terça-feira, 17 de agosto de 2021

Autor de ameaças a STF e Senado, Sérgio Reis deve R$ 640 mil à União


Metrópoles  - Cantor e ex-deputado bolsonarista deixou de pagar impostos federais, multas trabalhistas e FGTS


Autor de ameaças ao STF e ao Senado, o cantor e ex-deputado Sérgio Reis deve R$ 640 mil à União. A maior parte da dívida é em impostos federais. Nos últimos dias, o cantor bolsonarista afirmou que “ordenará” a Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, que “derrube” todos os ministros do Supremo.



Registros da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional mostram que duas empresas em que Sérgio Reis é sócio-administrador constam da Dívida Ativa da União: Vanelli Produções Artísticas e Sérgio Reis Produções e Promoções Artísticas. Ambas foram fundadas em 1988.




A Vanelli deve R$ 438,1 mil à União, sendo R$ 363 mil em impostos federais não pagos, R$ 36,3 mil em multas trabalhistas, e R$ 38,8 mil em FGTS atrasado.




A Receita Federal considera a empresa “inapta” porque não apresentou declarações fiscais. Mesmo assim, a firma do ex-deputado segue lista de devedores.

Sediada em Santana de Parnaíba (SP), a Sérgio Reis Produções tem R$ 201,2 mil de dívidas tributárias.

Nos últimos dias, Sérgio Reis divulgou um áudio em que ameaçou o Senado e o Supremo Tribunal Federal.




“Não é um pedido, é uma ordem. É assim que eu vou falar com o presidente do Senado”, disse, acrescentando: “Se em 30 dias eles não tirarem aqueles caras (ministros do STF), nós vamos invadir, quebrar tudo, e tirar os caras na marra”.

Apesar de alegar que tem apoio de caminhoneiros, suas declarações foram rechaçadas pelo setor. Um dos líderes da greve de 2018, Wallace Landim, conhecido como Chorão, disse que Sérgio Reis “nunca subiu na tribuna para falar em nome de caminhoneiro”.

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