sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Bolsonaro defende licença para policiais matarem sem serem presos e ameaça jornalistas de prisão

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) voltou a defender, na manhã desta sexta-feira (09/08/2019), a mudança na legislação brasileira sobre o excludente de ilicitude, chamado pela oposição como “licença para matar”. Ao lado do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, o mandatário brasileiro explicou, comparando aos jornalistas, que excesso no trabalho não pode dar cadeia.


“Entra o excludente de ilicitude para operação do GLO [Garantia da Lei e da Ordem]. O que o bandido tem que aprender? Que tem que aprender a respeitar as Forças Armadas e as forças auxiliares e ponto final. É só fazer duas ou três operações com o excludente de ilicitude que a bandidagem vai acabar”, argumentou o presidente.

“Aquela pessoa [agente] não pode ser tratada como uma assassina. Defendeu a família e as pessoas, não é máquina. Eventualmente, pode ocorrer algum excesso e, como eu disse, não tem nenhuma extravagância nisso”, afirmou o ministro da Justiça. Bolsonaro, em seguida, completou: “Se excesso jornalístico desse cadeia, todos vocês estariam presos”, disse arrancando aplausos de populares.


Moro preferiu não dar muitos detalhes sobre a proposta que trata do assunto, pois ainda está em construção. “O que existe é um receio dos agentes que trabalham em condições extremamente difíceis serem processados por ter se defendido”, apontou. Para ele, é preciso encontrar uma solução que proteja o agente para fazer o serviço sem que haja “licença para matar”. “O criminoso precisa ser preso”, completou.



Fonte: Metrópoles
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