quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Portal Transparência, do governo federal, sai do ar após denúncias sobre gastos de R$ 15 milhões em leite condensado

 


Lançado em 2004, no governo Lula, portal saiu misteriosamente do ar quando internautas começaram a levantar informações sobre fornecedores de compras com valores exorbitantes do governo. Empresa de esposa e filho de pastor do Rio teriam contratos de R$ 37 milhões com o governo, sendo R$ 12 milhões com as Forças Armadas



De forma misteriosa e sem nenhuma explicação, o Portal Transparência, que informa sobre compras e licitações feitas pelo governo federal, saiu do ar na madrugada desta quarta-feira (27) e permanecia com mensagem de erro às 5h07, quando foi acessado pela reportagem da Fórum.


A retirada do portal do ar se deu após a divulgação de gastos no valor de R$ 1,8 bilhão em compras de supermercado pelo governo Jair Bolsonaro em 2020 – sendo R$ 15 milhões somente em leite condensado.



Portal Transparência fora do ar às 5h07 desta quarta-feira (27)



O governo ainda não explicou os motivos dos valores exorbitantes da lista, que inclui ainda gastos de R$ 1 milhão com alfafa – usada comumente para alimentar gado -, R$ 2,2 milhões com chicletes e R$ 8,8 milhões em bombons.


Fornecedores


O portal da Transparência, que foi lançado em 2004, no governo Lula, para dar visibilidade às compras feitas com recursos públicos pelo governo e órgãos federais de administração, saiu do ar quando muitos internautas iniciaram consultas e levantaram questionamentos sobre empresas contratadas para fornecimento dos produtos para o governo Bolsonaro.


Em uma sequência de tuites com dados do portal, o perfil @Boscardin levantou dúvidas sobre a empresa “Saúde & Vida Comercial de Alimentos Eireli” do ramo alimentício que faturou R$ 37 milhões em contratos com o governo federal – sendo R$ 12 milhões para fornecimento ao Comando das Forças Armadas.


Segundo as informações divulgadas na sequência, a empresa pertence a Azenate Barreto Abreu, que é casada com o pastor Elvio Rosemberg da Silva Abreu e mãe de Elvio Rosemberg da Silva Abreu Júnior, que também fechou contrato no valor de R$ 25 milhões com o governo. Eles seriam de Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, mas a sede da empresa seria em Brasília.


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