GOLPE DURO PARA BURGUESADA: Lula foi capa do maior jornal francês e Papa Francisco se manifestou

A carta de Lula, direto da prisão, foi capa de destaque do mais importante jornal francês, o Le Monde.

Rússia e China: pesadelo dos EUA se torna realidade

A nova política dos EUA em relação à China está levando à aproximação entre Moscou e Pequim, comenta o analista russo Timofei Bordachev.

URGENTE: Lava Jato pode ter fraudado documentos para incriminar Lula; CONFIRA CÓPIAS!

Surgem novos documentos que podem comprovar o que declarou o deputado Sibá em um encontro realizado no último sábado (5).

Lula preso sem provas, Paulo Preto ''com cem milhões" solto. Justiça?

Se alguém do campo progressista ainda tinha dúvidas sobre o posicionamento político do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foram relembrados nesta sexta-feira, 11.

Engenheiros da Petrobrás dizem que política de preços de combustíveis beneficia grupos estrangeiros

A AEPET reafirma o que foi expresso no Editorial “Política de preços de Temer e Parente é ‘America First!’ “, de dezembro de 2017.

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quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Bolsonaro teme ser traído por senadores em votação para aprovar Eduardo Bolsonaro embaixador

Bolsonaro reluta em indicar oficialmente o filho Eduardo para a embaixador em Washington por ver que são cada vez maiores as resistências ao nome do fritador de hambúrguer.


A preocupação com a eventual reprovação da indicação de Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ) à embaixada nos EUA cresceu depois que aliados de Jair Bolsonaro apontaram risco de traição entre senadores que, neste momento, sinalizam apoiar a escolha do presidente. O voto é secreto.


Questionado sobre o receio de ter a indicação negada, Eduardo disse que tem conversado com senadores e brincou: “Estou estudando para tirar nota 10”.


Fonte: Folha de São Paulo

Privatização em massa: conheça as 17 estatais que Bolsonaro vai privatizar, anúncio será feito amanhã

O governo do presidente Jair Bolsonaro anuncia nesta 4ª feira (21.ago.2019) uma lista de 17 empresas estatais que serão privatizadas. O Drive Premium –newsletter exclusiva para assinantes produzida pela equipe do Poder360– antecipou quais serão essas estatais. Eis a lista das 17 empresas:



1- Emgea (Empresa Gestora de Ativos);
2- ABGF (Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias);
3- Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados);
4- Dataprev (Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social);
5- Casa da Moeda;
6- Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo);
7- Ceasaminas (Centrais de Abastecimento de Minas Gerais);
8- CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos);
9- Trensurb (Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre S.A.);
10- Codesa (Companhia Docas do Espírito Santo);
11- EBC (Empresa Brasil de Comunicação);
12- Ceitec (Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada);
13- Telebras
14- Correios
15- Eletrobras
16- Lotex (Loteria Instantânea Exclusiva);
17- Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo).




O governo deve anunciar detalhes das vendas em entrevista a jornalistas nesta 4ª feira (21.ago). Ainda não há informações, por exemplo, sobre quando as privatizações serão concluídas ou qual é a expectativa de faturamento do Executivo.

Além da privatização, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) ainda pode avaliar outras alternativas para enxugar a máquina –como fundir, reorganizar, transferir ou até extinguir essas empresas.

Na semana passada, ao lado do presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, o ministro Paulo Guedes (Economia) já havia mencionado a intenção de vender os Correios e a Eletrobras.

No mesmo evento em que mencionou as duas empresas, Guedes disse que queria incluir empresas de maior porte na lista. Afirmou ainda que o seu trabalho “é tentar vender todas as estatais”.



“Estamos começando devagar nas privatizações, mas já sabemos que vamos privatizar os Correios, vamos privatizar a Eletrobras. Eu não duvido que a gente vai privatizar algumas coisas maiores, viu, Castello?”, disse o chefe da pasta de Economia na ocasião.


Fonte: Poder 360

Doria dispara contra Bolsonaro e diz que jamais nomearia o filho para embaixada

O governador de São Paulo, João Doria, escancarou a guerra interna na direita brasileira, depois que Jair Bolsonaro vazou a sua compra de um jatinho, com financiamento estatal, ao abrir a caixa-preta do BNDES. 


"Eu jamais nomearia meu filho nem ninguém da minha família para nenhuma função pública, ainda mais numa circunstância de uma embaixada que é a mais importante embaixada brasileira no exterior", disse Doria, em entrevista a Josias de Souza, sobre a intenção de Bolsonaro de acomodar Eduardo, seu filho 03, na chefia da representação diplomática do Brasil em Washington.


Doria disse ainda que Bolsonaro é uma ameaça ao agronegócio brasileiro. "No caso da Comunidade Europeia posso afirmar que a reação foi muito forte. E pode colocar em prejuízo o agronegócio brasileiro. Se não houver uma mudança de discurso, esse risco é real." O tucano também criticou os ataques a Alberto Fernández na Argentina – "a Argentina é o terceiro maior parceiro comercial do Brasil" – e criticou a adesão automática às posições de Donald Trump. "Ele é presidente dos Estados Unidos, não das Américas ou da América Latina –nem tampouco presidente do Brasil. O presidente do Brasil pode e deve a meu ver manter relações equilibradas com a China e com a América."

Aécio e Frota

Doria também elogiou a entrada de Alexandre Frota no PSDB e falou sobre Aécio Neves. "O PSDB deu ao deputado Aécio Neves a oportunidade para que ele fosse o protagonista da sua decisão, não aquele que vai receber a decisão do partido. Sendo bem claro e objetivo: Nesse momento eu defendo que o deputado Aécio Neves se afaste do PSDB. Ou seja afastado."


Fonte: Brasil 247

terça-feira, 20 de agosto de 2019

Dilma: após 500 dias da prisão ilegal de Lula, o neofascismo devasta o Brasil

"Agora, o mal está feito. O Brasil está sendo devastado por um governo neofascista na política e neoliberal na economia, encabeçado por um presidente escatológico e intolerante. Flagradas suas parcialidades, o juiz e os procuradores que se uniram em conluio para condenar Lula, destruir a economia e atropelar a Justiça negam o inegável. Desmentem o indesmentível", diz a ex-presidente Dilma Rousseff, deposta pelo golpe de 2016, sobre a prisão política de Lula

Por Dilma Rousseff – Um poema do pastor Martin Niemöller, que inspirou Bertold Brecht e Eduardo Alves da Costa, tornou-se símbolo da crítica à indiferença diante do nazismo. Nos momentos históricos em que valores estão em jogo, a indiferença torna-se dramática e leva ao caos. Valeu para a Alemanha dos anos 1930, vale hoje. 


“Quando os nazistas levaram os comunistas, eu calei-me, 
porque, afinal, eu não era comunista.
Quando eles prenderam os sociais-democratas, eu calei-me, 
porque, afinal, eu não era social-democrata.
Quando eles levaram os sindicalistas, eu não protestei, 
porque, afinal, eu não era sindicalista.
Quando levaram os judeus, eu não protestei, 
porque, afinal, eu não era judeu.
Quando eles me levaram, não havia mais quem protestasse."
A prisão de Lula completa nesta terça-feira (20) 500 dias de ilegalidade e de ofensa ao Estado democrático de Direito. Representa o desrespeito às garantias constitucionais, ao devido processo legal, à presunção de inocência e aos direitos humanos. É uma ameaça. Se Lula está preso ilegalmente, qualquer um pode ser. Tudo começou quando fui derrubada pelo golpe de 2016, sem que houvesse cometido crime.
Ali está o ato inaugural de um processo de destruição da democracia. E ficou por isso mesmo.
Exceto pelos progressistas e democratas, diante do golpe e da prisão de Lula, quando era urdida uma injustiça contra um inocente, muita gente deixou de reagir. Sua única transgressão é ser o maior líder popular da história do Brasil. Agora, depois das revelações do site The Intercept, todos sabem que Lula foi vítima de uma trama para destruir sua reputação e roubar sua liberdade. 
O juiz que o condenou foi o mesmo que grampeou um telefonema entre mim e o ex-presidente e vazou o áudio para a TV Globo. Crime grave, alvo apenas de suave reprimenda. E ficou por isso mesmo.
O mesmo juiz que condenou Lula validou delação arrancada sob coação de um empresário que, antes, havia dito que o ex-presidente era inocente. Arrancada por intimidação, tal delação foi a base da condenação. E o abuso prevaleceu.

Para emprestar sentido à sentença, o juiz alegou que condenava Lula por "atos indeterminados". Até mesmo a Lava Jato confessara não ter provas. Mas também esta extravagância judicial prevaleceu.
Com Lula já preso, esse juiz suspendeu as próprias férias para coagir a Polícia Federal a descumprir decisão de desembargador que mandara libertá-l o. E, como nas situações anteriores, o abuso não foi corrigido.
Em 2018, na semana do 2º turno, o juiz vazou delação rejeitada pelos procuradores, assegurando a vitória da extrema-direita. E a Justiça não tomou qualquer providência.
Após a eleição, o juiz foi convidado a se tornar ministro do presidente eleito graças às suas interferências ilegais. E ficou por isso mesmo. 


Agora, o mal está feito. O Brasil está sendo devastado por um governo neofascista na política e neoliberal na economia, encabeçado por um presidente escatológico e intolerante. Flagradas suas parcialidades, o juiz e os procuradores que se uniram em conluio para condenar Lula, destruir a economia e atropelar a Justiça negam o inegável. Desmentem o indesmentível.
O resultado é vergonhoso: um inocente está preso e um neofascista despreparado está no poder.
Só haverá justiça com a anulação do julgamento e a absolvição de Lula. 
#LulaLivre é um imperativo moral, uma exigência civilizatória, um ato de justiça que o Judiciário não pode negar a um inocente. Mais ainda quando o inocente é o único capaz de pacificar o país. Livre para promover entendimento, Lula levará o Brasil a unir as forças sociais, sem exclusões, numa frente pela democracia, pela soberania e pelos direitos do povo. Tal frente vai buscar a saída para a crise institucional, política e econômica em que Brasil foi jogado pelo golpe de 2016, pela prisão de Lula e pela eleição de Bolsonaro.
#LulaLivre é um grito de esperança para que deixemos de ser um país conflagrado, contaminado pelo ódio e governado pela insensibilidade, para voltar a ser uma nação viável, socialmente justa e generosa com o seu povo.

#LulaLivre significa paz e democracia para o Brasil.


Fonte: Brasil 247

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Bolsonaro larga na frente como presidente mais mentiroso após vídeo falso sobre baleias na Noruega

Em 226 dias como presidente, Bolsonaro deu 244 declarações falsas ou distorcidas, segundo o Aos Fatos. Mesmo alertado de que informação sobre mortes de baleias é falsa, o post não foi apagado do perfil presidencial


Revista Fórum - Desconhece-se na história recente do Brasil um presidente que divulga tanta informação falsa ou distorcida em tão pouco tempo. Quando as notícias limitavam-se à realidade do país, ok, [ok não, mas vamos lá!]. Mas e agora que Jair Bolsonaro (PSL) usa claramente uma informação falsa para atacar a Noruega, um país escandinavo que semana passada cortou ajuda financeira para o Fundo Amazônia?



Na noite desse domingo (18), Bolsonaro postou no Twitter um vídeo com cenas de uma caça em massa de baleias, que, abatidas na praia, tingiam as águas do mar de vermelho.
“Em torno de 40% do Fundo Amazônico vai para as… ONGs, refúgio de muitos ambientalistas. Veja a matança das baleias patrocinada pela Noruega”, diz a postagem.
A quantidade de visualizações no conteúdo falso se aproxima de 1 milhão de apenas no Twitter, sem contar os usuários que reproduzem em outras mídias a “informação” divulgada por Bolsonaro.
Confira a íntergra da reportagem na Revista Fórum.

- Em torno de 40% do Fundo Amazônico vai para as... ONGs, refúgio de muitos ambientalistas. Veja a matança das baleias patrocinada pela Noruega.

17,2 mil pessoas estão falando sobre isso

domingo, 18 de agosto de 2019

VÍDEO - Quadro do Fantástico volta a constranger e humilhar Bolsonaro

A que ponto o presidente da república rebaixou o Brasil. Fantástico libera o cocô de Bolsonaro: “a merda veio depois”no quadro Isso a Globo não Mostra. 


Assista ao vídeo:

Fonte: Folha Impacto

Carlos Bolsonaro publica lista de corruptos que inclui o próprio irmão

Carlos Bolsonaro (PSL), segundo filho do presidente Jair Bolsonaro, publicou hoje no Twitter uma lista de políticos da Assembleia Legislativa do Rio envolvidos com movimentações financeiras suspeitas. Na lista, entre nomes do PT, PDT e DEM, há o nome de seu irmão mais velho, o hoje senador Flávio Bolsonaro (PSL).


A lista faz parte de um relatório do Coaf (Conselho de Controle das Atividades Financeiras) do ano passado, que apontou movimentação atípica de auxiliares de 20 deputados da assembleia fluminense. O nome de Flávio consta devido às transações realizadas por seu ex-assessor, o policial militar Fabrício Queiroz, que está desaparecido há meses.

São citados parlamentares de diferentes pontos do espectro político, como Márcio Pacheco (PSC) e Márcia Jeovani (DEM). A lista foi publicada pela Folha no dia 12 de dezembro.


Carlos publicou a relação em resposta a um post do deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ) feito hoje pela manhã. Nele, Freixo cobra o ministro Sergio Moro quanto as atitudes do presidente sobre a Polícia Federal -Bolsonaro tenta interferir na indicação do Superintendente da PF no Rio.

"E aí, Sergio Moro, você vai continuar nesse silêncio constrangedor enquanto o seu chefe Jair Bolsonaro desmoraliza a Polícia Federal pra blindar o Queiroz e proteger a família? Prefere ficar calado pra não melindrar o clã, ministro?", escreveu Freixo.


O relatório do Coaf foi produzido no âmbito da Operação Furna da Onça, que prendeu no ano passado dez deputados estaduais do Rio. Ele foi feito a pedido do Ministério Público Federal.

Ontem, o gabinete da Presidência respondeu a questionamento do deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) sobra o paradeiro de seu ex-assessor. "Informo que o senhor presidente não possui informações referentes ao paradeiro do senhor Fabrício Queiroz", disse o chefe de gabinete Pedro Cesar Marques de Sousa em documento.


Fonte: UOL

sábado, 17 de agosto de 2019

Intervenção de Bolsonaro na PF para se proteger do caso Queiroz pode levar a impeachment

Juliano Medeiros, presidente nacional do PSOL, chamou a atenção para o fato de que, se Bolsonaro influenciou na queda do superintendente da PF do RJ para barrar as investigações do caso Queiroz, ele incorreu em obstrução criminal, atitude prevista na Lei do Impeachment

A intervenção de Jair Bolsonaro na troca do comando da Polícia Federal do Rio de Janeiropoderia levar o presidente a um impeachment. Quem chamou a atenção para o fato foi o presidente nacional do PSOL, Juliano Medeiros.
Conforme aponta reportagem da Folha de S. Paulo, Ricardo Saadi foi demitido da função de superintendente da PF do Rio de Janeiro a pedido do presidente como uma tentativa do capitão da reserva de barrar as investigações do caso Fabrício Queiroz, ex-assessor de seu filho, Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), que segundo o Conselho de Atividades Financeiras (Coaf), realizou movimentações financeiras atípicas quando trabalhava no gabinete do filho do capitão da reserva.


“A Folha afirma que foi a apuração do caso Queiroz que levou à queda do superintendente da PF do Rio de Janeiro. Se isso for comprovado estaremos diante de um grave crime: obstrução de investigação criminal (Lei 12.850/2013). Nesse caso, Bolsonaro poderia ser alvo de impeachment”, escreveu Juliano Medeiros, que trouxe à tona o artigo da Lei do Impeachment que trata sobre a atitude do presidente.
“São crimes contra o cumprimento das decisões judiciárias: 1) impedir, por qualquer meio, o efeito dos atos, mandados ou decisões do Poder Judiciário”, diz o artigo.
O presidente do PSOL, contudo, ponderou: “Não quero dizer, com isso, que a estratégia da oposição deva ser a do impeachment nesse momento, quando não há ainda apoio expressivo dos demais partidos a essa opção. Apenas chamo a atenção para lembrar que, se comprovada a denúncia da Folha, teríamos mais um crime de Bolsonaro”.
A tentativa de Bolsonaro de escolher nome do novo superintendente, de acordo com Mônica Bergamo, vem causando insatisfação entre delegados. Um deles, inclusive, teria afirmado que não se recordar de nada parecido vindo de qualquer outro presidente desde a redemocratização do país.

“De acordo com um dos policiais, aceitar ingerência de Bolsonaro na PF significará o fim da corporação —que não seria o espaço apropriado para ele mostrar que pode mandar e desmandar”, escreveu a jornalista em sua coluna deste sábado (17) na Folha de S. Paulo.
O presidente estaria tentando, com a atitude, barrar as investigações em casos que envolvem sua família e Fabrício Queiroz. Detalhe que a Polícia Federal do RJ não tem nenhuma interferência direta nesses casos, que estão sob investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro e da PF em Brasília. Aos cuidados de Saadi estava o inquérito sobre um esquema dentro da Polícia Civil fluminense que tentava atrapalhar os trabalhos para elucidação do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.
Em um ponto os casos Queiroz e Marielle Franco se cruzam. A mulher e mãe de um dos suspeitos de terem executado a vereadora foi empregada no gabinete de Flávio Bolsonaro por Fabrício Queiroz. Mesmo tendo defendido diversas vezes em tribunais parlamentares a ação de milicianos, os Bolsonaro negam qualquer tipo de vínculo com os grupos criminosos.

Fonte: Revista Fórum

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Bolsonaro é 'idiota ingrato que nada sabe', diz Alexandre Frota

O deputado Alexandre Frota declarou, em entrevista à Folha publicada hoje (16), que a cadeira de presidente ficou grande para Jair Bolsonaro, que seria "um idiota ingrato que nada sabe". Ele se mostrou  arrependido de ter ajudado a eleger o mandatário.
"Bolsonaro não é burro, senão ele não chegaria onde chegou, mas é um idiota ingrato que nada sabe. Aquela cadeira de presidente ficou grande para ele e ele se lambuzou com o mel da Presidência. Bolsonaro se mostra, muitas vezes, infantil. Ele não está preparado para o cargo para o qual foi eleito, para o qual eu, infelizmente, ajudei a elegê-lo. Eu acreditava, assim como milhões de brasileiros, que ele realmente pudesse fazer a diferença, mas não foi isso que encontrei lá. Ele acredita nas verdades criadas, nas próprias fantasias dele", disse Frota. 
Para ele, o estopim para a sua expulsão do PSL foi a discordância em relação ao governo. 
"Não disse amém e é preciso dizer amém. Mas não tive e não tenho medo do governo do Lula, do PT, não terei medo do governo Bolsonaro, entende? Foram vários os fatores, mas o fato de falar a verdade incomodou muito, de criticar quem não gosta [de ser criticado] e não está preparado para as críticas. Isso pesou muito para o Bolsonar", afirmou.
Frota ainda disse que, como presidente, Bolsonaro está devendo diplomacia e respeito.
"Ele nada sabe sobre isso, ele não gosta de ouvir, é inseguro, medroso e caricato. Bolsonaro não foi ninguém no Exército, saiu expurgado de lá, não foi brilhante, ou estou errado? Não estou. Eu, como ator pornô, dei mais certo do que ele no Exército. Bolsonaro está fazendo parte de uma matilha cultural e social de extrema-direita, que assim como a esquerda, que durante muito tempo trabalhou isso, acham que vão dominar o país. E aí entram com as agressões, com as humilhações aos aliados, aos amigos, aqueles que o ajudaram a levá-lo à Presidência da República", completou.
O deputado lembra que o presidente tinha um discurso de que soldado ferido no Exército dele não ficaria para trás, mas que não foi cumprido.
"Ele deixou vários para trás, a começar pelo Magno Malta, o [Gustavo] Bebianno, o Julian Lemos, que se entregaram para a campanha dele, abriram mão de fazer suas campanhas e correr por suas vidas para poder eleger o Bolsonaro", declarou.
Frota disse que tem impressão de que Bolsonaro não saiu da campanha e acha que o Palácio é um palco.
"Ele tem que levantar as mãos para o céu por ele ainda ter do lado dele o Paulo Guedes, o Sergio Moro. Mas o castelinho de areia uma hora vai ruir e ele vai ficar perdido como um cachorrinho vira-lata numa montanha de lixo. Infelizmente, o seu governo não apresenta propostas, vive de momentos, de insights. Sair do PSL, para mim, foi receber uma carta de alforria, foi me libertar da ditadura bolsonarista. Saí com muito orgulho e pela porta da frente", finalizou o parlamentar, que já recebeu convites de sete partidos, entre eles o PSDB, que está inclinado a aceitar.

Fonte: Metro 

O Brasil é muito maior que Bolsonaro: nós podemos vencer

É preciso não esmorecer diante dessas investidas diárias. É como uma guerra de trincheira. Resistir e contra-atacar


"O mar da história é agitado. As ameaças e as guerras havemos de atravessá-las, rompê-las ao meio, cortando-as como uma quilha corta as ondas. (Maiakóvski)
É fato que o mar da política está agitado. A crise econômica combinada com a crise de representação levou um setor do povo a comprar gato por lebre. Bolsonaro se elegeu vendendo-se como antissistema, aproveitando a indignação popular com o regime político e com a velha esquerda que decidiu governar com os mesmos métodos do establishment político brasileiro.
Estamos diante de um governo que combina uma agenda ultraliberal, antipovo e de submissão aos interesses estadunidenses com uma ala de lunáticos. Setores reacionários que querem retroceder em avanços civilizatórios de décadas. Talvez séculos. Um governo que na mesma medida em que perde apoio do povo (sendo a gestão de primeiro mandato pior avaliada em seis meses desde a redemocratização), sinaliza ainda mais para sua base de extrema-direita.
Esses mesmos que defendem o fechamento das liberdades democráticas e que tentam reescrever a história são os que buscam a todo tempo atacar a Constituição de 1988. Entretanto, temos muitas reservas democráticas, que estão nos movimentos de mulheres, nos jovens, na resistência dos indígenas, nos negros e negras, na comunidade LGBTI+ e na história do movimento operário brasileiro.

Infelizmente, tivemos a aprovação da Reforma da Previdência. A unidade burguesa muito superior ao próprio governo fez uma campanha diuturna contra a aposentadoria do povo. Apesar de insuficiente para derrotar o projeto, a greve geral de 14 de junho foi importante e teve sua força, conquistando a retirada da capitalização, das mudanças no BPC e para as trabalhadoras rurais, suavizando um pouco o tempo de contribuição das mulheres e a regra de transição para professores. Mas nenhuma derrota e nenhuma vitória é definitiva.
Não é de se admirar que as pessoas estejam chocadas. Um presidente que ataca a memória de Fernando Santa Cruz, assassinado pelo Estado na Ditadura civil-militar, demite o presidente do Inpe por este revelar os dados do desmatamento na Amazônia, quer indicar o filho à embaixada dos EUA, ataca à liberdade de imprensa e o trabalho jornalístico sério como o de Gleen Greenwald e silencia diante dos ataques de garimpeiros a tribos indígenas.


Leia mais no Carta Capital

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Comissão aprova texto que torna nepotismo indicação para embaixadas

Da Agência Câmara- A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (14), em rápida votação, proposta do deputado Roberto de Lucena (PODE-SP) que proíbe o nepotismo na administração pública federal. O Projeto de Lei 198/19 recebeu uma emenda do relator, deputado Kim Kataguiri (DEM-SP), que transforma em nepotismo a nomeação de parente de autoridade para os cargos de ministro de Estado e embaixador.
O texto trata a prática de nepotismo como ato de improbidade administrativa e fixa pena de detenção de três meses a um ano para quem descumprir a regra.

Recentemente, o presidente Jair Bolsonaro indicou o filho Eduardo Bolsonaro para comandar a Embaixada do Brasil nos Estados Unidos. O cargo de embaixador não precisa ser ocupado por um diplomata.
nome do deputado deverá ser analisado pelo Senado. Eduardo Bolsonaro preside atualmente a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara.
O projeto será analisado agora pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara. Depois, seguirá para o plenário da Casa. Antes de entrar em vigor, o texto ainda precisa ser aprovado pelo Senado e passar por sanção presidencial.

Súmula

No parecer, Kataguiri afirma que o nepotismo é uma "injustiça patente que demonstra profundo desprezo pela coisa pública e, por consequência, desrespeito ao pagador de impostos". Ele lembrou que, em 2008, o Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou uma súmula vinculante proibindo autoridades de nomearem cônjuge ou parente até terceiro grau para cargos públicos.
Para o deputado, o assunto precisa ser tratado de vez em lei, de forma abrangente, e não apenas por decisões do Judiciário. "É uma vergonha que o Parlamento ainda não tenha tratado do nepotismo em nível federal e que isso tenha sido tratado pelo Supremo Tribunal Federal", disse Kataguiri antes da votação do projeto.

Proibição mais ampla

O texto aprovado altera o capítulo que trata das proibições aos servidores públicos, previstos no Regime Jurídico Único (Lei 8.112/90). Hoje, a lei apenas proíbe o servidor de manter sob sua chefia imediata, em cargo ou função de confiança, cônjuge, companheiro ou parente até o segundo grau.
Entre outros casos, o projeto considera nepotismo a nomeação para cargo ou a contratação temporária de cônjuge, companheiro ou parente até o terceiro grau da autoridade nomeante ou de servidor da mesma unidade investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento.
Os casos de nepotismo cruzado, em que uma unidade contrata o parente de alguém de outra e vice-versa, também são abrangidos pelo projeto.
Conforme o texto, fica proibida, ainda, a contratação de empresa que tenha como sócio cônjuge, companheiro ou parente até o terceiro grau da autoridade contratante ou de servidor da mesma unidade administrativa investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento

Miriam Leitão aponta Bolsonaro como o grande inimigo da economia brasileira

Com o Brasil em recessão, a jornalista Miriam Leitão, colunista do Globo, ironiza as prioridades de Jair Bolsonaro: cortar o cabelo e furar reunião com o chanceler francês, atacar a Alemanha e insultar os argentinos, maiores compradores de produtos industriais brasleiros. "É com erros assim que Bolsonaro vai erodindo a confiança na economia", diz ela


A jornalista Miriam Leitão, colunista do Globo, já aponta Jair Bolsonaro como um dos principais empecilhos para a retomada da economia brasileira – em crise desde 2014, quando as forças golpistas começaram a preparar a derrubada da ex-presidente Dilma Rousseff sob a alegação de 'pedaladas fiscais'. 


"É preciso olhar os dados do primeiro semestre. A confiança dos consumidores havia subido para 96 pontos em janeiro e caiu para 88. O mesmo aconteceu com a confiança empresarial. Alimentam essa queda alguns fatos concretos, aumentou o endividamento das famílias, segundo o Banco Central. Outra pesquisa, feita pela Boa Vista SCPC, mostrou que o percentual de inadimplentes com mais da metade da renda comprometida com o pagamento de dívidas saltou de 56% para 73%. Os que se dizem muito endividados saltaram de 37% para 43% dos entrevistados. E as principais causas são o desemprego elevado e a diminuição da renda. Reverter esses problemas deveria consumir as energias do governo. O presidente da República prefere se dedicar às exibições diárias de pensamentos rasteiros sobre questões sérias", diz Miriam, em sua coluna.
"Um avanço importante foi o acordo Mercosul-União Europeia. De lá para cá, o presidente preferiu cortar cabelo a receber o chanceler francês, ofendeu a Alemanha, e agora sugere o fim do Mercosul porque os eleitores argentinos podem contrariá-lo. A Argentina é a maior compradora de manufaturados brasileiros, com ela temos um comércio de R$ 26 bilhões, com superavit para o Brasil, e tradicionais laços de amizade. As relações internacionais não podem ficar prisioneiras da ideologia do presidente da República. É com erros assim que Bolsonaro vai erodindo a confiança na economia."


Fonte: Brasil 247