sábado, 28 de março de 2020

Estudo usado por Trump e Boris Johnson diz que Brasil terá 1 milhão de mortes se fizer o que Bolsonaro manda

Um estudo liderado pelo Imperial College de Londres faz uma estimativa de como os diferentes países do mundo seriam afetados pela pandemia do coronavírus Sars-CoV-2. Ao analisar o impacto em 202 países, eles concluíram que, se os governos adotarem medidas rigorosas cedo, como testes de diagnóstico, isolamento de doentes e distanciamento social para frear a disseminação do vírus, 38,6 milhões vidas podem ser salvas. Isso representa uma redução de mortalidade de cerca de 95%.



O Brasil está entre os países citados. Em caso de nenhuma estratégia de isolamento e de enfrentamento da pandemia, o Brasil poderia ter mais de 1,15 milhão de mortes devido à Covid-19. Com estratégias de supressão rígidas para toda a população, que são aquelas que buscam bloquear a circulação do vírus, o estudo diz que o número de mortes pode ser reduzido para 44,2 mil.



Foi o Imperial College o instituto responsável por outro estudo que virou um marco na pandemia: um modelo matemático deu um panorama extremamente sombrio de como a doença ia se propagar pelo país, como ia impactar o sistema público de saúde (o SUS do Reino Unido, chamado de NHS) e que até 250 mil pessoas poderiam morrer. Depois do estudo, a estratégia do governo britânico mudou, abandonando a "imunização de rebanho".

Para o Brasil, no novo estudo, o cenário sem qualquer medida de enfrentamento aponta:

-Mortos: 1,15 milhão
-Infectados: 187,7 milhões
-Hospitalizações: 6,2 milhões
-Casos graves: 1,5 milhão


Assinam o estudo quase 50 cientistas, incluindo um grupo relacionado à Organização Mundial da Saúde (OMS). Em um cenário com a implementação de medidas parciais de isolamento para a população, com restrições a eventos e aglomerações, o número de mortes cai para 627 mil, e o de infectados para 122 milhões.

Há, ainda, um cenário com isolamento imposto somente para idosos:

-529 mil mortos
-120 milhões de infectados
-3,2 milhões de hospitalizações
-702 mil casos graves


Fonte: G1
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