segunda-feira, 16 de agosto de 2021

Lula sobre militares: “Quando eu ganhar, direi qual o papel deles”

 


DCM - Lula (PT) afirmou que só conversará com militares que fazem parte do governo Bolsonaro depois que for eleito. O ex-presidente realizou a declaração em coletiva de imprensa realiza em Pernambuco, nesta segunda-feira (16). Ele lidera as pesquisas eleitorais de 2022.



“O que nós vamos fazer com as Forças Armadas é para ela cumprir o seu papel constitucional. As Forças Armadas existem para garantir a soberania nacional contra possíveis inimigos internos (sic). Ela tem que tomar conta das nossas fronteiras, das nossas fronteiras terrestres”, declarou.

“Ela tem que tomar conta das nossas fronteiras marítimas. Ela tem que tomar conta do nosso espaço aéreo e ela precisa proteger o povo brasileiro. E não se meter em política. Se quiser se meter em política, tira a farda, vai virar um cidadão comum e pode ser candidato a qualquer coisa”, acrescentou.



“Quando eu ganhar, eu vou conversar porque, aí, eu vou ser chefe deles e vou dizer o que eu penso e qual é o papel deles. Sabe, porque, definitivamente, a democracia não comporta um estado civil governado por quase 6 mil militares que estão em postos de confiança no governo Bolsonaro. Agora, isso acontece também não é por mérito do Bolsonaro, não. É por incompetência do Bolsonaro. É por incompetência”, continuou.

“Ele adora ter relação com essa gente. São milicianos, é aposentado da Polícia Militar, são aposentados das Forças Armadas e eu, sinceramente, acho que o que ele está fazendo com as Forças Armadas é um desprestígio à instituição Forças Armadas”, disparou Lula.



“O que não pode é um presidente da República ficar dando emprego que é da área pública, civil, ficar colocando militar da reserva. Tem mais coronel e mais general dentro do governo do que nos quartéis. Isso tá errado. Você sabe, Laercio, que hoje tem mais militar no governo do que durante os 23 anos de regime militar. Agora isso só tem, porque Bolsonaro é medroso”, concluiu.



Lula lidera pesquisas

O petista lidera as intenções de votos para presidente de 2022. Responsável por transformar o país em uma potência econômica, Lula é quem é o maior opositor de Bolsonaro.




Na pesquisa Datafolha de julho, o ex-presidente está com 46% das intenções de votos. Bolsonaro tem 25%. No segundo turno, o petista vence de 58% a 31% do atual governante do Brasil.

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