sábado, 25 de abril de 2020

PF aponta Carlos Bolsonaro como articulador de esquema criminoso de fake news

Mais peças da queda de Valeixo vão se encaixando


A Polícia Federal identificou o vereador Carlos Bolsonaro, filho 02 do presidente da suposta República, como articulador do esquema criminoso de fake news, de acordo com investigação conduzida pelo STF. A informação é de reportagem de Leandro Colon na Folha de S.Paulo.
O inquérito foi aberto em março de 2019 pelo presidente do Supremo, Dias Toffoli, a fim de apurar o uso de notícias falsas para ameaçar e caluniar ministros do tribunal.
Segundo a Folha, Bolsonaro cobrou ao longo dos últimos meses informações sobre as investigações a Maurício Valeixo, demitido do cargo de diretor-geral da Polícia Federal. Ele, porém, resistiu às investidas do presidente.
Na PF, não há dúvidas de que Bolsonaro pressionou Valeixo porque sabia que a corporação havia chegado ao seu filho. Para o presidente, trocar o comando da PF seria uma forma de pavimentar o caminho para obter informações da investigação do Supremo ou, até, modificar o grupo de delegados responsáveis pelo caso.
Na sexta-feira 24/IV, porém, logo depois de Sergio Moro anunciar sua demissão do Ministério da Justiça, o ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito no STF, determinou que a PF mantenha os delegados no caso.
Carlos é suspeito de ser um dos líderes de um grupo que planta e espalha notícias falsas para intimidar e ameaçar desafetos. A PF ainda investiga a participação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

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