segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Gilmar sinaliza possível liberdade de Lula detonando a mídia: “Doutor Janot tinha 11 jornalistas para vazar informações”; vídeo

Os movimentos do Supremo Tribunal Federal (STF), a esta altura, já são razoavelmente óbvios.
Eles respondem basicamente às revelações da Vaza Jato e apontam para uma resposta corporativa, de autopreservação.
As revelações de Glenn Greenwald e do Intercept Brasil demonstram que Sérgio Moro e procuradores da República enganavam o STF com o objetivo de manter os processos sob a alçada da Vara de Curitiba, mesmo os que apenas tangenciavam corrupção na Petrobrás ou envolviam autoridades com foro privilegiado.

Gilmar Mendes diz que Rodrigo Janot, ex-Procurador-Geral da República, vazava informações para 11 jornalistas.


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Foi o caso, por exemplo, do processo do tríplex do Guarujá, envolvendo o ex-presidente Lula, que deveria ter tramitado no estado de São Paulo.
Os vazamentos do Intercept mostram que Deltan, contrariado com decisões do STF, pretendia investigar ministros “por fora”.


Em mensagens trocadas com Eduardo Pelella, chefe de gabinete do então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, Deltan sugere que o ministro Dias Toffoli tinha algum tipo de participação societária num resort do interior do Paraná.
Deltan teria tido acesso a dados da Receita Federal sobre a esposa de Toffoli, a advogada Roberta Rangel, e parecia interessado em saber mais sobre os negócios da esposa de Gilmar Mendes, a também advogada Guiomar.
Moro e seus parceiros de Lava Jato, de acordo com as mensagens vazadas através do Intercept, desconfiavam da lisura de integrantes da Corte superior, tanto que Moro se referiu a um dos ministros, Luiz Fux, com a frase “in Fux we trust”[em Fux acreditamos] e Deltan, depois de um encontro com o novo relator da operação no STF, escreveu em grupo do Telegram “Aha uhu o Fachin é nosso”.
Mas, e os outros 9 ministros?


Será que só contavam 100% com Luís Roberto Barroso?
O ministro Edson Fachin substituiu Teori Zavascki na relatoria da Lava Jato depois que o ministro morreu em acidente aéreo em 19 de janeiro de 2017.
Zavascki repreendeu Moro ao menos duas vezes, uma delas em discurso público, sem mencionar o nome do juiz.
Em outra, questionou a decisão do juiz de suspender o sigilo de grampo telefônico envolvendo a presidenta em exercício Dilma Rousseff. Recebeu um pedido de “escusas”.
O grampo foi captado depois do horário em que as interceptações haviam sido oficialmente suspensas pelo próprio Moro e envolvia autoridade cujo foro era o STF.
Revelações recentes complicam a versão de Moro de que teria sido apenas um “lapso”.
Lula foi nomeado por Dilma ministro da Casa Civil no dia 16 de março de 2016.


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