segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Procuradores da Lava Jato impediram conclusão de investigação sobre grampo na cela de Alberto Youssef

Juiz federal do Paraná, Nivaldo Brunoni, que suspendeu a investigação a mando de procuradores, é o mesmo que no mês passado determinou que CNMP retirasse da pauta julgamento sobre suspeição de Deltan Dallagnol

Procuradores da Lava Jato articularam com o juiz federal do Paraná Nivaldo Brunoni para que a investigação sobre a instalação de grampos ilegais na cela do doleiro Alberto Youssef fosse encerrada de forma “abrupta e antecipada”, sem a conclusão do inquérito.


Brunoni, que chegou a atuar em processos da Lava Jato ao substituir juízes em férias do TRF-4 (Tribunal Regional Federal), é o mesmo que determinou no último mês que o Conselho Nacional do Ministério Público retirasse de pauta julgamento da suspeição de Deltan Dallagnol, o chefe da força-tarefa em Curitiba.


Segundo reportagem de José Marques, na edição desta segunda-feira (9) da Folha de S.Paulo, os procuradores capitaneados por Deltan Dallagnol agiram para barrar a investigação da Polícia Federal que buscava descobrir o que motivou a instalação da escuta e se houve tentativa de abafar internamente o caso.
“Os procuradores atipicamente requerem o arquivamento do inquérito policial, antes mesmo da realização de diligências básicas e da confecção do relatório final”, disse o delegado Márcio Magno Carvalho Xavier, ao manifestar-se à Justiça Federal.


O agente Dalmey Werlang, responsável pela instalação do grampo a mando de superiores da PF no Paraná, é o único que responde a processos disciplinares sobre as escutas clandestinas. Os superiores foram alçados à cúpula da Polícia Federal pelo hoje ministro da Justiça, Sergio Moro.

Perseguição da Lava Jato
Dalmey também é alvo, junto com o delegado Mario Renato Castanheira Fanton e o ex-presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Paraná, Fernando Augusto Vicentine, de um processo sigiloso movido por procuradores da Lava Jato, sob a acusação de que eles violaram sigilo funcional e vazaram informações confidenciais.


Fonte: Revista Fórum
Reações:

0 comentários:

Postar um comentário