quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

Escritora diz que Bolsonaro é a encarnação do Anticristo

“Hoje é Natal. Mas ao invés da mão estendida para amizade, o gesto de arma apontada. O verbo matar já não dá conta. Falamos em torturar, fuzilar, abater”, disse Antonia Pellegrino, escritora e roteirista, em sua coluna na Folha, cujo títutlo é Bolsonaro, o Anticristo. Mostrando o espírito do “bolsonarista raiz”, que vai a missa domingo, fala em Jesus na ceia e depois prega a morte do adversário político.
Antonia Pellegrino, escritora e roteirista, disse que o presidente Jair Bolsonaro de Anticristo, título da sua coluna na Folha de São Paulo,nessa quarta-feira de natal.


“Falar que se passa fome no Brasil é uma grande mentira”, “se o presidente da OAB quiser saber como o pai desapareceu no período militar, eu conto pra ele”, “você tem cara de homossexual terrível, nem por isso te acuso”, diz Bolsonaro, que também afirma: “costumo dizer que não falo o que o povo quer. Eu sou o que o povo quer”d iz um dos trechos, desse texto ácido e que vai na ferida do bolsonarismo cultural.
O Bolsonarismo cultural, aquele que fala de Jesus na ceia de natal, vai a missa ou culto no domingo e depois prega o ódio e a eliminação do seu diferente, do seu inimigo político e enxerga comunistas numa conspiração internacional até debaixo das suas camas.
O bolsonarista heavy ou bolsonarista raiz não chega nem a 15% da população brasileira
“Na sociedade do ódio acalentada pelo presidente, cada um cuida da sua família. Ao outro, resta a aversão, a desconfiança, o medo. No pânico social de fundo, a solução é a bala, o 38, número da aliança por um país sem futuro. A cotidiana erosão do nosso pacto civilizatório resulta. Segundo pesquisa CNI-Ibope, 50% dos brasileiros aprovam a agenda de segurança pública do governo. Aprovam a ausência de política. O Estado zero. A guerra de todos contra todos. E porque é Natal, recordemos que o Holocausto não começou com as câmaras de gás, mas com falas de ódio proferidas por extremistas, encarnações do Anticristo, cuja máxima é odeia o teu próximo como a ti mesmo.” diz outro trecho que parece colocar um dedo na ferida na histeria social que é o bolsonarismo.


Um texto polêmico desses, tem tudo para incomodar o “tio bolsominion” e o bolsonarista raiz, que segundo pesquisa não chegam nem a 15% da população brasileira, uma minoria barulhenta e odienta.


Fonte: Falando Verdades
Reações:

0 comentários:

Postar um comentário