terça-feira, 10 de agosto de 2021

Vice-presidente Mourão não recebeu convite para desfile de tanques

 


Metrópoles - General não foi ao evento realizado na manhã desta terça-feira, em frente ao Planalto. Bolsonaro e ministros militares marcaram presença



O vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB), não compareceu ao desfile de veículos blindados da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, na manhã desta terça-feira (10/8), na Esplanada dos Ministérios. Cerca de 40 blindados, caminhões e tanques desfilaram por alguns minutos em frente ao Palácio do Planalto. O presidente da República, ministros de Estado e outras autoridades acompanharam da rampa do edifício.




Segundo a assessoria de Mourão, o vice, que é general da reserva, não recebeu convite para participar do evento.

O colunista do Metrópoles Igor Gadelha apurou que auxiliares do vice, alguns deles militares, viram como “inoportuno” o desfile e o aconselharam a não participar do evento.

Durante o desfile, foi entregue um convite ao presidente Jair Bolsonaro para a Operação Formosa, de treinamento das Forças Armadas. Apesar de ocorrer anualmente desde 1998, foi a primeira vez que os tanques passaram pelo centro de Brasília.




O evento é alvo de críticas por ser realizado no mesmo dia em que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), marcou a votação, em plenário, da proposta de emenda à Constituição (PEC) do Voto Impresso, bandeira de Bolsonaro. A proposta tem altas chances de ser rejeitada.



Senadores da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 também criticaram o ato. O presidente do colegiado, senador Omar Aziz (PSD-AM), iniciou a sessão do colegiado repudiando o desfile de tanques e militares nos arredores do Congresso Nacional, na manhã desta terça-feira (10/8). Aziz resumiu o episódio como “cena patética” e “golpista”.

O vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), classificou como “patética demonstração de fraqueza” o desfile militar apoiado pelo presidente. Nas palavras do senador, o evento é “mais patético que aqueles desfiles de Kim Jong-Un lá, em Pyongyang, na Coreia do Norte”.




Autoridades presentes

Acompanharam Bolsonaro os comandantes das três Forças: Almir Garnier Santos, da Marinha; Carlos de Almeida Baptista Junior, da Aeronáutica; e Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, do Exército.

Os seguintes ministros também estiveram presentes: Braga Netto, da Defesa; Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); Ciro Nogueira, da Casa Civil; Onyx Lorenzoni, do Trabalho; Anderson Torres, da Justiça; Gilson Machado, do Turismo; Milton Ribeiro, da Educação; Carlos França, das Relações Exteriores; Rogério Marinho, do Desenvolvimento Regional; Tereza Cristina, da Agricultura; e Fábio Faria das Comunicações.


Também acompanharam o ato o ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Ives Gandra Filho; o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Jorge Oliveira; o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ); o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR); e o vice-líder do governo na Câmara Evair de Melo (PP-ES).

Apoiadores do presidente se reuniram na Praça dos Três Poderes, em frente à rampa presidencial, durante o desfile. O grupo bradava: “Mito”, “Eu autorizo” e “142”; este em referência ao artigo 142 da Constituição, que trata sobre as Forças Armadas. Bolsonaro não conversou com apoiadores nem discursou publicamente no decorrer do evento.






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