sexta-feira, 6 de agosto de 2021

Isaquias é ouro na canoagem e conquista 4ª medalha em Olimpíadas


Atleta se iguala a Gustavo Borges e Serginho no ranking histórico de medalhistas brasileiros e só fica atrás de Scheidt e Torben Grael



Isaquias Queiroz não poderia sair das Olimpíadas de Tóquio com o “pescoço pelado”, como costuma dizer.

Perseguidor declarado de marcas e recordes, o único atleta brasileiro a conquistar três medalhas numa mesma edição dos Jogos, em 2016, chegou à quarta de sua carreira na noite desta sexta-feira (6), sábado no Japão, com o ouro na prova C1 1.000 metros da canoagem velocidade em Tóquio.

Agora, ele se iguala ao número alcançado por Gustavo Borges (natação) e Serginho (vôlei) no ranking histórico de medalhistas brasileiros e só fica atrás dos velejadores Robert Scheidt e Torben Grael, com 5.



O feito no Japão encerra um ciclo em que o atleta de 27 anos ampliou seu currículo de conquistas, viveu como protagonista do esporte olímpico brasileiro após o feito no Rio e também precisou lidar com a perda do seu grande mentor na carreira.



O técnico espanhol Jesús Morlán, que chegou ao Brasil em 2013 e guiou os três pódios da canoagem velocidade do país há cinco anos, morreu em novembro de 2018, aos 52, vítima de um câncer no cérebro.

Honrar a memória do treinador virou mais uma motivação para Isaquias, certamente uma de suas maiores, sempre lembrada por ele em entrevistas e ao ir para a água remar até a exaustão. “Foram cinco anos de trabalho, o Jesús [Morlán] também deu a vida dele, literalmente, pela canoagem e pela gente, então vamos treinar pesado para chegar lá e honrar esse trabalho”, afirmou à Folha em junho.

Agora, ele é treinado por Lauro de Souza, o Pinda, que em 2007 buscou o jovem talento na rodoviária para levá-lo ao seu primeiro Campeonato Brasileiro, em Cascavel (PR). Desde então, além das quatro medalhas olímpicas, foram 12 em campeonatos mundiais.



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