GOLPE DURO PARA BURGUESADA: Lula foi capa do maior jornal francês e Papa Francisco se manifestou

A carta de Lula, direto da prisão, foi capa de destaque do mais importante jornal francês, o Le Monde.

Rússia e China: pesadelo dos EUA se torna realidade

A nova política dos EUA em relação à China está levando à aproximação entre Moscou e Pequim, comenta o analista russo Timofei Bordachev.

URGENTE: Lava Jato pode ter fraudado documentos para incriminar Lula; CONFIRA CÓPIAS!

Surgem novos documentos que podem comprovar o que declarou o deputado Sibá em um encontro realizado no último sábado (5).

Lula preso sem provas, Paulo Preto ''com cem milhões" solto. Justiça?

Se alguém do campo progressista ainda tinha dúvidas sobre o posicionamento político do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foram relembrados nesta sexta-feira, 11.

Engenheiros da Petrobrás dizem que política de preços de combustíveis beneficia grupos estrangeiros

A AEPET reafirma o que foi expresso no Editorial “Política de preços de Temer e Parente é ‘America First!’ “, de dezembro de 2017.

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quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Moro e Deltan apavorados: Glenn avisa que revelações BOMBA só virão depois de outubro

O jornalista americano Glenn Greenwald, diretor do The Intercept Brasil, avisou que os vazamentos mais importantes da VAZA JATO só devem chegar ao público no fim do ano. Fazendo uma comparação com o caso Snowden, onde Glenn disponibilizou o maior vazamento de dados da história do governo americano, ele explicou como funciona este tipo de jornalismo:


O primeiro vazamento do caso Snowden aconteceu em 6 de junho de 2013:

Fonte: Plantão Brasil

terça-feira, 20 de agosto de 2019

Bolsonaro tira Coaf de aliado de Moro que caiu na Vaza Jato

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (20) que a intenção do governo federal é indicar um nome de carreira do Banco Central para o comando do novo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).


A medida provisória que promoveu mudanças no órgão federal foi publicada no “Diário Oficial da União” desta terça-feira. O Coaf passa a ser chamado de UIF (Unidade de Inteligência Financeira) e foi transferido do Ministério da Economia para o Banco Central —a MP será avaliada pelo Congresso.

Ao assumir a Presidência, Bolsonaro tirou o Coaf do Ministério da Economia (antiga Fazenda) e o colocou na Justiça, pasta de Sergio Moro. O ex-juiz federal acabou derrotado depois que o Congresso devolveu o Coaf à Economia.


Como antecipou a Folha nesta segunda-feira, a MP editada pelo presidente abriu brecha para indicações políticas na nova estrutura do Coaf, o que, na avaliação de deputados e senadores, pode comprometer a independência do órgão de combate à lavagem de dinheiro.

“A ideia do que está sendo proposto é só concursados do Banco Central”, disse. “Eu não conheço ninguém do Banco Central, mas acredito no presidente Roberto Campos Neto para fazer um bom trabalho”, disse o presidente.

Bolsonaro disse que foi sua a decisão de retirar do texto da MP a limitação a servidores do Banco Central para dar maior liberdade a Roberto Campos para formar a sua equipe. Com a mudança, o auditor-fiscal da Receita Federal Roberto Leonel, nome ligado ao ministro Sergio Moro (Justiça), deve deixar o cargo.

O presidente ficou incomodado com o comportamento de Leonel em relação à decisão do presidente do STF, ministro Dias Toffoli, de suspender investigações criminais pelo país que usem dados detalhados de órgãos de controle —como Coaf, Receita Federal e Banco Central— sem autorização judicial.


Toffoli atendeu a um pedido da defesa do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho mais velho do presidente, alvo de investigação realizada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro.

(...)

Mais recentemente, o Coaf identificou movimentações atípicas de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). De acordo com o órgão, Queiroz movimentou R$ 1,2 milhão de janeiro de 2016 ao mesmo mês de 2017 —entraram em sua conta R$ 605 mil e saíram cerca de R$ 600 mil. A quantia foi considerada incompatível com o patrimônio do ex-assessor de Flávio Bolsonaro.



Fonte: Folha de São Paulo

Proteção a Guedes explicita corrupção da Lava Jato, diz Glenn

O jornalista Glenn Greenwald, que vem revelando irregularidades da Lava Jato, alertou novamente para a partidarização da operação, que blindou o ministro da Economia, Paulo Guedes. A GPG Consultoria, empresa do titular da pasta, repassou R$ 560,8 mil em 2007 a um escritório de fachada, suspeito de lavar dinheiro para esquema de distribuição de propinas a agentes públicos no governo do Paraná. A instituição que recebeu a quantia foi a Power Marketing Assessoria e Planejamento, operada por um assessor do ex-governador Beto Richa (PSDB-PR).


"Pode-se debater quais intenções impulsionaram Moro e Lava Jato no início (2014/5). Há muitas evidências de que eles foram corrompidos até então. Mas agora está além do debate razoável que, ao longo dos últimos anos, eles foram primariamente uma operação politizada e corrompida", escreveu o jornalista no Twitter.

A Lava Jato denunciou em abril do ano passado 18 pessoas, acusadas de participar do suposto esquema de corrupção e desvio de verbas do estado. De acordo com as investigações, o objetivo do esquema era o de beneficiar a Econorte, do Grupo Triunfo, em concessões de rodovias. O caso foi investigado na Operação Integração, fase da Lava Jato deflagrada em 22 de fevereiro de 2018.



Guedes não ficou entre os acusados de corrupção. A Lava Jato afirma que a denúncia focou pessoas e empresas sobre as quais havia “prova robusta".

Ao jornal Folha de S.Paulo, Guedes não disse quais serviços justificaram o desembolso. 


Fonte: Brasil 247

Lava Jato blindou Paulo Guedes e fingiu não ver repasse para empresa de fachada

Surge mais uma prova de parcialidade da Lava Jato, que há 500 dias prendeu, sem provas, o ex-presidente Lula para solapar a democracia brasileira, fraudar o processo eleitoral e abrir espaço para a ascensão do neofascismo. Um repasse de uma empresa de Paulo Guedes a uma empresa de fachada, usada para pagar propinas no Paraná, foi solenemente ignorado pela operação


"A Lava Jato descobriu que uma empresa do atual ministro da Economia, Paulo Guedes, fez pagamento a um escritório de fachada, suspeito de lavar dinheiro para esquema de distribuição de propinas a agentes públicos no governo do Paraná", revela o jornalista Fábio Fabrini, em reportagem publicada na Folha de S. Paulo. "A força-tarefa da operação em Curitiba apresentou denúncia sobre o caso em abril de 2018 e não incluiu no rol de acusados Guedes ou outros representantes de sua empresa. Na época, o agora ministro integrava a pré-campanha de Jair Bolsonaro (PSL) à Presidência da República", prossegue ainda o jornalista.


É mais uma prova do viés político da operação, que prendeu o ex-presidente Lula sem provas há exatos 500 dias, para que ele fosse impedido de disputar a presidência da República e vencer as eleições, como indicavam todas as pesquisas. Com a exclusão artificial de Lula do processo político, Jair Bolsonaro pôde assumir o poder e implantar um programa de extrema-direita no Brasil.


"Os responsáveis por outras duas companhias que destinaram recursos ao escritório suspeito foram presos, denunciados e viraram réus de ação penal aberta pelo então juiz Sergio Moro", diz Fábio Fabrini. Guedes não foi incomodado. Questionado pela reportagem, ele não conseguiu justificar o repasse.
O repasse de R$ 560,8 mil foi feito em 2007 pela GPG Consultoria, de Guedes, à Power Marketing Assessoria e Planejamento, operada por um assessor do ex-governador Beto Richa (PSDB-PR).


Fonte: Brasil 247

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Envolvido em vários crimes, Flávio Bolsonaro é quem entrevista os candidatos à PGR

O subprocurador Antônio Carlos Simões Martins Soares, recebido há dois dias pelo presidente Bolsonaro no Palácio do Planalto, é o nome apoiado pelo seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), para o cargo de procurador-geral da República. Foi ele o responsável por agendar o encontro de Martins Soares com seu pai, segundo assessores do Planalto.

Preocupado com as investigações do Ministério Público Federal, o 01 tenta emplacar uma pessoa de sua confiança. No processo de escolha para PGR, Flávio tem se encontrado com candidatos ao posto. Ele esteve ao menos com os suprocuradores Augusto Aras e Mário Bonsaglia.

O próximo PGR será responsável por participar da discussão no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a utilização de dados do Coaf na investigação de Flávio Bolsonaro que envolve o esquema do desvio de salários de assessores, a chamada “rachadinha”, em seu gabinete como deputado estadual do Rio.


Martins Soares já cursou a Escola Superior de Guerra e é desconhecido até mesmo entre seus pares n PGR.



Fonte: O Globo

Bolsonaro já torrou R$ 1,6 milhão com confecção de medalhas para homenagear amigos e filhos

Da Folha:

Presidente da República egresso da carreira militar, Jair Bolsonaro (PSL) deu em seus primeiros meses de governo impulso ao gasto para confecção de um apetrecho caro à caserna, as medalhas.



Os ministérios das Relações Exteriores, da Defesa, Exército, Marinha, Aeronáutica e Escola Superior de Guerra têm mais de 50 tipos diferentes de condecorações, da Medalha do Pacificador à Medalha Sangue do Brasil.

O custo para confecção delas ficou em R$ 1,6 milhão nos primeiros meses de 2019 —dados que vão até abril ou junho, a depender do órgão.


Apesar de o governo ter patrocinado um contingenciamento que atingiu severamente diversas pastas, entre elas a da Educação, o desembolso para as medalhas supera, proporcionalmente, os feitos em 2017 e 2018.

Mídia alemã já cobra sanções contra o Brasil pelo estímulo de Bolsonaro ao desmatamento

"Dois dos principais veículos alemães, a revista Der Spiegel e o jornal semanal Die Zeit, publicam que “É hora de sanções contra o Brasil”, no título da primeira", informa o jornalista Nelson de Sá, em sua coluna, na Folha de S. Paulo.


“A Europa não deve ficar de braços cruzados enquanto um preconceituoso cético da ciência, movido pelo ódio, sacrifica vastas áreas de floresta para pecuaristas e plantações de soja”, diz a revista.

Num artigo sob o título “Comece onde dói”, o jornal Die Zeit se pergunta: “Que diferença faz cortar o dinheiro para conservar florestas de um governo que não tem mesmo qualquer interesse em conservar florestas?”.



E responde que “seria mais promissor começar num ponto que fere mais: os interesses econômicos de seus exportadores, por exemplo, os fazendeiros que vendem carne e soja em larga escala para metade do mundo”.

Recentemente, Bolsonaro insultou a chanceler alemã Angela Merkel e disse que o Brasil não precisa do dinheiro que os alemães destinam a fundo perdido para a conservação da Amazônia.


Fonte: Brasil 247

Crime grave: Moro se recusa a dizer quais documentos sigilosos vazou a Bolsonaro sobre investigação do laranjal do PSL

Em resposta a um pedido feito pela Folha pela Lei de Acesso à Informação, o gabinete do ministro Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública) se recusou a divulgar cópia da documentação que, segundo o presidente Jair Bolsonaro declarou numa entrevista coletiva no Japão, em junho, o próprio ministro lhe repassou.



Os documentos tratariam da investigação da Polícia Federal que estava sob sigilo a respeito de candidaturas laranjas do PSL.

Procurada com o mesmo pedido, a Presidência também se recusou a fornecer a documentação, sob o argumento de que a solicitação era "uma duplicata" e que o Ministério da Justiça e Segurança Pública é que responderia.



Revelado pela Folha no início de fevereiro, o caso dos laranjas do PSL, partido de Bolsonaro, é alvo de investigações da PF e do Ministério Público em Minas e em Pernambuco e levou à queda do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, que comandou o partido em 2018.

A Polícia Federal vê indicativos de participação do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, em um suposto esquema que direcionou verbas de campanha eleitoral para empresas ligadas ao seu gabinete na Câmara.

Em 27 de junho, a PF deflagrou uma operação para investigar o assunto e prendeu um assessor de Antônio. Um dia depois, quando concedeu uma entrevista coletiva em Osaka, no Japão, Bolsonaro foi indagado sobre o assunto. O presidente respondeu: "Ele [Moro] mandou a cópia do que foi investigado pela Polícia Federal pra mim. Mandei um assessor meu ler porque eu não tive tempo de ler".



O caso, entretanto, tramita sob segredo na 26ª Zona Eleitoral de Minas Gerais, em Belo Horizonte. No início de julho, em resposta a perguntas da Folha, o Ministério da Justiça enviou duas notas.

A primeira, no dia 2, confirmou que "o presidente da República foi informado sobre o andamento das investigações em curso".

Depois, no dia 5, a pasta afirmou que "informações que inclusive já haviam sido divulgadas amplamente na imprensa foram repassadas ao presidente. Nenhuma peça ou informação processual que pudesse comprometer o sigilo das investigações ou que já não estivesse amplamente disponível à imprensa foi repassada".

A reportagem então pediu acesso à documentação enviada por Moro a Bolsonaro. Foram feitos dois pedidos simultâneos pela Lei de Acesso, um na Presidência e outro no ministério.

A resposta de Moro foi encaminhada no último dia 8, 33 dias depois do protocolo do pedido. Ela foi redigida pelo SIC (Serviço de Informações ao Cidadão) do gabinete do ministro e diz apenas que "já houve manifestação oficial do Ministério da Justiça e Segurança Pública acerca do assunto".



É uma referência à segunda nota divulgada pela assessoria de comunicação do ministério. A nota, porém, não traz cópia de nenhum documento e contradiz o que afirmou o próprio Jair Bolsonaro na entrevista coletiva em Osaka, quando disse que Moro repassou-lhe "a cópia do que foi investigado pela Polícia Federal".


Fonte: Folha de São Paulo

domingo, 18 de agosto de 2019

"Não podemos nos calar", diz ex-diretor do Inpe sobre censura

Depois de ser exonerado por rebater críticas de Bolsonaro ao sistema de desmatamento na Amazônia, Ricardo Galvão incentiva pesquisadores a denunciarem tentativas de controle na ciência.


Para um auditório lotado, Ricardo Galvão, ex-diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) narra os bastidores do embate com o governo Bolsonaro sobre os dados do desmatamento da Floresta Amazônica. Desde que o sistema detectou aumento da degradação florestal, a partir de junho, o Inpe virou alvo de ataques do presidente e do ministro de Meio Ambiente, Ricardo Salles.
Nesta sexta-feira (16/08), Galvão está em casa: a conversa é com estudantes e pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), onde ele é professor desde 1983, e para onde retorna após ser exonerado da diretoria do Inpe depois de rebater as críticas da cúpula do governo.
"Não podemos ficar calados”, aconselhou à plateia. "Sempre que a ciência for atacada, temos que nos posicionar, independente da posição partidária”, disse.
Ex-diretor do Inpe Ricardo Galvão em palestra na Universidade de São Paulo
Ex-diretor do Inpe Ricardo Galvão em palestra na Universidade de São Paulo



No mesmo dia, na parte da manhã, Darcton Damião, militar da reserva da Aeronáutica, tomava posse à frente do Inpe, em São José dos Campos.
"A gente aguarda os primeiros passos do interventor. Vamos ver se haverá a próxima divulgação dos dados do desmatamento. Se isso não acontecer, está configurado o cerceamento à transparência e livre publicidade de dados científicos”, comentou sobre o clima de tensão à DW Brasil Ivanil Elisário Barbosa, pesquisador do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) e diretor do Sindicato Nacional dos Servidores Públicos Federais na área de Ciência e Tecnologia do Setor Aeroespacial (SindCT).
Dentre as principais falas de Galvão está a crítica ao sistema da tecnologia Planet, representado no Brasil pela empresa Santiago & Cintra, que será contratada pelo governo.
Segundo Galvão, as imagens que Salles usou para contestar os dados do Inpe foram feitas pela Planet. O então diretor teria pedido para ter acesso àquelas informações – elas seriam usadas para possíveis correções do sistema do instituto, caso fossem constatadas falhas.
"Salles disse que não poderia dar, que aquele trabalho havia sido feito gratuitamente pela Planet. O que nos preocupa muito são esses dados produzidos gratuitamente por uma empresa e apresentados como científicos”, criticou o conflito de interesses.
Ninguém no ministério foi encontrado para comentar o caso.
Controle da ciência
Para Daniel Nepstad, pesquisador norte-americano que trabalha com a Amazônia há 30 anos, a tentativa de Bolsonaro de minar a credibilidade do Inpe ainda ressoa no mundo.
"O sistema de monitoramento da Floresta Amazônica ajudou a dar ao Brasil um papel de destaque no cenário internacional pela consistência dos dados produzidos e metodologia revisada por cientistas do mundo todo”, avaliou em entrevista para a DW Brasil.
Nepstad considera "lamentável que o governo atual volte atrás e perca esse papel de liderança". O pesquisador afirma que a estratégia de negar a ciência e questionar resultados de pesquisas começou a ganhar maior proporção com a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos, figura admirada por Bolsonaro, segundo declaração do próprio presidente brasileiro. 
"Cientistas que trabalhavam em instituições governamentais na área de mudanças climáticas também sofreram retaliações”, comentou Nepstad sobre o cenário americano.
Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles
Ministro Ricardo Salles, que contestou dados do Inpe
Desde então, segundo o pesquisador, políticas ambientais estão sofrendo desmonte. Um exemplo é a legislação em torno da água: medidas adotadas por Trump reduziram o controle de poluentes que vão parar nos rios. "Isso vai causar muitos problemas de saúde e crianças podem morrer", citou como exemplo.
Os riscos para um país são grandes quando a ciência perde a autonomia, pontua José Goldemberg, que já foi ministro da Educação e secretário do Meio Ambiente nos anos 1990. "Ciência é a base de formulação de políticas públicas. Quando se mina a ciência, ficam prejudicadas as decisões do governo”, opina.
Ele cita um caso registrado na antiga União Soviética como exemplo. Nikolái Vavilov, botânico russo que estudava como deixar as plantas mais resistentes às secas para evitar catástrofes trazidas pela fome, foi considerado inimigo do Estado pelo ditador Josef Stalin e isolado profissionalmente. O banco de sementes formado por Vavilov, desprezado à época, é hoje um dos mais importantes da Rússia e permite pesquisas genéticas. "Mas tudo isso provocou muito atraso na Rússia nessa área de pesquisa”, menciona Goldemberg.
De volta às trevas?
Acioli Olivo, pesquisador do Inpe aposentado que atuou na instituição por 30 anos, lembra que dados do desmatamento já provocaram desconforto em governos anteriores, mas que as questões foram superadas.
A situação atual, por outro lado, é mais preocupante. "O Brasil não é um país de ponta em ciência e tecnologia, basta olhar o encolhimento dos orçamentos”, diz. Em 2004, 4 bilhões de reais foram destinados ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, valor que saltou para 12 bilhões de reais em 2013. Atualmente, ele é inferior a 3 bilhões de reais. "Mas, na área ambiental, somos exemplo: temos tecnologia, temos algoritmo, metodologia reconhecida”, afirma Olivo, citando artigos sobre o tema publicados em revistas renomadas como Nature Science.
Ricardo Galvão também se diz preocupado com o futuro próximo. O recente corte de repasse anunciado pela Noruega ao Fundo Amazônia pode comprometer alguns projetos de pesquisa do Inpe financiados pelos recursos.
Ainda assim, o físico tenta demonstrar otimismo quando questionado se o país estaria de "volta às trevas”, numa referência à falta de dinheiro e censura da pesquisa científica, fazendo uma analogia com os tempos da Ditadura.
"Não. Porque a comunidade acadêmica e científica e o povo brasileiro não se calarão”, responde.

Nepotismo: parecer de consultoria do Senado proíbe Eduardo Bolsonaro de ser embaixador em Washington

"A proibição se estende a parentes até o terceiro grau, o que, obviamente, inclui filhos da autoridade nomeante, cujo vínculo de parentesco é o mais próximo possível", diz o texto assinado por técnicos do Senado

A Consultoria Legislativa do Senado deu parecer que enquadra a indicação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) à embaixada dos Estados Unidos como nepotismo. O texto argumenta que o cargo em questão é comissionado comum e que um decreto de 2010 proibiria a indicação do filho 03.
“A proibição se estende a parentes até o terceiro grau, o que, obviamente, inclui filhos da autoridade nomeante, cujo vínculo de parentesco é o mais próximo possível”, diz o texto assinado pelos técnicos do Senado. Citando o jurista Paulo Modesto, o texto qualifica a prática como “uma forma de autopreservação e autoproteção das elites”.


Caso o cargo de embaixador fosse meramente político, como o de ministro ou secretário, o parecer esclarece que poderia haver uma exceção à regra do nepotismo. Os cargos políticos mais próximos ao Poder Executivo não precisam obedecer à regra geral dos comissionados.
Jair Bolsonaro, no entanto, segue na tentativa de ter uma vitória robusta no Senado e emplacar o filho Eduardo na embaixada dos Estados Unidos. O presidente entrou no jogo político da “troca de favores” e irá distribuir cargos em aberto a aliados. No entanto, o preço desse jogo tem chamado atenção, pois alguns dos cargos correspondem à órgãos do governo federal cujo orçamento de 2019 soma quase R$ 2,5 bilhões. Votação no plenário, que poderá ser secreta, ainda está sem data prevista.


Fonte: Revista Fórum

Vaza Jato revela que Lava Jato agia fora da lei para obter dados fiscais de suspeitos

Um estado policial clandestino foi montado para investigar suspeitos na Lava Jato, conduzida por Sergio Moro e Deltan Dallagnol. Com a colaboração do auditor fiscal Roberto Leonel, atual presidente do Coaf, sigilos fiscais eram quebrados sem autorização judicial – especialmente de pessoas próximas ao ex-presidente Lula. É o que mostra o novo capítulo da Vaza Jato


O novo capítulo da Vaza Jato revela que a Lava Jato agia fora da lei para obter dados fiscais de suspeitos. Isso aconteceu diversas vezes e teve como alvos principais pessoas ligadas aos processos que envolviam o ex-presidente Lula, que vem sendo mantido como preso político há quase 500 dias. “Os procuradores da operação Lava Jato também usaram o Telegram para obter informalmente dados sigilosos da Receita Federal – ou seja, sem nenhum controle da Justiça.


O coordenador da força-tarefa, Deltan Dallagnol, e seus colegas em Curitiba recorreram em diversas ocasiões a um informante graduado dentro da Receita para levantar o sigilo fiscal de cidadãos sem que a Justiça tivesse autorizado a quebra”, revelam os jornalistas Leandro Demori e Paula Bianchi, no Intercept.
"Para obter os dados sigilosos, os procuradores recorreram ao auditor fiscal Roberto Leonel, que chefiava a área de inteligência da Receita em Curitiba, onde trabalhava. Leonel é hoje presidente do Coaf”, informam ainda os repórteres. Ou seja: um dos principais aliados do ministro Sergio Moro era o responsável por repassar clandestinamente dados fiscais de suspeitos.
Foco no ex-presidente Lula
Em agosto de 2015, diante das notícias de que um sobrinho de Lula fizera negócios em Angola com ajuda do político e da Odebrecht, a primeira coisa que ocorreu ao procurador Roberson Pozzobon foi chamar Leonel, aponta a reportagem do Intercept. “Quero pedir via Leonel para não dar muito na cara, tipo pescador de pesque e pague rsrsrs”, disse numa mensagem a Dallagnol no grupo Chat FT MPF Curitiba 2.
"No ano seguinte, entre janeiro e março, a força-tarefa pediu a Leonel que levantasse informações sobre uma nora de Lula e sobre o caseiro do sítio de Atibaia”, aponta ainda a reportagem. "A investigação informal contra Lula e pessoas que o cercavam também incluiu o pedido, feito pelos procuradores, a informações sobre o patrimônio dos antigos donos do sítio. Na mesma época, os procuradores também solicitaram ao auditor informações sobre compras que a ex-primeira dama Marisa Letícia e os seguranças do casal teriam feito."



sábado, 17 de agosto de 2019

Intervenção de Bolsonaro na PF para se proteger do caso Queiroz pode levar a impeachment

Juliano Medeiros, presidente nacional do PSOL, chamou a atenção para o fato de que, se Bolsonaro influenciou na queda do superintendente da PF do RJ para barrar as investigações do caso Queiroz, ele incorreu em obstrução criminal, atitude prevista na Lei do Impeachment

A intervenção de Jair Bolsonaro na troca do comando da Polícia Federal do Rio de Janeiropoderia levar o presidente a um impeachment. Quem chamou a atenção para o fato foi o presidente nacional do PSOL, Juliano Medeiros.
Conforme aponta reportagem da Folha de S. Paulo, Ricardo Saadi foi demitido da função de superintendente da PF do Rio de Janeiro a pedido do presidente como uma tentativa do capitão da reserva de barrar as investigações do caso Fabrício Queiroz, ex-assessor de seu filho, Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), que segundo o Conselho de Atividades Financeiras (Coaf), realizou movimentações financeiras atípicas quando trabalhava no gabinete do filho do capitão da reserva.


“A Folha afirma que foi a apuração do caso Queiroz que levou à queda do superintendente da PF do Rio de Janeiro. Se isso for comprovado estaremos diante de um grave crime: obstrução de investigação criminal (Lei 12.850/2013). Nesse caso, Bolsonaro poderia ser alvo de impeachment”, escreveu Juliano Medeiros, que trouxe à tona o artigo da Lei do Impeachment que trata sobre a atitude do presidente.
“São crimes contra o cumprimento das decisões judiciárias: 1) impedir, por qualquer meio, o efeito dos atos, mandados ou decisões do Poder Judiciário”, diz o artigo.
O presidente do PSOL, contudo, ponderou: “Não quero dizer, com isso, que a estratégia da oposição deva ser a do impeachment nesse momento, quando não há ainda apoio expressivo dos demais partidos a essa opção. Apenas chamo a atenção para lembrar que, se comprovada a denúncia da Folha, teríamos mais um crime de Bolsonaro”.
A tentativa de Bolsonaro de escolher nome do novo superintendente, de acordo com Mônica Bergamo, vem causando insatisfação entre delegados. Um deles, inclusive, teria afirmado que não se recordar de nada parecido vindo de qualquer outro presidente desde a redemocratização do país.

“De acordo com um dos policiais, aceitar ingerência de Bolsonaro na PF significará o fim da corporação —que não seria o espaço apropriado para ele mostrar que pode mandar e desmandar”, escreveu a jornalista em sua coluna deste sábado (17) na Folha de S. Paulo.
O presidente estaria tentando, com a atitude, barrar as investigações em casos que envolvem sua família e Fabrício Queiroz. Detalhe que a Polícia Federal do RJ não tem nenhuma interferência direta nesses casos, que estão sob investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro e da PF em Brasília. Aos cuidados de Saadi estava o inquérito sobre um esquema dentro da Polícia Civil fluminense que tentava atrapalhar os trabalhos para elucidação do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.
Em um ponto os casos Queiroz e Marielle Franco se cruzam. A mulher e mãe de um dos suspeitos de terem executado a vereadora foi empregada no gabinete de Flávio Bolsonaro por Fabrício Queiroz. Mesmo tendo defendido diversas vezes em tribunais parlamentares a ação de milicianos, os Bolsonaro negam qualquer tipo de vínculo com os grupos criminosos.

Fonte: Revista Fórum

VÍDEO: Aparece o elo entre Bolsonaro, morte de Marielle, Queiroz e a milícia mais violenta do RJ

Jair e Flávio Bolsonaro, Queiroz, milícia de Rio das Pedras, Escritório do Crime, morte de Marielle. A conexão entre eles todos finalmente apareceu. Assista:




Fonte: Plantão Brasil



Justiça investiga evolução patrimonial do Ministro do Meio-ambiente, condenado por corrupção

O Ministério Público de São Paulo abriu inquérito para apurar suspeita de enriquecimento ilícito do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, entre 2012 e 2017, período em que ele alternou a atividade de advogado com cargos no governo paulista. A Promotoria já pediu a quebra de sigilo bancário e fiscal de Salles, mas a medida foi negada duas vezes pela Justiça estadual neste mês.


A investigação teve início em julho a partir de representação feita por uma empresa chamada Sppatrim Administração e Participações, que levantou suspeita sobre a evolução patrimonial de Salles com base nas declarações de bens que ele mesmo prestou à Justiça Eleitoral.


Em 2012, quando foi candidato a vereador pelo PSDB, Salles declarou possuir R$ 1,4 milhão em bens, a maior parte em aplicações financeiras, 10% de um apartamento, um carro e uma moto. Em 2018, quando saiu a deputado federal pelo Novo, foram R$ 8,8 milhões, sendo dois apartamentos de R$ 3 milhões cada, R$ 2,3 milhões em aplicações e um barco de R$ 500 mil – alta de 335% em cinco anos, corrigindo o valor pela inflação.


Fonte: Estado de São Paulo

Interferência de Bolsonaro gera crise e ameaça de demissão também na Receita Federal

A postura antidemocrática de Jair Bolsonaro nas instituições e órgãos do País tem gerado crises e ameaças de demissões coletivas. Depois da Polícia Federal, corporação que o presidente assegurou ser ’ele quem manda’ e anunciou uma troca na superintendência no Rio de Janeiro, é a vez de uma crise na Receita Federal.


Seis subsecretários do órgão ameaçam entregar seus cargos, possivelmente em efeito cascata, junto a outros chefes da alta administração, segundo reportagem do Estado de S.Paulo. O motivo: ameaça de interferência de Bolsonaro, que quer fazer indicações políticas no Rio de Janeiro e em outros postos-chave.


A crise se agravou com o recente episódio envolvendo o secretário especial da Receita, Marcos Cintra - que pode deixar o cargo. Cintra pediu ao superintendente no Rio, Mário Dehon, a troca de delegados chefes de duas unidades no Estado – a Delegacia da Alfândega da Receita Federal no Porto de Itaguaí e da Delegacia da Receita Federal no Rio de Janeiro II, na Barra da Tijuca. O pedido teria partido de familiares de Bolsonaro.

"A Delegacia da Alfândega da Receita Federal no Porto de Itaguaí é estratégica no combate a ilícitos praticados por milícias e pelo narcotráfico em operações no porto, que incluem contrabandeado, pirataria e subvaloração de produtos", lembra a reportagem do Estado. Dehon, que se recusou a nomear o indicado do Planalto, está agora com o cargo ameaçado.

“Independentemente de quem tenha feito ou qual seja o ‘pedido’, tentativas como essa de interferência política no órgão são absolutamente intoleráveis, típicas de quem não sabe discernir a relevância de um órgão de Estado como a Receita Federal”, reagiu o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco) na noite desta sexta-feira 16. “A possível exoneração de um superintendente por tal razão é algo jamais visto”, acrescentou a entidade.


Fonte: Brasil 247

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Globo diz que Bolsonaro investe contra o decoro e representa risco para o Brasil

Responsável direta pela ascensão da extrema-direita no Brasil, ao pressionar o Poder Judiciário a prender o ex-presidente Lula e retirar seus direitos políticos, o grupo Globo agora se dá conta de que Jair Bolsonaro é um risco para o Brasil. Em editorial publicado nesta quarta-feira, o jornal O Globo aponta novas quebras de decoro – ou seja, motivos para impeachment


O editorial desta quarta-feira do jornal O Globo aponta mais motivos para o afastamento de Jair Bolsonaro da presidência da República, por quebra de decoro. Curisamente, o texto parte de um veículo de comunicação que foi crucial para a ascensão da extrema-direita no Brasil, ao pressionar o Poder Judiciário para prender e retirar os direitos políticos do ex-presidente Lula – que seria presidente pela terceira vez não fosse a campanha de ódio promovida pela Globo.

"Nos últimos dias, o presidente tem sido especialmente produtivo em falar o que não deve, em usar termos chulos, em investir contra o decoro da Presidência da República. À costumeira agressividade de quando trata de temas políticos, sempre abordados de maneira radical, Bolsonaro acrescentou uma fixação escatológica. É no mínimo exemplo de má educação, de inconveniência. Por partir de um presidente da República, não passa despercebido no mundo, e isso afeta a imagem do país, com prejuízos concretos. No descontrole em que se encontra Bolsonaro, interesses diplomáticos envolvendo a economia já começam a ser afetados", aponta o texto.


"A oposição à preservação do meio ambiente, uma característica da extrema direita mundial, tem sido exercida como se Bolsonaro ainda estivesse no baixo clero. Seu governo, com o ministro do Meio Ambiente à frente, Ricardo Salles, procura romper por completo o acordo com Alemanha e Noruega, que sustentam o Fundo Amazônia com bilhões em doações, para apoio a projetos sustentáveis na região", prossegue o editorial.
"Com o desconcertante ataque ao Fundo Amazônia, entre outros atos, Bolsonaro dá pretexto para que França e Alemanha, cujos agricultores e certas indústrias desgostam do acordo entre a UE e o Mercosul, tirem o apoio ao tratado comercial. Um revés para o Brasil. A vitória da chapa peronista Alberto Fernández/Cristina Kirchner nas primárias argentinas contra o presidente Mauricio Macri, de centro direita, mereceu de Bolsonaro uma reação também nada protocolar. Alertou os gaúchos para o risco de a 'esquerdalha' transformar a Argentina em nova Venezuela, e o Rio Grande do Sul, outro Roraima, porta de entrada de venezuelanos no país. Bolsonaro se esquece do Mercosul, do nível de integração que já existe entre os dois países, com a Argentina sendo forte importador de produtos manufaturados do Brasil. O presidente se torna um risco para o país", finaliza o editorial.


Fonte: Brasil 247