quarta-feira, 1 de abril de 2020

Financial Times diz que "palhaçadas de Bolsonaro" são um risco para o futuro do Brasil

Financial Times: palhaçadas de Bolsonaro põem em risco seu futuro políticoPublicado em 1 abril, 2020 8:17 am

Publicado em 1 abril, 2020 8:17 am

Financial Times: palhaçadas de Bolsonaro põem em risco seu futuro político. Foto: Reprodução
De Bryan Harris e Andres Schipani no Financial Times.

Quando o Brasil entrou em sua terceira semana de quarentena, o presidente Jair Bolsonaro começou a ficar impaciente. “O vírus está aí. Precisamos encarar isso como um homem, caramba. Todos nós vamos morrer um dia”, disse o governante de direita no domingo, poucos dias depois de anunciar uma nova campanha que pedia aos cidadãos que quebrassem o auto-isolamento e retornassem ao trabalho.

A violação das diretrizes internacionais do presidente – para não mencionar as políticas de seu próprio ministro da Saúde – o coloca entre um número cada vez menor de líderes internacionais, incluindo Andrés Manuel López Obrador, do México, e Alexander Lukashenko, da Bielorrússia, que minimizam os riscos impostos por Covid-19.

Mas o comportamento de Bolsonaro também provocou uma reação que pode ameaçar seu futuro político e a estabilidade da maior democracia da América Latina.

A maioria dos governadores do país, incluindo aliados de outrora, se separou publicamente do presidente. O Senado e seu ministro da saúde o contradizem. Enquanto isso, os habitantes em quarentena das maiores cidades do Brasil começaram os panelaços noturnos – um protesto que envolve bater panelas e frigideiras para expressar descontentamento com o manejo da crise.


“Não podemos mais esperar pelo presidente da República. Ele é uma crise ambulante, essa é a realidade. Ele está totalmente fora de contato com os governadores, com os prefeitos. Hoje, a salvação do país na luta contra o coronavírus está nas mãos do ministro da Saúde”, disse José Nelto, vice-líder do partido centrista Podemos.

À medida que o número de casos do vírus ultrapassa 4.500, incluindo mais de 150 mortes, alguns meios de comunicação locais e alguns legisladores começaram a pedir a renúncia ou impeachment de Bolsonaro.

Fonte: DCM
Reações:

0 comentários:

Postar um comentário