terça-feira, 30 de março de 2021

Isolado e assustado, Bolsonaro tenta corromper Centrão e militares


É melhor o presidente Jair se acostumando com a inevitável perda de poder; ou por bem ou por mal




O verdugo do Planalto acabara de ser eleito. Contava com forte popularidade e apoio no Congresso. Oposição só se via em parte da imprensa. Ainda assim, sem qualquer razão aparente, guerreava contra os demais Poderes e a própria democracia.


Atacava, diariamente, o Legislativo, e participava de atos que pediam o fechamento do STF, ao mesmo tempo em que se tornava cada vez mais grosseiro e agressivo com jornalistas e empresas de comunicação, sobretudo os Grupos Globo e Folha de SP.



À medida em que ganhava apoio popular, o amigão do Queiroz mais se aloprava. Quando o bolsokid Flávio foi definitivamente acuado pela Justiça, o pai do senador das rachadinhas e da mansão de 6 milhões de reais partiu de vez para o ataque feroz.



O FATOR FABRÍCIO


Não fosse a prisão do amigo de fé, irmão camarada, Fabrício Queiroz, o miliciano que depositava cheques na conta corrente da primeira-dama e pagava despesas da família Bolsonaro, talvez hoje eu não estivesse aqui, em liberdade, escrevendo.

O carequinha, encontrado mocado no cafofo do advogado do presidente em Atibaia, São Paulo, foi o “sossega-leão” que fez com que o devoto da cloroquina enfiasse o rabinho entre as pernas, e com que a ala militar mais ideológica enxergasse o óbvio.

De lá para cá, com a chegada do maldito novo coronavírus no País, em de março de 2020, o maníaco do tratamento precoce “pirou o cabeção” com força, e passou a ser um verdadeiro estorvo para a nação. Um sociopata, homicida, negacionista e trapalhão.



UM ANO DE PANDEMIA


Há um ano este sujeito não dá um segundo de trégua, e tornou o combate à COVID-19 uma guerra fratricida entre brasileiros, de um lado, racionais, e de outro, energúmenos fanáticos semelhantes ao “mito” idolatrado, presos em narrativas surreais e ridículas.

O resultado desta história de pouco mais de dois anos é um País devastado economicamente e sanitariamente, onde não se sabe o que é mais dramático; se as 315 mil mortes ou os mais de 15 milhões de desempregados, somados aos 40 milhões de informais.


Com o sistema de saúde colapsado e sem vacinas, o Brasil assiste à morte de 4 mil pessoas a cada 24 horas. Não tudo, mas muito disso, deve-se exclusivamente ao psicopata aboletado na Presidência da República. E, finalmente, o Congresso e as elites acordaram.

O CENTRÃO ACORDOU


Uma carta aberta assinada por nada menos que 500 (hoje são mais de 2 mil) pesos-pesados do PIB brasileiro foi a senha para que os cúmplices do C
entrão enxergassem a oportunidade de ouro para tomar o Poder do pulha obscurantista. O que não é o ideal, claro.



Arthur Lira, recém-eleito Presidente da Câmara dos Deputados, e apoiado pelo próprio Bolsonaro, ameaçou explicitamente o presidente com um processo de impeachment. Por sua vez, Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, se tornou uma espécie de primeiro-ministro.

Juntos, enquadraram o “sócio do coronavírus” e exigiram, de imediato, algumas das piores cabeças (cabeças?) do desgoverno, como a do general-fantoche, Eduardo Pazuello, e do pior ministro das Relações Exteriores da nossa história, o tresloucado Ernesto Araújo.  

FORÇAS ARMADAS


Ao mesmo tempo, a parte razoável e democrática - e amplamente majoritária! -  das Forças Armadas deu um basta à sanha homicida e golpista do Capetão Cloroquina. Com isso, só restou ao ex-terrorista do exército (existe ex-terrorista?) lustrar certos coturnos.


Bolsonaro, a fim de agradar parte da ala militar e garantir algum tipo de apoio, trocou generais por generais e nomeou alguns outros. Tal movimento incrementou ainda mais a participação de militares da ativa no governo, aumentando os salários e as “mordox” da tigrada.

É a maneira que o papito do Bananinha encontrou para, digamos, cooptar algumas estrelas, como se as existentes nos primeiro e segundo escalões da administração federal não fossem suficientes o bastante para garantir um mínimo de segurança ao seu frágil mandato.


ÚLTIMA CHANCE


A segunda-feira (29/3) foi pra lá de movimentada nos bastidores de Brasília. Para agradar ao Centrão e acalmar os milicos, Bolsonaro mexeu peças ao gosto do freguês. O diabo é que, na política, "freguês" é muita gente. Agrada-se a alguns e desagrada-se a muitos.


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