sábado, 30 de março de 2019

Professor pode ser a ligação entre Flávio Bolsonaro e o assassinato de Marielle e Anderson

O PM reformado Ronnie Lessa está preso, acusado de ser o responsável pelo assassinato de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.


Nos motivos para sua prisão, a polícia o descreveu como assassino profissional, que pertenceria ao Escritório do Crime, um grupo de milicianos especializado em assassinato por encomenda.

Descobriu-se que Ronnie Lessa pesquisou sobre a vida e hábitos de Marielle, antes do assassinato, mas que também pesquisava na internet sobre a vida de várias pessoas, ativistas, delegados de polícia, pesquisadores e parlamentares, todos ligados à esquerda.



Entre os nomes pesquisados estava o do deputado Marcelo Freixo e sua família. Freixo foi responsável pela CPI das Milícias no Rio de Janeiro, instalada e presidida por ele, o que faz com que desde então tenha que andar com escolta policial.

Além de Marielle, que, como Freixo, era do PSOL, também foi pesquisado o deputado estadual pelo mesmo partido Flávio Serafini.

Além deles, duas pesquisadoras em Segurança Pública, a socióloga Julita Lemgruber e a antropóloga Alba Zaluar.

Todos nomes conhecidos.

Mas havia também o nome de um professor: Pedro Mara, diretor do Ciep 210, de Belford Roxo, na Baixada Fluminense.

Qual o interesse do assassino de Marielle em Pedro Mara? Não pertencia a nenhum dos grupos citados anteriormente. Era apenas diretor de um Ciep em Berford Roxo.

Mas aí se descobre que Pedro Mara virou adversário de um nome atualmente poderoso e fartamente ligado a milícias, o senador Flávio Bolsonaro.

Flávio, como a família, sempre defendeu as milícias e milicianos. Condecorou vários deles. Acolheu em seu gabinete como trabalhadoras a mãe e a irmã de um outro famoso miliciano, acusado de ser o chefão do Escritório do Crime, o ex-capitão do BOPE Adriano Magalhães da Nóbrega, que se encontra foragido.

Pedro diz ter conhecido Flávio Bolsonaro em maio de 2017 durante uma audiência pública na Câmara de Niterói para discutir o projeto Escola sem Partido. Lá, Pedro, que é militante do Fórum dos Diretores de Escola Pública do Rio de Janeiro, se colocou contra o projeto e, fazendo uso da palavra, criticou o clã Bolsonaro.

“Disse que a família Bolsonaro não teria o direito de falar em escola pública, pois acredito que nenhum deles já estudou em escola pública”, conta.
Alguns meses depois, como demonstra até os tempos atuais, as palavras de Pedro não foram esquecidas pelo filho de Jair Bolsonaro. “Em julho de 2017 recebi ligação dizendo que o Flávio Bolsonaro ia representar contra minha gestão na escola, pois estava dizendo que eu fazia apologia à maconha”.

Na última quarta-feira (13), quando deixava a escola em Belford Roxo foi avisado de que seu nome constava na investigação sobre o acusado de matar Marielle. “Recebi a notícia com total surpresa. Nunca incomodei a milícia. Fiquei surpreso, triste, em saber que um profissional do crime investigou minha vida, minha rotina”. [Fonte: Fórum]
Agora Pedro Mara também saiu do Rio para local não revelado temendo o mesmo destino de Marielle, e isso deve continuar enquanto a família Bolsonaro estiver no poder. 


Fonte: Blog do Mello

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