quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

Olavismo dita o tom do Brasil na crise entre EUA e Irã e amarra país a destino de Trump

Coadjuvante no conflito, país arrisca décadas de boas relações diplomáticas e comerciais com o mundo árabe e consolida ruptura inédita no Itamaraty



Na arena internacional, o Brasil tem apenas um lado: o dos Estados Unidos. Desde que assumiu a presidência da República, Jair Bolsonaro vem promovendo o alinhamento automático com a principal potência econômica e militar do planeta, comandada pelo magnata Donald Trump que provoca incômodo inclusive na cúpula militar. Nesta quarta-feira, o presidente fez uma transmissão ao vivo nas redes sociais apenas para exibir que assistia ao discurso de Trump na televisão. Enquanto o norte-americano usava palavras para evitar uma escalada no conflito, que mudou de patamar com a decisão da Casa Branca de matar o general do Irã Quasem Soleimani no Iraque, Bolsonaro afirmou que o Brasil deve repudiar o terrorismo, como determina a Constituição Federal, e aproveitou para criticar o Governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por se aproximar de Teerã e tentar mediar um acordo nuclear com os EUA em 2009. Foi mais um gesto para consolidar o giro na política externa brasileira implementada por seu Governo. Na sexta, 3 de janeiro, o respaldo incondicional do Itamaraty à ação militar norte-americana ficou evidente em nota do Itamaraty que acusou várias vezes Soleimani de ser terrorista. Também em tom elevado, Bolsonaro endossou a retórica norte-americana ao afirmar, na segunda-feira, que Soleimani “não era general”.


Fonte: Elpais
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