segunda-feira, 4 de maio de 2020

Centrão comprado, afrouxa críticas aos atos ilegais de Bolsonaro

Após ser adquirido, Centrão nem aí com participação de Bolsonaro em ato antidemocrático
Publicado em 4 maio, 2020

Os cargos. O que importa são os cargos. Com isso em mente, o Centrão afrouxou as críticas pela participação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), neste domingo (3), na manifestação contra o Congresso Nacional, Supremo Tribunal Federal e velha mídia.

Tirando algumas poucas palavras acerca das agressões aos profissionais da imprensa –Estadão, Folha, O Globo e Poder 360–, a turma do Centrão só pensa mesmo na boquinha que podem conquistar na negociação com Bolsonaro.

Deputados e senadores do Centrão disseram ter visto a ida do presidente ao protesto como um domingo qualquer. A notinha de repúdio do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), expressa bem o ânimo do Centrão.

“Eles também minimizaram a ameaça a enfermeiros no dia anterior e as declarações intimidatórias do presidente contra o STF, dando a entender que não aceitará eventuais decisões desfavoráveis. O grupo é o novo aliado de Bolsonaro e está prestes a receber um lote de cargos públicos”, registra o Painel, da Folha, nesta segunda-feira (4).

A coluna do jornalão lamenta que os poucos parlamentares que se posicionaram a respeito do ocorrido no fim de semana defenderam as pessoas agredidas, mas não criticaram Bolsonaro, que mais uma vez incentivou aglomerações durante a pandemia.
zzz


Na avaliação de políticos e membros do Judiciário, a ação de Bolsonaro foi para seguidores. Ele quis passar a mensagem de que é ele quem manda, um dia antes de anunciar seu novo nome para diretor-geral da Polícia Federal. No órgão, a expectativa é a de que o escolhido seja Rolando Souza, braço-direito de Alexandre Ramagem, que teve a nomeação suspensa pelo STF.


Fonte: Blog do Esmael
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