quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Frota negocia com Maia fusão de ala anti-Bolsonaro do PSL com o DEM

As negociações iniciaram durante o churrasco de aniversário oferecido por Maia ao deputado tucano

Nesta terça-feira (15), o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), disse aos líderes do centrão – bloco formado por DEM, PP, PL, Republicanos e Solidariedade – que, se o presidente Jair Bolsonaro resolver sair mesmo do PSL, é possível que avance a articulação com a ala anti-Bolsonaro do PSL para uma fusão com o DEM. As negociações iniciaram durante o churrasco de aniversário oferecido por Maia ao deputado Alexandre Frota (PSDB-SP).


A festa, que aconteceu na residência oficial da Presidência da Câmara, reuniu a ala anti-Bolsonaro do PSL e ícones do centrão. Maia e Frota construíram uma relação afetuosa desde que o ex-ator foi expulso do partido do presidente em agosto e se juntou aos tucanos. No mesmo mês, durante coletiva de imprensa, o deputado atribuiu ao presidente da Câmara sua ida ao PSDB. Frota também disse que se surpreendeu com Maia e os dois choraram.
Frota está atuante na articulação com integrantes do PSL para que abandonem o barco. Em diversas vezes o deputado fez elogios ao líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir, que apresentou um comportamento agressivo contra o presidente devido as suas tentativas de tirá-lo da liderança para colocar o filho Eduardo Bolsonaro. “Conheci o Delegado Waldir e sei do carácter dele .Não leva desaforo pra casa é verdadeiro e não faz média”, disse Frota nas redes sociais.


As conversas de Frota com a direção do DEM começaram pouco antes de a crise entre Bolsonaro e o PSL vir a público. No entanto, o próprio Bolsonaro, por sua vez, também já havia dando indícios de seu interesse em migrar para o DEM. Em maio, na convenção do DEM, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse que Bolsonaro mirava o DEM “com o olho de quem gostaria de voltar para casa”.
Atualmente, ala bolsonarista do PSL tenta tirar Bivar e seus aliados para comandar a legenda e os fundos partidário e eleitoral. Estão em jogo cerca de R$ 400 milhões de repasses públicos até 2020, ano de disputas municipais.


Fonte: Revista Fórum
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