quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Com fim do auxílio emergencial, pessoas formam filas pedindo comida

 


O fim do auxílio emergencial agravou ainda mais situação financeira de famílias de Mesquita, na Baixada Fluminense, durante a pandemia da covid-19. Desde janeiro, moradores do bairro da Chatuba, uma das áreas mais pobres da cidade, fazem fila todos os dias na porta de uma instituição em busca de comida, conforme reportagem TV Globo.


Segundo a reportagem, o Instituto Mundo Novo é a única instituição que atua para apoiar a população local.


Desempregada há sete meses e sem receber o Bolsa Família há um ano, Amanda do Nascimento diz que recebe ajuda da ONG, com cesta básica, e de uma prima, que a auxilia quando pode. "Tem dia que não tem as coisas dentro de casa, está complicado. Emprego no momento não está tendo. A gente procura, bota currículo, mas ninguém chama", disse à emissora.


"Na maioria das vezes falta um óleo, um feijão, arroz", resumiu Ianca Cristina, também desempregada. Questionada sobre como ficará a situação sem o auxílio, ela responde: "Eu nem sei o que vai ser agora porque estava ajudando bastante."


Bianca Simãozinho, fundadora do Instituto Mundo Novo, disse que os pedidos de ajuda chegam por diferentes canais. Segundo ela, o fato de as crianças não estarem frequentando a escola prejudicou a situação.

É uma fila da fome. Não só a fila, como os telefones não param de tocar. As nossas redes sociais, as pessoas pedindo ajuda. Os pedidos de ajuda não param de chegar (...) São famílias que vivem em casas insalubres, famílias que são numerosas, com muitas crianças. A gente tenta priorizar: primeira infância, crianças, mães que não recebem Bolsa Família, idosos e acamados. A fome é muito presente na Chatuba e com as crianças fora das escolas prejudicou muito



Auxílio emergencial acaba oficialmente hoje


A Caixa libera hoje saques e transferências das últimas parcelas do auxílio emergencial para aniversariantes de dezembro que não são do Bolsa Família. Os beneficiários já haviam recebido os dois últimos depósitos no aplicativo Caixa Tem nos dias 12 e 29 de dezembro.


Com isso, termina oficialmente o calendário de saques organizado conforme o mês de aniversário de cada beneficiário. O governo não descarta a possibilidade de haver um novo auxílio emergencial neste ano, mas considera que a medida precisa ser compensada com corte de gastos públicos.


Existe ainda um lote residual de pagamento para 196 mil pessoas que contestaram a suspensão ou a negativa do auxílio nos meses de novembro e dezembro. Segundo o Ministério da Cidadania, elas vão receber amanhã o depósito de todas as parcelas a que têm direito, com autorização imediata para saques e transferências.


Fonte: UOL


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