terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Irã ataca bases americanas no Iraque

Pentágono confirma que duas bases usadas por tropas americanas foram atingidas por mísseis lançados a partir do Irã. Ataque ocorre horas depois de sepultamento de general iraniano morto pelos EUA.

O Irã lançou misseis contra duas bases que abrigam tropas americanas no Iraque. Segundo os EUA, pelo menos 12 de misseis foram lançados a partir do Irã contra as bases de Al Assad e Erbil na madrugada desta quarta-feira (08/01) no horário local (noite de terça-feira no Brasil).
O anúncio do ataque foi originalmente divulgado pela imprensa estatal do Irã. Segundo o governo iraniano, a operação faz parte de uma campanha de retaliação contra os EUA pelo ataque que matou o general Qassim Soleimani na semana passada.
A operação, segundo a imprensa iraniana, foi batizada como "Mártir Soleimani” e está sendo conduzida pela divisão aeroespacial da Guarda Revolucionária, que teria lançado mísseis superfície-ar contra as bases. 
"A vingança feroz da Guarda Revolucionária já começou", disse a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã em um comunicado no canal Telegram, segundo o jornal The New York Times.
A Guarda Revolucionária ainda fez ameaças a Israel e disse que vai atacar o Estado judeu se os EUA responderem ao ataque desta noite contra as bases.
Segundo a rede CNN, um comandante de força paramilitar sunita iraquiana relatou que foguetes atingiram a base aérea de Al Asad, que fica a 120 quilômetros a oeste de Bagdá. Já a base de Erbil fica no norte do Iraque. Ainda não há informações sobre mortes e extensão dos danos.
Pouco depois, o Pentágono confirmou o ataque em um comunicado. “Aproximadamente às 17:30 (horário da costa leste dos EUA) de 7 de janeiro, o Irã lançou mais de uma dúzia de mísseis balísticos contra as forças militares dos EUA e da coalizão no Iraque. Está claro que esses mísseis foram lançados do Irã e tiveram como alvo pelo menos duas bases militares iraquianas que abrigam militares dos EUA e da coalizão em Al Assad e Erbil.”
Segundo o Pentágono, as bases já estavam em alerta máximo por conta de "indicações de que o regime iraniano planejava atacar" forças americanas na região.
Além de tropas americanas, a base de Erbil também abriga pelo menos cem militares da Alemanha que atuam como consultores e no treinamento de forças iraquianas e curdas. A base de Al Asad, por sua vez, também abriga cerca de 70 militares da Noruega e foi visitada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, em 2018. 
Segundo a agência DPA, o comando local das Forças Armadas da Alemanha informou que nenhum soldado do país ficou ferido no ataque à base de Erbil.
Já a Casa Branca afirmou que o presidente dos EUA, Donald Trump, foi informado sobre os ataques.
"Estamos cientes dos relatos de ataques às instalações dos EUA no Iraque. O presidente foi informado e está monitorando a situação de perto e consultando sua equipe de segurança nacional", disse Stephanie Grisham, secretária de imprensa da Casa Branca.


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