terça-feira, 28 de junho de 2022

Ex-ministros de Bolsonaro inauguraram obra inacabada em Goiânia


  Metrópoles -  Praça poliesportiva foi inaugurada em agosto do ano passado. Meses após o evento, obras não foram finalizadas, e espaço é alvo de vandalismo





Os ex-ministros Gilson Machado (Turismo) e João Roma (Cidadania) participaram da inauguração de uma praça poliesportiva em Goiânia cujas obras sequer foram finalizadas, nem mesmo cinco meses após o evento.





A inauguração da Praça dos Esportes e da Cultura no bairro Buena Vista IV ocorreu em 20 de agosto do ano passado, e mobilizou até mesmo um avião da Força Aérea Brasileira (FAB). Hoje, o espaço, além de não oferecer os serviços prometidos, é alvo de ações de furto e vandalismo, segundo a comunidade local.






Também participaram da inauguração os ex-secretários Mario Frias (Cultura) e André Porciuncula (Incentivo e Fomento à Cultura).




Todos os quatro – Gilson Machado, João Roma, Mario Frias e André Porciuncula – deixaram o governo federal para disputar as eleições de 2022.





A construção do espaço foi iniciada em dezembro de 2013. O termo de compromisso previa o repasse de R$ 3,5 milhões do governo federal. Quase 10 anos depois, contudo, a obra segue “inconclusa, paralisada e deteriorada”, apontou relatório de auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU).


A obra foi inspecionada pela CGU em janeiro deste ano, e o relatório publicado na última quarta-feira (22/6).


“Verificou-se que o empreendimento não foi entregue à população e que não houve a implantação dos serviços que estavam previstos para funcionar no bloco 1, como telecentro, auditório, biblioteca e unidade do Centro de Referência em Assistência Social (Cras). Em suma, o Termo de Compromisso não cumpriu o seu objetivo”, diz a CGU.





“A fachada dessa edificação é constituída por esquadrias metálicas e vidro, não havendo obstáculo físico a vandalismos e furtos. Da forma como foi concebida, depende de vigilância constante para que seja preservada. Nesse aspecto, as vistorias realizadas pela CGU permitiram constatar que o bloco 1 das duas PEC sofreram ações de vandalismo e furto”, prossegue.



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