GOLPE DURO PARA BURGUESADA: Lula foi capa do maior jornal francês e Papa Francisco se manifestou

A carta de Lula, direto da prisão, foi capa de destaque do mais importante jornal francês, o Le Monde.

Rússia e China: pesadelo dos EUA se torna realidade

A nova política dos EUA em relação à China está levando à aproximação entre Moscou e Pequim, comenta o analista russo Timofei Bordachev.

URGENTE: Lava Jato pode ter fraudado documentos para incriminar Lula; CONFIRA CÓPIAS!

Surgem novos documentos que podem comprovar o que declarou o deputado Sibá em um encontro realizado no último sábado (5).

Lula preso sem provas, Paulo Preto ''com cem milhões" solto. Justiça?

Se alguém do campo progressista ainda tinha dúvidas sobre o posicionamento político do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foram relembrados nesta sexta-feira, 11.

Engenheiros da Petrobrás dizem que política de preços de combustíveis beneficia grupos estrangeiros

A AEPET reafirma o que foi expresso no Editorial “Política de preços de Temer e Parente é ‘America First!’ “, de dezembro de 2017.

quinta-feira, 2 de maio de 2019

No 1º de Maio, Bolsonaro se cala sobre direitos trabalhistas e desemprego

No Twitter de Bolsonaro parece que não existiu o Dia do Trabalhador; já em seu pronunciamento em cadeia nacional, o presidente, ao invés de fazer um discurso voltado às pautas essenciais aos trabalhadores ou propor medidas para os 13,4 milhões de desempregados no Brasil, se limitou a falar sobre "liberdade econômica"

O presidente Jair Bolsonaro praticamente ignorou o Dia do Trabalhador nesta quarta-feira (1º). Em seu Twitter, principal ferramenta de comunicação do capitão da reserva, nenhuma menção à data que é comemorada internacionalmente e nenhum tuíte falando de forma contundente sobre o tema “trabalho”.
Muitos esperavam que as homenagens de Bolsonaro aos trabalhadores viriam no pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão que fez às 20h, mas não foi o que aconteceu.
Em pouco mais de dois minutos, o presidente, que extinguiu o Ministério do Trabalho, sequer proferiu a palavra “trabalhador” e se calou sobre as principais pautas que envolvem a data, como a questão dos direitos trabalhistas ou alto índice de desemprego no país. Nesta terça-fera (30), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou números alarmantes que mostram que o desemprego no Brasil bateu recorde, mas Bolsonaro não direcionou sequer um segundo de sua fala aos mais de 13,4 milhões de desempregados.


Outra pauta prioritária aos trabalhadores neste momento é a reforma da Previdência, mais um tema ignorado por Bolsonaro em seu pronunciamento.
No lugar de um discurso voltado aos trabalhadores, seus problemas e desafios, como se esperava para um 1º de Maio, o presidente decidiu focar em um pronunciamento enaltecendo a “liberdade econômica” e pregando o “livre mercado”.
“Esse é o compromisso do meu governo com a plena liberdade econômica, única maneira de proporcionar, por mérito próprio e sem interferência do estado, o engrandecimento de cada cidadão”, afirmou, em um dos pontos “altos” de seu curto discurso.

Leia a íntegra.
enhoras e senhores, boa noite.
Na data de ontem, foi realizada a cerimônia de assinatura da Medida Provisória que trata da declaração dos direitos de liberdade econômica, cuja a finalidade é estabelecer, principalmente, garantias de livre mercado.
É uma iniciativa do nosso Ministério da Economia, que restringe o papel do Estado no controle e na fiscalização da atividade econômica. Está concretizada em direitos considerados essenciais ao crescimento do país, dos quais destaco:

  • desenvolver a atividade econômica de baixo risco para o sustento próprio da sua família;
  • produzir, empregar e gerar renda, assegurada a liberdade para o desenvolvimento econômico;
  • não ter restringida, por qualquer autoridade, sua liberdade em definir o preço de produtos e serviços;
  • receber tratamento igualitário de órgãos e de entidades da administração pública, dentre outros.
Esse é o compromisso do meu governo com a plena liberdade econômica, única maneira de proporcionar, por mérito próprio e sem interferência do estado o engrandecimento de cada cidadão.

O caminho é longo. Eu sei que, unidos, ultrapassaremos essas dificuldades iniciais que são naturais nas transições de governo. Especialmente, se as concepções políticas forem antagônicas.
O Brasil elegeu a esperança, razão pela qual estarei sempre atento para não decepcioná-lo. É o meu compromisso com você neste Dia do Trabalho.

Boa noite.
E que Deus abençoe o nosso Brasil.

Fonte: Revista Fórum

quarta-feira, 1 de maio de 2019

Ciro Gomes: “A Reforma Trabalhista se mostrou desastrosa. Com essa Reforma da Previdência não será diferente”

Do Twitter de Ciro Gomes:
Os ataques aos direitos das trabalhadoras e trabalhadores pede mobilização e ação. O desemprego de mais de 14 milhões de irmãs e irmãos nossos, mais os 32 milhões na informalidade, mostram que o Brasil está sem rumo, sem projeto, sem perspectiva.
A Reforma Trabalhista, contra a qual lutamos muito, se mostrou desastrosa. Com essa Reforma da Previdência, não será diferente. As centrais sindicais têm um papel importante de ajudar nosso povo a se informar dos danos que essa proposta causará, principalmente aos mais pobres.

Que este dia do trabalho seja de informação, debate e organização da resistência. Lutemos!

Corte geral de 30% nos orçamentos das universidades federais

Depois de o ministro da Educação anunciar redução do orçamento da UnB, da UFF e da UFBA, MEC avisa que medida será estendida às demais instituições



O Ministério da Educação anunciou, nesta terça-feira (30/04), que todas as universidades federais do país sofrerão corte de 30% em seus orçamentos. A medida foi tomada após a pasta ser alvo de críticas por ter reduzido as verbas destinadas à Universidade de Brasília (UnB), à Universidade Federal Fluminense (UFF) e à Universidade Federal da Bahia (UFBA). A diminuição dos recursos das três instituições tinha sido anunciada pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, publicada ontem.

A informação sobre o corte em todas as federais foi dada à TV Globo pelo secretário de Educação Superior do MEC, Arnaldo Barbosa de Lima Junior. De acordo com ele, trata-se de um bloqueio, de “forma preventiva” e que ocorrerá “sobre o segundo semestre”.

Na entrevista ao Estadão, Abraham Weintraub justificou que as reduções no orçamento da UnB, da UFF e da UFBA foram definidos porque as três instituições estariam com sobra de dinheiro para “fazer bagunça e evento ridículo”.

Antes do anúncio de que a determinação será estendida a todas as instituições federais, o Congresso já se movimentava para judicializá-la. O PSB anunciou que, até quinta-feira, vai ao Supremo Tribunal Federal (STF) ajuizar uma Arguição de Descumprimento de Preceitos Fundamentais contra a medida do ministro e solicitando a liberação dos recursos bloqueados. O líder da oposição na Câmara, Alessandro Molon (PSB-RJ), é responsável pelo texto. “O ataque às universidades revela a intenção do governo Bolsonaro de aniquilar a liberdade de pensamento, ferindo a autonomia universitária garantida no artigo 207 da Constituição”, destacou o deputado. “Essa é mais uma iniciativa do governo para asfixiar os espaços que abrigam o pensamento crítico e livre.”

Também ontem, a deputada Tabata Amaral (PDT-SP) assinou um requerimento de informação para que Weintraub preste esclarecimentos. “Ele terá de explicar o que quis dizer com ‘balbúrdia’, que não é um termo usado na administração pública. Ele terá de dizer que critérios está usando para fazer os cortes, pois é obrigado a seguir a Constituição”, afirmou a parlamentar. “Precisa ser técnico e transparente. Diante dos vários problemas da educação, me preocupa que isso esteja em debate. A postura do Congresso é de fiscalizar e entender, e continuar cobrando.”

Bem avaliadas

Um fato que contraria a argumentação de Weintraub é que as três universidades citadas são bem avaliadas, tanto no Brasil quanto no exterior. Todas têm nota 5, o valor máximo no desempenho do Índice Geral de Cursos (IGC) do próprio MEC. Segundo o presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Reinaldo Centoducatte, a declaração do ministro é imprecisa em diversos momentos. “Quando se fala que as universidades públicas não produzem nada, ele entra em confronto com a realidade. Mais de 95% do que se produz de ciência neste país está nas universidades públicas, e uma parte significativa, nas federais”, destacou.

Centoducatte ressaltou que as universidades são espaços democráticos, com liberdade de ação e manifestação. “Com manifestações, inclusive, em desfavor de reitorias. Entendemos isso dentro da normalidade democrática e tratamos a questão com diálogo, sem cercear manifestações.” O presidente da Andifes emendou: “Nós sempre estivemos abertos e estamos abertos para o diálogo. Para discutir com o MEC e com setores da sociedade o que esperam de nós para os projetos colocados”.

Ex-reitor da UnB e professor da Faculdade de Direito da instituição, José Geraldo de Sousa Junior disse que a iniciativa era esperada. “É um quadro de autoritarismo e aniquilamento da crítica. A estratégia é criminosa. É um crime de responsabilidade. Viola a autonomia das universidades”, criticou. “O governo não pode usar o fundamento público de gestão do orçamento para ações de represália, de castigo. Isso é desvio de finalidade. O MEC não é feitor da gestão. Se tiver algo errado, tem de abrir inquérito e investigar”, completou.

Por e-mail, o ministério destacou que “estuda os bloqueios de forma que nenhum programa seja prejudicado e que os recursos sejam utilizados da forma mais eficaz. O Programa de Assistência Estudantil não sofreu impacto em seu orçamento”.

 
DCE da UnB quer reunião no MEC 



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Bolsonaro diz que Brasil não está bem de armamento e tem medo de enfrentar Venezuela

O presidente Jair Bolsonaro morde e assopra na questão da Venezuela. Quase ao mesmo tempo em que a conta do presidente no Twitter escreve que “qualquer hipótese” sobre a situação do país vizinho “será decidida exclusivamente” por ele (não descartando uma ação militar), Bolsonaro declarou na TV que rechaça um conflito para depor Maduro. O presidente afirmou ao jornalista José Luiz Datena, nesta tarde de terça, 30, que “não quer falar em invasão”. “Não estamos bem de armamento, não podemos fazer frente a ninguém. Seria uma aventura e não é nossa vocação”, afirmou.



Fonte: Estadão