quinta-feira, 18 de março de 2021

Edir Macedo é criticado por desacreditar fiéis da existência da Covid e se vacinar nos EUA


O líder da Igreja Universal do Reino de Deus, Edir Macedo, publicou em sua rede social um vídeo em que aparece sendo vacinado, juntamente com a esposa Esther Bezerra. Com 284.775 pessoas mortas por Covid no Brasil, doença considerada como “estratégia maligna” pelo líder religioso, o bispo apareceu imunizado em um hospital de Miami, na Flórida (EUA). No começo da pandemia, Edir citou em uma live no Facebook a milhares de seguidores que a pandemia era uma “tática de satanás” e que eles não deviam se preocupar.

“Meu amigo e minha amiga, não se preocupe com o coronavírus. Porque essa é a tática, ou mais uma tática, de Satanás. Satanás trabalha com o medo, o pavor. Trabalha com a dúvida. E quando as pessoas ficam apavoradas, com medo, em dúvida, as pessoas ficam fracas, débeis e suscetíveis. Qualquer ventinho que tiver é uma pneumonia para elas”, disse o líder religioso na ocasião.



Macedo também havia afirmado que todo o pânico por conta da chegada do coronavírus estava sendo causado pela mídia. O bispo também citou que as divulgações sobre o coronavírus eram feitas com base em interesse econômico. “Por trás dessa campanha toda de coronavírus existe 1 interesse econômico. E onde há 1 interesse econômico… aí tem”, apontou.

Positivo para Covid

O bispo precisou ser internado em um hospital de São Paulo para se tratar da Covid-19 após ter chamado a doença de “tática de Satanás” e negado a existência do vírus. Macedo afirmou que utilizou hidroxicloroquina no tratamento e teve alta dias depois. O bispo foi internado no Hospital Moriah com diagnóstico positivo de Covid-19.


Ainda em março, quando o vírus chegou ao Brasil, ele chamou atenção após defender que a doença era uma tática de Satanás e da imprensa para criar pânico nas pessoas. “Meu amigo e minha amiga, não se preocupe com o coronavírus, porque essa é mais uma tática de Satanás. Satanás trabalha com o medo, com o pavor”, disse à época.

Depois de minimizar a doença que já matou milhões de pessoas no mundo, o Ministério Público de São Paulo pediu que a Justiça obrigasse o prefeito Bruno Covas (PSDB-SP) e o governador João Doria (PSDB-SP) a tomarem medidas contra a realização de cultos religiosos durante a pandemia da Covid-19. Segundo reportagem do UOL, a Procuradoria-Geral do Estado afirmou que “recomendou a suspensão de cerimônias, celebrações, missas ou cultos no dia 23 de março de 2020, e não o fechamento de templos e igrejas, que podem continuar a receber fiéis para orações e orientação religiosa individual, mas segundo regras específicas para mitigar a circulação do vírus”.



Fonte: Bhaz

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