GOLPE DURO PARA BURGUESADA: Lula foi capa do maior jornal francês e Papa Francisco se manifestou

A carta de Lula, direto da prisão, foi capa de destaque do mais importante jornal francês, o Le Monde.

Rússia e China: pesadelo dos EUA se torna realidade

A nova política dos EUA em relação à China está levando à aproximação entre Moscou e Pequim, comenta o analista russo Timofei Bordachev.

URGENTE: Lava Jato pode ter fraudado documentos para incriminar Lula; CONFIRA CÓPIAS!

Surgem novos documentos que podem comprovar o que declarou o deputado Sibá em um encontro realizado no último sábado (5).

Lula preso sem provas, Paulo Preto ''com cem milhões" solto. Justiça?

Se alguém do campo progressista ainda tinha dúvidas sobre o posicionamento político do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foram relembrados nesta sexta-feira, 11.

Engenheiros da Petrobrás dizem que política de preços de combustíveis beneficia grupos estrangeiros

A AEPET reafirma o que foi expresso no Editorial “Política de preços de Temer e Parente é ‘America First!’ “, de dezembro de 2017.

quinta-feira, 26 de maio de 2022

Globo tenta encurralar Haddad em entrevista, leva invertida e cria peça de campanha


Globo  - Ao se esquivar das cascas de banana do jornal, o pré-candidato petista ao governo do estado conseguiu dizer com clareza a que veio



O jornal O Globo publicou entrevista nesta quinta-feira (26) com Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo e atual pré-candidato do PT ao governo do estado. Ao longo da conversa, foram várias as tentativas de confrontar o ex-prefeito, inúmeras cascas de banana para tentar desequilibra-lo. .

Haddad não fugiu das perguntas. No final das contas, o que era pra ser um desabono acabou por se tornar uma peça de campanha, em que o pré-candidato esclarece vários pontos fundamentais como a relação do PT com o PSBMárcio França e a pré-candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sua liderança nas pesquisas e seu índice de rejeição.






Ciclovias

Além disso, Haddad colocou na mesa várias questões que suscitaram inúmeras críticas na época em que foram implantadas e, posteriormente, se mostraram acertadas, como as ciclovias na capital paulista. “Eu lembro de gente falando ‘mas o relevo de São Paulo é impróprio para ciclovia, ninguém anda de bicicleta’. Hoje, há milhares de garotos de bicicleta como entregadores de aplicativo. Como estaria esse povo se não fosse a malha cicloviária?”, pergunta o ex-prefeito.


Redução de velocidade

Com relação à redução da velocidade nas vias públicas, outra medida que causou polêmica na época, o ex-prefeito lembra que “o número de acidentes caiu 50% e melhorou o trânsito, segundo dados oficiais”. Haddad diz ainda ter ficado impressionado com a falta de apoio da imprensa. “A imprensa, que se apresenta como arauto da modernidade, poderia pegar as práticas internacionais. Em qualquer lugar do mundo, o Haddad seria considerado um prefeito visionário. E aqui no Brasil ele só recebe crítica da imprensa. Eram todos os veículos de imprensa querendo impedir a chegada da modernidade a São Paulo. Resolvi fazer o que era certo e esperar o tempo me dar ou não razão. Brigar com o prefeito que faz faixa de ônibus, ciclovia e reduz a velocidade? Até hoje tenho dificuldade de entender porque fizeram isso comigo. Era por causa do PT?”




Corrupção

Já com relação aos casos de corrupção envolvendo o PT, o pré-candidato lembra que s governos que tiveram o partido à frente fortaleceram a legislação e os órgãos de combate à corrupção. “Esse é o julgamento que eu faço. O Bolsonaro enfraqueceu tudo: a legislação e os órgãos. O PT fortaleceu tudo. Isso o próprio ex-juiz Sergio Moro reconhece numa sentença condenatória”, lembra.


Haddad diz ainda não importar se as medidas se voltaram conta o partido. “Fez o certo: delação premiada, lei anticorrupção, leniência e Controladoria-Geral da União com status de ministério, independência da Polícia Federal e autonomia do Ministério Público”, recorda. “Quem está disposto a fazer lambança não fortalece órgãos de controle”, afirma.




Segurança pública

Já com relação à segurança pública, ele defendeu o uso de câmeras nos uniformes dos policiais, mas foi além. “Nós precisamos de um plano de metas, fazer uma hierarquia dos crimes, do mais grave ao menos grave. E metas de redução da criminalidade e resolutividade dos crimes. Temos de associar isso à valorização profissional do trabalhador em segurança, tanto militar quanto civil”.

Sobre a possibilidade do presidente Jair Bolsonaro (PL) vir a perder a próxima eleição, Haddad alertou para um dos maiores trunfos de sua gestão enquanto ministro da Educação: “vai espernear, mas ele não tem condições externas e internas de manter um regime de força aqui. Até porque são oito milhões de universitários hoje no Brasil. No golpe de 1964, eram 200 mil e, em geral, da elite. Hoje tem uma massa crítica na universidade de outra natureza”. O ex-prefeito ainda pergunta: “ele vai conflagrar o Brasil? A democracia vai ser defendida com unhas e dentes. Ele vai fazer o que o Trump fez, piorado. Se nos Estados Unidos, onde a democracia é mais consolidada, houve cinco mortes, aqui pode ser pior. Mas não vai ser bem-sucedido. Não vai acontecer o mesmo de 1964”.

O principal adversário

Ao final, perguntado qual será seu principal adversário, se Tarcísio Freitas ou o governador Rodrigo Garcia, ele soltou: “Rodrigo Garcia é tão tucano quanto o Tarcísio é paulista. Não existe isso. O Rodrigo nunca foi tucano. Sempre foi linha auxiliar dos tucanos porque eles ganhavam eleição. E o Tarcísio nunca foi paulista, nunca morou em São Paulo. O Tarcísio vai tentar o voto bolsonarista mais cego. Não sei qual é a estratégia do Rodrigo. Até porque ele é um ser em construção. Não sabemos o que quer ser quando crescer”, encerrou.

Folha propaga fake news contra Lula e diz que ele não foi inocentado

 


 Brasil 247Jornal se soma aos negacionistas do Direito e evita reconhecer que o ex-presidente é completamente inocente




Em editorial publicado na noite desta quarta-feira (25), a Folha de S. Paulo se soma aos negacionistas do Direito ao reproduzir a mentira de que o ex-presidente Lula não foi inocentado.





"O líder petista recobrou seus direitos políticos e deve, para todos os efeitos, ser considerado inocente", reconhece o jornal, mas pondera: "isso não é o mesmo que ter sido inocentado pela Justiça".





Lula foi injustamente perseguido, condenado e preso por um juiz - agora ex-juiz - suspeito e parcial, Sergio Moro (União Brasil-SP). Mais tarde, o Supremo Tribunal Federal (STF), a mais alta corte do país, anulou os processos contra o ex-presidente, justamente pelo reconhecimento da parcialidade de Moro.





O Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) também reconheceu que Lula teve seus direitos violados e foi um preso político no Brasil. 





O que a Folha de S. Paulo faz é tentar estabelecer uma distinção entre a anulação dos processos contra Lula e a declaração de sua inocência. Acontece que a legislação brasileira prevê a presunção de inocência. Ou seja, quem não é culpado, é inocente, e todos são inocentes até que se prove o contrário.





O advogado de Lula, Cristiano Zanin, sempre quando alegações como a da Folha são trazidas à tona, explica que Lula não teve seus processos anulados porque o juiz era parcial. Na realidade, ele diz, Lula foi condenado justamente pela parcialidade de Moro. Se tivesse tido direito a um julgamento justo, dentro dos parâmetros legais, certamente não teria sido preso. "Sem condenação, a presunção de inocência está intacta. Lula teve a sua vida devassada e os acusadores tiveram todas as oportunidades de apresentar provas, inclusive com a ajuda de um juiz parcial, e não obtiveram êxito. Os processos não foram anulados por pequenas questões técnicas, mas por um vício gravíssimo, que era a suspeição do juiz. Moro queria condenar sem processo porque sabia que, dentro das regras do jogo, ele não tinha condições de impor as condenações. Não se conduz um processo na base do jeitinho", disse Zanin em entrevista à Veja.






Campanha de Bolsonaro decide usar agressões de Ciro contra Lula para evitar vitória em primeiro turno


 Estadão   - Decisão reforça a visão de que o pedetista seria hoje linha auxiliar do bolsonarismo



Ciro Gomes é hoje linha auxiliar do bolsonarismo? Embora ele garanta que não, evidências apontam na direção oposta. "Integrantes da campanha do presidente Jair Bolsonaro querem ampliar a visibilidade das críticas de Ciro Gomes (PDT) a Luiz Inácio Lula da Silva (PT)", informam os jornalistas Mariana Carneiro, Julia Lindner e Gustavo Côrtes, em reportagem publicada no Estado de S. Paulo. "Acreditam que, ao evidenciar os ataques de Ciro contra o petista, conseguem neutralizar um potencial movimento de voto útil em Lula no 1.º turno – o que poderia levar a uma vitória do petista", acrescentam.





"Na última pesquisa Ipespe, Lula marcou 44% das intenções de voto e Ciro, 8%, o que somado passaria dos 50%. Um sinal de que a estratégia bolsonarista entrou em campo são postagens feitas por aliados do presidente, como a da deputada Bia Kicis (União-DF) e do delegado Alexandre Ramagem, replicando vídeo em que Ciro diz que Lula não foi inocentado, mas teve o processo anulado no STF", apontam ainda os jornalistas.







quarta-feira, 25 de maio de 2022

Lula cresce entre evangélicos e reduz vantagem de Bolsonaro entre o segmento, mostra pesquisa


 Brasil de Fato - cenário da corrida eleitoral pelo Palácio do Planalto tem sinais de estabilidade, de acordo com nova pesquisa PoderData divulgada nesta quarta-feira (25). O levantamento aponta que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida eleitoral no primeiro com folga.






O petista figura com 43% das intenções de voto contra 35% de Jair Bolsonaro (PL). Na sequência, aparecem Ciro Gomes (PDT), com 5%, André Janones (Avante), com 3%, e Simone Tebet (MDB), com 2%.




O ex-governador de São Paulo João Doria (PSDB) foi mantido no estudo porque só desistiu de concorrer na segunda-feira (23). O anúncio, porém, já foi suficiente para o tucano cair para 1% nas intenções de voto (ele pontuava de 2% a 4% em levantamentos anteriores). O efeito geral na corrida eleitoral foi pequeno.





Evangélicos: Lula diminui diferença

A nova rodada da pesquisa PoderData mostra que também que Bolsonaro ainda lidera entre os evangélicos, mas viu a sua vantagem para o ex-presidente Lula diminuir para 13 pontos percentuais.




De acordo com o levantamento, o ex-capitão soma 46% das intenções de voto no segmento para o primeiro turno das eleições de 2022. Já o petista tem 33%. Na pesquisa anterior, realizada de 8 a 10 de maio, Bolsonaro aparecia com 52% entre os evangélicos.





Segundo turno: Lula lidera com folga

O levantamento aponta Lula tem uma vantagem de 11 pontos percentuais sobre Bolsonaro no segundo turno. O petista soma 50% das intenções de voto contra 39% de Bolsonaro. Na pesquisa anterior, realizada entre os dias 10 e 12 de maio, Lula aparecia com 49% e Bolsonaro, 38%.



Em levantamentos do PoderData, Lula já esteve 25 pontos à frente do atual presidente. Os índices foram registrados no final de agosto e início de setembro de 2021. A menor diferença entre os favoritos da eleição ocorreu no último mês, e foi de 9 pontos.

A pesquisa foi realizada pelo PoderData. Os dados foram coletados de 22 a 24 de maio de 2022, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 3.000 entrevistas em 301 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O intervalo de confiança é de 95%. O registro no TSE é BR-05638/2022.


terça-feira, 24 de maio de 2022

Projeto de Militares quer bolsonarismo até 2035 e fim da gratuidade no SUS em 3 anos

 


 Revista Fórum  - "Projeto de Nação" foi desenvolvido por militar que presidiu ONG do Coronel Ustra e tem apoio do Instituto de Eduardo Villas Bôas. Mourão fechou evento dizendo que considera "o Destino Manifesto do nosso País"



Um documento de 93 páginas intitulado "Projeto de Nação" mobilizou uma parcela de militares - entre eles o vice-presidente, Hamilton Mourão, e o ex-comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas - na última quinta-feira (19) em Brasília.






O "estudo" está sob tutela do general Luiz Eduardo Rocha Paiva, ex-presidente do grupo Terrorismo Nunca Mais (Ternuma), a ONG do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, e tem a chancela do Instituto Sagres, dirigido por ele, e da ONG do ex-comandante do Exército, o Instituto General Villas Bôas (IGVB) - o mesmo que ameaçou o Supremo Tribunal Federal (STF) em 2018 durante julgamento do habeas corpus que daria a liberdade a Lula (PT). Fecha a tríade o chamado Instituto Federalista.

De forma surreal, o "estudo" inicia com um "relatório de conjuntura", mostrando a "evolução política-estratégica" datado de setembro de 2035, quando impera "o chamado globalismo — movimento internacionalista cujo objetivo é determinar, dirigir e controlar as relações entre as nações e entre os próprios cidadãos, por meio de posições, atitudes, intervenções e imposições de caráter autoritário, porém disfarçados como socialmente corretos e necessários".





O documento, que está sendo distribuído pelo Instituto Sagres - uma ONG que reúne militares e ultraconservadores para prestação de "consultorias" - e pelo IGVB prevê que o bolsonarismo triunfe até a data e lista 37 temas, divididos em sete eixos, para implantação do "projeto de nação".

Entre as metas estão o fim da obrigatoriedade do Sistema Único de Saúde (SUS) e a cobrança de mensalidades em universidades públicas até 2025.





"Vale assinalar os esforços empreendidos por sucessivos governos, a partir do início da década de 2020, com vistas a aperfeiçoar o sistema de gestão e controle dos recursos públicos alocados para o SUS. Além disso, a partir de 2025, o Poder Público passou a cobrar indenizações pelos serviços prestados", diz o texto com ar futurista.

"Quanto à Educação Superior, o quadro não era muito diferente. Amplos setores das Instituições de Ensino Superior (IES) — principalmente as públicas — transformaram-se em centros de luta ideológica e de doutrinação político-partidária", diz o "estudo" em outro trecho, ressaltando que "um marco importante para a melhoria de desempenho das universidades públicas, mas que sofreu forte resistência para vingar, foi a decisão de cobrar mensalidades/anualidades".

Villas Bôas e Mourão: as estrelas do evento

O evento de lançamento do "projeto de nação" aconteceu no auditório da Fundação Habitacional do Exército (FHE), entidade que gerencia a Associação de Poupança e Empréstimo (Poupex) dos militares, e teve como estrelas Villas Bôas e Mourão.

“Certamente, aqui está uma parcela importante do pensamento estratégico do Brasil”, disse o ex-comandante do Exército em discurso lido pela presidente do IGVB, Maria Aparecida Villas Bôas, esposa do militar.

Em sua fala, Mourão, que é pré-candidato ao Senado pelo Republicanos no Rio Grande do Sul, agradeceu o "trabalho de gigantes".

 “Eu saio daqui esta noite extremamente recompensado por tudo que vi e por, mais uma vez, acreditar que aqui está sendo lançada a pedra fundamental para aquilo que eu considero que é o Destino Manifesto do nosso País: ser a maior e mais próspera democracia liberal ao sul do Equador”, disse o vice-presidente.

Veja o vídeo abaixo e leia a íntegra do projeto.

 

sexta-feira, 20 de maio de 2022

Delegado na chefia de segurança de presidenciáveis curte posts contra Lula


UOL
  -  O delegado José Erasmo de Oliveira Júnior, da Polícia Federal (PF), mantém um perfil no Instagram que curtiu posts críticos ao ex-presidente Lula (PT). Erasmo Júnior é Chefe da Divisão de Segurança de Dignitários, responsável por analisar os planos de proteção da PF aos candidatos à Presidência nas eleições de 2022 — Lula, que já anunciou pré-candidatura, deve estar entre eles. A reportagem é do portal UOL.




Um dos últimos posts curtidos pelo perfil de Erasmo Júnior, de 20 de abril, diz que o Brasil "solta líder de quadrilha condenado em três instâncias pra se tornar candidato a presidente".





Tido por colegas da corporação como apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL), Erasmo Júnior foi nomeado para o posto em setembro do ano passado, no exato dia em que a Polícia Federal instituiu as diretrizes para proteção dos postulantes a presidente.





Já a mulher de Erasmo Júnior, a também delegada da PF Marília Alencar, chefia há um ano a diretoria de inteligência da Seopi (Secretaria de Operações Integradas) do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O órgão ficou conhecido em 2020 por elaborar o chamado "dossiê antifascista", atualmente sob julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal).





Em 2016, Marília postou no Facebook fotos do casal em dia de manifestação contra a então presidente Dilma Rousseff.






Procurado pelo UOL por telefone, o delegado Erasmo Júnior disse que não tem "nada a declarar". Já a PF afirmou que "o servidor em questão possui amplo currículo e experiência profissional que o credenciam para as funções atualmente exercidas no âmbito da Polícia Federal. Eventuais infrações de natureza administrativa poderão ser apuradas nos termos da legislação vigente". O PT não se manifestou.






Venda da Eletrobrás vai encarecer conta de luz e ampliar o uso de fontes poluentes de energia

 


Por Eduardo Maretti, na Rede Brasil Atual – A privatização da Eletrobras, liberada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) na quarta-feira (18), é abordada na mídia nacional de maneira superficial, como mera questão de mercado. Mesmo se a pauta é o preço final que será pago pelo consumidor após a desestatização, as reportagens televisivas comentam o tema de maneira envergonhada, jogando para o médio e longo prazo “possíveis” efeitos negativos no bolso dos brasileiros.




Mas, para Maurício Tolmasquim, secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia entre 2003 e 2005, ex-presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), é importante destacar dois pontos no processo. “Primeiro, que a privatização era desnecessária. Não era preciso privatizar para atrair investimentos. Segundo, o impacto será grande sobre o consumidor”, prevê.





Em 2012, várias hidrelétricas estavam com as concessões para vencer e o governo de Dilma Rousseff as renovou. Como as plantas operacionais já estavam amortizadas, a proposta do governo, aceita pela estatal, foi vender energia pelo preço de custo, mais uma taxa de lucro. “Agora, com a privatização, quem comprar (a empresa ou empresas do sistema Eletrobras) vai vender (a energia gerada) pelo valor de mercado”, explica Tolmasquim. Ele estima que no mercado o valor é cerca de três vezes o preço de custo, acrescidos da taxa de lucro, que é determinada pela própria empresa.





Além de acenar com o encarecimento da conta de luz dos brasileiros, a lei que permite a privatização da Eletrobras é um monumento à insensatez. Entre os chamados jabutis da legislação, fruto da  atuação de lobbies poderosos, um deles obriga  a inserção de 8 mil MW em termelétricas a gás no Sistema Interligado Nacional (SIN) entre os anos de 2026 e 2030.





No jargão político, jabuti define a inserção de norma alheia ao tema principal em um projeto de lei ou medida provisória enviada ao Legislativo pelo Executivo. O termo surgiu por analogia ao ditado popular “jabuti não sobe em árvore”, usado para expressar fatos que não acontecem de forma natural.




As termelétricas são um meio de produção de energia alternativo onde há escassez de outras fontes. O Brasil é um país rico em recursos hídricos, o que desaconselha tal exigência. Pior que isso, a maneira como a Eletrobras está sendo privatizada permite prever que as termelétricas a gás serão instaladas em regiões que não o produzem (Centro-oeste, Norte e norte de Minas), o que vai obrigar a construção de gasodutos caríssimos, estimados em R$ 100 bilhões de reais.

A operação dessas térmicas, explica Tolmasquim, estima-se que custem mais R$ 52 bilhões. Fora o custo de construir as próprias térmicas, mais R$ 18 bilhões. “Além disso, como essas usinas estão longe do grande mercado consumidor, teria que construir grandes linhas de transmissão. É um escândalo.”






Danos ao meio ambiente

Os problemas não param por aí. Em nota técnica sobre os impactos ambientais decorrentes da inserção de termelétricas a gás natural, o Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA) esclarece que os problemas são preocupantes. “Além de representar custos adicionais em relação a outras opções energéticas menos custosas para o atendimento dos maiores centros de carga do país, o investimento em gasodutos está comprometido em uma fonte energética que tornará mais distante a necessária descarbonização da matriz elétrica brasileira. O mesmo pode se dizer das emissões diretas decorrentes da operação dessas usinas”, afirma a nota.




A proposta que virou lei, em decorrência da aprovação da Medida Provisória 1.031, privilegia um modelo poluente em detrimento de fontes renováveis, como eólica e solar.  E é, portanto,  “conflitante com o cenário global de transição energética e especialmente com o atual cenário de risco de racionamento”, aponta o Iema.

Os absurdos se sucedem. A previsão legal é que essas usinas vão operar em tempo integral. Mesmo quando houver muita água nos reservatórios ou muita energia eólica ou solar, elas têm que continuar a gerar a energia térmica, cara e poluente. Tudo para atender interesses econômicos nas regiões.







terça-feira, 17 de maio de 2022

Frente fria coloca em risco moradores de rua e populações vulneráveis


 Agência Brasil – A Defesa Civil de São Paulo emitiu alerta para toda a população sobre a frente fria que atinge o estado nesta terça-feira (17). Segundo dados do Centro de Gerenciamento de Emergência, as mínimas previstas podem chegar a 1º C na Serra da Mantiqueira. A onda de frio é provocada por uma massa de ar de origem polar.





Na capital, a temperatura pode chegar a 6º C, menor temperatura para maio desde 1990. No interior, a Defesa Civil chama a atenção para a região norte, com previsão de mínima de 3º C para Ribeirão Preto e de 5º C para São José do Rio Preto. No litoral sul, a mínima deve ser de 10º C, com ventos de até 75 Km/h, o que aumenta a sensação de frio.





O governo estadual recomenda que as defesas civis municipais reforcem a divulgação de informações de alertas para que sejam adotadas medidas de autoproteção. Outra orientação do governo é que sejam acompanhados especialmente os casos de pessoas mais vulneráveis, como a população em situação de rua.




Entre os riscos decorrentes do frio, estão hipotermia, queda da umidade relativa do ar, com a diminuição das chuvas e possibilidade de doenças do aparelho respiratório. Também precisam de atenção especial crianças e idosos, que devem ser mantidos agasalhados, tendo em vista que são mais suscetíveis a essas doenças agravadas pelo tempo frio.



O alerta da Defesa Civil estadual recomenda ainda evitar locais fechados e de grande circulação de pessoas para não contrair doenças como gripe, resfriado, pneumonia e meningite, mais frequentes nesse período. É preciso manter também a higienização frequente das mãos.



Para os interessados em doar agasalhos e cobertores, há pontos de coleta nas estações de metrô e trem e nos terminais de ônibus da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos e unidades do Poupatempo.





O aplicativo Alerta SP, disponível gratuitamente para download nas lojas dos sistemas Android e IOS, oferece informações sobre o que fazer neste período de baixas temperaturas e também sobre outros tipos de desastres. 


Baixas temperaturas

A prefeitura de São Paulo prepara esquema especial para os dias de frio intenso, com ampliação dos serviços de atendimento e segurança alimentar da população em situação de rua. Serão montadas dez tendas em todas as regiões da cidade e aumentadas as vagas na rede socioassistencial e ampliado o transporte (ida e volta) para os centros de acolhida.O número de equipes de agentes de saúde e sociais vai aumentar, assim como a distribuição de sopa e cobertores.


A Operação Baixas Temperaturas será intensificada sempre que a temperatura ficar abaixo de 13º C.





A Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social disponibiliza 15.116 vagas para pernoite e 2.138 em hotéis na rede de acolhimento regular. Para o período de baixas temperaturas, serão criadas mais 2 mil vagas e contratados 56 orientadores socioeducativos para fazer a abordagem social. Estes vão se juntar aos 100 profissionais que já fazem esse trabalho. Segundo a prefeitura, serão criadas ainda vagas com canil nos centros de acolhida e adquiridas gaiolas para transporte de animais. 


Haverá tendas na Praça Presidente Getúlio Vargas, em Guaianases; na Avenida Jacu Pêssego, em Itaquera; na Praça Heróis da FEB, em Santana; na Praça Novo Mundo, na Vila Maria; na Praça Floriano Peixoto, em Santo Amaro; na Praça Escolar, em Capela do Socorro; na Praça Miguel Dell’Erba, na Lapa; Praça da Sé; e nas praças Marechal Deodoro, em Santa Cecília, e Padre Bento, no Brás. As estruturas serão montadas quando as temperaturas ficarem abaixo de 10º C.




Conforme balanço divulgado neste domingo (15) pela prefeitura de São Paulo, 2.602 pessoas foram encaminhadas para acolhimento na rede socioassistencial desde a madrugada do dia 5 deste mês, e houve 2.840 atendimentos. Entre as 20h30 de sábado (14) e as 10h de domingo, foram acolhidas 331 pessoas e distribuídos 215 cobertores.












sexta-feira, 13 de maio de 2022

Lula denuncia inflação de alimentos e combustíveis: Brasil merece mais

 


 Brasil 247O ex-presidente Lula (PT) denunciou nesta quinta-feira, 12, no Twitter, o alto preço dos alimentos e dos combustíveis, destacando que os principais pontos que elevam a inflação são preços administrados pelo governo, como energia elétrica e óleo diesel.




“Hoje, 50% da inflação no Brasil acontece por preços administrados pelo governo, como energia elétrica e óleo diesel. Se fossem responsáveis com o povo, já teriam baixado o preço da gasolina, dos alimentos. Mas só sabem contar mentiras. O Brasil merece mais! Boa noite”, publicou Lula.






Hoje, 50% da inflação no Brasil acontece por preços administrados pelo governo, como energia elétrica e óleo diesel. Se fossem responsáveis com o povo, já teriam baixado o preço da gasolina, dos alimentos. Mas só sabem contar mentiras. O Brasil merece mais! Boa noite.