segunda-feira, 18 de outubro de 2021

Alta dos combustíveis: caminhoneiros ameaçam greve, mas Bolsonaro desdenha


Estadão - Com a alta no preço dos combustíveis, os caminhoneiros voltaram a ameaçar greve. A categoria se diz em “estado de greve” desde o fim de semana. Líderes de entidades do setor fizeram críticas ao governo Bolsonaro e prometeram entregar lista de reivindicações ao Planalto.





O presidente, entretanto, tem desdenhado da possibilidade. Para a presidência, trata-se de mais uma ameaça. Um membro do Executivo afirmou que desde 2018 já foram 16 tentativas de paralisação malsucedidas. Quatro delas, relata, ocorreram em 2021, segundo o Estadão.




“Ou o governo senta com a categoria ou paramos o país”, diz líder de conselho de caminhoneiros

Carlos Alberto Litti Dahmer, do CNTTL (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística) diz que a pauta é a mesma de 1º de fevereiro.  “Agora, ou o governo senta com a categoria para fazer um trabalho, chama as partes envolvidas – Petrobras, STF, Congresso – ou paramos o País”, promete Plínio Dias, presidente do CNTRC (Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas). Wallace Landim, conhecido como Chorão, endossou as ameaças e afirmou: “Estamos cansados de reuniões. Tentamos fazer articulação, mas a própria categoria não aguenta mais”.




As lideranças do setor negam que as mobilizações ocorram por motivações políticas. Chorão, por exemplo, diz que “o movimento não é contra ou a favor desta gestão”. Litti, por sua vez, alega que “a pauta é a sobrevivência da categoria”.

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