segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Presidente do Senado, que teve apoio de Bolsonaro e Moro, é desmascarado: cometeu crime de ocultação de patrimônio

Um a um, todos os integrantes da “nova era” estão sendo desmascarados.

Davi Alcolumbre, o presidente do senado que ganhou a cadeira por estar alinhado ao governo Bolsonaro, é outro a ser pego em falcatruas.

Alcolumbre está na política há mais de vinte anos (tal qual um certo ‘mito’). Estranhamente, na quase totalidade de sua carreira ele nunca declarou seu patrimônio corretamente para a Justiça Eleitoral.

Na cara dura, em muitos anos disse não possuir nada, patrimônio zero. Um levantamento feito pela Folha de S. Paulo, entretanto, demonstra que ele mentiu em alguns destes anos pois há imóveis registrados em cartório quando alegou não possuir nada.



Isso é crime e dá cadeia (artigo 350 do Código Eleitoral).

O ano de 2012, por exemplo, é um deles. O presidente do senado era então deputado, ganhava mais de R$ 26 mil por mês e declarou estar com uma mão na frente outra atrás para a Justiça Eleitoral. Afirmou que não possui absolutamente nada. Em cartório, só naquele ano Alcolumbre tinha três terrenos e ainda havia comprado uma casa por R$ 585 mil.

Como malandragem pouca é bobagem entre os brazucas, Alcolubre ainda registrou o imóvel como “bem de família”, o que torna-o blindado de eventuais penhoras por dívidas, por exemplo. Há um detalhe. Para que um imóvel possa ser assim registrado, ele não pode representar mais do que um terço do total do patrimônio. E o atual senador afirmou isso. Ou seja, admitiu que seu patrimônio era algo como R$ 585 mil vezes três, ao passo que na Justiça Eleitoral declarou ter zero reais.

Ele hoje pertence a uma família que possui mais de cem imóveis. Cem (100) !

Flagrado, Alcolumbre saiu pela tangente, aliás outra característica do DNA dos atuais governantes. Alegou que nos anos em declarou nada ter é porque já tinha vendido alguns. Não consegue, contudo, responder quais e nem o que fez com o dinheiro da suposta venda.

Quando pressionado, tentou jogar a batata quente para a Justiça Eleitoral. Afirmou ter sido então erro dela na relação dos registros. Foi mais um tiro no pé, pois as informações são preenchidas pelos próprios candidatos ou pelos partidos no ato do registro de candidatura.

Alcolumbre parece ser mais um que demonstra total desconhecimento de como as coisas funcionam, tal como Paulo Guedes que queria aprovar o orçamento federaldentro do mesmo ano vigente.

Até quando a indignação será seletiva? O estardalhaço feito por panelas só ocorre mesmo se os corruptos forem do PT? Não que onde ocorreu não deva ser investigado e punido. Mas só vale para alguns?

O novo governo ainda não completou dois meses e o volume de casos escabrosos de laranjas, rachadinhas, desvios, nepotismo, é estarrecedor. Digno de republiqueta de bananas. A tal “corrupção”, no modo abrangente como passou a ser tratado o termo, está a plenos motores como se não houvesse amanhã. E não se vê nem um farelo de indignação por parte dos mesmo que queriam salvar o país, começando pela Dilma.

Ou o brasileiro sofre da síndrome “me engana que eu gosto”, ou não há mais como esconder que a revolta é seletiva. Colocaram uma turma de bandidos no lugar do PT. Era isso o que chamavam de passar a limpo? Essa é a Nova Era?

Parabéns aos envolvidos.


Fonte: DCM 
Reações:

0 comentários:

Postar um comentário