terça-feira, 3 de março de 2020

Cabide de emprego: mesmo sem nunca ter aparecido para trabalhar, padrinho de Flávio Bolsonaro é promovido a novo cargo no governo

Quando o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) resolveu não renovar a existência da Autoridade de Governança do Legado Olímpico (AGLO), no último dia de junho do ano passado, os militares que comandavam a Secretaria Especial do Esporte foram pegos de surpresa. Tiveram que refazer todo o planejamento e, em agosto, apresentaram ao governo um plano para tocar o legado olímpico com 27 pessoas (ante 95 cargos existentes na AGLO).



O plano, porém, nunca foi posto em prática. Todos os nomes indicados pela secretaria foram rejeitados para que Marcelo Magalhães Reis, padrinho de casamento de Flávio Bolsonaro e velho conhecido da família presidencial, fosse nomeado como diretor, em dezembro.



Marcelo tomou posse em 5 de fevereiro e, pelos 20 dias seguintes, não se tem notícia de que tenha comparecido para trabalhar no Parque Olímpico da Barra. Na quinta (27), ele foi nomeado secretário especial de Esporte, à custa da saída dos militares que nunca viram seu plano colocado em prática.

“O Marcelo é desconhecido por nós. Ele não foi em nenhum momento indicado por nós. Se perguntar quem é o Marcelo (Magalhães), eu não faço a menor ideia. Eu simplesmente desconheço. Nossa equipe estava pronta em agosto. Nós tínhamos uma responsabilidade enorme pelo legado, foi um investimento de R$ 2 bilhões do governo federal, e não podíamos deixar aquilo ali sem estar bem administrado. Perdemos essa queda de braço.
Perdemos para quem? Não tenho essa resposta. Nossa equipe não conseguiu nomear ninguém.


Fonte: UOL
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