GOLPE DURO PARA BURGUESADA: Lula foi capa do maior jornal francês e Papa Francisco se manifestou

A carta de Lula, direto da prisão, foi capa de destaque do mais importante jornal francês, o Le Monde.

Rússia e China: pesadelo dos EUA se torna realidade

A nova política dos EUA em relação à China está levando à aproximação entre Moscou e Pequim, comenta o analista russo Timofei Bordachev.

URGENTE: Lava Jato pode ter fraudado documentos para incriminar Lula; CONFIRA CÓPIAS!

Surgem novos documentos que podem comprovar o que declarou o deputado Sibá em um encontro realizado no último sábado (5).

Lula preso sem provas, Paulo Preto ''com cem milhões" solto. Justiça?

Se alguém do campo progressista ainda tinha dúvidas sobre o posicionamento político do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foram relembrados nesta sexta-feira, 11.

Engenheiros da Petrobrás dizem que política de preços de combustíveis beneficia grupos estrangeiros

A AEPET reafirma o que foi expresso no Editorial “Política de preços de Temer e Parente é ‘America First!’ “, de dezembro de 2017.

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Mergulhada na crise, Espanha troca presidente de direita por líder do Partido Socialista

As horas do primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, no cargo pareciam estar contadas nesta quinta-feira, depois que um partido basco anunciou que apoiará uma moção de desconfiança convocada em decorrência de um caso de corrupção, abrindo caminho para o líder socialista Pedro Sánchez assumir o poder.

O apoio do Partido Nacionalista Basco (PNV) dará a Sánchez os 180 votos necessários para se tornar premiê, mais do que a maioria absoluta de 176 votos que precisaria para tomar posse imediatamente se a moção de desconfiança for votada na sexta-feira, como programado.

Rajoy pode atrasar a transição se renunciar antes da votação.

A saída de Rajoy desencadearia uma segunda crise política no sul da Europa, afetando ainda mais os mercados financeiros já preocupados com as tentativas fracassadas de formação de governo na Itália três meses após uma eleição nacional.

Mas como a maioria dos partidos espanhóis é favorável ao respeito às regras fiscais da União Europeia, é muito improvável que um novo governo siga a Itália e passe a questionar a adesão ao euro.

ABUTRES: Cerca de 500 postos foram autuados por aumento abusivo de preços

Mais de 1,3 mil postos de combustíveis já foram fiscalizados pelo país e cerca de 500 foram autuados por aumento abusivo de preços ou crime contra a economia popular. A informação é do ministro substituto da Justiça, Claudenir Brito Pereira. A paralisação dos caminhoneiros iniciada no dia 21 de maio prejudicou o abastecimento de combustíveis em vários locais do país e há relatos de postos que chegaram a cobrar R$ 9,99 pelo litro da gasolina.
De acordo com Pereira, a prática é proibida pelo Código de Defesa do Consumidor e os órgãos de fiscalização estão atuando para coibi-la. A partir de agora, com o compromisso do governo de reduzir R$ 0,46 no preço do litro do diesel, a fiscalização será intensificada.
“Nesse momento, quando se faz necessário esse espelhamento do preço das refinarias nos postos, nossa atuação deve continuar”, disse. Ele informou que a partir desta sexta-feira (1º) será iniciado o trabalho integrado de uma rede nacional de fiscalização.
Segundo Pereira, essa rede será formada pelo Ministério da Justiça (por meio da Secretaria Nacional do Consumidor), Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), ministérios públicos estaduais, Procons, Agência Nacional do Petróleo (ANP) e pela Advocacia-Geral da União (AGU). “Em um primeiro momento, a fiscalização será preventiva, que pode chegar a consequências repressivas”, disse o ministro. “Tudo para que possamos verificar se esse desconto está chegando nas bombas de combustível”.
O Código de Defesa do Consumidor, conforme Pereira, permite autuações que vão de multas, que podem ultrapassar R$ 9 milhões, suspensão temporária das atividades, interdições dos estabelecimentos e até mesmo cassação de licenças.
Apoio dos caminhoneiros
O ministro substituto da Justiça pediu ainda o apoio da população e dos caminhoneiros para que sejam identificados os abusos de preços, já que há mais de 40 mil postos de combustíveis no país. Mas, de acordo com ele, o próprio setor do comércio de combustíveis está envolvido na solução da questão e já assumiu compromissos de reduzir em R$ 0,46 o preço do diesel.
A partir de amanhã, os postos mais próximos das distribuidoras devem estar com os novos preços.
Pereira e outros ministros do gabinete de monitoramento da paralisação dos caminhoneiros estiveram reunidos na manhã hoje (31) no Palácio do Planalto. O presidente Michel Temer também participou da reunião.

Leftists Brasil com informações da Agência Brasil

E A BAGUNÇA CONTINUA: Gilmar manda soltar Paulo Preto de novo

O ministro Gilmar Mendes, do STF, determinou há pouco a soltura do ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, apontado como arrecadador de propina para campanhas do PSDB paulista; o operador tucano havia sido preso pela manhã, para “assegurar a instrução criminal” do processo em que ele é acusado pelo desvio de recursos de R$ 7,7 milhões da Dersa, entre 2009 e 2011, nos governos José Serra e Geraldo Alckmin; ele havia sido preso no dia 6 de abril, mas liberado cerca de um mês depois por Gilmar Mendes
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, determinou no início da noite desta quarta-feira, 30, a liberdade do ex-diretor da Dersa (empresa responsável por obras viárias paulistas) Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto.
Apontado como operador de propinas e de contribuições ilícitas para o PSDB durante o governo de José Serra (2007-2010), Paulo Preto havia sido preso nesta manhã, acusado de descumprir medidas judiciais. A decisão judicial que mandou prender Souza afirmava que sua volta à cadeia era necessária para “assegurar a instrução criminal” do processo em que ele é acusado pelo desvio de recursos de R$ 7,7 milhões da Dersa, entre 2009 e 2011 (governos José Serra e Geraldo Alckmin).

quarta-feira, 30 de maio de 2018

GLEISI COMEMORA NO TWITTER: Tivemos duas grandes vitórias hoje

O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou consulta formulada que questionava se era possível a um réu de ação penal em trâmite na Justiça Federal se candidatar a presidente da República. A decisão foi tomada por unanimidade, nesta terça-feira (29). Com a decisão, o ex-presidente Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PSL), os dois pré-candidatos com maior percentual de votos nas pesquisas, seguem com as candidaturas permitidas.
Ao votar pelo não conhecimento da consulta, o relator, ministro Napoleão Nunes Maia Filho, afirmou que cabe ao TSE avaliar somente situações abstratas e o questionamento, sem citar Lula, era referente a um caso específico.“Contém elementos manifestamente capazes de induzir sua eventual resposta à aplicação a caso concreto”, disse. “Aponta circunstâncias singulares e individualizantes de condição, estado ou situação, passíveis de serem específicas de pessoa determinada ou facilmente determinável”, disse Maia.











Novo Golpe de Cármen Lúcia já está na pauta do STF

A presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, marcou para o dia 20 de junho o julgamento de uma ação que questiona se o Congresso pode instituir o parlamentarismo por meio de uma PEC (proposta de emenda à Constituição). O ministro Alexandre de Moraes é relator do processo.
A pauta causa estranheza em meio à crise social e econômica que vive o País e tamanha fragilidade do governo Michel Temer. O presidente do TSE, Luiz Fux, chegou a questionar a possibilidade de se realizar as eleições de outubro por conta da greve dos caminhoneiros.
O caso chegou ao Supremo em 1997, quando o ex-governador da Bahia Jaques Wagner era deputado federal. Ele questionou, na época, o fato de a PEC tramitar na Câmara e destacou que em 1993 o parlamentarismo foi rejeitado em plebiscito pela população brasileira.
Pelo Twitter, Jaques Wagner comentou: “Depois de 21 anos, num momento conturbado na política nacional, o STF resolve pautar meu mandado de segurança, proposto em 1997, contra uma PEC proposta por um deputado para, novamente, mudar o sistema de governo brasileiro”.
“Meu mandado de segurança era, e ainda é, para garantir que apenas um plebiscito pode alterar o presidencialismo, aprovado pelo povo em 1993. Continuo presidencialista convicto! Comemorei muito em 1993”, explicou o ex-ministro.
Em um breve discurso no início da sessão desta quarta-feira no Supremo, Cármen Lúcia disse que o tribunal atua preocupado com o “grave momento político, econômico e social” do país e que a democracia é o “único caminho legítimo”.
 Leftists Brasil com informações de Brasil 247

Pedro Parente da Petrobrás aumenta de novo a gasolina em meio à crise

Em meio a uma crise sem precedentes, Pedro Parente volta a aumentar o preço da gasolina; a partir de amanhã (31), o preço nas refinarias subirá 0,74% e passará a ser de R$ 1,9671 por litro; em maio, o preço do combustível nas refinarias da Petrobras acumula alta de 9,42%; a decisão de subir o preço soa como uma afronta ao país
 Vitor Abdala, repórter da Agência Brasil – A Petrobras voltou a aumentar o preço da gasolina, depois de cinco quedas consecutivas do valor do combustível. A partir de amanhã (31), o preço nas refinarias subirá 0,74% e passará a ser de R$ 1,9671 por litro.
Em maio, o preço do combustível nas refinarias da Petrobras acumula alta de 9,42%, já que em 28 de abril o litro custava R$ 1,7977.

URGENTE: STF e TSE tentam aprovar Parlamentarismo e cassar Lula e Bolsonaro nos próximos dias

O STF e o TSE articulam duas operações contra a realização das eleições: Cármen Lúcia trama a volta do parlamentarismo; nesta terça (29) à tarde, o TSE pretende tomar uma decisão para tirar Lula da disputa eleitoral, podendo atingir também Bolsonaro; enquanto isso, o presidente do TSE, Luiz Fux, ameaça: “[a greve] acendeu um sinal quanto à própria realização das eleições”
O Supremo Tribunal Federal (STF), corte máxima do país, e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), responsável pela condução dos processos eleitorais no Brasil, estão colocando em andamento duas operações contra a realização das eleições em 2018: a presidente do STF, Cármen Lúcia, trama a volta do parlamentarismo; nesta terça (29) à tarde o TSE vira de ponta cabeça toda a jurisprudência sobre candidaturas para tirar Lula da disputa eleitoral, numa decisão que pode alijar também Jair Bolsonaro do pleito. Enquanto isso, o presidente do TSE está colocando em questão a própria realização das eleições em de outubro: “[a greve] acendeu um sinal quanto à própria realização das eleições”, afirmou Luiz Fux ontem. Para que se tenha uma ideia do estado de espírito nos tribunais superiores, Fux chegou a afirma que a greve dos caminhoneiros não deve ser resolvida nos tribunais e sim por um “ato de força”.

Até agora, qualquer pessoa poderia ser lançada candidata por um partido político e sua candidatura era analisada pelo tribunal caso houvesse pedidos de impugnação. Agora tudo pode mudar, para tirar Lula da disputa. Na semana passada, o ministro Napoleão Maia Filho, aliado de Temer, reviu um voto seu e decidiu admitir a discussão na corte sobre a possibilidade teórica de um réu condenado ser candidato a presidente da República. Anteriormente ele havia negado o debate afirmando que era evidente que uma consulta sobre o assunto, apresentada por um deputado do DEM, dizia respeito a Lula. Mas outros magistrados apelaram, e ele mudou o entendimento. O assunto entra na pauta na sessão de hoje à tarde e espera-se que o veto a Lula seja aprovado.Com a decisão, os condenados em segunda instância não poderiam mais registrar suas candidaturas. A decisão pode também atingir Jair Bolsonaro, que é alvo de duas ações penas no STF. Se a manobra for bem sucedida ficarão fora do pleito os dois candidatos que têm, somados, a intenção de voto de mais da metade dos eleitores. Com isso, as elites desenham aos poucos, um tipo de "democracia" na qual só candidatos "tolerados" serão admitidos aos processos eleitorais. 

Enquanto isso, Cármen Lucia prepara-se para colocar em pauta no Supremo a discussão sobre a implantação do parlamentarismo por meio de uma emenda à Constituição. O desejo das elites brasileiras de liquidar com as eleições diretas para presidente e manter o controle do país com maiorias conservadoras no Parlamento é antiga. Foi o que aconteceu em 1961, quando as elites, para evitar a posse de João Goulart na Presidência, depois da renúncia de Jânio Quadros, tiraram da cartola o parlamentarismo para evitar um presidente progressista. O sistema durou 17 meses, sendo derrotado num plebiscito em 1963 e acabou sendo um ensaio para o golpe militar de 1964.


Leftists Brasil com informações do Brasil 247

Petroleiros falam em greve por tempo indeterminado

Se reivindicações não forem atendidas, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) pretende parar a produção por tempo indeterminado; os 14 sindicatos ligados à entidade farão a princípio uma greve de advertência, que terá início nesta quarta-feira 30 e se encerrará em 72h; segundo a categoria, a carta feita por Pedro Parente, presidente da Petrobras, apelando contra a greve não surtirá efeito algum; em comunicado, a FUP critica duramente Parente e diz que “o povo está sendo sacrificado pelas escolhas” feitas por ele
Se as reivindicações dos petroleiros não forem atendidas, a Federação Única dos Petroleiros (FUP), que reúne 14 sindicatos do setor petrolífero, pretende parar a produção por tempo indeterminado. A princípio, a categoria fará uma greve de advertência, que terá início nesta quarta-feira 30 e se encerrará em 72h. Na noite desta terça, já houve mobilização na Avenida Paulista em defesa da Petrobras, em frente ao prédio da estatal.
De acordo com a FUP, a carta feita por Pedro Parente, presidente da Petrobras, apelando contra a greve não surtirá efeito algum. “A credibilidade dele (Parente) está muito em baixa, tanto entre os empregados como no mercado. Se ele desvincular os preços do mercado internacional quebra um acordo com o mercado”, disse o diretor da FUP Simão Zanardi, segundo reportagem do Estadão. A expectativa, segundo ele, é de grande adesão à greve.
Em comunicado, a FUP critica duramente a atuação de Pedro Parente e diz que “o povo está sendo sacrificado pelas escolhas” feitas por ele à frente da Petrobras. Leia a íntegra:

Mais um apagão e Parente já pode pedir música no Fantástico

Mesmo tendo sido responsável por dois apagões no Brasil – o da energia elétrica, em 2001, e o do desabastecimento gerado pela alta desenfreada dos preços dos combustíveis – o presidente da Petrobrás ainda pensa que pode convencer os trabalhadores e a sociedade de suas “boas intenções”.
Por mais que ele o governo a que serve queiram concretizar o projeto de privatização da petrolífera brasileira, a Petrobrás ainda é uma empresa pública. Ficou claro para a população que a escalada dos preços dos combustíveis a níveis jamais vistos no país é consequência de uma política de gestão voltada unicamente para o mercado.
O povo está sendo sacrificado pelas escolhas que a atual administração da Petrobrás fez. O botijão de gás de cozinha disparou, levando as famílias brasileiras a voltarem a cozinhar com lenha e carvão. Pagamos uma das gasolinas mais caras do planeta e importamos cada vez mais diesel dos Estados Unidos. Mas, nada disso sensibiliza Pedro Parente. Pelo contrário. Ele continua seguindo à risca o que mandam o mercado financeiro e os investidores estrangeiros, seus patrões de fato e de direito.
Por sua determinação, a Petrobrás reduziu as cargas das refinarias e abriu mão do mercado nacional de derivados para que as importadoras tomassem conta. Parente quer que a empresa se concentre na exportação de óleo cru. Enquanto isso, o povo paga a conta da política de preços de derivados indexada ao dólar e ao barril de petróleo, que beneficia diretamente as importadoras. Se antes tínhamos cerca de 50 empresas desse tipo no Brasil, agora temos mais de 200.
O “grande gestor” que o mercado e a mídia defendem está levando o Brasil à bancarrota. Em oito dias de protestos dos caminhoneiros, a Petrobrás já perdeu R$ 126 bilhões em valor de mercado. A teimosia de Parente em manter a atual política de preços de derivados de petróleo custará ao país pelo menos R$ 10 bilhões em ajustes fiscais. Adivinhe quem pagará de novo a conta de mais esse apagão?
Não satisfeito em mergulhar o país em uma crise sem precedentes, o presidente da Petrobrás ainda tem a cara de pau de provocar os trabalhadores da empresa com uma carta dissimulada, que tenta transferir para a categoria petroleira a responsabilidade das escolhas que ele tomou.
Quer saber de fato, Pedro Parente, “como a Petrobrás e a sua força de trabalho podem melhor ajudar o Brasil neste momento?”.
Suspendendo a privatização das refinarias, das fábricas de fertilizantes, dos terminais, dos oleodutos e dos gasodutos, das plataformas e dos campos terrestres de produção, das termoelétricas, da BR Distribuidora e de todos os ativos estratégicos que estão em vias de serem entregues.
Proíba seus diretores e gerentes executivos de ameaçarem os trabalhadores de demissão, nas reuniões e “apresentações” que vêm fazendo pelo país afora, tentando justificar a venda das unidades.
Retome a produção a plena carga nas nossas refinarias para que o povo brasileiro não fique refém das importadoras e volte a ter combustíveis a preços condizentes com o nosso custo de produção, que é muito mais barato do que comprar derivados fora do país.
Volte a investir no Brasil, construindo plataformas, navios e equipamentos aqui e não na Ásia. Gere valor agregado para a indústria nacional, criando empregos e renda no país, em vez do exterior.
Por isso, Pedro Parente, é SIM “com paralisações e com pressões para redução” dos preços do gás de cozinha e dos combustíveis que os petroleiros seguirão em luta, denunciando os prejuízos que a sua gestão tem causado ao Brasil. Nossa greve é para reafirmar que o maior acionista da Petrobrás ainda é o povo brasileiro e não o mercado.
Por isso, Pedro Parente, peça pra sair e deixe os petroleiros trabalharem!
Defender a Petrobrás e defender o Brasil.

TST declara ilegalidade da greve dos petroleiros e impõe multa diária de R$ 500 mil

A Advocacia-Geral da União (AGU) informou que o Tribunal Superior do Trabalho (TST) considerou ilegal a greve dos petroleiros, marcada para a zero hora desta quarta-feira, 30. O tribunal estipulou multa diária de R$ 500 mil, em caso de descumprimento. 
Para o governo, a paralisação dos petroleiros, neste momento, tem "natureza político-ideológica". Na ação, para justificar que a greve é política, a AGU e a Petrobras informam que os petroleiros pedem, por exemplo, a demissão do presidente da empresa, Pedro Parente. 
Argumenta ainda que o acordo coletivo celebrado entre a empresa e seus funcionários está vigente até 2019, o que comprovaria o caráter político e não trabalhista da paralisação.
Para a advogada-geral da União, ministra Grace Mendonça, "a sociedade brasileira não pode ser penalizada com a ausência de serviços essenciais por causa de uma greve que não respeita as exigências legais". 
A ministra classifica a paralisação ainda como "oportunista" e considera "inadmissível" a ação de determinado grupo prejudicando um serviço público essencial, trazendo prejuízo para toda a sociedade.
Leftists Brasil com informações da Agência Estado

terça-feira, 29 de maio de 2018

TRF-3 restabelece direitos do ex-presidente Lula

“O Tribunal Regional Federal da 3ª Região atendeu ao pedido formulado pelos advogados do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e restabeleceu todos os seus direitos e prerrogativas previstos na Lei no. 7.474/86, dentre eles o de receber assessoria de 6 agentes do Estado, como todos os ex-Presidentes da República.
A decisão foi proferida pelo Desembargador Federal André Nabarrete Neto na data de hoje (29/05) e suspendeu os efeitos da decisão proferida no dia 16/05 pelo juiz Haroldo Nader, da 6ª Vara Federal de Campinas, nos autos da Ação Popular nº 5003204-33.2018.4.03.6105, que havia cancelado tais direitos e prerrogativas.
Diz a decisão: “A simples leitura dos dispositivos mencionados evidencia que aos ex-presidentes da República são conferidos direitos e prerrogativas (e não benesses) decorrentes do exercício do mais alto cargo da República e que não encontram nenhuma limitação legal, o que obsta o seu afastamento pelo Poder Judiciário, sob pena de violação ao princípio da separação dos poderes, eis que haveria evidente invasão da competência legislativa”.

Leftists Brasil com informações do CRISTIANO ZANIN MARTINS

Projeto de Bolsonaro pede cadeia para quem obstrui vias públicas

Autor de uma mensagem nas redes sociais prometendo revogar qualquer multa aplicada a caminhoneiros pelo governo de Michel Temer, Jair Bolsonaro (PSL) é autor de projeto que, em sentido contrário, pune com até quatro anos de cadeia aqueles que impedirem ou dificultarem o trânsito de veículos e pedestres nas vias públicas.
O projeto foi apresentado em agosto de 2016 na Câmara dos Deputados.
“A proposição é pautada na necessária preservação dos direitos individuais e coletivos dos cidadãos, vítimas de ações irresponsáveis daqueles que desprezam as liberdades do outro quando da busca de suas demandas sociais”, escreveu Bolsonaro na justificativa do projeto.
O texto estabelece que “impedir ou dificultar o trânsito de veículos e pedestres, sem autorização prévia da autoridade competente” resulta em “reclusão, de um a três anos”, pena agravada em um terço caso o ato prejudique o funcionamento de serviços de emergência.
Pré-candidato à Presidência, o deputado se apressou em ir às redes sociais apoiar a atual greve dos caminhoneiros, mas nas manifestações iniciais criticou a obstrução de vias.
“Caminhoneiros, parabéns, vocês estão fazendo algo muito mais importante até do que uma eleição. Só peço uma coisa, não bloqueiem a estrada. Com toda a certeza, onde por ventura esteja havendo bloqueio tem algum infiltrado do PT, do MST, da CUT”, afirmou em vídeo divulgado na sexta (25).
Bolsonaro é crítico recorrente de manifestações em vias públicas promovidas por grupos de esquerda.
Neste domingo, porém, o presidenciável publicou em sua conta no Twitter: “Qualquer multa, confisco ou prisão imposta aos caminhoneiros por Temer/Jungmann será revogada por um futuro presidente honesto/patriota.”
A reportagem encaminhou perguntas para sua assessoria de imprensa e para o presidente interino do PSL e advogado de Bolsonaro, Gustavo Bebianno, mas ainda não houve resposta. 
Leftists Brasil com informações da Folhapress.

Ibope: Lula lidera até em São Paulo

Pesquisa Ibope realizada entre os dias 24 e 27 de maio mostra vitória de Lula até em reduto tucano: o ex-presidente registra 23% das intenções de voto, liderando a disputa presidencial no Estado, seguido por Jair Bolsonaro (PSL), com 19%, e Geraldo Alckmin (PSDB), que obteve 13%, mesmo tendo acabado de deixar o governo estadual; Marina Silva aparece com 9%, Ciro Gomes, 3%, e Alvaro Dias, 2%; pesquisa nacional Vox Populi divulgada também nesta segunda revela vitória de Lula em primeiro turno
Pesquisa Ibope realizada entre os dias 24 e 27 de maio mostra vitória de Lula até em reduto tucano: o ex-presidente registra 23% das intenções de voto, liderando a disputa presidencial no Estado, seguido por Jair Bolsonaro (PSL), com 19%, e Geraldo Alckmin (PSDB), que obteve 13%, mesmo tendo acabado de deixar o governo estadual; Marina Silva aparece com 9%, Ciro Gomes, 3%, e Alvaro Dias, 2%.
Outra pesquisa divulgada nesta segunda-feira 28, em caráter nacional, a Vox Populi revelou vitória de Lula no primeiro turno. O ex-presidente teria 39% dos votos se as eleições fossem hoje – mais votos do que a soma dos votos de 13 adversários sondados (30%).
Em um cenário sem Lula, com Fernando Haddad representando o PT, o ex-prefeito de São Paulo registra 3% das intenções de voto. Nessa simulação, Bolsonaro obteve 19%, seguido por Alckmin, com 15%, Marina Silva, com 11%, Ciro Gomes, com 7%, e Alvaro Dias, com 3%.
O levantamento foi divulgado pela Band.

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Presidente de associação de caminhoneiros faz apelo contra a intervenção militar

O presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (ABCAM), José da Fonseca Lopes, usou o Facebook para dizer que o pedido de intervenção militar é “equivocado”.
“E confesso que estou muito assustado com essa posição”, escreveu.

https://www.facebook.com/abcambrasil/

SOBRE OS PEDIDOS DE INTERVENÇÃO MILITAR:

ALERTA URGENTE!!!! – DIA 27/05/18 ÀS 13:20

Caminhoneiros, bom tarde!!! Estou observando que a maioria dos participantes dessa grande e única manifestação E NUNCA VISTA EM NOSSO PAÍS, proclamam por uma Intervenção Militar já!!! E confesso que estou muito assustado com essa posição. Então eu pergunto a todos esses que clamam por uma intervenção militar: – Vocês sabem o que é uma Intervenção Militar????

Em países onde vigora o Estado Democrático de Direito que o caso do BRASIL, algo como uma “intervenção militar” em que acontece o uso do poder das Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica) só pode ocorrer sob ordem dos poderes constituídos, isto é, dos conselhos formados por membros do Poder Executivo e do Poder Legislativo e com a devida supervisão do Poder Judiciário. No Brasil, as intervenções militares, segundo a Constituição Brasileira de 1988, só podem efetivar-se legalmente em três casos específicos: 
1) intervenção federal; 
2) Estado de Defesa; 
3) Estado de Sítio.

Então pessoal, não podemos clamar por uma Intervenção Militar, esse pedido está equivocado e não será o remédio apropriado para a nossa situação.

Devemos tomar cuidado com o que estamos postando, porque numa intervenção militar os mesmos personagens continuaram no poder e penso que o povo quer mudar justamente isso, tirar esses hipócritas do poder agora. Não é isso mesmo que todos nós almejamos pessoal????

Se vocês querem saber o General Villas Boas está reunido neste momento na sala do Alto-Comando do exército (27/05), sob a coordenação do Ministro da Defesa e com a presença dos comandantes das Forças e outros militares, para uma vídeo-conferência com os responsáveis por áreas de atuação na solução da “greve dos caminhoneiros”.

Isso quer dizer que se for necessário as forças armadas por decisão do governo intervirão em favor da ordem a pedido do presidente da república e aí pergunto a todos: – é isso que estamos querendo???

Vamos pensar um pouco nisso!!!

Fonseca – Presidente da ABCAM

5 fatos que mostram que Bolsonaro é contra o Brasil e aliado de Temer

Por: Lucas Fogaça, de Porto Alegre, RS. Plantão Brasil

Muitos colegas e amigos das fábricas e do SENAI acreditam que o deputado Jair Bolsonaro (PSC) é um bom político. Alguns dizem até que vão votar nele em 2018. Esses mesmos colegas e amigos são contra a Reforma Trabalhista e Previdenciária. Contra a lei da terceirização aprovada. Contra os cortes nos investimentos em saúde e educação feitos pelo governo Temer (PMDB) e contra a corrupção e os privilégios dos políticos. Todos esses operários e operárias querem que dia 28 de Abril seja um dia enorme de Greve Geral e esperam que Temer deixe a presidência da República. Quero explicar a esses colegas porque se querem mudanças no governo e o fim dos ataques aos trabalhadores não devem apoiar o deputado Jair Bolsonaro (PSC) nem seu filho Eduardo Bolsonaro (PSC) também deputado federal.
1 – Família Bolsonaro ajudou a aprovar a reforma trabalhista

A Reforma Trabalhista prevê entre outras medidas o aumento do trabalho temporário de 90 para 120 dias, e a prevalência do negociado sobre o legislado. Isso significa que a CLT (legislado) não vale mais. O que vale é o que for negociado entre patrão e trabalhador. É evidente para qualquer trabalhador que o trabalho que já tava difícil vai ficar ainda pior.Mesmo assim Jair e Eduardo Bolsonaro votaram a favor da reforma. Depois dela o desemprego continuou subindo e os salários diminuíram.

Saiba mais sobre a reforma trabalhista:
https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2018/04/desemprego-sobe-no-brasil-e-vai-a-131-no-primeiro-trimestre.shtml

https://esquerdaonline.com.br/2016/12/22/entenda-reforma-trabalhista-de-temer/

2 – Família Bolsonaro e seu partido são grandes aliados de Michel Temer
O partido dos Bolsonaro era o Partido Social Cristão (PSC). O PSC com Bolsonaro apoiou integralmente o governo Temer. Inclusive o líder do governo Temer na Câmara dos Deputados se chama André Moura e é do PSC.

3 – Eduardo Bolsonaro votou a favor e seu pai Jair Bolsonaro se absteve na votação da Lei da Terceirização para atividade-fim

O projeto de lei (PL 4302/98) aprovado permite a terceirização até da atividade-fim de uma empresa. Ou seja, uma escola poderá terceirizar não apenas o serviço de limpeza, mas até contratação de seus professores, por exemplo. Os operários e principalmente as operárias terceirizadas sabem como é terrível ser terceirizado: salários menores, piores condições de trabalho, menos direitos e benefícios, muitas vezes sem sindicato e um longo etc. Os terceirizados são trabalhadores precarizados, tratados como de 2ª divisão.

Apesar disso Jair Bolsonaro se absteve da votação. Abstenção é não votar a favor nem contra. Por que Jair Bolsonaro ficou em cima do muro numa lei que prejudica tanto o povo trabalhador? Acho que ele não quer perder a popularidade com a maioria dos trabalhadores que apoiam ele e nem com os empresários que financiam suas campanhas. Seu filho Eduardo Bolsonaro não hesitou: votou a favor da Lei.

Saiba mais sobre o impacto da terceirização:
https://esquerdaonline.com.br/2016/11/18/o-mito-da-terceirizacao-enquanto-modernizacao-empresarial/

https://esquerdaonline.com.br/2017/03/27/fora-terceirizacao/

4 – Família Bolsonaro falou contra a PEC 241 e votou a favor

A PEC 241 – conhecida como #PECdoFimdoMundo – foi aprovada no ano passado. Essa emenda na constituição prevê o congelamento de investimentos do governo em saúde, educação, moradia, entre outras por 20 anos. Jair e Eduardo Bolsonaro chegaram a se manifestar contra a Lei mas no dia da votação mudaram de ideia e votaram a favor do governo , o que revoltou seus seguidores.

Saiba mais sobre a PEC 241:

https://esquerdaonline.com.br/2016/11/24/o-que-e-a-pec-55-antiga-pec-241-e-o-que-ela-muda-na-vida-dos-trabalhadores/

https://esquerdaonline.com.br/2016/10/17/a-luta-em-defesa-do-sus-e-a-luta-contra-a-pec-241/

https://esquerdaonline.com.br/2016/10/14/pec241vaiinviabilizarplanonacionaldeeducacao/

5 – Jair Bolsonaro usa dinheiro público de forma indevida para viajar pelo país fazendo campanha presidencial

Nos últimos 5 meses Jair Bolsonaro gastou 22 mil reais em 6 viagens pelo Brasil. Apesar das regras da Câmara dizerem que “não é permitido uso das verbas com finalidade eleitoral” os vídeos das viagens de Bolsonaro mostram claramente que é uma campanha presidencial antecipada, inclusive com gritos de Bolsonaro Presidente. Bolsonaro se diz contra os privilégios dos políticos, mas gasta dinheiro público de forma irregular.

Os 5 fatos acima mostram claramente que a família Bolsonaro é contra os trabalhadores. Eles defendem o odiado governo Temer e as leis que favorecem os grandes empresários do nosso país. Não merecem seu voto em 2018 e muito menos o seu apoio.

BÔNUS - 6: Filho de Bolsonaro é coautor de projeto que dá salário vitalício a vereadores

Vereadores do Rio de Janeiro teriam direito a salário de R$ 15 mil líquidos, até o fim da vida, mesmo após o fim do mandato, além de vencimento de servidor. Projeto foi rejeitado após repercussão negativa na mídia. O vereador Carlos Bolsonaro assinou como coautor do projeto, que é do vereador João Cabral (PMDB).

Atos em todo o Brasil marcam lançamento da pré-candidatura de Lula à Presidência

"Só Lula pode interromper esse processo entreguista do governo golpista e devolver o Brasil aos brasileiros”, defendeu o líder do PT na Câmara Paulo Pimenta
Atos em diversas cidades do Brasil e do exterior neste domingo (27) reafirmaram o lançamento da pré-candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República.
Em manifestação realizada em Brasília, o deputado federal e líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS), reforçou o compromisso da legenda de lançar Lula ao Planalto. “Vamos inscrevê-lo no dia 15 de agosto e temos o desafio de fazer uma campanha linda e entusiasmada para elegê-lo no primeiro”, disse. “Dia 1º de janeiro de 2019, Lula estará de volta e nós vamos subir a rampa do Palácio do Planalto com ele.”
No ato da capital federal também esteve presente a deputada Erika Kokay (PT-DF). “O povo quer Lula presidente para recuperar os seus direitos sociais e trabalhistas. Só Lula pode interromper esse processo entreguista do governo golpista e devolver o Brasil aos brasileiros”, defendeu.
Em São Paulo, o principal ato ocorreu no diretório municipal da sigla. O presidente do PT municipal, Paulo Fiorilo, explicou ao Brasil de Fato que o objetivo é reiterar a participação do ex-presidente na corrida ao Planalto.
“A decisão do PT é de inscrever Lula porque temos esses casos de candidatos que estavam presos ou impossibilitados que puderam disputar e, inclusive, alguns ganharam a eleição. O PT entende que é fundamental inscrever Lula dia 15 [de agosto] para fazer a disputa, principalmente neste momento tão difícil que a gente está vivendo de crise dos combustíveis, crise gerada pelo próprio governo com sua política de privatização”, afirmou Fiorilo.
A ex-ministra de Políticas para Mulheres no governo Dilma Rousseff, Eleonora Menicucci, disse que a legenda permanece sem outro nome para concorrer às eleições presidenciais. "Nós estamos aqui reafirmando que acreditarmos que essa ditadura togada vai acabar.”
Estiveram presentes no ato o presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, e a vereadora Juliana Cardoso.
De acordo com o cronograma do partido, o lançamento oficial da pré-campanha Lula Presidente ocorrerá em ato nacional na cidade de Belo Horizonte, em 9 de junho, data em que serão lançadas as pré-candidaturas dos candidatos a governadores da sigla. A oficialização da candidatura de Lula será em 28 de julho, na Convenção Nacional do PT.
Também houve manifestações em diversas capitais do país e cidades do interior, além e atos em cidades do exterior.
Leftists Brasil com informações de PT na Câmara e Brasil de Fato

Temer vai diminuir 46 centavos do preço do diesel. Gasolina e gás de cozinha podem aumentar

O governador de São Paulo, Márcio França (PSB), afirmou em entrevista à imprensa que o governo federal concordou em diminuir o preço do litro de óleo diesel em R$ 0,46 na bomba, mas não autoriza que o desconto seja válido por 60 dias. O governo federal concordou, segundo França, em eliminar a cobrança do pedágio para os eixos suspensos dos caminhões em todo o país. Isso será feito ainda hoje por meio de medida provisória em edição extra no Diário Oficial da União.
De acordo com o governador, isso não foi suficiente para assegurar o fim imediato da paralisação. Os caminhoneiros preferiram não se desmobilizar até quinta-feira (31). Em São Paulo, os pontos de bloqueio caíram de 220 para 32.
"Aguardamos que o presidente da República consiga equacionar isso", disse França, após ter conversado com o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, que está em Brasília. O Palácio do Planalto, onde o gabinete de crise está reunido desde o início da manhã, ainda não se pronunciou sobre o anúncio feito pelo governador de São Paulo. Márcio França admitiu que o governo federal tem dificuldades legais e financeiras para solucionar o impasse. Ele pediu ainda que o Congresso Nacional vote os projetos pendentes sobre valor mínimo do frete e a Lei Geral dos Transportes.

domingo, 27 de maio de 2018

Equipe da Globo é flagrada fazendo matérias falsas, estavam filmando o lado onde não tinha caminhões parados

Equipe da Globo é flagrada fazendo matérias falsas, estavam filmando o lado onde não tinha caminhões parados, eles estavam do outro lado da ponte. Compartilhe

Petroleiros deflagram greve de 72 horas a partir de quarta-feira

No momento em que o governo federal negocia o fim da paralisação dos caminhoneiros, que entrou hoje (27) no sétimo dia, os petroleiros organizam uma greve nacional “de advertência“. A paralisação de 72 horas será a partir da próxima quarta-feira (30). A mobilização é liderada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) e sindicatos filiados.  
Os petroleiros preparam para hoje atrasos e cortes de rendição nas quatro refinarias e fábricas de fertilizantes: Rlam (BA), Abreu e Lima (PE), Repar (PR), Refap (RS), Araucária Nitrogenados (PR) e Fafen Bahia.
Para amanhã (28), a FUP e seus sindicatos promovem o Dia Nacional de Luta, com atos públicos e mobilizações.
Em nota, a FUP informou que a paralisação dos petroleiros pretende pressionar o governo federal a reduzir os preços do gás de cozinha e dos combustíveis, também é uma manifestação contra a eventual proposta de privatização da Petrobras e a gestão do presidente da empresa, Pedro Parente.
“A greve de advertência é mais uma etapa das mobilizações que os petroleiros vêm fazendo na construção de uma greve por tempo indeterminado, que foi aprovada nacionalmente pela categoria”, diz o comunicado da FUP.
Leftists Brasil com informações da Agência Brasil

Engenheiros da Petrobrás dizem que política de preços de combustíveis beneficia grupos estrangeiros

A AEPET reafirma o que foi expresso no Editorial “Política de preços de Temer e Parente é ‘America First!’ “, de dezembro de 2017.
A Petrobrás adotou nova política de preços dos combustíveis, desde outubro de 2016, a partir de então foram praticados preços mais altos que viabilizaram a importação por concorrentes. A estatal perdeu mercado e a ociosidade de suas refinarias chegou a um quarto da capacidade instalada. A exportação de petróleo cru disparou, enquanto a importação de derivados bateu recordes. A importação de diesel se multiplicou por 1,8 desde 2015, dos EUA por 3,6. O diesel importado dos EUA que em 2015 respondia por 41% do total, em 2017 superou 80% do total importado pelo Brasil.
Ganharam os produtores norte-americanos, os “traders” multinacionais, os importadores e distribuidores de capital privado no Brasil. Perderam os consumidores brasileiros, a Petrobrás, a União e os estados federados com os impactos recessivos e na arrecadação. Batizamos essa política de “America first! ”, “Os Estados Unidos primeiro!”.
Diante da greve dos caminhoneiros assistimos, lemos e ouvimos, repetidamente na “grande mídia”, a falácia de que a mudança da política de preços da Petrobrás ameaçaria sua capacidade empresarial. Esclarecemos à sociedade que a mudança na política de preços, com a redução dos preços no mercado interno, tem o potencial de melhorar o desempenho corporativo, ou de ser neutra, caso a redução dos preços nas refinarias seja significativa, na medida em que a Petrobrás pode recuperar o mercado entregue aos concorrentes por meio da atual política de preços. Além da recuperação do mercado perdido, o tamanho do mercado tende a se expandir porque a demanda se aquece com preços mais baixos.
A atual direção da Petrobrás divulgou que foram realizados ajustes na política de preços com o objetivo de recuperar mercado, mas até aqui não foram efetivos. A própria companhia reconhece nos seus balanços trimestrais o prejuízo na geração de caixa decorrente da política adotada.
Outra falácia repetida 24 horas por dia diz respeito a suposta “quebra da Petrobrás” em consequência dos subsídios concedidos entre 2011 e 2014. A verdade é que a geração de caixa da companhia neste período foi pujante, sempre superior aos US$ 25 bilhões, e compatível ao desempenho empresarial histórico.
Geração operacional de caixa, US$ bilhões
2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017
33,03 27,04 26,03 26,60 25,90 26,10 27,11
A Petrobrás é uma empresa estatal e existe para contribuir com o desenvolvimento do país e para abastecer nosso mercado aos menores custos possíveis. A maioria da população quer que a Petrobrás atue em favor dos seus legítimos interesses, enquanto especuladores do mercado querem maximizar seus lucros de curto prazo.
Nossa Associação se solidariza aos consumidores brasileiros e afirma que é perfeitamente compatível ter a Petrobrás forte, a serviço do Brasil e preços dos combustíveis mais baixos e condizentes com a capacidade de compra dos brasileiros.
* Associação dos Engenheiros da Petrobrás (AEPET

Requião: Pedro Parente trabalha para as petroleiras estrangeiras

(…) JB: Como o senhor vê a maneira como Temer está agindo nas negociações dos protestos das transportadoras?
Roberto Requião: O Temer não está agindo. Ele continua privilegiando a política da Petrobras, que se submete aos interesses das petroleiras estrangeiras. A Petrobras reduziu o seu refino e está importando petróleo 3, 8 vezes mais caro dos Estados Unidos. O Temer colocou no conselho da estatal representantes das petroleiras estrangeiras. Com isso, ela deixa de ser uma concorrente e passa a ser uma subordinada.
JB: Como o senhor acha que deveria ser feita a precificação do combustível no Brasil?
Roberto Requião: O presidente da Petrobras, Pedro Parente, já falou que se o governo intervir, entregará o cargo. A política que ele faz não é a política do Brasil. É a política dos estrangeiros e dele mesmo. É o liberalismo econômico levado ao máximo.
JB: Como Senador, o que o senhor propõe como alternativa?
Roberto Requião: Eu entrei com uma ação popular restabelecendo o preço ao momento anterior à essa política suicida e criando também uma comissão de especialistas para estabelecer uma política de preços. A Petrobras é dos brasileiros. O Estado é o principal acionista. Ela tem que se submeter a uma política pública vinculada ao emprego, ao desenvolvimento econômico e ao Brasil. O Parente está fazendo uma política totalmente liberal.
JB: Mas essa política não é só do Pedro Parente. É uma decisão de governo…
Roberto Requião: É a política do Meirelles, do Parente. É a política do PSDB. (…)
E do editorial deste domingo 27/V do Jornal do Brasil:
Petrobras: da pilhagem à justa greve
Quem é o dono da Petrobras? Legalmente, é o povo, seu maior acionista, através do Estado Brasileiro. Mas, então, sendo o povo o “dono” da maior empresa do país, por que ela estaria agindo contra seu próprio acionista, aumentando os preços dos produtos acima da inflação e reajustando-os pela variação e paridade ao dólar?
A base para essa política, implantada pela atual diretoria, comandada pelo senhor Pedro Parente, é um grande equívoco, por princípio contábil, mas principalmente por ir contra os interesses do “dono” da empresa, o povo brasileiro.
A Petrobras produz cerca de 2,5 milhões de barris/ dia. O custo desse processo de extração e industrialização de derivados é composto, basicamente, de reais (salários, impostos, boa parte dos equipamentos, logística etc.). A decisão do senhor Parente, de atrelar o preço de venda do diesel e todos os demais produtos ao dólar, gera uma distorção que acaba, claro, na bomba do posto, no bolso do consumidor brasileiro. O resultado “benéfico” dessa política para o caixa da empresa mostra uma forte, mas fictícia geração de caixa, dando demonstração de “tranquilidade” para especuladores e para os bancos. Para o povo brasileiro, o resultado foi essa greve de caminhoneiros, que parou o país.
Em outras palavras, o senhor Pedro Parente quer vender em dólar o que paga e produz em real, sob a alegação de que o produto petróleo é cotado, internacionalmente, na moeda americana e, por paridade, o consumidor brasileiro tem de arcar com esse insustentável custo. O Brasil é autossuficiente e exportador do produto. Se fosse o inverso, como no passado, ou seja, se fôssemos importadores de petróleo, seria justificável o reajuste do diesel, da gasolina e de derivados pela variação cambial. (…)
Pedro Parente não faz parte desse grupo de ladrões. Mas está presidente para gerar um forte caixa, via reajuste de preços dos produtos pelo dólar, que tem como objetivo atender, exclusivamente, aos bancos e aos grandes especuladores. Logrou êxito, o senhor Parente, que não tem nenhum compromisso com o “dono” da estatal, o povo brasileiro, mas que teve, como resposta, a justa greve dos caminhoneiros que paralisou o país e desarticulou o abastecimento de toda a cadeia produtiva de nossa economia.
Quanto vai custar tudo isso à nação, pouco importa para Pedro Parente. Para ele, o que importa, via venda de ativos e correção dos produtos pelo dólar, é o lucro que está “conseguindo mostrar” para os grandes bancos, incluindo o pagamento de R$ 2 bilhões que teriam sido feitos, antecipadamente, ao banco americano JP Morgan, onde trabalha sócio do presidente da Petrobras. A conferir.
Resumo da opereta: a Petrobras é uma grande empresa, orgulho nacional. Quem não presta são os governos que a administram, em nome de seu acionista majoritário, o povo brasileiro.