GOLPE DURO PARA BURGUESADA: Lula foi capa do maior jornal francês e Papa Francisco se manifestou

A carta de Lula, direto da prisão, foi capa de destaque do mais importante jornal francês, o Le Monde.

Rússia e China: pesadelo dos EUA se torna realidade

A nova política dos EUA em relação à China está levando à aproximação entre Moscou e Pequim, comenta o analista russo Timofei Bordachev.

URGENTE: Lava Jato pode ter fraudado documentos para incriminar Lula; CONFIRA CÓPIAS!

Surgem novos documentos que podem comprovar o que declarou o deputado Sibá em um encontro realizado no último sábado (5).

Lula preso sem provas, Paulo Preto ''com cem milhões" solto. Justiça?

Se alguém do campo progressista ainda tinha dúvidas sobre o posicionamento político do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foram relembrados nesta sexta-feira, 11.

Engenheiros da Petrobrás dizem que política de preços de combustíveis beneficia grupos estrangeiros

A AEPET reafirma o que foi expresso no Editorial “Política de preços de Temer e Parente é ‘America First!’ “, de dezembro de 2017.

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quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

The New York Times: Denúncia contra Glenn é uma ameaça perigosa ao Estado de Direito

"Infelizmente, atacar uma imprensa livre e crítica se tornou uma pedra angular da nova geração de líderes liberais", diz o texto


Em editorial publicado nesta terça-feira (21), o jornal norte-americano The New York Times (NYT) diz que a denúncia contra o jornalista Glenn Greenwald pelo Ministério Público Federal (MPF) é um grave ataque à liberdade de imprensa e ao Estado democrático de Direito no Brasil. Para o jornal, acusações contra o editor do Intercept é um “sério desserviço” e uma “ameaça perigosa”.
O texto diz ainda que o jornalista cumpriu com seu papel ao revelar “uma verdade dolorosa sobre os que estão no poder”, especialmente através das reportagens da Vaza Jato, que revelaram o conluio entre o ex-juiz Sergio Moro e procuradores da Lava Jato.
“Furar a imagem heroica de Moro foi obviamente um choque para os brasileiros e prejudicial para Bolsonaro, mas exigir que os defensores da lei sejam escrupulosos em sua adesão a ela é algo essencial para a democracia. Atacar os portadores dessa mensagem é um desserviço sério e uma ameaça perigosa ao Estado de Direito”, afirma o editorial.
Em outros trechos, o NYT compara os ataques à imprensa no Brasil com o que ocorre nos Estados Unidos de Donald Trump. “Infelizmente, atacar uma imprensa livre e crítica se tornou uma pedra angular da nova geração de líderes liberais no Brasil, como nos Estados Unidos e em outros lugares do mundo”, opina.
“As acusações de irregularidades são descartadas como ‘notícias falsas’, ou calúnias com motivação política, e o poder do estado é aproveitado não contra os funcionários acusados, mas contra o repórter”, diz outro trecho.


O procurador Wellington Oliveira denunciou nesta terça-feira (21) o jornalista Glenn Greenwald na Operação Spoofing por 176 invasões de dispositivo informático e associação criminosa. Segundo o MPF, o jornalista auxiliou e orientou hackers durante o período das invasões.

Fonte: Revista Fórum

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Ação contra Glenn pode ser tentativa de intimidação, diz relator da ONU

O relator da ONU sobre liberdade de expressão, David Kaye, vai cobrar do governo brasileiro explicações sobre a denúncia que o Ministério Público apresentou contra o jornalista Glenn Greenwald.
À coluna, o relator explicou que recebeu as informações sobre a investigação contra o jornalista americano. "Dado o papel de Greenwald como um jornalista cobrindo o governo brasileiro e questões políticas, eu acho extremamente preocupante que isso possa fazer parte de um esforço para intimidá-lo para que pare de fazer jornalismo", disse.

Durante o ano de 2019, Kaye enviou uma carta ao governo. Nela, o relator indicava que o governo brasileiro de Jair Bolsonaro tinha a obrigação de proteger Glenn.
Numa carta datada de 3 de julho de 2019, o relator deixou claro sua preocupação diante da situação vivida por Greenwald, sua família e seus assistentes.
No documento, o relator alertava para o assédio sofrido, inclusive online, pelo jornalista americano, assim como contra o deputado David Miranda, seu parceiro. O documento também denuncia ataques contra o editor-executivo do site The Intercept, Leandro Demori.
De acordo com a comunicação enviada a Brasília, o relator alerta que "é obrigação dos Estados instituir medidas eficazes de proteção contra ataques destinados a silenciar aqueles que exercem o seu direito à liberdade de expressão".
"Isto implica uma obrigação de se abster de tais ataques", aponta Kaye, que denuncia a atitude de deputados e membros do Executivo.


Fonte: UOL

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

🎥Documentário jornalístico mostra a influência dos EUA na Lava Jato

O documentário do Jornal GGN, dá detalhes da influência norte-americana na Operação Lava Jato e como a operação “anticorrupção” se tornou vital para o interesse norte-americano na política e geopolítica. Não a toa que depois dessa farsa jurídica, com amplo apoio midiático levou ao poder Jair Bolsonaro, totalmente alinhado a Trump.



O jornal GGN produziu um documentário financiado por seus leitores, sobre a influência dos EUA na Operação Lava Jato.
Um documentário que mostra como os EUA montaram uma estrutura anticorrupção que espalhou seus tentáculos por diversos países, incluindo o Brasil, atingindo em cheio a Petrobras e outras grandes companhias nacionais.
A Lava Jato levou a Petrobras a ser processada nos Estados Unidos. No total, a empresa despendeu 3,8 bilhões de dólares em multa imposta pelo governo norte-americano e indenizações aos acionistas estrangeiros.


As perdas da Petrobras no exterior se devem à montagem de uma estrutura global dedicada ao combate à corrupção, que cresceu exponencialmente após o atentado às Torres Gêmeas, levando o País a se tornar uma espécie de polícia do mundo.
Essa estrutura foi construída a partir de três leis e duas instituições que vamos abordar no primeiro capítulo da série.
As leis permitem investigações contra estrangeiros mesmo quando os crimes não têm origem nos Estados Unidos.


Já as duas instituições fundaram uma notável rede de cooperação internacional, um arranjo que alguns críticos consideram inconstitucional porque desrespeita a soberania dos estados nacionais.
Este vídeo é a estreia da série inédita do GGN sobre a influência dos Estados Unidos na Lava Jato e a indústria do compliance.
São 5 capítulos, no total, cada um abordando uma peça específica desse grande “xadrez” envolvendo a Lava Jato e os interesses norte-americanos:
1- Como a anticorrupção virou bandeira política dos EUA
2- A cooperação internacional BRA-EUA: do Banestado à Lava Jato
3 – A geopolítica do capital: Brasil (e pré-sal!) na mira dos EUA
4 – Os processos que a Petrobras enfrentou nos EUA
5 – A indústria do compliance



Veja o documentário:

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Mais isolamento: Bolsonaro determina que Brasil saia de comunidade latino-americana de 33 países

A CELAC foi criada em 2010 como forma de unir a América Latina e o Caribe em contraponto ao poderio dos Estados Unidos na região e teve o ex-presidente Lula como um dos principais articuladores


Criada em 2010 como uma espécie de Organização dos Estados Americanos (OEA) “paralela”, com a presença de todos os países das Américas menos Estados Unidos e Canadá, a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) é o novo alvo do presidente Jair Bolsonaro. O ex-capitão teria comunicado na terça-feira (15) que o Brasil vai deixar a organização.
Segundo reportagem de Eliane Oliveira, do Jornal O Globo, o governo brasileiro justificou a posição de deixar a CELAC dizendo que há “ditaduras” no bloco, em referência a Cuba e Venezuela. A postura repete a retórica inflamada que o governo têm adotado na política externa.
A decisão de Bolsonaro demonstra ainda que o país busca estar cada vez mais subserviente aos interesses dos Estados Undos na política mundial. A CELAC surgiu exatamente como uma forma de contrabalancear a hegemonia estadunidense na América Latina e no Caribe, representada institucionalmente pela OEA.
A formação do bloco veio logo após a experiência bem sucedida na criação da União de Nações Sul-Americanas (UNASUL), que hoje encontra-se em avançado processo de desmonte após a saída de mais da metade dos membros. Capitaneada pelos ex-presidentes Lula, Felipe Calderón, do México, e Hugo Chávez, da Venezuela, a CELAC previa aumentar as trocas entre os 33 países da América Latina e do Caribe.
Caso a retirada do Brasil se confirme, ele será o primeiro a debandar oficialmente do projeto de integração que não havia sofrido o mesmo baque que a UNASUL.
Na última quarta-feira o México assumiu a presidência temporária do órgão e o governo de Andrés Manuel López Obrador prometeu “repensar o futuro do bloco e avançar em diferentes projetos em comum”. “O objetivo da presidência do México na CELAC é promover projetos de interesse comum a todos os países que pertencem à organização”, disse. Representantes de 29 dos 33 países estiveram presentes na posse dos mexicanos.


Fonte: Revista Fórum

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Le Monde questiona retomada do crescimento econômico brasileiro: recuperação ou ilusão?

Edição do jornal francês Le Monde, datada de domingo (12) e segunda-feira (13), traz uma página inteira sobre se o Brasil estaria começando a se recuperar da crise econômica como alardeado pelo governo Jair Bolsonaro. "Para o economista Eduardo Fagnani, esse crescimento é 'uma ilusão total'". "A verdade é que ainda estamos em uma economia em crise", diz



Da RFI - A edição do jornal francês Le Monde, datada de domingo (12) e segunda-feira (13), traz uma página inteira sobre os primeiros indicadores verdes da economia brasileira e lança a questão sobre se o Brasil estaria, finalmente, começando a se recuperar da crise na qual está mergulhado pelo menos desde 2015. O tema divide economistas. Para Eduardo Fagnani, esse crescimento é “uma ilusão total”. 
“Em 3 de dezembro de 2019, Jair Bolsonaro não escondeu sua alegria. ‘Estamos no caminho certo!’, disse o chefe de Estado brasileiro, comemorando no Twitter os números positivos de crescimento do PIB divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ou seja: um aumento de 0,6% no PIB no terceiro trimestre, o mais forte registrado em um ano e meio, 0,2 ponto percentual acima do previsto pelos analistas”, escreve Le Monde.
O jornal cita os indicadores econômicos que estão em alta em 2020: o crescimento esperado em 2,2% neste ano, após 1,2% em 2019; inflação contida (3,5% para este ano); queda do desemprego (em 11,8%, um ponto a menos de 12 meses atrás) e o período de euforia da Bolsa de Valores de São Paulo, com um índice da Bovespa que ultrapassou a marca de 100.000 pontos pela primeira vez em sua história, terminando 2019 com uma alta espetacular de 35% em um ano.
Diante disso, Le Monde pergunta: “As ‘Bolsonomics’ - o nome dado às medidas econômicas adotadas pelo executivo – são eficazes?”. A questão divide economistas, acrescenta o correspondente do Le Monde no Rio de Janeiro, Bruno Meyerfeld, que assina o texto.
"Eu me oponho totalmente a esse governo no meio ambiente, na diplomacia, no tratamento das minorias... Mas, na economia, tenho que admitir que a linha é boa", observa Renato Fragelli Cardoso, economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV), citando, em particular, o mérito de duas medidas: a drástica redução dos gastos públicos (com um déficit reduzido pela metade em relação às previsões) e, sobretudo, a grande reforma previdenciária, adotada no final de outubro de 2019.

Mercado financeiro

A reforma, que estabelece pela primeira vez uma idade legal de partida, deve economizar R$ 800 bilhões em dez anos. Ele encantou os mercados financeiros. "Estamos esperando por essa reforma há 25 anos. Devolve credibilidade econômica ao Brasil. É um choque psicológico real ", disse Fragelli Cardoso ao Monde.
No entanto, nem todo mundo entende dessa maneira. "Esse crescimento é uma ilusão total: estamos apenas acompanhando a recessão de 2015-2016, período em que o PIB caiu 7,5%”, estima Eduardo Fagnani, professor de economia da Unicamp. “Além disso, o crescimento de 2% em um país em desenvolvimento como o Brasil é extremamente baixo. A verdade é que ainda estamos em uma economia em crise", diz o economista ao jornal francês. 
Apesar de um real baixo (a moeda perdeu quase 10% do seu valor em relação ao dólar em um ano), nem tudo vai bem na balança comercial. Em 2018, o país sofreu as consequências da crise vivida por seu vizinho argentino, um grande importador de produtos manufaturados. Como resultado, o superávit comercial de Brasília caiu quase 20% em 2019, para o nível mais baixo desde 2015, passando de US$ 52 bilhões em 2018 para US$ 42 bilhões.

Pobreza extrema

“Muitos investidores relutam em investir no Brasil do altamente imprevisível Bolsonaro”, diz Le Monde. “No total, € 3,3 bilhões de ativos detidos por estrangeiros foram vendidos e retirados dos mercados financeiros no Brasil em 2019, de acordo com dados da Bolsa de Valores de São Paulo. A decolagem do índice Bovespa seria, portanto, principalmente o trabalho de investidores locais”, explica.



Se o desemprego está em queda, escreve o Le Monde, o país continua sendo o campeão mundial da desigualdade: 1% da população monopoliza quase 30% da riqueza, de acordo com o "Relatório sobre desigualdades globais 2018". 
Em constante aumento desde 2015, a pobreza extrema atinge 13,5 milhões de cidadãos, que sobrevivem com menos de R$ 145 reais por mês. 
“Diante dessa situação muitas vezes crítica, o governo pensa apenas em implementar seu projeto ideológico ultraliberal que alimenta a desigualdade e não se preocupa com o padrão de vida da população", denuncia Eduardo Fagnani. 

Desafios para 2020

Para 2020, Guedes está pensando grande e planeja privatizar ou vender ações estatais em quase 300 empresas com recursos públicos (incluindo a muito emblemática gigante da produção elétrica Eletrobras), tudo com um ganho estimado de € 33 bilhões. O governo também planeja realizar várias reformas explosivas, incluindo uma simplificação tributária e outra ainda mais arriscada que afeta a estabilidade dos funcionários públicos.
“O jogo não vai ser fácil” para o ministro da economia Paulo Guedes, avalia Le Monde, lembrando que sua política é questionada por ministros ligados às Forças Armadas, com uma tradição mais estatista, e também pelo “influente e hábil” presidente da Câmara dos Deputados, o centrista Rodrigo Maia.
Além disso, destaca o jornal, em 2020, “a desaceleração global poderá pesar bastante sobre a economia brasileira, que é altamente dependente das exportações”. “De Brasília, observamos com ansiedade a guerra comercial sino-americana (os dois primeiros parceiros comerciais do país), mas também um possível confronto militar no Oriente Médio que provavelmente aumentará perigosamente o preço do petróleo.”



Fonte: Brasil 247

sábado, 11 de janeiro de 2020

🎥Lula foi capa no maior jornal da Europa

Lula escreveu hoje artigo de CAPA no The Guardian, o maior jornal da Europa. O ex-presidente é muitíssimo respeitado no exterior e nos últimos meses escreveu artigos de capa no Le Monde e no El País (maiores jornais da França e Espanha, respectivamente). Assista:




Fonte: Plantão Brasil

Governo Bolsonaro comunica a diplomatas europeus plano para permitir mineração em terras indígenas

O governo do Brasil disse nesta sexta-feira que está avançando nos planos de permitir a mineração em terras indígenas, informando diplomatas europeus sobre propostas que atraíram críticas de defensores dos índios no Brasil e no exterior.



O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, declarou aos diplomatas que “liderança significativa” das comunidades nativas havia pedido a oportunidade de explorar suas terras, de acordo com uma declaração pública no site do ministério.

A iniciativa faz parte do esforço do presidente Jair Bolsonaro para incentivar a agricultura, pecuária e mineração em reservas indígenas, que ele criticou por desacelerar o progresso econômico.



Já os líderes europeus manifestaram preocupação de que suas políticas aumentem o desmatamento e ameacem as culturas indígenas.


Fonte: Sputnik

Atleta palestino ao responder a Flávio Bolsonaro: “pensei que seu pai era o único idiota da família”

O atleta respondeu post onde Flávio Bolsonaro coloca imagem de um homem com a bandeira da Palestina com a legenda: "Quero que vocês se explodam"

O maratonista palestino Mohammad Alqadi respondeu a um tuíte antigo onde o senador Flávio Bolsonaro (sem partido) ataca seu povo:

“Eu pensei que o único idiota da família é seu pai. Mas agora entendo que você está competindo com seu pai. O mais idiota da família”.
Alqadi, que é conhecido por militar pela liberdade do seu país, escreveu ainda: “Pare de atacar palestinos. Nós amamos o povo brasileiro, exceto sua família”.
O atleta resgatou post onde Flávio Bolsonaro coloca uma imagem de um homem com a bandeira da Palestina com a legenda: “Quero que vocês se explodam”.

Flávio Bolsonaro deletou a postagem tempos depois. A provocação foi uma resposta ao Hamas, grupo radical islâmico, que emitiu uma nota de repúdio à abertura de um escritório do governo brasileiro em Jerusalém, Israel.
O atleta faz parte da comunidade “Runners For Freedom” (Corredores pela liberdade), de esportistas que competem pela “paz, direitos humanos e um futuro melhor”.
Com informações do Bnews

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Boeing ucraniano com 180 passageiros a bordo cai após decolar no Irã

Um avião Boeing 737 com 180 passageiros a bordo caiu após decolar do aeroporto Imam Khomeini, na capital do Irã, Teerã, na madrugada desta quarta-feira, 8. De acordo com informações preliminares, o avião teria caído por problemas técnicos.




A aeronave voaria do aeroporto Imam Khomeini para Kiev, capital da Ucrânia, informou o diretor de relações públicas da empresa que administra o aeroporto, informou a agência de notícias iraniana Fars News. 
Mais informações em breve. /Reuters.

Irã ataca bases americanas no Iraque

Pentágono confirma que duas bases usadas por tropas americanas foram atingidas por mísseis lançados a partir do Irã. Ataque ocorre horas depois de sepultamento de general iraniano morto pelos EUA.

O Irã lançou misseis contra duas bases que abrigam tropas americanas no Iraque. Segundo os EUA, pelo menos 12 de misseis foram lançados a partir do Irã contra as bases de Al Assad e Erbil na madrugada desta quarta-feira (08/01) no horário local (noite de terça-feira no Brasil).
O anúncio do ataque foi originalmente divulgado pela imprensa estatal do Irã. Segundo o governo iraniano, a operação faz parte de uma campanha de retaliação contra os EUA pelo ataque que matou o general Qassim Soleimani na semana passada.
A operação, segundo a imprensa iraniana, foi batizada como "Mártir Soleimani” e está sendo conduzida pela divisão aeroespacial da Guarda Revolucionária, que teria lançado mísseis superfície-ar contra as bases. 
"A vingança feroz da Guarda Revolucionária já começou", disse a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã em um comunicado no canal Telegram, segundo o jornal The New York Times.
A Guarda Revolucionária ainda fez ameaças a Israel e disse que vai atacar o Estado judeu se os EUA responderem ao ataque desta noite contra as bases.
Segundo a rede CNN, um comandante de força paramilitar sunita iraquiana relatou que foguetes atingiram a base aérea de Al Asad, que fica a 120 quilômetros a oeste de Bagdá. Já a base de Erbil fica no norte do Iraque. Ainda não há informações sobre mortes e extensão dos danos.
Pouco depois, o Pentágono confirmou o ataque em um comunicado. “Aproximadamente às 17:30 (horário da costa leste dos EUA) de 7 de janeiro, o Irã lançou mais de uma dúzia de mísseis balísticos contra as forças militares dos EUA e da coalizão no Iraque. Está claro que esses mísseis foram lançados do Irã e tiveram como alvo pelo menos duas bases militares iraquianas que abrigam militares dos EUA e da coalizão em Al Assad e Erbil.”
Segundo o Pentágono, as bases já estavam em alerta máximo por conta de "indicações de que o regime iraniano planejava atacar" forças americanas na região.
Além de tropas americanas, a base de Erbil também abriga pelo menos cem militares da Alemanha que atuam como consultores e no treinamento de forças iraquianas e curdas. A base de Al Asad, por sua vez, também abriga cerca de 70 militares da Noruega e foi visitada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, em 2018. 
Segundo a agência DPA, o comando local das Forças Armadas da Alemanha informou que nenhum soldado do país ficou ferido no ataque à base de Erbil.
Já a Casa Branca afirmou que o presidente dos EUA, Donald Trump, foi informado sobre os ataques.
"Estamos cientes dos relatos de ataques às instalações dos EUA no Iraque. O presidente foi informado e está monitorando a situação de perto e consultando sua equipe de segurança nacional", disse Stephanie Grisham, secretária de imprensa da Casa Branca.


Leia mais no DW.COM 

Bajulação de Bolsonaro a Trump custará R$ 9 bilhões

Com a indicação de apoio aos Estados Unidos na guerra contra o Irã, o Brasil pode perder um mercado de R$ 9,1 bilhões, com base no valor das exportações brasileiras em 2018 ao país persa, segundo dados do Ministério da Economia.


O Irã pediu explicações formais aos brasileiros sobre o posicionamento do país frente à escalada dos conflitos no Oriente Médio.
Na sexta-feira (03/01/2020), um dia após a morte do general iraniano Qassem Suleimani em ataque aéreo dos EUA, o Brasil “manifestou apoio à luta contra o flagelo do terrorismo”, em conformidade com os norte-americanos.


Procurado, o Ministério da Economia, chefiado por Paulo Guedes, não se pronunciou sobre o assunto.
As exportações brasileiras ao Irã cresceram US$ 820 milhões (R$ 3,3 bilhões na cotação atual) nos últimos cinco anos. O número, calculado entre 2013 e 2018, equivale a alta de 57% no período.
Só em 2018, último ano analisado, o Brasil exportou pouco mais de US$ 2,26 bilhões (R$ 9,1 bilhões) ao país asiático.
Com 0,94% de participação nas exportações nacionais, o valor faz do Irã o 23º no ranking dos países que mais importam produtos brasileiros.


Em contrapartida, o Irã exportou para o Brasil um valor muito menor. Em 2018, foram apenas US$ 39,9 milhões.
Assim, a balança comercial com o Irã fecha com saldo pesadamente positivo aos brasileiros. O país latino-americano fechou o último ano analisado com superávit de US$ 2,2 bilhões.
O principal produto exportado ao Irã é o milho. O grão representou 46% do total, com base em dados de 2018. Nos primeiros 11 meses do ano passado, o domínio do produto prevaleceu.
Em seguida, aparecem: soja, com 24% de participação; carne bovina, com 14%; farelo e resíduos da extração de óleo de soja, com 9,3%; e chassis e carrocerias para veículos, com 3,1%.
Pelo lado das importações, os produtos variaram drasticamente no período de um ano. Se em 2018, lideraram semimanifaturados de ferro ou aços, com 86%; em 2019, ureia teve 97%.
Outro lado
O Metrópoles perguntou ao Ministério da Economia se o Brasil corre riscos de prejudicar a relação comercial com Irã após indicar apoio aos Estados Unidos. A pasta disse, porém, que não vai se manifestar sobre o assunto.
Fonte:Metrópoles 

Irã cobra Brasil sobre apoio ao terrorismo de Trump

O governo do Irã pediu explicações à diplomacia brasileira sobre o posicionamento do governo Jair Bolsonaro que manifestou apoio ao governo dos EUA na ação que matou o general iraniano Qassem Soleimani, comandante da Guarda Revolucionária do Irã. Soleimani foi atingido por um míssil americano.



"A conversa, cujo teor é reservado e não será comentado pelo Itamaraty, transcorreu com cordialidade, dentro da usual prática diplomática", informou o Ministério das Relações Exteriores ao comentar a reunião que aconteceu entre representantes do governo iraniano e do Brasil na embaixada brasileira em Teerã.



Na sexta (3), o Itamaraty divulgou uma nota respaldando o assassinato do general iraniano pelos Estados Unidos. "Ao tomar conhecimento das ações conduzidas pelos EUA nos últimos dias no Iraque, o governo brasileiro manifesta seu apoio à luta contra o flagelo do terrorismo e reitera que essa luta requer a cooperação de toda a comunidade internacional sem que se busque qualquer justificativa ou relativização para o terrorismo", diz um trecho do comunicado.



Fonte: Brasil 247

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

Bolsonaro ataca general iraniano assassinado por Trump e mostra posicionamento contra Irã

Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (6) que a tendência do preço do combustível no Brasil é se estabilizar, mesmo com a tensão no Oriente Médio entre Estados Unidos e Irã. A relação entre os dois países ficou tensa após o governo Donald Trump mandar matar o general iraniano Qassem Soleimani. O governo do Irã prometeu retaliação. Outro detalhe é que o preço do barril do petróleo teve forte alta na semana passada. Irã e Iraque estão entre os maiores produtores do mundo. Bolsonaro afirmou, ainda, que Soleimani "não era general".


"Reconheço que o preço [dos combustíveis] está alto na bomba. Graças a Deus, pelo que parece, a questão lá dos Estados Unidos e Iraque, do general lá que não é general e perdeu a vida [Soleimani], não houve... O impacto não foi grande. Foi 5% passou para 3,5%. Não sei quanto está hoje a diferença em relação ao dia do ataque. Mas a tendência é estabilizar", disse Bolsonaro na saída do Palácio da Alvorada.



A declaração de Bolsonaro coloca em risco o comércio com os iranianos. A balança comercial entre os dois países foi favorável ao Brasil, com um saldo de US$ 2,2 bilhões entre janeiro e novembro de 2019. Entre os principais produtos, estão milho e soja, que corresponderam 44% e 26% do valor comercializado, respectivamente.


Fonte: G1

China ´entra na guerra´e promete ajuda militar ao Iraque

URGENTE: O primeiro-ministro do Iraque, Adil Abdul al-Mahdi, recebe o embaixador da China no Iraque, Zhang Tao, que transmitiu a disposição de Pequim de prestar assistência militar.






Fonte: Plantão Brasil

Brasil vai sediar encontro entre aliados militares dos EUA para debater ataques ao Irã

Reunião, que acontece no início de fevereiro, será usada por Donald Trump para pressionar a comunidade internacional a apoiar a ofensiva contra o Irã e pode arrastar o Brasil para o epicentro da crise entre os dois países. Diplomatas condenam posição de "lacaio" do Brasil em relação aos EUA



Sob o comando diplomático do olavista Ernesto Araújo, o governo Jair Bolsonaro está arrastando o Brasil para o centro da crise instalada após o ataque dos Estados Unidos que assassinou o general iraniano Qassem Soleimani, chefe da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã.
Após emitir nota apoiando a ação, o Brasil vai sediar nos dias 5 e 6 de fevereiro um encontro entre aliados militares dos EUA, que será usado por Donald Trump para pressionar a comunidade internacional a apoiar a ofensiva contra o Irã.
Diplomatas ouvidos pelo jornalista Jamil Chade, do Portal Uol – que pediram para não terem suas identidades reveladas por temerem retaliações de Araújo -, dizem que a nota em apoio às ações de guerra dos EUA rompe com a tradição diplomática brasileira, que sempre prezou pelo diálogo, colocando o país numa posição de “lacaio”.
“Ninguém respeita quem adota uma posição de lacaio. Em vez de defender os interesses do país, defendem os interesses americanos. Assim, nenhum país pode ser respeitado”, disse um embaixador.
Segundo o jornalista, oficialmente, a reunião faz parte do Processo de Varsóvia, para debater assuntos relacionados aos refugiados em todo o mundo, mas que a maioria dos países vêm no encontro que acontece no Brasil o objetivo único de conter o Irã. Tanto que China, Rússia e França se recusaram a participar do processo.
Aliados dos EUA na região, Israel, Afeganistão, Bahrein, Jordânia, Emirados Árabes e Arábia Saudita devem marcar presença no encontro.


Fonte: Revista Fórum