sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

Qual a lógica da mídia ao defender um ex-juiz inculto e parcial como “melhor” para o Brasil?


Socialista Morena  - Em junho, Moro foi condenado pelo STF como "suspeito"; no ministério da Justiça, não fez nada digno de nota. O que afinal o qualifica à presidência?


Sergio Moro foi incompetente em um dos dois cargos públicos que ocupou na vida e no qual ganhou notoriedade, o de juiz federal. Não sou eu quem diz isso, é o Supremo Tribunal Federal, que, em junho deste ano, por 7 votos a 4, condenou o ex-ministro da Justiça de Jair Bolsonaro como “parcial” em sua atuação na Lava-Jato, por ter agido ao arrepio da lei e da Constituição.

Em seu voto, que foi acompanhado pela maioria dos colegas, o ministro Gilmar Mendes não poupou pejorativos para definir o ex-juiz que condenou e prendeu Lula e que depois se tornaria membro do governo do candidato que beneficiou. Segundo Gilmar, Moro desvirtuou o Estado de Direito; violou seu dever de imparcialidade, prerrogativa de qualquer juiz que se preza; e prendeu Lula ilegalmente.


Em um ano e três meses como ministro da Justiça, qual foi a grande realização de Moro? Seu “pacote anticrime”, que previa o autoritário excludente de ilicitude, espécie de licença para matar aos policiais, foi desidratado no Congresso. Moro não tomou nenhuma atitude para deter o desmatamento ilegal que agora condena nas redes sociais. Então, o que fez que o caracterize como um bom gestor? Por acaso descobriu o mandante do assassinato de Marielle?

Me espanta ver a mesma mídia que criticava, em 2002, a “inexperiência” de Lula para o cargo, agora coloque Sergio Moro como habilitado a ocupar a presidência do Brasil. Com base em quê? Estofo intelectual não é. O ex-juiz já deu provas de incultura ao se mostrar incapaz de pronunciar a palavra “cônjuge”–virou piada ao dizer “conje”.

Moro também não conseguiu citar de memória um só livro que tenha lido. Ao jornalista Pedro Bial, questionado em 2019 quais eram seus livros favoritos, ele respondeu que gosta de ler biografias, mas não conseguiu lembrar o nome de nenhuma.



O ex-juiz, que acaba de lançar um livro sobre si mesmo, só se mostrou capaz de citar o livro da própria esposa, Rosangela Moro, sobre… ele mesmo.


Leio, na mídia comercial, loas ao ex-ministro de Jair Bolsonaro. Uma colega do Estadão diz que Moro é “a nova onda”, que “tudo conspira em seu favor” e que ele “nunca prendeu preto pobre” (o que foi comprovado ser uma inverdade, além de ilógico num país cuja maioria de detentos é preto e pobre).



Pedro Bial, que não conseguiu fazer Moro lembrar do nome do último livro que leu, agora chegou a dizer que a voz de marreco do ex-juiz “melhorou”. “Todo mundo está comentando”, disse o jornalista. Todo mundo quem, cara pálida?






A decisão do STF sobre a suspeição de Sergio Moro deixa patente que se trata de uma personalidade pública no mínimo imoral, antiética e capaz de perseguir, ao arrepio da lei, adversários políticos. Em quê se distingue de Bolsonaro? Quais as qualidades que o habilitam a ocupar o cargo máximo da nação? Com a palavra os que apostam nele como “terceira via” a um presidente que já demonstrou de sobra sua incompetência e a outro que saiu do Planalto com o país vivendo um ótimo momento e consagrado com quase 90% de aprovação popular.

A mídia comercial, que desde sempre se arvorou em saber o que é melhor para o Brasil, tentando impor seus candidatos em eleições sucessivas desde o desastre de Fernando Collor, deveria conseguir transmitir aos brasileiros o que há de tão positivo no ex-juiz para que seja considerado apto à presidência da República. O combate à corrupção não é o único de nossos problemas. Ainda mais após ficar comprovado que nem nisso Moro pode ser considerado competente




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