sábado, 9 de maio de 2020

TIC-TAC: STF recebe vídeo da reunião ministerial que prova crime de Bolsonaro

A Advocacia-Geral da União (AGU) entregou ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira, 8 de maio, o vídeo da reunião ministerial indicada pelo ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, como prova da interferência de Bolsonaro na organização.


O vídeo foi exigido pelo ministro e relator do inquérito, Celso de Mello, que determinou o sigilo do material, até manifestação da Procuradoria-geral da República.

O governo chegou pedir ao ministro que fosse entregue apenas parte do vídeo, com a retirada de trechos considerados “sensível ao Estado”. Mas com o prazo esgotado, a AGU afirmou que entregou a gravação em um HD externo, sem cortes ou edições.


Durante depoimento à PF, no sábado passado, 2 de maio, Moro afirmou que durante encontro com a presença de outros ministros, em 22 de abril, Jair Bolsonaro ameaçou sua demissão, caso não trocasse o diretor-geral da Polícia Federal.

Dois dias depois, em 24 de abril, a demissão de Maurício Valeixo foi publicada no Diário Oficial da União (DOU). Em seguida, Moro anunciou sua saída do Ministério da Justiça e revelou o embate com Bolsonaro, durante pronunciamento ao vivo.

Presentes na tal reunião citado por Moro, os ministros Augusto Heleno, Walter Braga Netto, e Luiz Eduardo Ramos devem ser ouvidos como testemunhas do inquérito pela Polícia Federal, na próxima terça-feira, 12 de maio, no Palácio do Planalto.


Também citada por Moro, a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) irá prestar depoimento à PF. Zambelli teria enviado mensagens via WhatsApp à Moro, na tentativa de convence-lo a continuar na pasta da Justiça e aceitar a demissão de Valeixo.

Em breve, Bolsonaro também deve ser ouvido pela PF, mas na condição de investigado.


Fonte: Jornal GGN
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