quinta-feira, 29 de julho de 2021

Telegram e Google Forms são refúgio de médicos para receitar cloroquina

 


 Núcleo JornalismoGrupos no Telegram escondem milhares de partidários do chamado “tratamento precoce”.



Lá eles compartilham contatos e conversam com médicos dispostos a receitar o “tratamento”, além de trocarem dicas sobre como evitar a vacinação contra Covid-19. Pressionados pela opinião pública e até pela Justiça, Google e Facebook começaram a derrubar conteúdos desinformativos sobre Covid em suas redes. Então médicos, pacientes e lobistas do tratamento precoce, bem como agitadores políticos, encontraram no Telegram uma espécie de refúgio sem moderação.



Movimento é parecido com o que fez a extrema direita, que viu no aplicativo russo uma rota de fuga para políticos radicais e apoiadores que sofreram sanções em outras plataformas digitais. Essa migração começou em fevereiro e se intensificou em abril de 2021. Hoje dá para encontrar grupos com dezenas de milhares de usuários, que funcionam sem incômodo algum, como, por exemplo, o “Tratamento preventivo temprano” com mais de 22 mil membros.



O grupo foi criado e gerido por Graciela Schorr, tecnóloga em gestão financeira, administradora e proprietária de uma pequena pensão em Imbituba, Santa Catarina. O grupo começou do zero, em meados de março de 2021, e engordou a partir da migração de grupos de WhatsApp que discutiam ivermectina.

Há também casos utilizando o formato Google Forms. Chama a atenção em ambos os grupos a disseminação de um formulário para quem tem interesse em ter acesso gratuito ao “tratamento precoce”, oferecido pelo grupo “Médicos Voluntários do Brasil”. É uma lista de perguntas excruciante (cerca de 50 perguntas) e detalhada. Para se ter uma ideia de sua dimensão e do nível de dados pessoais solicitados, clique abaixo.




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