segunda-feira, 21 de maio de 2018

Doleiros presos revelam esquema de propina na Lava Jato pago em dólar e confirmam denúncias de Tacla Duran

Acusados de compor um esquema capitaneado pelo chamado “doleiro dos doleiros”, Dario Messer, dois outros doleiros – Vinícius Claret, conhecido como “Juca Bala”, e Cláudio de Souza – revelaram, em delação premiada ao Ministério Público Federal, que entre 2006 e 2013 foi montado um esquema de corrupção em Curitiba. Segundo Ricardo Galhardo, do Estado de S.Paulo, ambos garantiram que pagavam uma taxa mensal de proteção, no valor de US$ 50 mil (cerca de R$ 186 mil), ao advogado Antonio Figueiredo Basto e um colega, cujo nome não foi divulgado, para não serem presos. O advogado, por conta da propina, defendia os doleiros no Ministério Público e na Polícia Federal. As informações corroboram depoimentos do advogado Rodrigo Tacla Duran, ex-funcionário da Odebrecht, investigado na Operação Lava Jato, que está na Espanha.
Figueiredo Basto é considerado um dos principais especialistas do Brasil em colaborações premiadas. Na Lava Jato, foi o responsável por negociações e acordos de delação de Lúcio Funaro, Renato Duque, Ricardo Pessoa, entre outros. Em 2004, intermediou o primeiro acordo nesse formato no país no caso do Banestado, em nome do doleiro Alberto Youssef.

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