domingo, 3 de maio de 2020

A CASA CAIU! Moro entregou áudios e 15 meses de mensagens para incriminar Bolsonaro

Sergio Moro deixou a Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, por volta da 00h30 deste domingo (3) após depoimento no qual reforçou acusação contra Jair Bolsonaro. Segundo o ex-juiz federal, o presidente tentou interferir politicamente em investigações da PF.


O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública ficou no edifício por mais de 11 horas. Ele chegou à Superintendência por volta das 13h15 e prestou depoimento das 14h20 até cerca de 22h40, ou seja, por mais oito horas. Contudo, demorou mais de duas horas após o fim da oitiva para deixar as dependências do prédio da PF.


Ao Paraná Portal, uma fonte que participou do depoimento de Moro afirmou que foram apresentadas novas provas que sustentam as acusações contra Bolsonaro. Entre os arquivos disponibilizados, estão mensagens de texto e áudios.

Contudo, as provas ainda não serão divulgadas e agora o inquérito aberto pela PGR (Procuradoria-Geral da República) segue seu curso.


DEPOIMENTO DE MORO: PAUSAS E PARTICIPANTES

Perto das 18h30, foi feito um intervalo no depoimento de Moro para que os participantes pudessem tomar café. Depois, às 21h30, um entregador de aplicativo deixou oito pizzas em um pedido de quase R$ 300.

Além de Moro, participaram do depoimento a delegada Cristiane Correa Machado, chefe do Sinq (Serviço de Inquéritos Especiais) e outros dois delegados federais, além de três procuradores da República – João Paulo Lordelo Guimarães Tavares, Antonio Morimoto e Hebert Reis Mesquita.


Além disso, Moro esteve acompanhado do advogado Rodrigo Sánchez Rios e outros dois assessores.

O depoimento foi conduzido pela chefe do Sinq, grupo responsável por conduzir inquéritos autorizados pelo STF e um escrivão da PF.

Moro entrou na PF pelas portas do fundo, evitando os manifestantes que cercavam a Polícia Federal.

Apoiadores do ex-ministro e apoiadores do presidente Jair Bolsonaro chegaram a dividir o mesmo espaço em frente à sede da PF e houve confusão. Um cinegrafista da RIC TV (afiliada da Record no Paraná) foi agredido por um manifestante, que o confundiu com um funcionário da TV Globo. Depois da confusão, a segurança foi reforçada pela PMPR (Polícia Militar do Paraná).


Fonte: Uol
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