sábado, 23 de março de 2019

Olavo de Carvalho, guru de Bolsonaro, teve filho e nora inscritos no Bolsa Família

Antes de encontrar Donald Trump num domingo, 17 de fevereiro de 2019, Jair Bolsonaro promoveu um jantar em Washington com figurões da extrema-direita.
Sentado ao lado do presidente, com um paletó bege acinzentado, estava seu guru Olavo de Carvalho.
Do lado esquerdo estava Steve Bannon, ex-estrategista-chefe de Trump, afastado do governo americano.
Bannon aproveitou o encontro para criticar o vice-presidente brasileiro, o general Hamilton Mourão, por ser uma voz “dissonante”.
Chamado pela velha mídia de “escritor”, Olavo foi a real estrela da noite.
“Você é o líder da revolução”, disse-lhe o ministro da Economia Paulo Guedes. Sergio Moro lhe contou que leu seu livro “Jardim das Aflições”.
Antipetista ultramontano, Olavo tem um filho, Davi, que foi aprovado em 2012 para receber o Bolsa Família.
Hoje morador do estado da Virgínia, nos Estados Unidos, o mentor intelectual (sic) do bolsonarismo afirmou no Twitter, em 2015, que o “prato preferido nos jantares de caridade do Bolsa Família” é “mandioca no pirarucu”.

Em outra gravação, Olavo diz que o Bolsa Família é resultado do “endividamento interno” que teria promovido distribuição de renda, e não do avanço do PIB.
Numa gravação de 2017, declarou que o programa é benéfico, mas emendou que foi uma criação de FHC e não de Lula.

Para ter direito ao benefício, a renda do indivíduo deve variar entre R$ 85,01 e R$ 170,00 por pessoa.
Quem teve a inscrição aprovada foi Stephanie Ferro, casada com Davi. Ela era, na época, bacharel em direito, aprovada na PUC do Paraná. Viviam em Atibaia.
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