sexta-feira, 17 de julho de 2020

Revista afirma que equipe de Aras planeja busca e apreensão no escritório de Rosângela Moro

Não são apenas as informações sigilosas, a lista de investigados e a legalidade de certos procedimentos que explicam a queda de braço entre a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a força-tarefa da Lava-Jato em Curitiba. O pano de fundo desse embate é a especulada candidatura presidencial do ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro, que desponta hoje como o principal adversário de Jair Bolsonaro em 2022.

Sob a condição de não terem seus nomes revelados, integrantes da força-tarefa dizem que a PGR trabalha para manchar a imagem da operação e de seu símbolo maior, com o objetivo de facilitar a reeleição do presidente.


O órgão — comandado por Augusto Aras, indicado ao cargo por Bolsonaro — estaria planejando até mesmo uma busca e apreensão no escritório da advogada Rosangela Moro, esposa do ex-­ministro, a fim de desgastar o casal diante da opinião pública. Foi por isso, acrescentam os procuradores de Curitiba, que a PGR teria retomado as negociações para um acordo de delação premiada com o operador financeiro Rodrigo Tacla Duran.

Atualmente morando na Espanha, Tacla Duran, que operou quase 2 bilhões de reais de investigados no petrolão, já teve uma proposta de colaboração rejeitada pela equipe coordenada pelo procurador Deltan Dalla­gnol, sob a alegação de que burlou provas e fraudou e-mails com autoridades para tentar o desbloqueio de seus bens. Há tempos o caso parecia encerrado, mas a PGR reabriu a conversa com o operador financeiro, recorrendo a uma estratégia antes condenada pelo próprio Aras: a de ofertar ao candidato a delator que entregue uma autoridade. Qual autoridade? O nome não está posto oficialmente, mas nos bastidores todos sabem que se trata de Moro.


A esperança de enredar o ex-ministro decorre do fato de Tacla Duran já ter dito que pagou ao advogado Carlos Zucolotto, amigo do ex-juiz, para obter vantagens em seu acordo com a Lava-Jato, rejeitado em Curitiba. Zucolotto foi sócio de Rosangela Moro. Essa sociedade entre os dois seria usada pela PGR para pedir à Justiça o tal mandado de busca e apreensão no escritório de Rosangela


Fonte: Veja
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