quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Ernesto Araújo diz que carta ambiental é 'último refúgio do marxismo'

Em mais uma declaração polêmica que o identifica com a extrema-direita internacional, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, afirmou que os questionamentos que o governo brasileiro recebeu sobre a Amazônia fazem parte de um suposto plano para "intimidar" o país.



Segundo o chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, quando em 2019 os incêndios geraram uma polêmica internacional e protestos por parte de entidades e governos estrangeiros, o caso foi usado para pressionar a administração Bolsonaro, relata o jornalista Jamil Chade em seu blog. 


Chade cita declarações de Araújo em que insite na tese de que forças externas tentaram intimidar o governo Bolsonaro. "Foi um momento importante de afirmação do nosso programa" ... "O que certas forças quiseram era nos intimidar usando carta ambiental'. 
De acordo com Jamil Chade, "o site que entrevistou o chanceler é o Terça Livre. Quem conduzia a conversa com o ministro usara, no mesmo dia, as redes sociais para ofender com termos sexuais a jornalista Patrícia Campos Mello. Em 2019, foi o mesmo apresentador quem usou as redes sociais para insinuar um envolvimento islâmico no incêndio da Igreja de Notre Dame, algo jamais citado pelas investigações na França".
"Por uma hora e meia, porém, o apresentador teceu elogios à diplomacia de Araújo e criticou a imprensa. Os dois estavam em meio a bandeiras da monarquia e uma foto na parede de Olavo de Carvalho".
"Araújo, com frases que nem sempre se completavam, fez questão de fazer diversos ataques contra governos de esquerda e denunciar o Foro de São Paulo. E ainda alertou para a existência de uma relação entre o movimento marxista e a criminalidade na América Latina. Para ele, há um 'amalgama entre os projetos marxistas, partidos radiais, socialismo do século 21 e a criminalidade' ". 
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