terça-feira, 3 de agosto de 2021

Dólar dispara com o mercado reagindo mal à possibilidade de furo do teto e inquérito contra Bolsonaro no STF e TSE.

 


 A PostagemDólar tem forte alta e bate R$5,26, com riscos fiscais no foco dos investidores.


Ibovespa operava em queda, com balanços corporativos no radar e expectativa por decisão sobre juros.



O dólar opera em alta firme ante o real no início desta terça-feira, com os investidores observando, com preocupação, as discussões em torno do pagamento do Bolsa Família e sobre a possibilidade de desrespeito ao teto de gastos, que ocorrem em Brasília.

Por volta de 11h, a moeda americana era negociada a R$ 5,2640, alta de 1,93%, após ter atingido a máxima de R$ 5,2690.



No mesmo horário, o Ibovespa tinha queda de 1,12%, aos 121.138 pontos.



O governo finalizou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para abrir espaço no Orçamento e permitir o pagamento do benefício no próximo ano, marcado pelas eleições presidenciais.


A PEC também deve prever a criação de um fundo para o pagamento de uma espécie de “bônus” para beneficiários do novo Bolsa Família.

Essa despesa ficará fora do teto de gastos, regra que impõe um limite para as despesas da União, porque não teria caráter recorrente e dependeria do tamanho que esse fundo terá no futuro.

A possibilidade de furar o teto é vista como negativa pelos agentes de mercado e pode ofuscar a temporada de balanços positivos das empresas listadas no Ibovespa.

Outro fator que elevou a temperatura política foi a abertura de inquérito administrativo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para investigar o presidente Jair Bolsonaro após sucessivas acusações de Bolsonaro contra o sistema eleitoral eletrônico.



A semana também é marcada pela reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que começa nesta terça-feira. A expectativa dos agentes de mercado é de uma elevação na casa de 1 ponto percentual na taxa Selic.

Em nota matinal, analistas da Guide Investimentos destacam que mesmo com um exterior positivo, o Ibovespa enfrentará dificuldades para conseguir uma recuperação mais ampla por conta dos riscos fiscais e políticos.

“O mercado segue encontrando dificuldades para acompanhar o bom humor externo, principalmente com a volta do receio com tentativas do governo de furar o teto gastos voltando aos holofotes neste 2º semestre – a tendência é que isso se mantenha tendo em vista que ano que vem teremos eleições presidenciais”,

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