quarta-feira, 25 de março de 2020

Presidente da OAB chama Bolsonaro de desonesto

Após pronunciamento em que o presidente Jair Bolsonaro, em rede nacional, voltou a falar em histeria em torno da pandemia da Covid-19 – que deixa mais de 16,3 mil mortos no mundo -, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Felipe Santa Cruz reforçou a orientação sobre o isolamento social para conter o novo coronavírus e criticou a atitude do presidente. “Entre a ignorância e a ciência, não hesite. Não quebre a quarentena por conta deste que será reconhecido como um dos pronunciamentos políticos mais desonestos da história”, afirmou o chefe da maior entidade da advocacia no País em seu perfil no Twitter na noite desta terça, 24.

Entre a ignorância e a ciência, não hesite. Não quebre a quarentena por conta deste que será reconhecido como um dos pronunciamentos políticos mais desonestos da história.


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O Brasil conta com 48 mortes e 2.201 casos confirmados em todas as unidades federativas. De acordo com dados do Ministério da Saúde, o aumento do número de casos confirmados da Covi-19 foi de 16,4% entre esta segunda, 23 e terça, 24.
Em meio a esse cenário, o presidente Jair Bolsonaro fez um pronunciamento em que defendeu o fim do ‘confinamento em massa’, afirmou que a imprensa ‘espalha a sensação de pavor’ e disse que não há motivo para fechar escolas, uma vez que o grupo de risco é composto por, também, pessoas com mais de 60 anos. “São raros os casos fatais de pessoas sãs com menos de 40 anos”, disse.
O pronunciamento de Bolsonaro foi preparado no gabinete do presidente com a participação de poucas pessoas e em segredo. O vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) participou da elaboração do texto e também estavam presentes, segundo o Estado apurou, integrantes do ‘gabinete do ódio’, onde atuam assessores responsáveis pelas redes sociais pessoais do presidente e ligados a Carlos.
O discurso gerou diferentes críticas. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que a fala de Bolsonaro foi grave e cobrou uma liderança ‘séria, responsável e comprometida com a vida e a saúde da sua população’. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), considerou ‘equivocado’ o pronunciamento e criticou o fato de Bolsonaro usar a estrutura de transmissão para distribuir ataques.
O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes também se pronunciou após a fala de Bolsonaro e voltou a pedir que os brasileiros fiquem em casa. “As agruras da crise, por mais árduas que sejam, não sustentam o luxo da insensatez”, afirmou o ministro.
Assim como nas redes sociais de diferentes políticos e autoridades do País, o coronavírus têm sido tema recorrente no perfil de Felipe Santa Cruz no Twitter. Nos últimos dias, o presidente da OAB compartilhou textos sobre as atividades da entidade diante da crise da Covid-19 e também se pronunciou sobre as medidas provisórias do presidente – a que restringiu Lei de Acesso à Informação e a que autorizou a suspensão de contratos de trabalho por quatro meses. Com relação à esta última, o dispositivo já foi suspenso.

Liberdade e transparência: conquistam-se a duras penas; perdem-se em um momento de descuido. Lei de Acesso à Informação não pode sofrer retrocessos. Não é hora de canetadas e oportunismo.
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Autorizar a suspensão do contrato de trabalho por 4 meses é enviar a conta da crise para a casa do pobre.
É pedir mais, de quem não tem nada para dar!
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Haverá a postura individual da qual se terá orgulho; e as que serão tidas como imprudentes e irresponsáveis. Haverá os líderes que conduziram seu povo à contenção e à superação da crise; e os que contribuíram para o agravamento das perdas. É hora de escolher o lugar na história.
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