segunda-feira, 2 de março de 2020

Como Bolsonaro fez todo mundo esquecer o miliciano ligado a sua família

Bolsonaro conseguiu algo inédito, fez todo mundo parar de falar em Adriano da Nóbrega, o miliciano morto  em operação policial na Bahia e que tinha mãe e ex-esposa no gabinete de Flávio Bolsonaro. Falando de atos para fechar o Congresso Nacional e mudando completamente a pauta e a direção da opinião pública, Bolsonaro fez uma boa jogada de xadrez, fazendo a oposição mirar nisso e todo mundo esquecer de falar de Adriano, que segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro, também se beneficiava do esquema de rachadinha no gabinete de Flávio Bolsonaro.


O jornalista Jânio de Freitas em sua coluna no jornal Folha de São Paulo, faz uma importante reflexão: Bolsonaro com os vídeos pedindo fechamento do Congresso Nacional, fez todos pararem de falar em Adriano da Nóbrega.
Uma esperta jogada política para quem está nas cordas, com algo que pode ser explosivo, inclusive temendo o que pode vir a tona dos celulares do miliciano morto.


Sobre isso Jânio de Freitas comenta:
“Ao instalar o estado típico de pré-golpe, Bolsonaro viu sair de cena o caso do miliciano Adriano da Nóbrega. Uma vitória. Parcial, mas vitória. A possível investigação e a apreensão dos 13 celulares do fugitivo levaram Bolsonaro a mostrar-se, mais do que apreensivo, temeroso mesmo. O miliciano, é claro, não foi por ele defendido e homenageado na Câmara senão por conveniências especiais para fazê-lo”, diz o jornalista.
 Vereador PM revelou que Flávio visitava Adriano na cadeia.[/caption]
“Vinda a repercussão, Bolsonaro faz o que sabe: ataca a imprensa, acusando-a de difundir como atual uma mensagem sua de 2015. Mas o vídeo inclui citação à facada que levou em 2018. Faz assim como a afirmação de que Flávio Bolsonaro condecorou um Adriano da Nóbrega isento de qualquer condenação —mas Flávio precisou ir ao presídio para entregar-lhe a medalha. Desmentidos de Bolsonaro não são verdades, são palhaçadas morais”, prossegue Janio.


Em uma tacada política de convocar seu gado para rua contra o Congresso, faz todo mundo esquecer Adriano da Nóbrega, que tinha mãe e ex-esposa no gabinete de Flávio e recebia parte da rachadinha no esquema de Flávio Bolsonaro.

O Bolsonarismo se mostra muito eficiente na arte de distrair e engajar seu gado para sempre ver o “inimigo interno” a ser combatido, para distrair os reais problemas e escândalos do país.
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