terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Partido do “aerotrem” vai abrigar bolsonaristas

Sem a certeza de que o Aliança pelo Brasil, partido idealizado pelo presidente Jair Bolsonaro, vai sair do papel a tempo das eleições municipais deste ano, candidatos bolsonaristas têm hoje duas siglas dispostas a recebê-los — o PRTB, do vice Hamilton Mourão, e o Republicanos, ligado à Igreja Universal. Outras legendas com afinidades ideológicas com Bolsonaro já sinalizaram falta de disposição a servir de “barriga de aluguel” para candidatos próximos ao presidente.
Bolsonaro já defendeu para aliados que o Aliança fique pronto apenas para as eleições de 2022, quando ele deve tentar a reeleição. A ideia do presidente é se manter neutro nos pleitos municipais, para evitar eventual desgaste com derrotas. No início do mês, o filho do presidente, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), defendeu publicamente que o Aliança comece a disputar eleições apenas em 2022. Eduardo disse que o partido não pode cometer o mesmo erro do PSL, de aceitar pessoas sem “nenhum tipo de filtro”.


Para ser oficializado, o Aliança precisa recolher as 491.967 assinaturas exigidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e então dar início na Corte ao rito de fundação da sigla.


A data-limite para que o registro do Aliança fique pronto a tempo de a sigla disputar as eleições municipais é 4 de abril. Como quase ninguém acredita que todas as etapas sejam alcançadas até lá, possíveis candidatos começaram a procurar outros partidos para entrar na disputa.
A ideia de grande parte dos que gostariam de sair candidatos neste ano pelo Aliança é escolher outra legenda para disputar as eleições, e depois migrar para a sigla de Bolsonaro quando ela efetivamente sair do papel.
O presidente do Republicanos, Marcos Pereira, disse ter sido sondado por apoiadores de Bolsonaro. Ele se mostrou simpático à ideia, mas afirma que isso não significa que a sigla será necessariamente usada como “barriga de aluguel”.



 Leia mais no O Globo
Reações:

0 comentários:

Postar um comentário