segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Bolsonaro pode ser alvo de protesto sem precedentes se for à ONU

Por José Reinaldo Carvalho, editor internacional de Brasil247 e dos Jornalistas pela Democracia - O Brasil pode estar às vésperas do maior vexame diplomático da história. Não é uma constatação alarmista da oposição, mas de setores do próprio governo federal, que, lidando com informações privilegiadas, consideram a hipótese de que líderes internacionais se levantem e deixem o recinto da Assembleia Geral da ONU quando Bolsonaro subir à tribuna do órgão internacional e pronunciar o discurso de abertura, caso ele compareça, no dia 24 de setembro.   


Talvez por isso sejam tão fortes os rumores que começaram a circular nesta segunda-feira (16) de que a equipe médica responsável pelo tratamento do ocupante do Planalto, recomende que ele não viaje a Nova York, alegando que não se encontra plenamente recuperado da última cirurgia.    
Oficialmente, o Ministério das Relações Exteriores confirmou que Bolsonaro fará o discurso de abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas.   
Mas os bastidores da Chancelaria e do Palácio do Planalto são percorridos por um medo pânico de que ocorram protestos oficiais e extra-oficiais se Bolsonaro subir à tribuna da ONU.   
Já na semana passada, um grupo de 14 organizações brasileiras e internacionais divulgou uma carta aberta ao secretário-geral das Nações Unidas, Antonio Guterres, manifestando "indignação" com a participação de Bolsonaro na abertura da Assembleia Geral da ONU, pedindo que o líder do órgão multilateral o condene e o repreenda formalmente por suas declarações e ações contra os povos indígenas e relativas ao meio ambiente.   
Há muitas razões que justificam o protesto contra o  titular do Poder Executivo, que não se contém ao verbalizar expressões mal-educadas e agir de maneira agressiva contra aqueles chefes de Estado dos quais discorda.   


Durante as últimas semanas, Bolsonaro se incompatibilizou com organismos internacionais e ofendeu líderes de países e até mesmo a esposa de um deles, no auge da crise provocada pelos incêndios na Floresta Amazônica. 
A comunidade internacional sabe que estes incêndios se tornaram mais intensos neste ano por causa da desídia da gestão Bolsonaro, ligada à sua concepção de "desenvolvimento" que contém elementos devastadores para o meio ambiente.   
Bolsonaro está cada vez mais isolado no palco internacional e suas companhias são cada vez mais reduzidas a líderes reacionários e imperialistas, entre estes o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.   



Leia mais no Brasil 247


Reações:

0 comentários:

Postar um comentário