uma retração da indústria de 0,68% em relação a doze meses atrás, e de 1,25% em relação ao mês anterior".


"Das 28 seções analisadas pelo órgão, 18 caíram e apenas 10 registraram alta", reforça ele no Jornal GGN. "Em relação ao nível de novembro de 2013, o desempenho da indústria tem ficado sistematicamente abaixo. No momento, encontra-se mais de 15% abaixo".



Leia a íntegra no GGN

Inflação dos alimentos assusta e pode aumentar com crise Irã x EUA

Preços que já vinham aumentando, podem ter uma disparada diante da irresponsabilidade política de Bolsonaro em não se manter neutro


A alta no preço da carne, de 32% ao longo do ano, foi a principal polêmica do governo de Jair Bolsonaro nos últimos meses de 2019.
Mas não foi só a carne. Outros produtos tradicionais do dia a dia tiveram um aumento ainda superior, como é o caso do feijão e do alho. Informações foram divulgados nesta sexta-feira (10) pelo IBGE.
O feijão carioca subiu 56%, enquanto o alho teve alta de 33,5%. Os jogos de azar, também típicos no dia a dia de muitos brasileiros, ficaram 40,36% mais caros.
Com a crise entre o Irã e os EUA, aberta em consequência do assassinato do líder militar iraniano, Qasem Soleimani, em Bagdá, no dia 3 de janeiro, o quadro se complica ainda mais. Na última quarta-feira (8), o preço do petróleo voltou a disparar, após o ataque da Guarda Revolucionária do Irã a bases militares dos EUA no Iraque.
Segundo o índice da West Texas Intermediate (usado como referência por grande parte dos países do Ocidente), o valor do barril de petróleo naquela manhã saltou para 65,54 dólares, um aumento de 4,53%. O fato levou o governo federal e a Petrobras a reverem suas políticas de preços dos combustíveis para não repassarem a alta nos custos às bombas de gasolina e diesel.
Analistas econômicos de diversas tendências políticas afirmam, no entanto, que, a depender dos rumos da crise, é quase impossível que o preço dos combustíveis não aumente no Brasil. Como consequência direta, também é muito provável que a alta de preços de alimentos de maneira geral se acentue.
Mercados emergentes, como o brasileiro, tendem a ter fuga de investidores em momentos de crise como esta. Isto tudo sem contar que a perigosa posição de Bolsonaro diante do conflito, se posicionando imediatamente ao lado de Donald Trump, pode trazer sanções por parte do Irã, o que traria impactos em vários setores, inclusive no agronegócio. O Irã é o segundo maior comprador de milho e o quarto de carne brasileiros — itens que garantem rentabilidade e estabilidade aos produtores.
De acordo com estimativa de Romana Dovganyuk, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Irã, o Brasil corre o risco de perder cerca de US$ 1 bilhão em exportações para o Irã este ano, por ter apoiado publicamente os Estados Unidos.
Segundo ela, com o aumento das encomendas de produtos como milho, soja, carne bovina, café e outras commodities agrícolas, a balança comercial brasileira registraria um superávit recorde acima de US$ 3 bilhões em 2020. Isso significa que, ao contrário do que disse na semana passada o presidente Jair Bolsonaro, que iria manter o comércio com o Irã, haverá perdas econômico-comerciais por motivos políticos.

“Vamos perder mercado por causa de uma decisão política. Se o lado americano é mais confortável, o governo brasileiro deveria ser neutro nessa questão, e não tomar partido”, afirmou Romana ao GLOBO.
Fonte: Revista Fórum