quarta-feira, 25 de agosto de 2021

Amigos da família Bolsonaro são premiados com cargos da Polícia Federal no exterior


 O Globo"Tradicionalmente, os postos que a Polícia Federal tem nas embaixadas do Brasil no exterior são oferecidos a funcionários experientes ou que deixam cargos de destaque após um longo período de trabalho na corporação. Houve um tempo inclusive em que se realizavam concursos para preencher esses cargos. Mas hoje, aparentemente, já não é preciso ter uma folha de serviços tão fornida", escreve a colunista do Globo Malu Gaspar.

jornalista informa que para dois policiais federais, pelo menos, bastou ser amigo da família Bolsonaro – especialmente do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que é escrivão da PF para ganhar sinecuras no exterior.

"Os dois policiais – um escrivão e um papiloscopista – nem sequer estavam dando expediente na PF quando foram nomeados para cargos nas embaixadas de Miami e de Portugal. Mas o fato de estarem muito próximos ao clã presidencial supriu essa lacuna. O agente Fabrício Scarpelli, amigo pessoal de Eduardo, foi nomeado em março oficial de ligação em Miami até 2023. O cargo é exercido em regime temporário por dois anos, sempre com missões em organismos estrangeiros como a Interpol e a ONU".





Na cidade americana, a função está ligada à cooperação com o Immigration Customs Enforcement (ICE), órgão dos Estados Unidos que cuida da imigração ilegal. O salário é de R$ 38 mil, segundo o Portal da Transparência.

Até ser nomeado, ele trabalhava como assessor especial da Casa Civil, que fica no Palácio do Planalto, sob o comando do ex-ministro Luiz Eduardo Ramos. Não se sabe exatamente o que ele fazia, uma vez que as agendas oficiais do período em que atuou na Casa Civil só se referem a “despachos internos”.




A colunista do Globo destaca que, apesar de trabalhar para o general Ramos, seu vínculo de verdade é com Eduardo Bolsonaro. Scarpelli e o deputado exibem fartamente a amizade em publicações nas redes sociais. 

Já o segundo amigo dos Bolsonaro, o papiloscopista João Paulo Dondelli, teve direito a uma ajuda de custo de R$ 97 mil para se transferir para Portugal, onde será adido-adjunto, e ainda pode levar seus dependentes, todos com passaporte diplomático. A função para a qual ele foi nomeado em junho tem salário padrão de US$ 12 mil, mais US$ 4 mil dólares de auxílio moradia, informa.





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