quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Laura Carvalho: Se votar em Bolsonaro, eleitor tucano pode ajudar a matar seu partido

"É mesmo difícil imaginar o PSDB fora do segundo turno das eleições presidenciais deste ano caso a ex-presidente Dilma Rousseff tivesse concluído seu mandato", diz a pesquisadora Laura Carvalho, Professora da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP, no jornal Folha de S.Paulo. "Mas, se o impeachment já causou muito mais danos ao próprio PSDB do que ao PT, que saiu fortalecido, a adesão em massa do eleitorado antipetista à candidatura de Jair Bolsonaro pode sepultar de vez a centro-direita brasileira e o já frágil equilíbrio político do país", avalia.
"Se fizer como João Doria e optar por desidratar a candidatura de Geraldo Alckmin já no primeiro turno, o eleitor tucano pode mais uma vez ajudar a matar seu próprio partido, em vez daquele que considera o inimigo. Além disso, a instabilidade político-econômica causada por essa escolha parece estar sendo ainda mais subestimada do que a que marcou o pós-impeachment", continua.
De acordo com a jornalista, "não é apenas pela forte incerteza que permeia sua agenda econômica, portanto, que a agência de classificação de risco S&P acerta em considerar muito mais arriscada a eleição de Jair Bolsonaro do que a de Fernando Haddad para o cenário futuro do País". "A eleição de um aventureiro com viés autoritário e nenhuma capacidade de articulação causaria um sismo de alta intensidade no já debilitado sistema político brasileiro".
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