quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Bolsonaro se reúne para a cerimônia do é dando que se recebe o que se tira da Previdência. Ou quebra. Eis a política!

O que há de errado em um presidente governar com os partidos que o apoiam? Nada. Errado é roubar. Isso é outra conversa. O presidente Jair Bolsonaro esteve com lideranças políticas de partidos que podem vir a formar a base do governo no Congresso. Vai distribuir cargos.
A distribuição, por si, é ruim? Estou entre aqueles que nunca chamaram isso de “fisiologismo”. Que parlamentares queiram dispor de cargos para que isso aumente a sua presença política na região de origem ou sua projeção junto ao eleitorado, bem, isso é normal. Que queiram ver uma emenda liberada que resulte no bem-estar de quem os elegeu, idem.
Se participar do governo só constituir ônus, como é a aprovação da reforma da Previdência, bem, meus caros, então, nesse caso, melhor mesmo é ficar na oposição, jogando pedra.
Aquela conversa de Bolsonaro de que não faria a repartição dos cargos vai ter de ficar no passado. Até porque, reitero, estava errada.
Quantas vezes vocês leram aqui que igualmente tola era a suposição de que bastava a negociação com as ditas bancadas temáticas: a do boi, a da bala, a da Bíblia…? A razão, escrevi, era estupidamente simples: o que não fosse bala entre os da bala, boi entre os dos bois e Bíblia entre os da Bíblia… Bem, o que não fosse, então, o “tema” que os unificava ficaria para o arbítrio de cada um.
Lembro-me de ter escrito aqui, ainda nos tempos de campanha, que Paulo Guedes era um ingênuo, um neófito mesmo da política, ao imaginar que os governadores constituiriam força importante em favor das reformas. Besteira! Sua influência na Câmara e no Senado é reduzidíssima.
A desarticulação que se vê no Congresso é fruto de concepções de mundo equivocadas, quando não decorre do populismo barato que marcou a campanha. Ao atacar a reforma da Previdência defendida pelo então presidente Michel Temer, Bolsonaro chegou a gritar: “Seja homem!” Eduardo Bolsonaro fez um vídeo anunciando seu voto contrário e cometeu o disparate de dizer que a Previdência é superavitária.
E que se note: vai ter de distribuir cargos. E não para ver aprovada a reforma como está.
Sim, governar é coisa distinta de promover guerrinhas de extermínio de reputação na Internet.
Finalmente, o presidente se reuniu para a cerimônia do “é dando que se recebe o que se tira da Previdência”.
Ou quebra.
Eis a política.
Fonte: RedeTV
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