GOLPE DURO PARA BURGUESADA: Lula foi capa do maior jornal francês e Papa Francisco se manifestou

A carta de Lula, direto da prisão, foi capa de destaque do mais importante jornal francês, o Le Monde.

Rússia e China: pesadelo dos EUA se torna realidade

A nova política dos EUA em relação à China está levando à aproximação entre Moscou e Pequim, comenta o analista russo Timofei Bordachev.

URGENTE: Lava Jato pode ter fraudado documentos para incriminar Lula; CONFIRA CÓPIAS!

Surgem novos documentos que podem comprovar o que declarou o deputado Sibá em um encontro realizado no último sábado (5).

Lula preso sem provas, Paulo Preto ''com cem milhões" solto. Justiça?

Se alguém do campo progressista ainda tinha dúvidas sobre o posicionamento político do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foram relembrados nesta sexta-feira, 11.

Engenheiros da Petrobrás dizem que política de preços de combustíveis beneficia grupos estrangeiros

A AEPET reafirma o que foi expresso no Editorial “Política de preços de Temer e Parente é ‘America First!’ “, de dezembro de 2017.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Moro tira miliciano amigo do chefe de lista de procurados

O Ministério da Justiça e Segurança Pública não incluiu na lista dos mais procurados do Brasil o ex-capitão Adriano da Nóbrega, acusado de comandar a mais antiga milícia do Rio de Janeiro e suspeito de integrar um grupo de assassinos profissionais do estado.




Foragido há mais de um ano, o ex-PM também é citado na investigação que apura a prática de “rachadinha” no antigo gabinete do senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ) na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).
De acordo com o Ministério Público, contas bancárias controladas por ele foram usadas para abastecer Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador, suposto operador do esquema no gabinete do filho do presidente Jair Bolsonaro. Queiroz é amigo do presidente da República.


Adriano teve duas parentes nomeadas no antigo gabinete do senador Flávio. Mensagens interceptadas com autorização judicial mostram ele discutindo a exoneração da mulher, Danielle da Nóbrega, do cargo.
Ele também foi defendido pelo presidente Jair Bolsonaro em discurso na Câmara dos Deputados, em 2005, quando foi condenado por um homicídio. O ex-capitão seria absolvido depois em novo julgamento.
Enquanto estava preso preventivamente pelo crime, foi condecorado por Flávio com a Medalha Tiradentes.
O ministro Sérgio Moro divulgou a lista sem o acusado em sua rede social. “A SEOPI/MJSP [Secretaria de Operações Integradas da pasta] elaborou, com critérios técnicos e consulta aos Estados, a lista dos criminosos mais procurados. A lista ajudará na captura, e segue a orientação do PR @jairbolsonaro de sermos firmes contra o crime organizado”, diz o texto no perfil do ministro no Twitter.


De acordo com o Ministério da Justiça, o ex-capitão não foi incluído porque “as acusações contra ele não possuem caráter interestadual, requisito essencial para figurar no banco de criminosos de caráter nacional”.
De fato, 25 dos 27 que compõem a lista são apresentados pelo ministério como tendo uma atuação regional ou nacional.
Há na lista de Moro, porém, dois integrantes de uma milícia de outro bairro da zona oeste. Em seus perfis publicados na página da pasta, sua área de atuação indicada é apenas o Rio de Janeiro. São eles: Wellington da Silva Braga, o Ecko, e Danilo Dias Lima, o Tandera, seu braço direito. Os dois atuavam em Campo Grande.
Não é a primeira vez que o ex-PM fica fora de uma lista de foragidos. Ele esteve por meses fora do programa “Procurados”, do Disque-Denúncia, que oferece recompensa pela informação de criminosos. Sua inclusão ocorreu apenas depois de a Folha apontar a ausência.
Adriano é investigado de participação em diversos homicídios no Rio de Janeiro, suspeito de ser sócio no jogo de máquinas caça-níqueis e chamado de “patrão” por integrantes da milícia de Rio das Pedras, a mais antiga e estruturada do Rio de Janeiro.
Ele está foragido desde janeiro de 2019 quando foi deflagrada a Operação Os Intocáveis, contra acusados de integrar a milícia de Rio das Pedras.
Meses antes da operação, ele trocou mensagens com a mulher Danielle da Nóbrega sobre sua exoneração do cargo. Quando a ex-assessora de Flávio se queixa de sua exoneração em novembro, Adriano afirma que “contava com o que vinha do seu tmbm [também]”. Para o Ministério Público, a frase revela que o ex-capitão também ficava com parte do salário dela.
Em outro diálogo, Adriano afirma que iria conversar com Queiroz sobre a exoneração, a fim de evitá-la. O ex-assessor de Flávio é chamado apenas de “amigo”.
Apesar das transações financeiras, as mensagens também mostram que a família Bolsonaro se preocupava com a eventual vinculação do gabinete de Flávio com o ex-capitão.
“Sobre seu sobrenome… Não querem correrem risco, tendo em vista que estão concorrendo e visibilidade que estão. Eu disse que vc está separada e está se divorciando”, escreveu Queiroz para Danielle em dezembro de 2017.
A ex-assessora explica que permanecem casados, mas “separados de corpos” e pede para ser mantida no cargo. Ela ficou até novembro de 2018.
Na ocasião desta troca de mensagens, Adriano não era considerado foragido e não respondia mais a ações penais. Ele já havia sido expulso da Polícia Militar em 2014 porque, para a corporação, ele atuou como segurança de um bicheiro.
Não há nas mensagens nenhuma indicação de que Queiroz e a família Bolsonaro soubessem da atuação de Adriano com a milícia de Rio das Pedras.

Bolsonaro supera Temer e joga 38,4 milhões de trabalhadores brasileiros na informalidade

Número de brasileiros que trabalham por conta própria - prestando serviços para aplicativos, por exemplo - atingiu o maior nível da série, subindo para 24,2 milhões, sendo a maior parte, de 19,3 milhões, sem CNPJ


O aprofundamento da política neoliberal, que motivou o golpe contra Dilma Rousseff, força cada dia mais brasileiros a fazerem bicos para sobreviver. Sem emprego com carteira de trabalho, 38,4 milhões de trabalhadores sobrevivem atualmente na informalidade – que aglutina empregados sem carteira assinada, trabalhadores domésticos sem carteira, empregador sem CNPJ, conta própria sem CNPJ e trabalhador familiar auxiliar.



A taxa, divulgada nesta sexta-feira (31), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), equivale a 41,1% da força de trabalho, a maior desde 2016, quando Temer assumiu o poder.
A política de “menos direitos” de Jair Bolsonaro, capitaneada pelo ultraliberal ministro da Economia, Paulo Guedes, também deixou 12,6 milhões de desempregados em 2019. Em dezembro, mês de aquecimento no mercado de trabalho, a taxa de desemprego ficou em 11%, com 11,6 milhões de desocupados.


Informalidade recorde
Segundo a pesquisa, 11,6 milhões de trabalhadores trabalham sem registro em carteira no setor privado, um aumento de 4% em relação a 2018 e o mais alto patamar da série histórica iniciada em 2012.
O número de trabalhadores por conta própria – como as pessoas que trabalham para aplicativos – atingiu o maior nível da série, subindo para 24,2 milhões, sendo que a maior parte (19,3 milhões), sem CNPJ. O número também representa um acréscimo de 3,9 milhões de pessoas desde 2012. Na comparação com 2018, a expansão foi de 4,1% (958 mil).


Fonte: Revista Fórum

Réu por corrupção, Kassab manda PSD coletar assinaturas para Bolsonaro

Nesta semana, sem que muitos percebessem, o DNA político do ex-ministro e ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, surgiu na longínqua Manaus.
É da capital do Amazonas que Josué Neto, presidente da Assembleia, pilota o esquema de coleta de assinaturas para a criação do novo partido de Jair Bolsonaro.
Aliado de Kassab, membro do PSD, o deputado estadual diz que a ideia é alcançar pelo menos 5 mil assinaturas até março.


“O Amazonas, dentro da lei eleitoral, precisa atingir 4.900, e já contribuiu com 3 mil”, disse num ato público realizado neste último fim de semana.
Josué não vê constrangimento em pertencer a um partido e trabalhar pela criação de outro.
Ao contrário, para ele o que vale é que os eventos que vem realizando estão acontecendo “com uma grande e ampla participação da sociedade, que aprova as políticas econômicas e a manutenção e conservação dos bons costumes, principalmente do fortalecimento da família”.


Por trás de iniciativas como a do presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas está o interesse de Kassab em obter o apoio de Bolsonaro aos candidatos do PSD nas eleições deste ano, já que o Aliança Brasil não conseguirá se formalizar a tempo de disputar.
Kassab reassumiu o comando do PSD, que criou em 2011 e hoje tem a quarta maior bancada da Câmara, no segundo semestre do ano passado.
Seis meses antes, em janeiro, evitou tomar posse como secretário da Casa Civil de João Doria por ter sido alvo de uma operação de busca e apreensão da Polícia Federal.



Mas ainda permanece vinculado ao governo do tucano como “secretário licenciado” e tutor do correligionário Antonio Carlos Malufe, indicado no seu lugar.
Para as eleições, o ex-prefeito diz que tem um plano ousado para o PSD: quer candidaturas majoritárias em todas as cidades, com destaque para São Paulo, onde trabalha para tornar o ex-tucano Andrea Matarazzo representante do bolsonarismo no campo da direita.



Nos bastidores, Matarazzo já começou a se movimentar.
Está chamando candidatos a vereador para formar uma grande chapa parlamentar e ajustando o discurso para tornar-se palatável ao clã presidencial.
Oficialmente, Kassab encontrou-se com Bolsonaro no final de 2019 em uma visita de cortesia no Alvorada, quando justificou o apoio da bancada do PSD ao governo. “Tem uma agenda econômica compatível com a nossa. Essa é a razão de votos da bancada”.
O ex-ministro de Dilma e Temer – de dentro do governo, tramou o golpe contra Dilma em 2016, numa manobra inacreditável – acompanha à distância a investigação contra ele iniciada com o acordo de colaboração da J&F com a Justiça – Kassab teria recebido da empresa uma mesada de R$ 350 mil de 2010 a 2016, totalizando R$ 30 milhões.


Ele sempre negou as acusações, como certamente vai negar que tenha orientado o deputado estadual do Amazonas a coletar assinaturas para a criação do Aliança ou a utilização de Andrea Matarazzo para repetir o discurso de ódio e obscurantista do clã Bolsonaro na principal cidade do país.


Fonte: DCM

Governo decide acelerar queima de reservas internacionais para segurar o dólar

A equipe econômica comandada por Paulo Guedes decidiu acelerar a venda de reservas internacionais, acumuladas nos governos Lula e Dilma, para tentar fazer frente à disparada do dólar, que ontem chegou a bater em R$ 4,27; só nesta sexta-feira serão vendidos mais US$ 3 bilhões




O Banco Central fará nesta sexta-feira (31) um leilão extraordinário de US$ 3 bilhões. 

Chamado de leilão de linha, esse tipo de venda caracteriza-se pelo caráter temporário. Os dólares vendidos são recomprados pelo Banco Central depois de alguns meses, retornando para as reservas internacionais.
A última vez em que o BC tinha feito um leilão de linha tinha sido em 18 de dezembro, quando a autoridade monetária vendeu US$ 600 milhões com compromisso de recompra.


Em meio ao receio do impacto do coronavírus sobre a economia global, o dólar tem subido nos últimos dias. Hoje, a moeda norte-americana chegou a ultrapassar R$ 4,27, mas fechou o dia em R$ 4,259. Esse foi o maior valor nominal desde 1994, quando o real foi criado, informa a Agência Brasil.

Dedé Santana diz que foi usado na defesa da meia-entrada: “Eu nem estava sabendo”

Ex-Trapalhões, Dedé Santana disse que foi convidado para o encontro com Bolsonaro há cerca de um mês e achava que a reunião seria com artistas de diversas áreas, não só sertanejos. “Fui lá para falar sobre o circo"



O humorista Dedé Santana, que se celebrizou no programa Os Trapalhões, disse ter sido usado para a defesa de um discurso contra o fim da meia-entrada para estudantes em eventos culturais durante encontro de sertanejos com Jair Bolsonaro, que aconteceu na última quarta-feira (29) no Palácio do Planalto



“É um absurdo dizer que eu estava lá pra defender isso. Eu nem estava sabendo”, disse à coluna de Mônica Bergamo, na edição desta sexta-feira (31) da Folha de S.Paulo.

Dedé afirma ter sido convidado para o encontro há cerca de um mês e achava que a reunião seria com artistas de diversas áreas, não só sertanejos. “Fui lá para falar sobre o circo. E o Bolsonaro disse que quer me escutar.”
Fake


Parte dos artistas sertanejos que apareceram em lista da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) como se tivessem participado de atividade junto do presidente Jair Bolsonaro foram retirados em atualização divulgada nesta quinta-feira (30). Alguns dos citados foram às redes sociais condenar a menção e classificaram a informação fornecida pelo governo como notícia falsa.
Matheus, da dupla Matheus e Kauan, foi um dos que não gostou de ver seu nome na lista. “Aqui nos EUA tentando tirar umas férias em paz com a família e um monte de gente mandando mensagem e propagando notícias falsas. Gente, kauan tb está aqui nós não fomos a lugar nenhum defender causa alguma e pra falar a verdade ficamos sabendo do que está acontecendo agora! não acreditem em tudo que leem na internet!”, publicou.



O cantor Hungria publicou um vídeo rebatendo a Secom. “Tá rolando fake news de que eu estava num evento político, não sei se a favor ou contra a meia-entrada. Meu dia foi totalmente corrido, sou homem para declarar tudo o que faço. Espero que vocês não acreditem em notícias falsas. Não sei do que se trata, não faço questão de saber. Não estive em evento nenhum, se alguém falar que eu tive, pede pra mandar foto, porque evento grande tem que ter foto”, declarou.


Fonte: Revista Fórum

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Como Onyx passou de ministro mais importante a decorativo em um ano

Situação de voo da FAB foi "bode expiatório" para presidente retirar da Casa Civil o Programa de Parceria de Investimentos e esvaziar de vez a pasta.


A transferência do PPI (Programa de Parceria de Investimentos) da Casa Civil para o Ministério da Economia anunciada pelo presidente Jair Bolsonaro pelo Twitter na manhã desta quinta-feira (30) foi o golpe mais recente para o esvaziamento de funções do chefe da pasta, Onyx Lorenzoni, movimento que vem se desenhando desde o ano passado.  


Sob Bolsonaro, a Casa Civil começou 2019 com três pilares principais: articulação política, a Subchefia para Assuntos Jurídicos, e o PPI. Em junho, porém, o mandatário passou a articulação política para a Secretaria de Governo, nas mãos do ministro Luiz Eduardo Ramos, e a Subchefia para Assuntos Jurídicos, para a Secretaria-Geral da Presidência, comandada por Jorge Oliveira. 


O ministro da Economia, Paulo Guedes, sempre quis para si o PPI. Com Guedes já com um superministério, Bolsonaro achou por bem dividir os poderes no início.
Na manhã desta quinta, já com o anúncio feito, o presidente se reuniu com o secretário de Desestatização, Desinvestimento e Mercados do Ministério da Economia, Salim Mattar. 
A situação com o ex-número dois da Casa Civil Vicente Santini, demitido por uso do avião da FAB (Força Aérea Brasileira), abriu a brecha para que o mandatário, finalmente, desse andamento à demanda. 
Sobre o uso do avião, Bolsonaro disse que era “inadmissível” e chamou a atitude de “completamente imoral”, embora reconhecendo que não é ilegal. Levantamento do HuffPost publicado nesta quarta (29) mostra que, em 2019, os ministros de Bolsonaro utilizaram o serviço da Força Aérea mais de mil vezes, inclusive para 37 viagens internacionais. 


Bode expiatório

Santini tinha sido exonerado do cargo de secretário-executivo da Casa Civil, mas acabou realocado como assessor especial da Secretaria de Relacionamento Externo da pasta, onde ganharia cerca de R$ 400 a menos - um salário de mais de R$ 17 mil. 
Em seu lugar, ficaria Fernando de Moura Alves. Mas o presidente também optou por exonerá-lo desta função, conforme edição extra do DOU (Diário Oficial da União) publicada na tarde desta quinta. Antônio José de Araújo Junior ficará interinamente na secretaria-executiva da Casa Civil. 
A situação com o agora ex-funcionário tem sido encarada por assessores palacianos como apenas um “bode expiatório” de algo maior.
De um lado, havia muitas críticas à proximidade de Santini com Bolsonaro. Amigo dos filhos do presidente há muito tempo, ele volta e meia era chamado pelo próprio para ir em viagens no avião presidencial. Também circulava com desenvoltura pelo gabinete de Jair Bolsonaro. 


Por outro lado, atingir o número dois acertaria Onyx, que, na visão de muitos, deveria ser o alvo final. De férias, ele não pode controlar a situação e ficou suscetível ao “ataque”.
Segundo aliados, “há muito ciúme” do trânsito do ministro com o presidente e por todo o poder que concentrou no início da gestão. Onyx foi, desde a época de campanha, um dos aliados mais próximos de Bolsonaro e coordenou a transição de governo. 
Esses mesmos aliados, inclusive, encaram o esvaziamento praticamente total de Onyx na Casa Civil como uma disputa por poder “desleal”, uma vez que “a tacada final” ocorreu no meio das férias do ministro. Ele voltaria ao trabalho somente na segunda (3), mas decidiu antecipar para sexta (31). 

SERGIO LIMA VIA GETTY IMAGES
Onyx foi um dos grandes aliados de campanha do presidente, assumindo, inclusive, a coordenação da transição assim que Bolsonaro foi eleito. 

Rixas

Quando Ramos assumiu a articulação política, repassou ao presidente inúmeras reclamações de congressistas de “promessas não cumpridas” por Onyx. Na ocasião da reforma da Previdência, essas demandas chegaram ao ápice. Segundo interlocutores, as dificuldades enfrentadas pelo Planalto na articulação política foram atribuídas ao trabalho feito no início da gestão pelo chefe da Casa Civil. 


Vale lembrar que o presidente nunca contou com uma base consolidada no Congresso, apesar de o partido que o elegeu, o PSL, ser a segunda maior bancada da Câmara. Em 2019, inúmeras rixas internas na legenda levaram, inclusive, Bolsonaro a se desfiliar da sigla e lançar uma nova, o Aliança pelo Brasil, que ainda batalha para ser criada. 
Enquanto enfrentava uma guerra de versões nos corredores do Planalto contra si, o ministro tentava correr com o PPI. De acordo com dados da Casa Civil, no ano passado, o programa trouxe para o País R$ 448 bilhões em investimentos com os 36 leilões realizados.
Bolsonaro, porém, não estaria satisfeito com o andamento das privatizações. Guedes argumentava que a falta de celeridade se devia ao fato de não estar tudo concentrado na mesma pasta.
Com o enfraquecimento de Onyx nesta última semana, há quem aposte que ele vá sair do governo. Essa hipótese já foi aventada outras vezes. A primeira, durante o primeiro golpe contra sua pasta, em junho. Outra, no fim do ano, quando cresceu o tom de insatisfação de Bolsonaro com o PPI. 



A análise é que um caminho seria o fiel aliado retornar ao Congresso e seguir apoiando o governo de lá, com um cargo de liderança. Neste caso, a ideia de Bolsonaro seria abrigar outro nome bastante próximo, ao qual teria prometido, de acordo com fontes consultadas pelo HuffPost, um cargo no governo em 2020: o ex-deputado Alberto Fraga (DEM-DF), amigo antigo de Bolsonaro como Onyx. Ainda não se sabe qual seria a formatação. 
Colocar Fraga no comando de uma pasta já foi aventado neste ano, quando Bolsonaro cogitou dividir o Ministério da Justiça e Segurança Pública. A parte da segurança ficaria com o ex-deputado, que é visto com bons olhos pela classe da polícia, núcleo que o presidente tem feito questão de agradar. 
Uma outra linha de raciocínio, contudo, retoma a uma teoria que já vingava no fim do ano passado: o ministro substituiria Abraham Weintraub no Ministério da Educação, permaneceria no governo, e estaria, teoricamente, em um local no qual seria “menos atacado”. Neste ponto, vale ressaltar que Weintraub deixou de ser secretário-executivo da Casa Civil para ocupar a cadeira de Ricardo Vélez, demitido do MEC em abril passado.
Quem conta com isso, destaca que não é de hoje que o presidente pensa em limar Weintraub pela sequência de problemas que ele tem trazido. Os erros no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), contudo, teriam irritado o mandatário ao máximo. 
Se Onyx cair, ele vai se juntar a um time que apoiou o presidente na campanha, mas foi “abandonado pelo caminho”, como analisou uma fonte, mencionando a deputada Joice Hasselmann, ex-líder do governo no Congresso, Gustavo Bebiano, ex-ministro da Secretaria Geral da Presidência, e o ex-senador Magno Malta, que sequer chegou a integrar o time do mandatário.  


Flávio Dino diz que PT deve mudar de nome para disputar a presidência

Da Coluna do Estadão, de Alberto Bombig.

As conversas de Flávio Dino (PC do B) com os petistas em torno da eleição presidencial de 2022 só vão prosperar para valer se uma das ideias do governador do Maranhão for analisada com carinho por Lula: a da “reciclagem da marca”, dizem envolvidos na negociação. Em bom português, Dino está cada vez mais convencido de que a sigla PT tornou-se um estorvo no caminho da esquerda brasileira rumo ao centro e precisa ser substituída por um nome novo. É desse “retrofit” do petismo que nasceria a tal “frente” popular tão sonhada pelo governador.



Em privado, caciques da esquerda não petista e até do Centrão acham que a lista de “ãos” do PT é uma bigorna para qualquer candidato do grupo, que passará a campanha sendo cobrado pelo “mensalão”, pelo “petrolão” e pela “prisão” de Lula e de tantos outros petistas.

Retrofit em engenharia designa o processo de modernização de algum equipamento ultrapassado ou fora de norma.


Por enquanto, Lula e o PT não querem nem ouvir falar na possibilidade. Ainda acreditam piamente que o partido é antítese natural a Jair Bolsonaro e querem apostar na polarização com o presidente.

(…)

Há, porém, uma esperança no entorno de Dino e em outros partidos. A de que Lula, em liberdade, incremente as conversas com políticos experientes e de fora de seu raio de poder. Se fizer isso, o ex-presidente com certeza ouvirá deles que o PT tem de ser escondido na eleição.


Fonte: Estadão

Com Doria, SP registra o menor investimento em 10 anos

O governo do Estado de São Paulo registrou em 2019, primeiro ano de mandato do governador João Doria (PSDB), o nível mais baixo de investimento público dos últimos dez anos. Gastos do governo estadual com obras e compra de novos equipamentos tiveram queda de 7,6% em relação a 2018. Foram investidos, no ano passado, R$ 9,5 bilhões, segundo dados da Secretaria Estadual da Fazenda e Planejamento. Até então, o resultado mais baixo da década havia sido registrado em 2018, último ano da gestão de Geraldo Alckmin (PSDB) e Márcio França (PSB), quando foram gastos R$ 9,8 bilhões em valores nominais (R$ 10,3 bilhões, corrigidos pela inflação).



A conta se restringe aos valores empregados em novas construções do governo, como rodovias, hospitais e presídios, ou na aquisição de equipamentos, como viaturas, por exemplo. A verba usada para pagar salários de funcionários e comprar insumos necessários à manutenção de serviços públicos, chamada de custeio, não é tratada como investimento.


Ao comentar a queda no ritmo de investimentos, que descreve como “normal”, o secretário da Fazenda, Henrique Meirelles, apontou três explicações principais: a redução de linhas de crédito recebidas pelo Estado, a diminuição no ritmo de obras e os cortes de gastos que foram feitos em várias esferas do poder público. “Foram coisas normais de um governo novo que assume e que tem de enfrentar uma série de problemas”, afirmou Meirelles, fazendo referência à troca de titulares em cargos-chave tanto no governo do Estado quando no governo federal.

A redução nas linhas de crédito com instituições financeiras do Brasil e do exterior tem ligação com a dificuldade do governo para tocar obras de mobilidade. Intervenções nessa área, como o Trecho Norte do Rodoanel e a Linha 6 do Metrô, estão paradas por dificuldades enfrentadas pelas empresas contratadas, envolvidas na Lava Jato, e necessidade de novas licitações, que ainda não foram lançadas. Como o dinheiro do financiamento é liberado à medida que a construção avança, esse montante caiu.

Para Meirelles, a queda nos investimentos não é um sinal preocupante, pois o governo trabalha com a expectativa de que, já a partir deste ano, as concessões de rodovias, aeroportos, linhas de trem e presídios se transformem em fonte de investimento privado em serviços públicos. “Talvez o mais importante para a gente avaliar é que o foco hoje do investimento é através de concessões. Esses são os grandes valores”, disse o secretário.



Ao analisar os aportes divididos por secretarias de governo, Doria investiu 28% a menos em saúde, 24% a menos em transportes metropolitanos e 28% menos na administração penitenciária, quando comparado à gestão Geraldo Alckmin (PSDB) e Márcio França (PSB) em 2018.


Fonte: Estadão

Polícia faz megaoperação em Rio das Pedras, área de milícias ligadas a Bolsonaro e Queiroz

A Polícia Civil do RJ e o Ministério Público do RJ iniciaram na manhã desta quinta-feira (30) uma operação contra a milícia na Zona Oeste do Rio.



A Justiça emitiu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra 45 denunciados de pertencer a grupos paramilitares, informa o G1.

Conversas entre Ronnie Lessa, acusado de matar Marielle Franco, e um policial civil denunciado foram usadas nas investigações.


A ação desta quinta é um desdobramento da Operação Intocáveis, de janeiro de 2019. Na ocasião, 13 pessoas foram denunciadas, e cinco homens foram presos.

Esta Intocáveis II utilizou dados das investigações da Operação Lume, de março, quando foram presos Ronnie Lessa e Elcio Queiroz, acusados de matar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes.


Fonte: Brasil 247

Governo Bolsonaro demite, readmite e demite de novo secretário que usou avião da FAB

Jair Bolsonaro anunciou que tornará sem efeito a recontratação de Vicente Santini a Casa Civil. De acordo com o ocupante do Planalto, uma nova edição do Diário Oficial da União será rodada com a nova exoneração.


Santini é o ex-número 2 da Casa Civil e havia sido demitido por usar avião da FAB como jato particular para ir a Davos, na Suíça, e depois à Índia. Ele foi recontratado no mesmo dia para o mesmo ministério, com salário menor.

Bolsonaro sinalizou que a ideia de recontratar Santini foi do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. O ocupante do Planalto anuncia um “castigo” para o ministro, que perde o PPI, o plano de concessões e privatizações, para o Ministério da Economia.



Santini recebeu R$ 90,9 mil em diárias no seu primeiro ano no governo. Segundo a coluna de Bela Megale, o valor é referente a viagens feitas por ele acompanhando a comitiva presidencial ou do ministério da Relações Exteriores. Santini fez 15 viagens em 2019, apontaram números do Portal da Transparência.





Fonte: Brasil 247

Funcionários do MEC denunciam que resultados do Enem não são seguros

Funcionários do instituto e do MEC (Ministério da Educação) dizem, sob condição de anonimato, que não é possível ter 100% de confiança nos resultados.



Eles disseram, sob condição de sigilo, ao jornal Folha de S.Paulo que o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) refez a conferência dos desempenhos dos participantes, mas não recalculou a proficiência dos itens usados nas provas do exame.


O procedimento traria maior segurança para os resultados, mas esse cálculo levaria mais tempo para ser concluído. O governo Bolsonaaro preferiu abrir mão dessa análise para dar uma resposta rápida aos erros e manter o cronograma do Sisu (Sistema de Seleção Unificada).


Fonte: Brasil 247

quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Bolsonaro volta 1 ano depois: Vai ajudar ou ignorar como fez com Brumadinho?

Deve acontecer, nesta quinta (30), às 14 horas, mais um sobrevoo de políticos sobre as tragédias em Minas. Desta vez, virá o próprio presidente Jair Bolsonaro quatro dias depois que o seu ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto. Como o ministro e outros, Bolsonaro deverá subir no helicóptero, fazer caras e bocas, e anunciar em entrevista promessas que se perderão na burocracia federal. Da última vez que aqui esteve, há um ano, foi ao local do crime da Vale, em Brumadinho (Grande BH), mas não há notícia de que Minas tenha sido acudida.


Com raras exceções, os políticos deixam as aeronaves para pisar na lama onde pobres teimam em sobreviver. E ainda há alguém, como o próprio governador Romeu Zema (Novo), que os culpa por morar em área de risco. Para onde iriam? Pampulha, onde mora o governador? Zona Sul, onde mora o prefeito Alexandre Kalil (PSD) e a maioria dos políticos? Como o metro quadrado por ali é proibitivo, se alojam onde nada pagam porque a vida deles é que é quadrada.

Cadê as emendas e o fundo partidário?



Todo mundo sabe, especialmente as autoridades, que, nessa época do ano, a situação climática se agrava e desastres podem acontecer. Os procedimentos são os de sempre. No último domingo, o ministro Gustavo Canuto seguiu o receituário. Ao descer do helicóptero, informou que o Governo federal tem R$ 90 milhões para socorrer municípios atingidos em todo o país. Ainda aconselhou os prefeitos a se capacitarem para conseguir a verba. Não, sr. ministro, precisa, não. Pode fazer falta em Brasília.
Na mesma linha, o governador Romeu Zema disse que tinha R$ 3 milhões para o socorro. Isso é muito pouco e nada representa quando o quadro não é de limpeza ou de adjutório, mas de recuperação, de reconstrução de cidades inteiras. Lamentável, triste e assustador tudo isso está acontecendo por contas das fortes chuvas. Em vez desse dinheirinho, deveriam buscar a fonte recursos como as emendas parlamentares e os fundos eleitoral e partidário.


Faltam obras de longo prazo

Os políticos precisam entender que é preciso trabalhar com planejamento de longo prazo e não apenas por 4 anos. Fazer obras que, embora ninguém veja quando seriam feitas ou inauguradas. Por quê? Porque ficariam no fortalecimento do solo ou debaixo dele, sob as ruas, nas galerias de rios e canais. As chamadas obras enterradas. É nessa hora grave, de tragédias humanas e ambientais, que elas são importantes, sejam as crises naturais ou provocadas, ou ainda, agravadas pela ação do homem e ou do poder público.

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